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Eucanaã Ferraz, o notável poeta brasileiro nascido no Rio de Janeiro em 1961, acaba de publicar na Imprensa Nacional o seu mais recente livro. Chama-se Poesia, e é a compilação dos poemas que escreveu desde 1990 até ao presente.

Professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro e organizador, entre outros, da Poesia Completa e Prosa de Vinicius de Moraes, da coletânea de letras de canções de Caetano Veloso Letra Só (2002), e do livro de textos em prosa de Caetano O Mundo não É Chato (2004), Eucanaã Ferraz encontra-se atualmente em Portugal a fim de participar no FOLIO, o festival literário de Óbidos que está prestes a começar.

Mas antes, vamos ter o privilégio de encontrá-lo na Biblioteca da Imprensa Nacional, para apresentar o seu novo livro Poesia acompanhado pelos também poetas Pedro Mexia e Jorge Reis-Sá.

Chega a Portugal, antes de aparecer no Brasil, um objeto precioso que reúne a obra de um poeta brasileiro maior. Eucanaã Ferraz é um poeta de uma estirpe rara, um sofisticado poeta dos nossos dias, como são os raros os poetas da delicadeza pura. Uma incomum cintilação e uma extraordinária mestria oficinal marcam toda a sua obra. Brasileiro do século XXI, destacado entre os mais destacados, antes de tudo poeta. Não há exagero nenhum nesta afirmação. Poderia começar de muitas maneiras esta apresentação do seu nome e da sua obra. Seria justo falar de honrarias, dos prémios que recebeu, da repercussão crítica, etc. Prefiro simplesmente colocar o acento no sentido da recompensa maior que nos é dada por recebermos em primeira mão este objeto luminoso, a sua Poesia.

O nome não é desconhecido entre nós. E no Brasil um lugar-comum recorrente nas apresentações da poesia de Eucanaã Ferraz refere uma evidência, a ligação privilegiada do autor a Portugal.


Carlos Mendes de Sousa
in «À Beira da Beleza»,
o prefácio à presente edição


Um grande volume de excelente poesia contemporânea em língua portuguesa, publicado em primeira mão no nosso país, na nova Coleção PLURAL.


20 de setembro, às 18h30, na Biblioteca da Imprensa Nacional.
Rua da Escola Politécnica, n.º 135, em Lisboa


RAS

Título: Luís Filipe de Abreu
Coleção D, volume 12
Apresentação: por Natália Correira Guedes e João Rocha de Sousa
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Data: terça-feira — 22 de SETEMBRO
Horário: 19:30 h
Entrada gratuita limitada à capacidade da sala.




A apresentação do mais recente título da Coleção D — a já clássica coleção dedicada ao design português e seus autores mais relevantes nas suas diferentes expressões, dirigida pelo também designer Jorge Silva — apresenta a produção artística de Luís Filipe de Abreu.
(...) o desenho é senhor absoluto de toda a obra, dos cenários e figurinos para ópera, teatro e bailado à medalhística, da pintura mural, cerâmica, vitral e tapeçaria integrados em espaços arquitetónicos à ilustração editorial. Longe da aquosa preguiça da tinta da china e da aguarela, a quase totalidade da sua obra gráfica foi traçada a guache, material agreste a pedir mão firme e, desse duelo, saiu sempre Luís Filipe de Abreu vencedor. É na qualidade narrativa das suas ilustrações, potenciada pelo virtuosismo anatómico, a permitir todas as audácias na perspetiva, em raros planos picados e contrapicados, e no traço nervoso e intermitente, de espessura palpável, que reside muito do valor singular de Luís Filipe de Abreu na história das artes visuais portuguesas.
Os livros da Coleção D são publicados em edição bilingue (português e inglês) com prefácios do também desinger Jorge Silva, que dirige a coleção. 


FEIRA DE LIVROS DE ARTE
A sessão de apresentação assinala a inauguração da 7.ª edição do festival Bairro das Artes, bem como o início da Feira de Livros de Arte promovida pela INCM, que decorrerá de 23 de setembro a 8 de outubro, na loja da Rua da Escola Politécnica, n.º 137.

Horário:
2.ª-6.ª das 9h00-19h00
Sábado das 9h00 às 13h00

  
 
in Expresso de 10-09-2016,
E, «CulturasLivros», p.71




«O que mais surpreende nesta história do século vinte, brilhante livro de estreia, distinguido com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura 2015, é a escala e o fôlego do seu projeto literário. Em 216 fragmentos, José Gardeazabal leva a cabo uma verdadeira "travessia" do século XX, um tempo em que coexistiram os maiores avanços tecnológicos e civilizacionais, as grandes revoluções da ciência, da arte e do pensamento, com tragédias de proporções bíblicas, em que pereceram milhões de pessoas, vítimas de dois conflitos mundiais e das máquinas de extermínio dos regimes totalitários.

É então algures entre o assombro e a perplexidade que se coloca esta poética (composta por um magma de vozes, emergindo do tumulto da História), este olhar que parece planar sobre os acontecimentos e as transformações do mundo, contaminado pela "excitação do movimento/ quando nos deslocamos/ (ao vento)", sem nunca perder um sentido cénico das coisas: "chegámos aqui a pé, convidados para um teatro". No palco desse teatro assistimos às convulsões sociais e políticas, aos triunfos do progresso (os arranha-céus, as cidades fervilhantes, o apogeu da indústria, o primeiro avião dos irmãos Wright, as vacinas, a corrida espacial), mas também todas as hecatombes, o vórtice da guerra, as energias esbanjadas num rasto de morte.

A lógica da ordenação dos fragmentos não é linear, não segue uma sequência estritamente cronológica, é feita de avanços e recuos, pausas, hiatos, acumulações, momentos disruptivos, como se aos leitores coubesse o trabalho de reunir os estilhaços que resultam de uma enorme explosão. Embora aqui e ali sejamos elevados ao lugar do demiurgo que olha de cima ("e é possível que o universo se contraia novamente/ e um dia expluda como uma mina e as cinzas continuem a mover-se no ar/ os sons esfriem/ e o fumo dos sacrifícios originais se disperse enfim"), o autor nunca deixa que o poema resvale para a megalomania. O estilo é quase neutro, enumerativo, sem pathos, sem retórica, na procura da palavra estritamente necessária. Um verso alude a uma poesia "parecida com pedras" e há algo dessa nudez elementar, dessa secura, na escrita de Gardeazabal. As muitíssimas referências históricas e culturais, por exemplo, ou são discretamente sinalizadas com recurso ao itálico, ou são dissolvidas no tecido do texto. Apesar do tom geral marcadamente pessimista, vemos a beleza surgir "em locais inesperados". E ao "raspar todas as antigas camadas do pó", é possível "descobrir as formas e as cores que brilham depois da viagem".»

José Mário Silva
in Expresso de 10-09-2016, E, Culturas, «Livros», p.71

Disponível nas nossas lojas:

José Gardeazabal
história do século vinte

Coleção PLURAL
Imprensa Nacional-Casa da Moeda
2016




Título: Poesia (1990-2016)
Autor: Eucanaã Ferraz
Apresentação: por Pedro Mexia
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Data: terça-feira — 20 de SETEMBRO
Horário: 18:30 h
Entrada gratuita limitada à capacidade da sala.




Eucanaã Ferraz, grande referência da poesia brasileira contemporânea, lança em primeira mão para o público português, a sua Poesia (1990-2016), compilação da sua delicada e iluminada obra poética, marcada pela coexistência da emoção e da prática oficinal.

No prefácio «À Beira da Beleza», Carlos Mendes de Sousa realça que:


Entre as proposições da alegria nesta obra está a forma de viver a beleza e de dizer as palavras concisas em que repousa.
Carlos Mendes de Sousa


Conhecer poesia é também reconhecer Eucanaã Ferraz, o poeta que «ficaria feliz se [seu] leitor se emocionasse», e que nos presenteia na presente edição, entre muitos outros, com Ode ao Livro:

Ode
às grandes obras
Ode
aos grandes livros (…)

Eucanaã Ferraz


CSG
Programa; A VOZ DOS POETAS
Textos: Mário Dionísio
Leitura de poesia: Jorge Silva Melo | Artistas Unidos
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Data: 19 setembro
Horário: 18:30h
Entrada gratuita limitada à capacidade da sala.




Textos do livro:

Mário Dioníso
Poesia Completa
Coleção PLURAL
INCM, agosto de 2016


Inserido na atividade de programação geral da Biblioteca da Imprensa Nacional, «A VOZ DOS POETAS» é um ciclo de leitura de poesia de autores publicados pela INCM, com periodicidade bimestral.
Porque gostamos de dar a voz aos poetas, voz alta.


Uma parceria Imprensa Nacional-Casa da Moeda / Artistas Unidos


Próximas sessões:
  • 14 de Novembro: Alexandre O´Neill por João Meireles e Jorge Silva Melo 
  • 23 de Janeiro: Vitorino Nemésio por Lia Gama e Jorge Silva Melo 
  • 13 de Fevereiro: Afonso Duarte por Luis Lucas e Jorge Silva Melo

Fotografia: Luis Barra


















in Expresso, E, Culturas, 3 de setembro de 2016


Em história do século vinte a escrita nunca é enfática nem grandiloquente. Pelo contrário, dir-se-ia que o autor impôs a si mesmo um certo rigor analítico, uma certa objetividade, uma toada precisa que se abstém de quaisquer arroubos. José Gardeazabal corrobora: «Não pertenço à tradição da catarse lírica. Apenas da catarse.»

Ler entrevista completa:

Página 1

Página 2



por Cláudio Garrudo









uma palavra hesitante
que luz em cada cabeça
que esmorece em cada boca
uma palavra só uma
que ninguém imaginou
uma palavra perdida
antes de ser encontrada

Livro: Mário Dionísio
Poesia Completa
Coleção Plural
Imprensa Nacional-Casa da Moeda
2016, pág. 163

© texto: herdeiros e INCM; © image: Cláudio Garrudo
Fotografia com dispositivo móvel, INCM, Lisboa, 2016


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