A Casa de Garrett. Património e Arquitetura do Teatro Nacional D. Maria II , através de um olhar múltiplo e especializado, dá-nos a conhecer a complexidade dos valores incorporados num edifício histórico e tão emblemático para a cidade de Lisboa e para o país.
Tem como editores Carlos Vargas e João Mascarenhas-Mateus, contando com textos de Carlos Vargas, João Mascarenhas-Mateus, José Augusto-França, Luís Soares Carneiro, Manuel Alexandre, Mílton Dias Pacheco, Paulo Prata Ramos, Pedro Costa, Pedro Fidalgo, Rui Dâmaso, Sérgio Henriques. A edição é da Imprensa Nacional em parceria com o Teatro Nacional D. Maria II.

O livro que o leitor tem agora entre mãos procura dar a conhecer aspetos essenciais do património e da arquitetura da Casa de Garrett. Quatro anos após a publicação, também na Imprensa Nacional, de obra idêntica dedicada ao Teatro Nacional de São Carlos, é agora a vez de apresentarmos ao público um conjunto de novos estudos, ao mesmo tempo que se expõem as diversas realidades patrimoniais e arquitetónicas que o Teatro Nacional D. Maria II, edificado no topo norte da Praça D. Pedro IV, foi assumindo ao longo dos seus 172 anos de existência.

Esta obra tem como objetivo dar a conhecer, simultaneamente a um público especializado e ao público em geral, a complexidade dos valores incorporados por um edifício tão emblemático para Lisboa e para Portugal, interpretando-os no contexto de uma instituição incontornável para a cultura portuguesa.

In Prefácio dos Editores, Carlos Vargas
e João Mascarenhas-Mateus

Em breve à venda nas livrarias INCM.


Tendo por base os livros da icónica coleção «O Essencial sobre...» este programa, da responsabilidade da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, em parceria com a rádio pública, Antena 2, pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).


O episódio n.º 8 é dedicado a Fernando Pessoa e pode ouvi-lo aqui.


O Paço de Cintra, do Conde Sabugosa.

A obra, publicada pela Imprensa Nacional em 1903, ilustrada com desenhos da rainha D. Amélia e com a colaboração artística do pintor Enrique Casanova e do arquiteto Raul Lino, é o primeiro roteiro histórico do Palácio de Sintra.



Há demasiadas razões para não gostar de um livro. Confesso que pensara já as ter experimentado todas. Mas afinal não. Há sempre uma coisa nova que nos desgosta. Será do avançar da idade?
É claro que o desgosto é concomitante. Às vezes é a capa, ou o layout do miolo – tipo de letra, entrelinha e afins. Só ou acompanhados por uma má revisão, uma tradução sofrível ou uma impressão descuidada. E, quando nos chegam às mãos livros mal impressos a quente (que é como se imprimem os que se dizem «da impressão digital»), a capa mal acabada porque mal colada. No fundo, há problemas práticos – os que têm a ver com o produto – e substanciais – os que têm a ver com o texto em si. Como já disse aqui certa vez, o que me chateia mesmo é o desfasamento.
Livro de maravilhoso papel, bom layout, capa maravilhosa; bem traduzido, interessante, bem escrito. Ora aí está, pensava eu, o livro-modelo. Pois bem, acabou de me aparecer uma coisa que, sabendo bem o que é, nunca me surgira tão valorizada: um livro mal editado.
Antes, uma explicação paradoxal. Na língua portuguesa costumamos ter dez palavras para dizerem o que os ingleses, na sua língua, dizem numa. E isso, convenhamos, é um elogio ao Português. Para um escritor, ter mais matéria prima ajuda e muito. Além de que, para um povo, a ideia de mais vocábulos tende a estar ligada a mais inteligência. Ou é só nas crianças e o povo português inventou palavras mas não fez o devido uso cerebral delas? Talvez seja isso…
Pois bem, neste caso não. Apenas temos uma palavra para dois conceitos muito diferentes na língua inglesa. Talvez porque, na tradição portuguesa, um deles seja muito, muito recente. Falo em «publisher» e «editor» que, na lusitana pátria se diz «editor». Por isso, quando lá em cima disse «mal editado» poderia querer dizer duas coisas. E sim, queria dizer editado na versão inglesa.
Tentando simplificar: «to publish» diz respeito à edição do livro; «to edit», à edição do texto (ou, como no caso que me surgiu, da organização do texto). A maior parte dos editores em Portugal são «publishers», não trabalham a edição de texto. Só há talvez uns quinze anos se tornou norma esse trabalho sem que o autor português se sinta ofendido por um editor lhe estar a dizer «este capítulo está a mais»; «este parágrafo não faz sentido»; «falta aqui uma explicação». (O trabalho da Maria do Rosário Pedreira, primeiro na Temas e Debates e agora na Dom Quixote, foi fundador.) Finalmente se importaram para a edição portuguesa estes bons hábitos anglo-saxónicos, o que permitiu desempoeirar – muito para contragosto de alguns críticos iluminados – as estantes das livrarias.
No caso de que falo, A Terra Inabitável, o problema está na edição.
Comecei o livro com pé atrás, tenho de o dizer. Aquelas primeiras páginas de encómios tiraram-me logo do sério porque fazem de um livro sério um produto demasiado comercial. Sou muito a favor de vender livros, tenho-o demonstrado desde sempre. Mas essa é uma tradição anglo-saxónica que não quer ver importada: o livro começar com «praise for…» não sei o quê. Chegam-me as citações do «California Standard Weekly», mesmo quando inventadas.
Mas depois os dois pés entraram e a leitura fez-se. Tenebrosa e escorreita, dado o tema do Aquecimento Global: o que nos acontecerá se continuarmos a transigir? No entanto, a edição… Não gostei nada, mas mesmo nada da organização. E isso nunca me tinha acontecido com esta força. O livro está divido em catástrofes, o que até parece bem à partida. Mas depois, dentro de cada uma («incêndios», «cheias», «fome», «calor», etc), há sempre a mesma lenga-lenga: se a temperatura subir 2º centígrados, acontece isto; se subir 3º acontece aquilo; e se subir 5º acontece outra coisa. E nós sempre a tentar ligar os 5 com os 2º da catástrofe anterior.
Imagino na editora original alguém a falar com o David (Wallace-Wells, o autor que só pode ser excelente, dado ter um hífen no nome):
– Queres pensar o tema pelas catástrofes ou pela subida de temperatura? – perguntou o editor.
– Talvez pelas catástrofes – respondeu David.
e assim se ter feito um best-seller mundial.
Onde está então o erro? Talvez no facto de, se tivesse sido pela temperatura o best-seller fosse ainda maior. E, principalmente nisto: um editor nunca pergunta uma coisa dessas. Diz:
– Divide e coisa pelas temperaturas, que assim as pessoas percebem melhor.




Realiza-se no dia 21 de fevereiro a cerimónia de entrega do Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro. O evento terá lugar na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, às 18h00, e contará com a presença da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes.

Os vencedores ex aequo desta primeira edição são o lusodescendente Marcus Vinicius Quiroga, residente no Brasil, com a obra Não viajarei por Nenhuma Espanha, e Irene Marques, portuguesa residente no Canadá, autora de Uma casa no Mundo.

Além de um prémio pecuniário no valor de cinco mil euros, o Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro contempla ainda a publicação das obras vencedoras pela Imprensa Nacional.

Este prémio, resultado de uma parceria entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, tem como objetivo homenagear a figura incontornável de Ferreira de Castro e reforçar os vínculos de pertença à língua e cultura portuguesas de cidadãos nacionais residentes no estrangeiro e lusodescendentes.



Tendo por base os livros da icónica coleção «O Essencial sobre...» este programa, da responsabilidade da editora pública, Imprensa Nacional, em parceria com a rádio pública, Antena 2, pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).




Aqui a continuação e conclusão da entrevista a José Jorge Letria, o convidado de Luís Caetano no programa A Ronda da Noite (RTP/Antena 2). Uma longa conversa que teve por mote O Livro Branco da Melancolia, antologia poética de José Jorge Letria, com a chancela da Imprensa Nacional.



O LIVRO BRANCO DA MELANCOLIA

O Livro Branco da Melancolia, reúne, propositadamente de forma continua e irreferencial, os mais significativos poemas de José Jorge Letria.

José Jorge Letria escolhe, para este conjunto de poemas, um título bem sedutor, e ao mesmo tempo intrigante. Uma palavra como Melancolia carrega um forte peso, na tradição cultural, filosófica, artística.

Saiba mais detalhes sobre esta obra na nossa loja online. Aqui.



Décima primeira edição do Methodo Facillimo para aprender a ler [...] de Emilio Monteverde, aprovada pela Junta Consultiva de Instrução Pública. Imprensa Nacional, 1874.

Reconhecido oficialmente, terá sido o método de ensino com maior expansão em Portugal entre as décadas de 1850 e 1880 e, pelo mesmo motivo, com maior número de tiragens. A 7.ª edição, de 1859, da qual se imprimiram 100 000 exemplares, foi apresentada na Exposição Universal de 1862, em Londres.


O nome completo da Equipa Pessoa é Grupo de Trabalho para o Estudo do Espólio e Edição Crítica da Obra Completa de Fernando Pessoa. Este longo nome tem a vantagem de descrever, como se fosse um programa, os dois objectivos principais com que a Secretaria de Estado da Cultura, em 1988, criou a equipa e a instalou na Biblioteca Nacional de Lisboa.
As publicações da equipa enquadram-se em duas colecções: Estudos, dedicada a problemas da edição e do espólio, e Edição Crítica. Esta colecção, na sua Série Maior, publica os textos de Fernando Pessoa sob a forma de edições crítico-genéticas e, na Série Menor, reproduz os mesmos textos, em transcrição actualizada e sem INCM aparatos eruditos.
In Editorial

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José Jorge Letria foi o convidado de ontem, 13 de fevereiro, de Luís Caetano no programa A Ronda da Noite (RTP/Antena 2) para uma conversa que teve por mote O Livro Branco da Melancolia, a sua antologia poética agora editada pela Imprensa Nacional.



O LIVRO BRANCO DA MELANCOLIA

O Livro Branco da Melancolia, reúne, propositadamente de forma continua e irreferencial, os mais significativos poemas de José Jorge Letria.

José Jorge Letria escolhe, para este conjunto de poemas, um título bem sedutor, e ao mesmo tempo intrigante. Uma palavra como Melancolia carrega um forte peso, na tradição cultural, filosófica, artística.

Saiba mais detalhes sobre esta obra na nossa loja online. Aqui.


Tendo por base os livros da icónica coleção «O Essencial sobre...» este programa, da responsabilidade da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, em parceria com a rádio pública, Antena 2, pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).


O episódio n.º 6 é dedicado a Ramalho Ortigão e pode ouvi-lo aqui.




Folheto publicitário da edição crítica das obras de Camões, organizada pelo Visconde de Juromenha.

Ao longo da sua história, a Imprensa Nacional publicou diversas edições da obra camoniana, em várias línguas, formatos e coleções. Esta edição crítica em 6 volumes, chegou ao público ao longo da década de 1860.