Oficina de Escrita Criativa
Baseada na edição «Aníbal Milhais - Um Herói Chamado Milhões» da coleção Grandes Vidas Portuguesas.
Orientada por Inês Barbosa para crianças e jovens dos 8 aos 14 anos.
Data: 26 de maio 2018
Hora: 11:00h
Local: livraria INCM do Porto - Praça Gomes Teixeira 1 a 7, Porto

Gratuita com pré-inscrição: livraria.porto@incm.pt


SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS

Sessão: «Direito e direitos globais»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quarta-feira, 30 de maio
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

Pedro Barbas Homem
Licenciado, Mestre, Doutor e Agregado em Direito, sendo Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa desde 2007.
Foi Director do Centro de Estudos Judiciários (2011-2016), a entidade responsável pela selecção e formação inicial e contínua dos juízes e dos magistrados do Ministério Público em Portugal (2011-2015). Pró-Reitor da Universidade de Lisboa (2008-2010) e Vice-Reitor da Universidade de Lisboa (2010-2011). Professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e convidado em universidades dos EUA, Brasil, Índia, Angola e Moçambique.
Inscrito na Ordem dos Advogados desde 1984.
Publicou mais de 12 livros seus e dirigiu 10 publicações colectivas no domínio da história e teoria do Direito, direito da educação, direitos fundamentais, função jurisdicional, direito do medicamento, propriedade intelectual, entre outros temas.
fonte: www.almedina.net

Auto-retrato
1974
37,5 × 33,4 cm
Coleção Graça Lobo

in POMAR Os Retratos a Lápis dos anos 70










E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu.

José Afonso,
in A Morte Saiu à Rua


«O pintor mais imediatamente talentoso da sua geração», assim descreveu José-Augusto França, Júlio Pomar — pintor, ilustrador, ensaísta, poeta, cidadão rebelde e irreverente no traço, na forma e na vida. Trabalhou o barro e o vidro, fez escultura, colagens, assemblage (colagens com objetos), desenhos, gravuras, retratos, tapeçaria, murais… Nunca se coibiu das polémicas sobre os grandes pilares da arte. O seu nome é, talvez, o mais imprescindível das artes plásticas e da criação artística da contemporaneidade portuguesa.

Fez-se pintor fora dos cânones académicos. Frequentou a Escola de Belas Artes de Lisboa e Porto, mas foi convidado a desistir. Vendeu o seu primeiro quadro aos 16 anos por 100 mil réis. O quadro chamava-se Os Saltimbancos e o comprador Almada Negreiros.

Envolveu-se na atividade política clandestina, sendo um dos fundadores do Movimento de Unidade Democrática (MUD). Experimentou a prisão – afinal, vivia-se num estado autoritário. Em Caxias, divide cela com o cabecilha do partido socialista português. Foi aí que o retratou pela primeira vez. O segundo retrato que fez de Soares causaria discussão, por fugir às formalidades, mas continua exposto nos corredores do Palácio de Belém.

Ainda nos anos 1960, Pomar sem se exilar, partiu. Visitou Espanha e Itália. Descobriu Goya e Velasquez e os mestres da Renascença Italiana como Ucello e Piero della Francesca. É em Paris que fixa residência e descobre Cézanne, Matisse, Picasso.

Depois da manhã clara de Abril passou dividir-se entre a cidade das luzes e a sua cidade natal, Lisboa, onde nasceu em 1926.

Pomar, artisticamente, passou por várias tendências — como sempre pertence aos grandes — entre o neorrealismo, o expressionismo e o abstracionismo… Está representado nos principais museus do país (Museu Chiado, Fundação Calouste Gulbenkian, Museu de Serralves, Museu Berardo...) e expôs mundo fora: de Paris a Nova Iorque ou ao Rio de Janeiro.

Em 2013 inaugurou, em Lisboa, o Atelier-Museu Júlio Pomar, onde se pode visitar o seu acervo composto por várias centenas de obras. Recebeu ao longo da vida honrosas distinções (Grã-Cruz da Ordem do Mérito, Chevalier de l’Ordre des Arts et des lettres…). E também inúmeros prémios. O último foi-lhe atribuído, em 2018, pelas ilustrações que fez para o livro de Richard Zimmler: O Cão que Comia a Chuva.

Dos inúmeros textos que publicou ao longo da vida, dos ensaios sobre arte à poesia, destacamos hoje um que nos é muito especial: Discours sur la Cécité du Peintre, publicado pela primeira vez em francês, em 1985, pelas Editions de la Différence, e que em 1986 conheceria a sua edição em português. Pela mão do tradutor Pedro Tamen, Da Cegueira dos Pintores seria publicado na Imprensa Nacional Casa da Moeda. Um ano mais tarde, em 1987, a editora pública voltaria a homenagear o artista com a obra Pomar — Retratos a Lápis dos anos 70, Moradas do Pobre Pintor. Colagem e Glosa em Homenagem a Júlio Pomar, da lavra de Fernando Gil.

Pomar deixou-nos, ontem, aos 92 anos. Mas o seu Camões e o seu Pessoa continuarão sempre a acenar todos os dias a quem passa na linha azul do Metropolitano de Lisboa.


Le peintre est mort, vive son art!






Não basta que as coisas que se dizem sejam grandes, se quem as diz não é grande. Por isso os ditos que alegamos se chamam autoridades, porque o autor é o que lhes dá o crédito e lhes concilia o respeito.
Padre António Vieira 
in Sermões do Rosário  Maria Rosa Mística

Homenagear os autores nacionais é o objetivo do Dia do Autor Português, que se assinala hoje. E é a missão permanente da Imprensa Nacional.
Fazemo-lo de muitas formas:
Acolhemos poetas portugueses na nossa «Coleção Plural».
Divulgamos os pensamentos críticos dos mais destacados portugueses na nossa «Coleção Olhares».
Preservamos e divulgamos os grandes clássicos da nossa literatura na coleção «Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa».
Povoamos uma já vasta Biblioteca só com autores portugueses que nos trazem poesia, ficção, crónicas, memórias, diários, epistolografia… na nossa coleção «Biblioteca de Autores Portugueses», a «BAP».
Restauramos minuciosamente as «oficinas de trabalho» dos autores maiores da literatura portuguesa, guiados pelo olhar crítico e atento dos nossos maiores especialistas que reconstroem estas verdadeiras «catedrais» nas coleções de «Edições Críticas» de Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett, Fernando Pessoa e Eça de Queirós.
Desmultiplicamos (ou multiplicamos ainda mais) Fernando Pessoa na nossa coleção «Pessoana».
Abrimos as portas aos designers portugueses na nossa «Coleção D».
Focamos as objetivas aos fotógrafos nacionais na «Série Ph».
Publicamos as Obras Completas de autores que fizeram história, como M. Teixeira Gomes, Jaime Cortesão, Vitorino Nemésio, Almada Negreiros, Thomaz Figueiredo, Branquinho da Fonseca, Adolfo Casais Monteiro, José Régio e Bocage, entre outros.
Entramos na biblioteca do Prof. José-Augusto França e damos a conhecer os livros preferidos deste mestre na coleção «Biblioteca José Augusto França»; também vasculhamos os escritos do professor, escritor, jornalista e ensaísta português Eduardo Prado Coelho e publicamo-los na «Biblioteca Eduardo Prado Coelho».
Acendemos as luzes do palco aos dramaturgos nacionais na nossa coleção «Teatro».
Damos a conhecer aos mais novos grandes autores icónicos das letras portuguesas (os portuguesíssimos José Saramago, Almada Negreiros, Fernando Pessoa, Marquesa de Alorna, Ana de Castro Osório) na nossa coleção «Grandes Vidas Portuguesas».
Publicamos o que é indispensável saber acerca de obras e autores fundamentais para a matriz cultural do Ocidente, onde se destacam claramente os autores e os temas portugueses na nossa coleção «O Essencial sobre».
Ouvimos a Voz dos nossos Poetas (numa iniciativa com os Artistas Unidos) na Biblioteca da Imprensa Nacional, onde também aplaudimos compositores e músicos nacionais nos finais de tarde (numa parceria com a AMEC — Metropolitana).
Tornamos acessíveis, ao grande público em geral e aos estudiosos em particular, um conjunto vasto de partituras de Árias de Ópera e de Opereta de compositores portugueses de relevo como José Vianna da Mota e João Domingos Bom Tempo, na coleção «Partituras do Património Lírico Português».
Zelamos e cuidamos criteriosamente de um acerco de mais de 20 mil obras de nomes relevantes da identidade nacional, entre elas os incunábulos e as primeiras edições da Imprensa Régia. Todas guardadas na Biblioteca da Imprensa Nacional.
Mantemos um clube de leitores aberto, gratuito, com sessões mensais, onde se debatem obras e autores portugueses clássicos, sob orientação de um autor contemporâneo: Gonçalo M. Tavares.
Premiamos poetas, ensaístas e tradutores portugueses com a criação do Prémio Vasco Graça-Moura.
Fazemos isto e muito, muito mais!
Neste dia do Autor português, a Imprensa Nacional deixa um grande agradecimento a todos os seus autores — de hoje e de sempre — sem os quais não seriamos o que somos: uma editora de referência, no mercado há 250 anos!


Curiosidade:
O Dia do Autor Português é assinalado a 22 de maio desde 1982. Esta data foi instituída pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), numa iniciativa do maestro Nóbrega e Sousa. Este dia coincide com o aniversário da SPA, parceira corporativa da INCM, que tem por missão gerir os direitos de autor bem como representar todos autores portugueses (também os seus sucessores e cessionários) das áreas literárias e artísticas que nela estejam inscritos.
Atualmente a SPA conta com cerca de 25 mil inscritos.



Depois do Dia Internacional da Internet (assinalado a 17 de maio) celebra-se hoje o Dia Internacional dos Museus. A data foi estabelecida em 1977 pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus. Este ano tem por mote: «Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos», propondo-se uma reflexão sobre a utilidade dos museus como componente importante das diversas comunidades, bem como da relação dos museus com as novas tecnologias.

Devido à tecnologia os museus podem hoje alcançar novos públicos, para além do público tradicional, assim como conseguem encontrar novas formas de aproximação das coleções aos diferentes públicos: quer através da digitalização de coleções, como usando elementos multimédia nas exposições ou simplesmente utilizando um hashtag que permite ao visitante partilhar a sua experiência nas redes sociais.
ICOM Portugal

Autênticas catedrais da memória e da cultura coletiva, a incumbência dos Museus não se cinge apenas à recolha do património ou da produção de um artista. O Museu é também templo de conservação, de preservação e de restauro. É local de intercâmbio cultural e de encontros intergeracionais. Local de cruzamento de saberes e de descobertas.
Etimologicamente, o termo museu nasce do grego Mouseîon, que era o templo dedicado às Musas e às divindades das artes. Na sua aceção moderna, o Museu Ashmolean, fundado por Elias Ashmole, é considerado o primeiro museu moderno. Foi inaugurado em 1693, em Oxford, e é hoje um dos museus gratuitos mais visitados de Inglaterra e uma das mais conceituadas instituições do mundo, com obras de Leonardo Da Vinci e Miguel Ângelo, entre outros.
A INCM orgulha-se de ter construído uma vasta rede de parcerias com os principais museus nacionais. Entre eles, o Museu Nacional de Arte Antiga (um dos mais visitado do país), o Museu Nacional de Arqueologia (detentor do maior número de bens classificados como tesouros nacionais, alguns de valor incalculável) ou ainda — entre muitos outros — o Museu Soares dos Reis (mais antigo museu público de arte português).
A INCM orgulha-se ainda de estar em consonância com o seu tempo e de ter inaugurado, em 2017, o Museu Casa da Moeda, um museu bilingue (português e inglês) inteiramente digital que arrancou com o objetivo de ser inclusivo, permitindo, à distância de um clique, que qualquer pessoa, de qualquer idade, em qualquer lugar do mundo, possa ter acesso a uma acervo imenso. Um acervo que vai desde a primeira moeda cunhada na história, cunhada durante os séculos VII-VI a.C., até ao euro que usamos hoje em dia.
Resumindo, a INCM orgulha-se de ter um Museu hiperconectado, com uma nova abordagem, e que chega a novos públicos!
Neste dia internacional dos museus recordamos aqui a entrevista concedida ao Prelo por António Carvalho, diretor e fiel guardião do Museu Nacional de Arqueologia.

Recordamos ainda que se celebra amanhã, na noite de 19 de maio, a Noite Europeia dos Museus.

Curiosidade:
A atual definição de «museu» foi aprovada pela Assembleia Geral do ICOM, em 2007, podendo-se ler nos seus estatutos:

Secção 1. Museu. Um museu é uma instituição sem fins lucrativos, permanente, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, que adquire, conserva, pesquisa, comunica e exibe o património tangível e intangível da humanidade para fins de educação, estudo e diversão.

Estatutos do ICOM, 
aprovados pela 22.ª Assembleia Geral, 
em Viena, Áustria, a 24 de agosto 2007


TPR


Entrevista ao Negócios de 11 de maio de 2018
com Lúcia Crespo e Miguel Baltazar
[A Acrópole de Atenas e Auschwitz] são dois lugares sagrados. É preciso relembrar as pessoas como eram os lugares, antes de terem sido invadidos. A partir do momento em que o turismo se tornou uma coisa barata, hordas de selvagens têm ocupado lugares sagrados. Hoje seria impossível fazer a fotografia da Acrópole. Eu ainda toquei nas pedras, ainda mexi nelas. Auschwitz tornou-se um parque temático.
(...) O On the road do Kerouac também foi importantíssimo, mas aí o que me agradava era a ideia de alguém atravessar um país, descobrir um continente e vê-lo de outra maneira. Atraía-me a ideia de descobrir um mundo novo.
(...)
Quando conheci a democracia e a liberdade em Inglaterra é que percebi aquilo que tinha perdido.
(...)
O que eu queria era ar livre. E queria viver. Foi o que aconteceu quando cheguei a Londres e, desde então, nunca mais parei.
Estava em França quando começou a surgir um racismo terrível , instigado pela Frente Nacional e pelo Jean-Marie Le Pen, em relação aos árabes que lá viviam, e decidi ir ver afinal quem eram os «infiéis». Fui para o Cairo, passei lá 15 dias fabulosos, fiz excelentes fotografias, voltei para Paris, pedi uma bolsa e deram-me uma Villa Médicis, o que me permitiu viajar por países árabes durante mais de três anos. Depois tive outra bolsa. Na verdade, todo o projeto [...], entre a primeira e a última viagem, durou 12 anos (...). Fiz Egito, Síria, Jordânia, atravessei o deserto Wadi Rum a pé, fiz um pouco o percurso do Lawrence da Arábia, cheguei a apanhar um táxi para Beirute e a última viagem foi ao Iémen. Mas, neste entretanto, tive um trabalho que me levou a Auschwitz, e no Iémen compreendi que já não estava ali a fazer nada, já tinha cumprido tudo o que havia para cumprir e o que eu tinha era de enfrentar antigos fantasmas, recentes, portugueses, e mais profundamente alemães. Percebi que tinha de ir realmente à ferida mais profunda.
Excertos da entrevista ao Negócios
publicada no suplemento Weekend
de 11 de maio de 2018

A 88.ª Feira do Livro de Lisboa começa no próximo dia 25 de maio, sexta-feira, no Parque Eduardo VII.

Até 13 de junho, mais de uma centena de editores e livreiros trazem até si o que de mais recente e melhor se publicou no último ano, mas também livros mais antigos a preços excecionais, autores, apresentações, debates, atividades, animação.

A Imprensa Nacional lá estará também, como é habitual, com os títulos mais procurados, novas edições e muitas surpresas.

Apaixonado por livros, leitor regular, especializado ou ocasional, ou simplesmente curioso, não deixe de nos visitar no stand B44-B46. Vamos estar à sua espera.





Quartetos Românticos: Brahms, Vianna da Motta

Solistas da Metropolitana
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 24 maio 2018
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.


PROGRAMA:
J. Vianna da Motta* Quarteto de Cordas N.º 2
J. Brahms Quarteto de Cordas N.º 3, Op. 67

* Efeméride do 150.º aniversário do nascimento de Vianna da Motta (1868-1948)

SOLISTAS:
Alexei Tolpygo, Ágnes Sárosi violinos,
Irma Skenderi viola,
Nuno Abreu violoncelo

Johannes Brahms compôs três quartetos de cordas, o último dos quais esboçado em 1875, durante um período de férias passado numa pequena vila situada a 100 quilómetros de Frankfurt. Sabe-se que foi uma estadia relaxante, apesar de dedicada ao trabalho. Essa descontração reflete-se na fluência criativa da obra, em contraste com o processo penoso que se estendeu durante mais de vinte anos e conduziu à estreia da sua primeira Sinfonia, no ano seguinte. Apesar da sobriedade e solidez da partitura, o quarteto apresenta um estado de ânimo espirituoso e jovial, o que se deve, em parte, aos dois temas do 1.º andamento, que resultam da apropriação de melodias tradicionais. O mesmo acontece no Finale, com sucessivas variações sobre uma melodia popular. Por sinal, este é um dos aspetos que coincide no Quarteto de Cordas N.º 2 de José Vianna da Motta, onde o segundo e terceiro andamentos fazem uso ostensivo de melodias recolhidas no folclore do nosso país. O músico português havia-se instalado em Berlim em 1882, então com catorze anos de idade. Apesar de ter sido, acima de tudo, um pianista de prestígio internacional, compôs um importante número de obras onde buscou uma identidade musical portuguesa – o exemplo mais emblemático é a Sinfonia À Pátria, composta um ano antes, em 1894. Ainda assim, a afinidade com o estilo clássico de Brahms reconhece-se, sobretudo, no primeiro andamento, cujas páginas se julgaram perdidas. Foram descobertas em 1998 no espólio de Bernardo Moreira de Sá, o violinista portuense cujo Quarteto estreou a obra em novembro de 1895.

Livraria Preferida 2018
A APEL vai promover, como já tem vindo a ser habitual, a votação da "Livraria Preferida" dos portugueses.
Eleger a sua «Livraria Preferida» passa a ser, até ao próximo dia 25 de maio – data em que arranca mais uma edição da Feira do Livro de Lisboa –, a missão de todos os portugueses, que, para poderem votar, apenas têm que aceder ao questionário disponível clicando no link abaixo:

Votar «A Melhor Livraria de Portugal»

Esta iniciativa torna-se particularmente relevante pela valorização e visibilidade que se pretende dar a estes espaços tão importantes na promoção do livro e dos hábitos de leitura.
A Livraria Preferida incentiva os portugueses a votar igualmente noutras categorias definidas para este concurso, tais como: Melhor Ambiente, Melhor Atendimento, Melhor Catálogo e Prémio Conveniência de Serviços.
Os prémios serão entregues durante a 88.ª Feira do Livro de Lisboa, que decorre entre os dias 25 de maio e 13 de junho.
A «Livraria Preferida» é uma iniciativa promovida pela APEL no âmbito do projeto Ler em Todo Lado, e tem como principal objetivo a promoção dos hábitos de leitura, junto de diversos públicos, em diferentes locais e através de diversas ações.



Título: Aula de Natação
Autor: Alice Sant’Anna
Apresentação: Anabela Mota Ribeiro
Coleção: Plural
Edição: Imprensa Nacional
Data: segunda-feira, 21 de maio
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
R. da Escola Politécnica, n.º 135
Lisboa

Aula de Natação é um livro repleto de lirismo, delicadeza, cor e movimento, elementos que singularizam a escrita de uma das mais novas e talentosas poetas contemporâneas brasileiras.
Alice Sant’Anna tem a capacidade de extrair poesia das coisas simples. Através do seu olhar o prosaico ganha aspetos singulares, fixando indelevelmente a sua personalidade e visão do mundo.

O que chamou minha atenção de chofre foi a qualidade da escrita. Não havia deslize. Sabia parar na linha certa, com uma noção de equilíbrio notável. E sabia — e como — continuar no poema seguinte do mesmo modo. Como seu leitor, ao passar do tempo, fui vendo que sua poética, a partir de Dobradura, tal como um origami, se transformava
subliminarmente, mantendo‑se fiel ao ponto de origem, ao toque do lápis primal, ao desenho das primeiras palavras. Coisa rara, encantadora e firme.
in Prefácio por Armando Freitas Filho

Alice Sant’Anna
Nasceu em 1988 no Rio de Janeiro. Lançou o seu primeiro livro de poemas, Dobradura, aos 20 anos. Publicou Rabo de baleia, que venceu o Prémio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 2013 por título de poesia. Pé do ouvido, lançado em 2016, é um longo poema resultado da sua pesquisa de mestrado sobre poesia japonesa. Além desses três títulos, lançou livros por conta própria, artesanais, e por editoras independentes, três dos quais em parceria: Ilha da decepção, com fotografias de Alexandre Sant’Anna; Vinhetas, com Zuca Sardan; e Pingue pongue, com Armando Freitas Filho.

Anabela Mota Ribeiro
Nasceu em 1971 em Trás-os-Montes, vive e trabalha em Lisboa. É licenciada em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Mestre em Filosofia (variante Estética) com uma tese sobre «A Flor da Melancolia e o Ímpeto Cesariano (ou a Negação e a Afirmação da Vida) nas Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis». Jornalista freelance, colaborou com diversos jornais e revistas, entre eles, e de forma sistemática, DNa (suplemento do Diário de Notícias), Jornal de Negócios e Público.
fonte: www.anabelamotaribeiro.pt






À venda nas nossas lojas.





Título: Poesia e Artes Visuais - Confessionalismo e Écfrase
Autor: Mário Avelar
Apresentação: Isabel Pires de Lima
Coleção: Olhares
Edição: Imprensa Nacional
Data: segunda-feira, 14 de maio
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
R. da Escola Politécnica, n.º 135
Lisboa

Poesia e Artes Visuais — Confessionalismo e Écfrase apresenta uma reflexão em torno do confessionalismo, na qual se defende que este não se confina à representação de topoi psicológicos, mas que se densifica, fazendo do texto esse espaço e instante fluidos de inbetweenness, do qual emerge a reflexão ontológica, a reflexão sobre o tempo, sobre as circunstâncias históricas das quais somos, ainda que invisíveis, atores, sobre as tradições estéticas e as memórias que nos interpelam; enfim, o testemunho. Uma reflexão suscitada pelos objetos que, no espaço público do Museu ou na Galeria, atentando no detalhe ou no encontro com o sagrado, nas motivações teóricas ou no mistério do(s) retrato(s), levam o poeta a meditar esteticamente sobre esse entretanto que será a vida; um entretanto que, para alguns, será um entre-Tanto. E tudo isto devido a um encontro estético entre a palavra e a imagem.

Mário Avelar nasceu em Lisboa em 1956. Professor catedrático de Estudos Ingleses e Americanos, publicou os seguintes livros de ensaios: América — Pátria dos Heróis (1994), Sylvia Plath — O Rosto Oculto do Poeta (1997), História(s) da Literatura Americana (2004), Ekphrasis — O Poeta no Atelier do Artista (2006), O Nascimento de Uma Nação — Nas Origens da Literatura Americana (2008), O Essencial sobre William Shakespeare (2012), O Essencial sobre Walt Whitman (2013). É autor dos romances: Pentâmetros Jâmbicos (2008) e Inveja — Uma Novela Académica (2010). A sua poesia reunida é publicada pela Imprensa Nacional sob o título Coreografando Melodias no Rumor das Imagens (2018).




A exposição Imprimere: Arte e Processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional, foi inaugurada hoje, dia 10 de maio, na Casa do Design, em Matosinhos. Uma extensa mostra documental onde se poderão ver  inúmeros instrumentos, máquinas, tecnologias e artefactos que ilustram e traçam a história da produção gráfica em Portugal, desde a Impressão Régia aos nossos dias.

Imprimere: Arte e Processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional insere-se no âmbito das comemorações dos 250 anos da Imprensa Nacional e é promovida pela Câmara Municipal de Matosinhos, pela esad — idea, Investigação em Design e Arte e, claro, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM)  .

A curadoria  é da responsabilidade de Rúben Dias, tipógrafo, designer de tipos e docente na ESAD, e de Sofia Meira, designer gráfica e responsável pela Oficina de Tipografia da ESAD, ambos a desenvolver investigação nesta área.

Imprimere: Arte e Processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional  estará de portas abertas até ao dia 3 de novembro. Vale a pena visitar!

A Imprensa Nacional garante que um conjunto de textos fundamentais para a língua e cultura portuguesas estão disponíveis em edições referenciais e de grande qualidade. Este é, sem dúvida, um desígnio maior na edição em língua portuguesa e é também uma missão relevante para Portugal e para uma língua que se prevê que venha a ser uma das cinco que mais crescerá até ao final do século XXI.
Gonçalo Caseiro
Presidente do Conselho de Administração da INCM

Aproveitando a oportunidade de evocação dos 250 anos da Imprensa Nacional, este volume apresenta um esforço global e sistematizado de recolha de materiais, equipamentos, documentos e memórias profissionais que dão a conhecer o património da indústria gráfica em Portugal, do qual faz parte a Imprensa Nacional, reinterpretando-os à luz das práticas e do ensino contemporâneo, hoje estruturado ao nível do ensino superior e com uma importância central, nomeadamente nas áreas de formação em design. Entre os materiais apresentados, a história da Imprensa Nacional faz-se reconhecer através da sua fundição de tipo, da gravura, da litografia, do património tecnológico e dos vários exemplos de livros, documentos e obras artísticas produzidos desde 1768.
Duarte Azinheira
Diretor da Unidade de Publicações da INCM

O alvará régio de 24 de dezembro de 1768 determinou que desde logo fosse «[...] erigida uma Oficina Tipográfica, a qual possa fazer-se útil e respeitável pela perfeição dos carateres, e pela abundância e asseio das suas impressões».3 Em março do ano seguinte, a nova oficina deu início aos primeiros trabalhos de impressão e à história que agora celebra 250 anos.
Evocar os 250 anos de história da Imprensa Nacional passa, pois, por perceber e valorizar a sua memória profissional e o seu papel no contexto nacional, enquanto estabelecimento industrial do Estado, escola de artes gráficas, agente de promoção do ensino, do conhecimento, da língua e da cultura portuguesa, e enquanto editora pública que tem vindo a reforçar e a reafirmar o seu papel.

Maria Inês Queiroz e Inês José
Investigadoras do Instituto de História Contemporânea
da FCSH/UNL

Procura-se nesta exposição recuperar o conhecimento passado outrora entre mestre e aprendiz, tanto numa perspetiva de redescoberta como de reinterpretação para o presente. O espaço físico e a amplitude do espólio a exibir obrigam a uma seleção de conteúdos, procurando-se, através da narrativa de construção do livro e do percurso incontornável da Imprensa Nacional, demonstrar a relevância dos vários processos técnicos para as artes gráficas em geral, desde a era pré-industrial até ao computer to plate. 

Rúben Dias e Sofia Meira 
Curadores da exposição

Curiosidade: Imprimere — do latim imprimir, marcar, cravar, afundar — explora de forma didática os principais processos, técnicas e tecnologias de artes gráficas subentendidas à produção do livro, sob sete perspetivas: Papel, Tipo, Tipografia, Calcografia, Serigrafia, Litografia e Encadernação.