SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS

Sessão XXV: «Democracia e Globalização- Narrativa e Novidades»
Orador: Mendo Castro Henriques
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Data: 18 de dezembro, terça-feira
Horário: 18:00 h
Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

Breve nota curricular de Mendo Castro Henriques

Professor da Faculdade de Ciências Humanas e membro da Direção do CEFi- Centro de Estudos de Filosofia, da Universidade Católica Portuguesa.

Licenciado e Mestre em Filosofia pela Universidade de Lisboa e Doutor em Filosofia Política e Universidade Católica. Frequentou estágios de pré-doutoramento na Universidade de Munique, RFA e Stanford University, EUA. Tem o Curso de Defesa Nacional, do IDN, e Curso de Alta Direção, do INA. Foi professor do Quadro do Ensino Secundário; Bolseiro do INIC para Mestrado e Doutoramento; Assessor e Diretor do Departamento de Investigação do Instituto da Defesa Nacional.
Entre os cargos na sociedade civil, é atualmente presidente da Instituto da Democracia Portuguesa, associação cívica fundada em 2007, na sequência do livro e manifesto sobre O Erro da Ota. É, desde 25 de novembro de 2014, membro da Comissão Executiva do Prémio General António Ramalho Eanes.

É autor, co-autor e organizador de monografias em várias áreas de especialidade.
2013 – Olá, Consciência!, Lisboa, Objectiva; 2012 - História das Ideias Políticas de Eric Voegelin, vol I, II e III, S. Paulo, É Realizações; 2012 – Plano C – O Combate da Cidadania, Lisboa Bertrand; 2011 - Bernard Lonergan, Insight. Um ensaio sobre o Conhecimento Humano, É Realizações, S.Paulo; 2010 – Vencer ou Morrer, Lisboa, Objectiva; 2010 - Bernard Lonergan; uma filosofia para o séc. 21, S. Paulo, É Realizações; 2010 – A Filosofia Civil de Eric Voegelin, 3ª edição, S. Paulo, É Realizações; 2009 - Vitória e Pirenéus, 1813, Lisboa, Tribuna da História, 2009; 2009 – A Filosofia Política de Eric Voegelin, livro e vídeo livro, S. Paulo; 2008- Dossier Regicídio; o processo desaparecido, Lisboa, Tribuna da História; 2007 - O Erro da Ota– Coordenador, Tribuna da História; 2006 - Dom Duarte e a Democracia, Lisboa, Bertrand; 2006 - Educação para a cidadania - saber & inovar; 2006 - Security and Migrations in the Mediterranean, IOS Press, Amsterdam; 2005 - Panorama da cidadania, edição em quatro línguas, Paris; 1999- Educação para a Cidadania, Lisboa, Plátano; 1999 - Bem Comum dos Portugueses, Lisboa, Vega; 1994 - A Filosofia Civil de Eric Voegelin, Lisboa, UC Editora; 1987 - Bibliografia Filosófica Portuguesa, Lisboa, Verbo ; 1985- As Coerências de Fernando Pessoa, Lisboa, Verbo.

Foi diretor da Revista «Portugueses» e diretor da Colecção Batalhas de Portugal, na editora Tribuna. Colaborador das editoras Bertrand, Verbo, Ática, UC Editora, Vega/Século XXI, IOS Press. Selecções Reader's Digest, Objectiva, É Realizações; é autor das revistas «Nação e Defesa», «Brotéria», «Communio», «Portugueses», «Reflexão Cristã», «Noesis», «Jornal do Exército». Artigos e entrevistas em jornais «Euronotícias», «Público», «Diário de Notícias», «Visão», «Correio da Manhã» e «Diário do Sul».

É sócio correspondente da Academia Lusíada de Ciências, Letras e Artes, (S. Paulo), Membro da American Political Science Association, (Washington, EUA), do Eric Voegelin Archiv, (Munique, RFA), e da Sociedade Científica da Universidade Catolica Portuguesa, (Lisboa). Entre as distinções recebidas conta a Medalha de Prata de Serviços Distintos, 2006; Comenda da Ordem de Nª Sr.ª da Conceição, 2005; Prémio Luís de Almeida Braga - Fundação Calouste Gulbenkian, 1989.

in CEFi - Centro de Estudos de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas



É já próxima quarta-feira, dia 12 de dezembro, pelas 18h00, no Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, a sessão de lançamento do Dicionário dos Antis - A Cultura Portuguesa em Negativo.

Publicado pela Imprensa Nacional, em dois volumes numerados e rubricados, o Dicionário dos Antis - A Cultura Portuguesa em Negativo será apresentado por António Costa Pinto, Eduardo Vera Cruz, Guilherme d’Oliveira Martins, Luís Caetano e Ricardo Araújo Pereira.

Palavras como «antissemitismo», «anticlericalismo», «antiterrorismo», «anticonstitucionalismo», «anticamonismo», «anticharlatanismo», «anticientismo», «anticristianismo» ou «antiarte» são palavras negativas mas que fazem parte da nossa história. Porque, afinal de contas, o negativo também faz história, também faz cultura, e por isso não devemos desconsiderá-lo.

O Dicionário dos Antis é uma obra ilustrada, em dois volumes, que procura precisamente sistematizar todas as correntes e discursos centrados numa perceção negativa do «outro» na história de Portugal, desde o século XII até à atualidade.  O estudo destas palavras  permite construir a forma como a cultura portuguesa percebeu e criou diferenças.

O Dicionário dos Antis procura portanto apresentar a história da cultura numa imagem em «negativo», respondendo a uma carência concreta da historiografia portuguesa e europeia, não existindo até agora nenhum trabalho de investigação semelhante.

Conta com a direção de José Eduardo Franco e com os contributos de inúmeros estudiosos como Adelino Cardoso, Aida Sampaio Lemos, Carlos Fiolhais, Pedro Barbas Homem, Ricardo Ventura. Helena Mateus Jerónimos entre muitos outros.

«Esta é uma obra singular, rara e inesperada no panorama editorial do nosso país e, inclusivamente,
a nível internacional. (...) O Dicionário dos Antis constitui-se como uma espécie
de história da cultura portuguesa, olhada do ângulo dos dinamismos de oposição e de contradição,
que permite compreender-nos a partir de uma perspetiva inabitual, abrindo caminhos
de perceção da “diferença”, de uma forma inovadora, mais abrangente e mais complexa.».
Duarte Azinheira, da Apresentação

«A originalidade do dicionário que o leitor tem entre mãos consiste em observar as práticas
sociais de hoje e as suas representações em comportamentos e argumentações muito
mais antigos. E porque não desde a aurora da humanidade? (...) Ao longo das suas muitas
páginas, este dicionário manifesta a extraordinária conexão de Portugal com a história do
mundo. (...) Não há dúvida, por outro lado, de que o Dicionário dos Antis vai suscitar um vasto
debate internacional. (...) Não estamos em altura de denunciar este ou aquele grupo, mas de
entrar no laboratório do pensamento dialético, que é uma maneira de estimular o espírito
crítico quando o falso, o virtual e o verdadeiro se misturam; que é pôr em causa os erros conspirativos
e as certezas abusivas deste mundo dividido entre manipulação e informação que se
tornou o nosso.»
Fabrice d’Almeida, do Prefácio


Como chegar à Biblioteca Nacional de Portugal

Campo Grande, n.º 83

1749-081 Lisboa

Portugal


Autocarros:

207 / 701 / 727 / 736 / 738 / 744 /

749 / 783


Metropolitano:

Entrecampos (200m)

Cidade Universitária (500m)


Comboio:

Estação de Entrecampos (500m)


Táxis

Pç. de Entrecampos (200m)


Estacionamento

O parque da BNP é público e está sujeito a pagamento


Coordenadas GPS

Latitude:38.751105

Longitude : -9.152584




 José Luís Tavares é o grande vencedor do Prémio INCM/VGM 2018 (Poesia) pelo seu trabalho «Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio».



Fonte imagem: revistaliteratas.blogspot.com

José Luís Tavares vai receber um prémio pecuniário de 5 mil euros e a obra vencedora será publicada na coleção «Plural» da Imprensa Nacional, em 2019.

José Luís Tavares nasceu a 10 de Junho de 1967, no Tarrafal, ilha de Santiago, Cabo Verde. Estudou literatura e filosofia em Portugal, onde vive.

Publicou os livros Paraíso Apagado por um Trovão (2003), Agreste Matéria Mundo (2004), Lisbon Blues seguido de Desarmonia (2008), Cabotagem&Ressaca (2008), Cidade do Mais antigo Nome (2009), Coração de lava (2014), Contrabando de Cinzas (2016), Polaróides de Distintos Naufrágios (2017) e Rua Antes do Céu (2017).

A Imprensa Nacional felicita José Luis Tavares e agradece a participação de todos os outros candidatos.





No próximo dia 10 de dezembro comemoram-se os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, precisamente a 10 de dezembro de 1948.

Surgida no seguimento da tomada de consciência das atrocidades cometidas, principalmente pelos nazis, durante a II Grande Guerra (1939-1945), a Declaração Universal dos Direitos Humanos é uma carta de princípios onde se nomeiam e defendem quais os direitos inalienáveis de cada ser humano, enunciando também os direitos individuais e coletivos, sem discriminação de raça, género ou nacionalidade.

Foi a 9 de novembro de 1978, há 40 anos atrás, que Portugal ratificou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Ou seja, quatro anos depois da revolução do 25 de abril, que pôs fim à ditadura em Portugal, e dois anos depois da aprovação da Constituição de 1976, que instituiu Portugal como Estado democrático.

Livres e Iguais - Os Direitos Humanos na Escola, com texto de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada e ilustrações de Ana Seixas, surge no âmbito destas duas comemorações e visa sensibilizar o público mais jovem para este assunto. Porque afinal, apesar de serem inerentes à própria dignidade humana, ninguém nasce ensinado em direitos humanos. E a mensagem deste livro é clara: os direitos humanos têm a ver com a nossa vida quotidiana em contexto social e para os defender, temos de os conhecer. Quanto mais cedo melhor!
A apresentação de Livres e Iguais - Os Direitos Humanos na Escola tem lugar no próximo dia 10 de dezembro, pelas 13h00, na Biblioteca Passos Manuel, em Lisboa.

Autoras e ilustradora marcarão presença. A apresentação está a cargo do professor catedrático Vital Moreira.

A Biblioteca Passos Manuel está instalada no Andar Nobre do Palácio de São Bento, em Lisboa.

O acesso à Biblioteca é feito através da porta lateral do edifício, junto ao parque de estacionamento da Assembleia da República.

A entrada é gratuita.

Autocarros: 706, 727, 773 | Elétrico: 28 | Metro: Rato




Urbano Tavares Rodrigues nasceu 6 de dezembro de 1923, em Lisboa, cidade onde viria a falecer a 9 de agosto de 2013. Tinha 61 anos de carreira literária e 89 anos de vida.

Ficcionista, ensaísta, crítico literário, investigador, professor, jornalista, militante do PCP, forte opositor do regime salazarista figura cimeira da cultura portuguesa do século XX,  Urbano Tavares Rodrigues foi também um dos mais prolíferos escritores da sua geração. E foram muitos os prémios literários que distinguiram a sua obra:


Prémios Ricardo Malheiros, Aquilino Ribeiro e Fernando Namora;

Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários;
Prémio da Imprensa Cultural;
Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores;
Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

Com a Imprensa Nacional, Urbano Tavares Rodrigues, publicou As Torres Milenárias (2012)A Natureza do Acto Criador (2011)O Mito de D. Juan e outros Ensaios de Escreviver (2005), O Texto Sobre o Texto (2001). 


Foi também autor de vários prefácios de livros publicados pela editora pública, caso das «Obras Completas de Manuel Teixeira Gomes».







Aurélio Manuel Furdela (Maputo, 1973) é o vencedor da 2.ª edição do prémio Literário Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM)/ Eugénio Lisboa. O Prémio INCM/Eugénio Lisboa contempla a edição da obra vencedora, bem como a atribuição do valor monetário de 5000€ (cinco mil euros) ao vencedor.
O júri constituído pelo escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, na qualidade de Presidente, por Teresa Manjate e Paula Mendes, deliberou atribuir o prémio de prosa literária INCM/Eugénio Lisboa ao texto Saga d’Ouro, da autoria de Aurélio Furdela, e uma menção honrosa a Sonhos Manchados, Sonhos Vividos, de Agnaldo Bata.
A atribuição do Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa a Saga d’Ouro deve-se, segundo o júri, ao facto da escrita acurada a nível linguístico e por manifestar um domínio sobre as técnicas da narrativa. Por seu turno, a atribuição de menção honrosa a Sonhos Manchados, Sonhos Vividos deve-se à criatividade, a nível temático, da obra.
Concorreram à 2.ª edição do Prémio INCM/Eugénio Lisboa um total de 15 textos, dos quais 13 entregues em Maputo e 2 entregues nas províncias.

Este importante prémio literário foi criado em 2017 pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, dando corpo à sua missão de promoção e preservação da língua portuguesa e tendo em consideração a relevância de Eugénio Lisboa, enquanto cidadão e homem de cultura nascido em Moçambique, mas também como seu autor.

O Prémio INCM/Eugénio Lisboa visa selecionar trabalhos inéditos de grande qualidade no domínio da prosa literária e, além de uma componente pecuniária, contempla a publicação das obras distinguidas em cada edição, incentivando desta forma a criação literária moçambicana.
Nota Biográfica do vencedor :

Aurélio Furdela, escritor, dramaturgo, guionista e letrista, com livro de estreia De Medo Morreu o Susto (conto), publicado pela AEMO. Em 2003, lança a coletânea de crónicas O Golo que Meteu o Arbitro (AEMO) 2006. Em 2012 publica o segundo livro de contos, As Hienas Também Sorriem (AEMO). Está representado nas antologias “Lusofônica La Nuova Narrativa in Língua Portoghese” (2005), com o conto “Da mocidade à Velhice de Lacrina” traduzido para italiano e “A Minha Maputo” (2012), com o conto “Um Homem com 33 Andares na Cabeça”, também inserido na revista brasileira Macondo. Como dramaturgo escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico “Cena Aberta”, da Rádio Moçambique, nas quais destaca-se “Gatsi Lucere”, publicada posteriormente em livro pela AMOLP, 2005. Autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’weti em Moçambique. Como letrista, salienta-se da sua lavra a autoria da canção oficial da X Edição do Festival Nacional da Cultura -2018. Distinguido com Prémio Revelação de Literatura AEMO/Instituto Camões - 2003; Prémio Revelação de Texto Dramático AMOLP/Instituto Camões - 2003; Prémio Revelação da Revista TVZINE, 2003, Prémio Nacional de Texto Dramático Sobre HIV-2003, promovido pelo Ministério da Cultura. Em 2017 Prémio Literário 10 de Novembro, instituído em homenagem a Cidade de Maputo. Licenciado em História, pela Universidade Eduardo Mondlane.

Nota biográfica da menção honrosa:

Agnaldo Bata nasceu em 3 de Maio de 1991, no Chamanculo arredores da cidade de Maputo. É Licenciado em Sociologia, escreve prosa e peças teatrais, tendo as suas obras presença no Festival Internacional de Teatro de Inverno (organizado pela associação Girassol) com o grupo Teatral Skhendla entre 2013 e 2016. Em 2015 foi premiado no Concurso Literário dos 40 anos do Banco de Moçambique na categoria de Romance com a obra "Na Terra dos Sonhos" que veio a ser editada e publicada pela Alcance Editores em 2017, sendo esta a sua obra de estreia. Entre as peças teatrais escritas destaca-se "A Queda do Império de Gaza", apresentada em Maputo e Luanda (Angola) no 10º Festival internacional do Cazenga em 2015.

Há 22 anos, a 5 de dezembro de 1996, na cidade de Mérida, no México, o Centro Histórico do Porto foi acrescentado à lista dos sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO tendo por base o critério IV (cultural), considerando que este bem possui notável valor universal pelo seu tecido urbano e pelos seus inúmeros edifícios históricos que testemunham o desenvolvimento ao longo do último milénio de uma cidade europeia virada para o ocidente pelas suas ligações comerciais e culturais.

Em 2016, por ocasião dos 20 anos desta inclusão, a Imprensa Nacional publicou Porto Património Mundial — 20 Anos/20 Imagens, obra que  testemunha a metamorfose através das visões do geógrafo Álvaro Domingues, do historiador Gaspar Martins Pereira e do repórter Manuel Carvalho, associadas a vinte olhares fotográficos, de um Porto presente, vivo, vibrante, repleto de gente, com histórias e relações a consolidar-se, na ponte entre ontem e amanhã.

Conheça mais detalhes desta obra na nossa loja online. Aqui.

4 de dezembro de 1980

No início da noite daquela quinta-feira o país fica em choque. A televisão e a rádio anunciam a tragédia: Francisco Sá Carneiro, então primeiro-ministro, e Adelino Amaro da Costa, ministro da Defesa, morrem na queda do avião Cessna em que seguiam, com destino ao Porto. 

Perdem também a vida os tripulantes e a restante comitiva: Snu Abecassis, Manuela Amaro da Costa, António Patrício Gouveia, Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa.

Nesse mesma noite é publicado em 2º Suplemento ao «Diário da República» um diploma a decretar 5 dias de luto nacional.

Foi há 38 anos atrás.


Apresentação Caretos e Coretos. Tradições Populares em Portugal
Data: sábado, 08 de dezembro
Horário: 16h45m – 17h30m
Local: Livraria do Convento de São Francisco, em Coimbra
Morada: Avenida da Guarda Inglesa, 3040-326 Coimbra
Entrada livre

Na livraria do Convento de São Francisco, em Coimbra, ocupada e dinamizada pela editora Bruáa, a ilustração é a rainha.

E vai ser lá, já no próximo sábado, dia 08 de dezembro, a apresentação do livro Caretos e Coretos. Tradições Populares em Portugal, entre as 16h45m e as 17h30m, com entrada gratuita.

A apresentação contará com a presença das autoras Vera Marques Alves (texto) e Carolina Celas (ilustração).

Cláudio Garrudo estará também presente em representação da Imprensa Nacional e do Museu Casa da Moeda. Inês Felisberto representará a Pato Lógico Edições, a quem coube o design e a direção de arte da coleção.

O livro Caretos e Coretos. Tradições Populares em Portugal revela muitas curiosidades sobre seis tradições populares portuguesas. Inspirado numa coleção de moedas, e destinado aos mais jovens, dá a conhecer, em seis capítulos, as arrecadas de Viana do Castelo, os jugos do Nordeste, as colchas de Castelo Branco, o figurado de Barcelos, os caretos de Trás-os-Montes e os espigueiros.

Recorde-se que a coleção infanto-juvenil do Museu Casa da Moeda tem por objetivo aproximar o público mais jovem da numismática.

Outros títulos da coleção:

Cara ou Coroa? Pequena História da Moeda;

Sou o Lince-Ibérico. O Felino Mais Ameaçado do Mundo;

Princesas de Portugal, Rainhas da Europa

Rainha dos Ares. A Águia-Imperial-Ibérica


Pedro Tamen festejou o seu 84.º aniversário este último sábado, dia 1 de dezembro.
«Como editor, como poeta, como escritor, como intelectual ativo, Pedro Tamen é uma personalidade das mais marcantes do nosso tempo», escreveu Guilherme de Oliveira Martins, a propósito de Retábulo das Matérias (1956-2013) — uma recolha da obra poética de Tamen, que reflete mais de 5 décadas da sua produção lírica, publicada em junho deste ano pela Imprensa Nacional.
Pedro Tamen licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, foi diretor da Editora Moraes, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian e co-director das revistas «Anteu» e «Flama». Foi também professor, crítico literário e presidente do PEN Clube Português.
Recebeu vários prémios, entre eles o Grande Prémio Internacional de Tradução Literária. Em 1993 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Como poeta estreou-se em 1956 com o Poema para Todos os Dias. Hoje a sua obra está traduzida e publicada em 14 línguas.
Retábulo das Matérias (1956-2013) é uma obra obrigatória na biblioteca de todos os que apreciam poesia!

3 de dezembro de 1994

O poeta e diplomata, Luis Filipe Castro Mendes recebe o Prémio D. Diniz da Fundação Casa de Mateus, pela sua obra O Jogo de Fazer Versos. Eram membros do júri: Vasco Graça Moura, Pedro Tamen e Fernando Pinto do Amaral.
11 anos antes, em 1983, estreitou-se na Imprensa Nacional com Recados — o seu primeiro livro publicado. Era o 16.º título da «Plural», a histórica coleção da Imprensa Nacional criada na década de 1980 para acolher obras de novos mas já então muito promissores autores, nas áreas de ficção, ensaio, dramaturgia, artes plásticas e, sobretudo, de poesia.
Em Recados, Luís Filipe Castro Mendes problematiza a relação entre o sujeito e a realidade, a palavra e o silêncio, o eu e o outro.

«Não, nenhuma orla de desejo entre as minhas imagens e a tua voz nos podia trazer qualquer palavra de sossego. Remetíamo-nos à comunicação imóvel dos bichos, como se ela fosse inscrição da sede na fruta. Mesmo a orientação das raízes na espessura da treva não nos era mais familiar do que qualquer perdida música. Estávamos sós, entre o coração vazio e a quieta maturação do esquecimento.»

Luís Filipe Castro Mendes,
«Transparências da Manhã 1», 
in Recados,
coleção Plural,
Imprensa Nacional-Casa da Moeda,
Lisboa, 1983, p. 17


30 de novembro de 1935. 

Fernando Pessoa morre no Hospital de São Luís dos Franceses, em Lisboa, de uma crise hepática. Era o início de uma noite de sábado.

Dá entrada no hospital na véspera da partida. E são dessa data (29 de novembro) as suas últimas palavras escritas:


«I know not what tomorrow will bring».

[não sei o que o amanhã trará].

Tinha 47 anos.

Quando morreu Fernando Pessoa deixou publicada uma décima parte da sua obra: 35 Sonnets (1918), Antinous (1918), English Poems (1921), O Interregno: defeza e justificação da dictadura militar em Portugal (1928), Mensagem (1934) e uma série de escritos dispersos por algumas revistas, como a Orpheu — da qual foi o fundador.

Só mais tarde se descobriu que Fernando Pessoa deixou uma herança inestimável para o país e, sobretudo, para a Língua Portuguesa: uma arca com mais de 27.000 manuscritos inéditos.

A vasta obra, deixada inédita, só começou a ser editada em 1942, por iniciativas de Luís de Montalvor e de João Gaspar Simões.

Apenas em 1968 começou o inventário da sua famosa arca. Portugal começava então a aperceber-se a dimensão e a magnitude da obra pessoana. O mundo descobriu isso depois. E pasmou-se.

Em 1985, por ocasião dos 50 anos da morte do poeta, a sua obra entra em domínio público. Nesse ano, e nos seguintes, o mercado do livreiro (nacional e internacional) mostrou um verdadeiro interesse pelo poeta. Porém, em 1997, ao abrigo da diretiva da União Europeia (que fixava em 70 anos após a morte, o período de vigência dos direitos de autor) a editora Assírio e Alvim comprou aos herdeiros os direitos de edição — medida que viria a causar celeuma entre os editores de todo o mundo.

Em 2005, cumpridos os 70 anos da morte do poeta, a sua obra entra definitivamente em domínio público. Fernando Pessoa passou a ser livre outra vez e consagrou-se como um dos nomes maiores da literatura universal.

Em setembro de 2009, pelo Decreto 21/2009, de 14 de setembro, o espólio documental de Fernando Pessoa foi classificado como «bem de interesse nacional», passando a designar-se o espólio do escritor como «tesouro nacional».

Entre outros títulos a Imprensa Nacional dedica-lhe a coleção «Edição Crítica de Fernando Pessoa», sob a coordenação do Professor Ivo Castro, a coleção de ensaios «Pessoana» e o primeiro volume da coleção infanto-juvenil «Grandes Vidas Portuguesas».