... E a Imprensa Nacional continua por lá. O Folio, Festival Literário Internacional de Óbidos, recebe já esta tarde, dia 16 de outubro, pelas 18h00, o designer Jorge Silva que apresentará a «Coleção D», a já clássica coleção da Imprensa Nacional dedicada ao design português e aos seus autores mais relevantes.

Amanhã , 17 de outubro, pelas 15h00, o académico Ivo Castro, coordenador da «Edição Crítica de Fernando Pessoa» dará uma masterclass sobre o poeta que foi muitos poetas: Fernando Pessoa.

Ainda amanhã, é apresentado no Folio o mais recentes título da coleção infantojuvenil «Grandes Vidas Portuguesas»: Sophia de Mello Breyner Andresen. Quem Era Sophia?, ilustrado por Sara Feio. A apresentação contará com a presença das autoras autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. A apresentação terá lugar no Fólio + pelas 17h00.

E a tarde de quinta-feira terminará com chave de ouro. Pelas 18h00, na Tenda dos Editores e Livreiros, Cláudio Garrudo fotógrafo e produtor cultural apresenta a já icónica coleção da Imprensa Nacional dedicada aos grandes fotógrafos nacionais: a «Série Ph».

No sábado, dia 19 de outubro, pelas 11h30, será a vez de Jorge Fazenda Lourenço, autor de O Essencial sobre Jorge de Sena, dar uma masterclass sobre, precisamente, Jorge de Sena. Esta aula terá lugar no Museu Municipal de Óbidos.


Não falte!



Ó meu amigo, o máximo favor que um
português pode receber do céu é endoidecer,
na véspera de fazer-se escritor público!



Vinte Horas de Liteira , de Camilo Castelo Branco, é o mais recente título da coleção «Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa», coordenada pelo académico Carlos Reis.

O presente volume conta com uma Introdução e Nota Bibliográfica de Maria Fernanda de Abreu, professora aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Universidade Nova de Lisboa) e investigadora integrada do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar. Maria Fernanda de Abreu é ainda autora de diversos estudos de temática camiliana e de um doutoramento sobre Cervantes no Romantismo Português. Cavaleiros Andantes, Manuscritos Encontrados e Gargalhadas Moralíssimas (1994), é também membro de honra da Asociación de Cervantistas e membro correspondente da Real Academia Española.

Fac simile da folha de rosto da 1.ª edição de Vinte Horas de Liteira.
Porto: Typographia do Commercio, 1864.

Em Vinte Horas de Liteira, Camilo Castelo Branco desenvolve uma reflexão em regime dialógico, acerca da literatura, da narrativa e de diversos aspetos da sua composição. É em viagem com o amigo António Joaquim, durante vinte horas balanceadas numa liteira, que o romancista ouve histórias e responde com comentários e com o testemunho da sua experiência literária.
No trajeto que vai desde uma aldeia perdida no Marão até ao Porto, encena-se a cumplicidade existente entre o movimento da viagem e o ato de contar histórias; além disso, a loquacidade de António Joaquim e as vivências pessoais que ele convoca estimulam o debate sobre questões prementes para o ofício de escritor (p. ex., a dialética entre imaginação e prática de vida), num tempo em que começam a manifestar-se as exigências representacionais do realismo em emergência.




O progresso é uma voragem!
A liteira já se debate nas fauces do monstro. Vai cair a fatal hora! Daqui a pouco, a liteira, desaparecerá da face da
Europa.
O derradeiro refúgio da anciã era Portugal. Nem aqui a deixaram neste museu de antigualhas! Nem aqui! A pobrezinha, a decrépita, coberta do pó e suor de sete séculos, tirita estarrecida de pavor, escutando o hórrido fremir do wagon, que bate as crepitantes asas de infernal hipogrifo.
Ao passo que o vapor talava os plainos, galgava ela, espavorida, os desfiladeiros para esconder‑ se. Mas o camartelo e o rodo escalaram o agro e penhascoso das serras, e a liteira, acossada pelo char‑a‑bancs, sumiu‑se ainda nas veredas pedregosas, e acoitou‑se à sombra do solar alcantilado e inacessível ao rodar da sege.
É aí que a coeva do Portugal das crónicas se estorce e vasqueja no último alento.
A terra de D. João I e Nuno Álvares agoniza com a liteira de João das Regras e Pedro Ossem!
Volvidos doze anos, a liteira de alquilaria será uma tradição, nem sequer perpetuada na gravura. No recanto de alguma cavalariça de palacete provincial, apodrecerão ainda as relíquias da liteira fidalga; mas esta não é a liteira posta em holocausto ao macadame, à diligência, à mala‑posta, e ao carril. A liteira sacrificada, a liteira dos dois machos pujantes e das cinquenta campainhas estrídulas, essa é a que se vai de uma assentada, desfeita à serra e enxó para remendos de ignóbeis carrinhos e carroções. Esta é que é a liteira das minhas saudades, porque se embalaram nela as minhas primeiras peregrinações; porque, dos postigos de uma, vi eu, fora das cidades, os primeiros prados e bosques e serras empinadas; porque o tilintar das suas campainhas me alegrava o ânimo, quando a toada festiva me interrompia as cogitações da tarde por essas estradas do Minho e Tras‑os‑Montes; porque finalmente foi numa liteira que eu encontrei o livro, que o leitor, com a sua paciente benevolência, vai folhear.
in Vinte Horas de Liteira

Camilo Castelo Branco (1825 - 1890) é uma das mais ricas e complexas personalidades da nossa história literária. Em conjugação com uma biografia pessoal recheada de incidentes que, por vezes, parecem saídos de algum dos seus relatos, Camilo iniciou o seu trajeto literário no quadro do romantismo, em meados do século XIX.


A partir daí, veio a ser um dos primeiros escritores que viveram da literatura, o que frequentemente lhe exigiu reajustamentos, em função do evoluir das modas literárias do tempo. Do mesmo modo, a produção camiliana é muito abundante e diversificada, embora com predomínio do romance e da novela. Tendo privilegiado temas passionais com forte efeito emotivo (o Amor de Perdição é disso mesmo o exemplo mais notório), Camilo soube também problematizar, em contexto ficcional, a própria literatura, os seus protocolos e a sua projeção sobre o público. A obra que agora se publica é disso mesmo um testemunho evidente.




Esta quinta-feira, 17 de outubro, pelas 18h30, a Biblioteca da Imprensa Nacional, em Lisboa, recebe os solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Sally Dean, no oboé, Andrei Ratnikov, na viola, Ercole de Conca, no contrabaixo e Anna Tomasik, no piano, tocam De Profundis, de António Victorino d’Almeida, Cantigas de Alba, de Eurico Carrapatoso e Geórgicas, de Fernando Lopes Graça.

Os compositores portugueses em destaque na Biblioteca da Imprensa Nacional.

Como sempre, a entrada é gratuita.

Ao contrário de outros géneros musicais, e salvas as exceções dos instrumentistas virtuosos e das estrelas do canto lírico, na música de tradição clássica destaca-se muito a figura do compositor, relegando o músico intérprete para a categoria de fiel intermediador. Esquece-se, porém, que muitas grandes obras estão ligadas a grandes músicos intérpretes, os quais, por vezes, são a própria «razão de ser» das mesmas. Aconteceu assim em dezenas de ocasiões com o Opus Ensemble, o agrupamento de câmara fundado em 1980 pelo oboísta Bruno Pizzamiglio, pela pianista Olga Prats, pela violetista Ana Bela Chaves e pelo contrabaixista Alejandro Erlich Oliva. O presente programa pontua esse trajeto com três obras de compositores portugueses que lhe foram dedicadas em diferentes fases.
Em 1989, Fernando Lopes Graça compôs as oito pequenas peças que se reúnem nas Geórgicas, naturalmente inspiradas no pendor bucólico dos versos de Virgílio. Em 2003, e passados seis anos sobre a morte de Pizzamiglio, a música de António Victorino d’Almeida evocava a sua memória, com De Profundis, estreada na primeira ocasião em que se juntou o oboísta Pedro Ribeiro. Dois anos mais tarde, Eurico Carrapatoso celebrou o 25.º aniversário do ensemble com Cantigas de Alba, uma partitura que foi recentemente revista e cuja nova versão se dá agora a conhecer.
in https://www.metropolitana.pt


A 5.ª edição do FOLIO, Festival  Literário Internacional de Óbidos, arranca já amanhã. De 10 a 20 de Outubro, Óbidos, a Vila Literária, volta a acolher autores e leitores para refletir e conversar em torno do tema «O Tempo e o Medo».

São 10 dias de festa da literatura, com mais de 210 iniciativas, envolvendo meio milhar de pessoas, num total de quase 450 horas de programação.

A Imprensa Nacional começa já amanhã por apresentar a obra vencedora do Prémio IN/VGM 2018, Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio, de José Luiz Tavares. A Abysmo também se junta à sessão e apresenta  Ku Ki Vos/Com Que Voz (tradução de Sonetos de Camões para cabo-verdiano), também de José Luiz Tavares.

António de Castro Caeiro, Dulce Pereira e João Paulo Cotrim guiam a sessão.

19H00 \\\ FOLIO MAIS \\\ CASA JOSÉ SARAMAGO.





No Dia Nacional dos Castelos, 7 de outubro, convidamo-lo a vir redescobrir um «palácio».

Venham Todos Ver o Meu Palácio foi publicado, em 2017, aquando da quinta edição do projeto Olhares Contemporâneos. Residência da Fundação EDP no Museu Nacional de Arte Antiga. Decidiu-se, nessa altura, publicar um catálogo antológico e produzir uma imagem encomendada a Jorge Molder, Grande Prémio Fundação EDP/Arte 2010, que também colaborou na presente publicação.

O projeto Olhares Contemporâneos. Residência da Fundação EDP no Museu Nacional de Arte Antiga, uma parceria entre o Museu Nacional de Arte Antiga, a Fundação EDP e a produtora DuplaCena, consistiu numa residência artística no MNAA, realizada em quatro edições sucessivas (2012 a 2015), em que os fotógrafos criaram imagens a partir de temas e motivos do museu, expostas, posteriormente, nos seus jardins.

Este é um catálogo bilingue (português/inglês) que conta com textos de Delfim Sardo, Jean-François Chougnet, João Pinharanda e Jorge Molder. As fotografias são de Alexandre Almeida, André Cepeda, Augusto Brázio, Catarina Botelho, Céu Guarda, Fernando Guerra, Guillaume Pazat, João Carmo Simões, João Ferro Martins, João Paulo Serafim, João Serra, Jordi Burch, Jorge Molder, José Pedro Cortes, Nelson d’Aires, Nuno Cera, Patrícia Almeida e David-Alexandre Guéniot, Pauliana Valente Pimentel, Paulo Catrica, Pedro Tropa e Teresa Santos, Ramiro Guerreiro, Sandra Rocha, Valter Vinagre eVasco Barata.
O Design gráfico é da Franco Maria Ricci Editore. A edição é, claro, da Imprensa Nacional.

Venham Todos Ver o Meu Palácio
, teve a coordenação de Andrea Cardoso e Margarida Veiga e está neste momento com 10% de desconto na nossa loja online. Aqui.



Na véspera do dia em que se assinalam os 109 anos da Implantação da República em Portugal, sugerimos-lhe o livro Manuel de Arriaga (1840-1917). Ao serviço da República. A edição é bilingue (português/inglês) e está publicada na coleção «No Panteão Nacional», uma coleção que pretende homenagear a vida e obra daqueles que receberam a mais elevada honra póstuma concedida em Portugal, o Panteão Nacional.

De autoria de Joana Quaresma Luís, Manuel de Arriaga (1840-1917). Ao serviço da República centra-se na vida e na obra do primeiro presidente, constitucionalmente eleito, da República Portuguesa.

Manuel de Arriaga é oriundo de uma família aristocrata faialense, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, onde se revelou um aluno brilhante e um orador notável. Membro da geração de 70, adere aos ideais republicanos e intervém desde muito cedo na vida política e cultural do país, estando na origem da criação dos seus primeiros centros, em 1882. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado pelo círculo do Funchal e em 1890 pelo círculo de Lisboa distinguindo-se no parlamento pela pertinência das suas intervenções e decisões. Foi um dos autores do programa do Partido Republicano Português (PRP) que tinha por objeto servir de base à unificação de todos os centros republicanos. Após a implantação da República foi nomeado para o cargo de reitor da Universidade de Coimbra (18 outubro) e pouco tempo depois para o de Procurador-Geral da República (31 outubro). Eleito Presidente da República Portuguesa em 2 de agosto de 1911, exerceu o mandato num período conturbado da vida nacional e internacional. Renunciou ao mesmo em 26 de maio de 1915, abandonando definitivamente a vida política. Faleceu em Lisboa a 5 de março de 1917 e está sepultado no Panteão Nacional desde 2003.


Saiba mais detalhes sobre esta obra na nossa loja online. Aqui.



Nós não herdámos a Terra dos nossos antepassados, tomámo-la de empréstimo às gerações futuras.
Antoine de Saint-Exupéry

A edição da RP - Revista Património resulta de uma parceria estabelecida entre a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM).

Inserida numa estratégia de comunicação mais alargada do Património Cultural, a RP – Revista Património conheceu um novo projeto gráfico, aliado a uma informação técnico-científica rigorosa e muito atual.

Com a coordenação editorial de Deolinda Folgado a RP - Revista Património fala das alterações globais nos domínios económicos, social, político e ambiental que motivaram a mudança dos paradigmas da perceção do mundo. Com base nestas preocupações, o número seis da RP dedica o seu caderno principal ao tema «Património e Sustentabilidade», abordado sob diferentes perspetivas.

«Pensamento», «Projetos», «Opinião» e «Sociedade» são as rubricas que completam os 21 artigos que compõem este número seis da revista que conta com textos de Marie-Christine Labourdette, Guilherme d’Oliveira Martins, Rosário Oliveira, Anne Grady, Lúcia Saldanha, Paulo Pereira, só para citar alguns.

Pensamento traz-nos três temas: primeiro, uma referência a uma singular tipologia do património dinâmico, o património ferroviário, numa emotiva perspetiva pessoal, evidenciando a sua complexidade; de seguida, e como refere o seu autor, uma proposta de roteiro de observação e estudo do mobiliário contemporâneo, percorrendo as diferentes fases da vida dos edifícios e dos seus móveis, procurando um retrato diacrónico, ponto de partida para a sua valorização patrimonial, e, por último, uma reflexão em torno do tema dos critérios e metodologias aplicados na reconversão de usos de espaços de culto católico em Portugal.
Em Projetos são apresentadas sete reflexões em áreas bem distintas: a intervenção de recuperação e restauro das fachadas do Teatro Nacional São João, no Porto; a requalificação do Lu.Ca — Teatro Luís de Camões, em Lisboa; o ensino do reúso de edifícios modernos, envolvendo estratégias de projeto colaborativas e inclusivas, através de um caso no âmbito do projeto Reuse of Modernist Buildings; a cor e o seu projeto na conservação do património urbanístico; a recuperação do edifício da Real Vinícola, em Matosinhos, e a sua refuncionalização; a remodelação de armazéns para a instalação do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática em Xabregas, Lisboa, e uma reflexão acerca dos riscos em património construído, estudos desenvolvidos pelo LNEC no domínio dos sismos, da agitação e galgamento costeiro e dos incêndios florestais.
Opinião introduz-nos uma reflexão acerca da arquitetura, da cidade e do neoliberalismo, tendo como ponto de partida a exposição Public without Rhetoric, que representou Portugal na 16.ª Bienal de Arquitetura de Veneza.
Por último, em Sociedade, duas reflexões: uma em torno da relação entre a fotografia, a arquitetura do território e as ligações surpreendentes e inusitadas que permite descobrir, e outra, o testemunho da exposição «Físicas do Património Português — Arquitetura e Memória» , evidenciando, como refere o autor, a interseção estrutural da «arquitetura portuguesa» nas suas várias emanações e contradições, com as práticas e o debate patrimonial.
Manuel Lacerda, diretor da RP in Editorial


A RP-Revista Património estará disponível em todas as lojas da DGPC e da INCM e em outros pontos de venda nacional.

Não a perca!





Celebrou-se ontem o Dia Internacional da Tradução. Foi escolhido o dia 30 de setembro por este ser o Dia de São Jerónimo, destacado teólogo, historiador e tradutor da Bíblia para o latim.

Conscientes da enorme importância dos tradutores, a Imprensa Nacional criou o Prémio IN/Vasco Graça Moura que alternada premeia poesia, tradução e ensaio. Fomentar a tradução de obras relevantes da literatura universal e disponibilizá-las em língua portuguesa é pois uma missão que continuaremos a cumprir.

A coleção «Itálica» é um dos mais recentes exemplos das excelentes traduções que temos vinda a publicar. É uma coleção que pretende disponibilizar ao grande público a obra de autores italianos clássicos e modernos, estimulando o conhecimento, pelo público português, de nomes incontornáveis do cânone da literatura italiana, pouco editados ou pura e simplesmente esquecidos pelo mercado português.

As Rimas de Michelangelo Buonarroti, traduzidas por João Ferrão e as Rimas de Guido Cavalcanti, cuja tradução é de A. Filipa Santos inauguraram a coleção e são respetivamente os vencedores e menção honrosa respetivamente do Prémio INCM/Vasco Graça Moura, na primeira edição dedicada à Tradução.



Rimas de Michelangelo Buonarroti

Este livro é a oportunidade que lhe faltava para conhecer a admirável tradução das Rimas de Michelangelo Buonarroti, e a primeira em Portugal, feita por João Ferrão (Vencedor do Prémio INCM/Vasco Graça Moura 2017).

Ao longo destas páginas vai descobrir também que o brilho do poeta não se afasta do do pintor e mestre da Renascença.
Direção literária de António Mega Ferreira
Introdução de Nuno Júdice

Rimas de Guido Cavalcanti

Expoente do dolce stil novo, Guido Cavalcanti mantém, ao longo dos séculos, uma influência duradoura na poesia italiana e universal.

A. Ferreira da Silva (menção honrosa do Prémio INCM/ Vasco Graça Moura 2017) traz-nos, neste volume, a primeira tradução feita em Portugal das Rimas deste poeta-filósofo, amigo pessoal de Dante, que nasceu em Florença há quase oito séculos.
Direção literária de António Mega Ferreira
Introdução de Rita Marnoto



Dia 9 de outubro, quarta-feira, pelas 18:30, na Biblioteca da Imprensa Nacional, em Lisboa, será apresentada, por Alfredo Teixeira, a coleção «Estudos de Religião», uma coleção da Imprensa Nacional, coordenada pelo Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião da Universidade Católica Portuguesa, que acolhe estudos e ensaios multidisciplinares sobre as religiões e as dimensões religiosas da cultura.

A Religião no Espaço Público Português, de Helena Vilaça e Maria João Oliveira, A Teologia Ficcional de José Saramago: Aproximações entre o Romance e a Reflexão Teológica, de Marcio Cappelli, e Livro, Texto e Autoridade. Diversificação Religiosa com a Sociedade Bíblica em Portugal (1804-1940), de Rita Mendonça Leite são as propostas que inauguram esta série e que serão apresentadas a 9 de outubro.

A coleção « Estudos de Religião», além de estar aberta à interpretação de textos religiosos e teológicos, visa compreender as mundividências, identidades e dinâmicas sociais no campo religioso e, ao mesmo tempo,  promover o estudo das práticas, das mediações e da memória religiosa das sociedades e também analisar as teorias da religião.

Esta nova coleção, que leva a chancela da Imprensa Nacional, pretende assim ser um espaço de reflexão sobre a religião na atualidade.

Fica o convite feito!



Alfredo Teixeira

Doutor em Antropologia (especialização em Antropologia Política) pelo Instituto de Ciências do Trabalho e Empresa - Instituto Universitário de Lisboa. Mestre em Teologia Sistemática e Licenciado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

Leciona na área de Estudos de Religião e de Métodos em Teologia Prática. As suas principais áreas de investigação são: identidades e instituições religiosas na sociedade portuguesa; performatividades e estéticas do religioso; novas teorias da religião.

É Diretor do Instituto de Estudos de Religião da UCP. É membro da Direção da Faculdade de Teologia ; Integra o Conselho Científico da mesma Faculdade e foi membro do Conselho de Direção da revista Didaskalia. É membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa; da Associação «Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa» e da Comissão da Liberdade Religiosa (Ministério da Justiça).

Participa na coordenação da rede de investigadores «Religião e modernidades múltiplas» (ReliMM) e (co)coordenou os seguintes projetos: «Os professores e a cultura religiosa na Escola»: inquérito exploratório». «Morfologia do Campo Religioso em Portugal»; «A ação social da Igreja católica em Portugal»; «Identidades religiosas em Portugal - valores; práticas e representações»; «Faith in the Secular Age» - The Council for Research in Values and Philosophy;); «Dicionário de Ciência da Religião» (PUC- São Paulo; Brasil). Foi cocoordenador do Colóquio Internacional «Desporto, Ética e Transcendência»; da série «Jornada de Teologia Prática» da Faculdade de Teologia e foi membro da Comissão Científica do Congresso Internacional do Centenário de Fátima: «Pensar Fátima: leituras interdisciplinares».

Para além da sua atividade académica; desenvolve uma reconhecida atividade de composição musical.




A Biblioteca de Autores Clássicos recebe Comédias III, de Aristófanes (447 a.C. — 385 a.C.), dramaturgo grego, considerado o maior representante da comédia antiga.

Neste volume, coordenado por Maria de Fátima Sousa e Silva, responsável também pelas introduções e notas, estão reunidas as quatro últimas peças que conservamos de Aristófanes.

Depois de Tesmofórias, uma peça que tem tudo para cativar o aplauso de um público alargado, Rãs foi, sem dúvida, o coroar de uma carreira ativa e bem sucedida.

Aristófanes focou-se no balanço de dois géneros vitais no teatro, a comédia e a tragédia, num momento em que a própria cidade de Atenas se encontrava à beira do colapso, político, económico e social, e em que a morte recente dos melhores dos seus talentos - Eurípides e Sófocles - fazia ouvir sons de rebate.

O que se seguiu foi a decadência, da pujança da cidade e, com ela, do teatro. Foi nesse outro contexto de ponderação sobre o que teria falhado num grande projeto civilizacional que o género cómico apostou nas primeiras décadas do séc. IV a. C. Mulheres na Assembleia e Dinheiro ecoam uma preocupação que mobilizava também as atenções de filósofos e intelectuais em geral.

Não sem que este outro modelo que as duas últimas peças conservadas de Aristófanes testemunham dispusesse de outro mérito: o de documentar uma nova fase da comédia - de transição - em relação a um modelo que se lhe seguiria - da Comédia Nova -, contribuindo para uma cadeia coesa e ininterrupta na transmissão de um género de um enorme sucesso no Mundo Antigo.

A presente edição foi realizada no âmbito do protocolo entre a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos e Instituto de Estudos Clássicos) e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Saiba mais detalhes sobre esta obra na nossa loja online. Aqui.



A Noite Europeia dos Investigadores — European Researchers’ Night —é hoje, dia 27 de setembro.
E por isso mesmo a exposição «Indústria, Arte e Letras – 250 Anos da Imprensa Nacional» patente no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, estará aberta até às 24h00. Aproveite a maior festa da Ciência da Europa para vir conhecer a nossa história.

A Noite Europeia dos Investigadores — European Researchers’ Night — é uma iniciativa lançada em 2005, atualmente bianual, financiada pela Comissão Europeia, no âmbito das Ações Marie Curie, com o objetivo de celebrar a Ciência e de aproximar investigadores e cidadãos.

Esta iniciativa que procura quebrar as barreiras que separam a Ciência dos cidadãos e desmistificar a imagem distante que o cidadão tem do cientista, é uma oportunidade para divulgar o trabalho de grande qualidade e inovação desenvolvido pelos investigadores portugueses, bem como para realçar a importância de uma comunicação eficiente entre centros de investigação e a sociedade civil.

A Noite Europeia dos Investigadores traduz-se numa série de atividades que decorrem durante todo o ano e que culminam numa noite de festa e celebração da Ciência, com lugar em várias cidades europeias na última sexta-feira de setembro.
in http://noitedosinvestigadores.org

Saiba mais aqui: https://noitedosinvestigadores.org/