O Livro Branco da Melancolia, o mais recente título da coleção «Plural» é uma antologia que reúne, propositadamente de forma continua e irreferencial, os mais significativos poemas de José Jorge Letria, poeta, ficcionista e jornalista. Conta também com um prefácio de autoria de Yvette K. Centeno.

Saiba mais detalhes sobre esta obra na nossa loja online. Aqui.

José Jorge Letria escolhe, para este conjunto de poemas, um título bem sedutor, e ao mesmo tempo intrigante. Uma palavra como Melancolia carrega um forte peso, na tradição cultural, filosófica, artística.
Do tratado de Robert Burton, Anatomia da Melancolia, à célebre gravura de Dürer, passando pelas doutrinas da nigredo alquímica, o negro da alma que anuncia um caminho que levará à sublimação das pulsões mais primitivas do inconsciente, muito nos é pedido para chegar ao entendimento da intenção do autor. Que o Livro seja Branco pode ser um indício, pois é do negro ao branco que o processo de transformação se dará.
Yvette K. Centeno in Prefácio


A PRIMAVERA É SEMPRE UMA PROMESSA

O outono dorme sobre as folhas secas
tricotando o agasalho do meu frio.
fundindo o chumbo entardecido
da tristeza que me fere os dias.
E eu onde estou? Que corpo é este
que envelhece à medida que eu me evado
dos casulos onde a noite se faz lume
para acordar nos olhos os medos mais antigos?
Amanhã pode ser que voltes,
desnudada e grave, para governo
das matérias mais ardentes,
dos assuntos da loucura.
As crianças batem-me à porta,
fugindo sem saberem de quê,
talvez das sombras perfiladas contra os muros,
talvez das palavras desnudadas pelo grito.
As crianças sabem sempre ao que vêm,
querem saber de mim e das histórias
que prometi contar-lhes. Temos a mesma idade.
Com uma diferença: a minha é outonal
e rasgada pela violência de outros dias;
a delas é alada e pura como a toutinegra
que pousa no ramo quebrado da paisagem
para lembrar que a primavera é sempre uma promessa.

O Livro Branco da Melancolia, pág.339


imagem: Jorge Carmona/Antena 2


N' A Ronda da Noite, programa da RTP/Antena 2, de dia 21 de janeiro, José de Guimarães foi o convidado de Luís Caetano, numa conversa que se fez percorrendo a exposição Volta ao Mundo, na Biblioteca Nacional.

Recorde-se que a Imprensa Nacional conjuntamente com Biblioteca Nacional de Portugal editaram, com o mesmo título, toda a obra gráfica do artista.


Pode ouvir a entrevista aqui.



Volta ao Mundo. Obra Gráfica de José de Guimarães é o catálogo completo das gravuras produzidas por Jorge Guimarães até final de 2018. Com base no acervo de obras que o autor tem vindo a doar à Biblioteca Nacional, esta publicação reúne, numa edição ímpar no contexto da arte portuguesa, uma selecção representativa da sua produção gráfica, produzida ao longo de mais de meio século de trabalho continuado, e inclui um ensaio de Raquel Henriques da Silva. A edição é bilingue (português e inglês).


Estreou no dia 6 de Janeiro a rubrica semanal intitulada O Essencial sobre..., da responsabilidade da Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Um programa que pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).






2020 afigura-se mais um ano desafiante para a Imprensa Nacional e a poesia continuará a ser uma aposta forte da editora pública portuguesa.

Em 2020 a Imprensa Nacional continuará a acolher os poetas na coleção «Plural». Serão publicados nesta coleção: Guardar a Cidade e 0s Livros Porventura de Antonio Cicero, O Último Poeta Romano, de Paulo Teixeira, Toda Poesia, de Paulo Leminski, e as obras poéticas de Salette Tavares e de Natércia Freire.

Também a Poesia, de Sá de Miranda, sairá este ano, na coleção «Clássicos». Quanto à coleção dedicada a Fernando Pessoa, a «Pessoana», vai acolher os Poemas de Alberto Caeiro, numa edição de Ivo Castro.

A Imprensa Nacional continuará a divulgar, ao longo deste ano, os pensamentos críticos dos mais destacados ensaístas na coleção «Olhares». Para este ano espera-se a A Enxada e a Lança, de Alberto da Costa e Silva, e Viagens com um Mapa em Branco, de Juan Gabriel Vásquez.

Ainda no domínio dos ensaios, a coleção «Estudos de Religião», feita em parceria com o Centro de Estudos da História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, recebe em 2020 os títulos Génese e Institucionalização de uma Experiência Eremítica, de João Luís Fontes, Teologia e Poesia em Carlos Drummond de Andrade, de Alex Villas Boas, e Religião, Território e Identidade, coordenado por Alfredo Teixeira.

No domínio da filosofia há uma novidade há muito aguardada: a Imprensa Nacional reedita esta ano uma das grandes obras-primas da literatura ocidental, Confissões de Santo Agostinho, em versão bilingue (português/latim), título que se encontra há muito esgotado.

Em 2020 a editora pública continuará a restaurar minuciosamente as «oficinas de trabalho» dos autores maiores da literatura portuguesa, guiados pelo olhar crítico e atento dos nossos maiores especialistas que reconstroem verdadeiras «catedrais» nas coleções de «Edições Críticas». Este ano esperam-se Frei Luís de Sousa na «Edição Crítica de Almeida Garrett»; Eusébio Macário. A Corja (num só volume) na «Edição Crítica de Camilo Castelo Branco» e Philidor e A Relíquia na «Edição Crítica de Eça de Queirós».

O Teatro Completo de Natália Correia, em dois volumes, entrará este ano para a coleção «Biblioteca de Autores Portugueses».

Também as Crónicas que Nuno Brederode Santos publicou no Diário de Noticias se juntam ao catálogo da editora, numa organização da responsabilidade de Maria do Céu Guerra e Maria Emília Brederode Santos.

A coleção dedicada aos grandes autores italianos (clássicos e contemporâneos), a «Itálica», vai receber em 2020 um volume dedicado ao Teatro de Pirandello, onde serão publicadas algumas traduções inéditas para português deste dramaturgo italiano. A coordenação do volume será de Jorge Silva Melo. A «Itálica» recebe ainda a poesia completa de Giuseppe Ungaretti, Vida de Um Homem, que conheceu a sua tradução para o português pela mão de Vasco Gato.

De Itália chega ainda um título importante para a Imprensa Nacional, pela lavra de Anna Dolfi: O Essencial sobre Antonio Tabucchi. A mesma coleção acolherá também O Essencial sobre Ruben A., no ano em que se assinala o centenário de nascimento deste escritor.

Do Brasil chega um outro projeto importante e notável. Conjuntamente com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a Imprensa Nacional publica em 2020, a publicação do Dicionário de Machado de Assis.

Ainda no que diz respeito a dicionários, o investigador Daniel Pires vai trazer-nos um dicionário dedicado a uma das mais complexas e notáveis figuras do Iluminismo português: Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Em 2020, a Imprensa Nacional continua a apostar nos designers portugueses na «Coleção D», coordenada por Jorge Silva. Este ano sairá o volume dedicado ao trabalho de Cristina Reis.

As objetivas da editora pública continuam bem focadas nos fotógrafos nacionais. José Manuel Rodrigues (com apresentação de Rui Prata) é o nome que se segue na «Série Ph».

A pensar nos mais novos a coleção «Grandes Vidas Portuguesas» vai receber mais quatro biografias: Carolina Beatriz Ângelo, Amália Rodrigues, Sidónio Pais e Mário Soares, estes dois numa série, dentro da coleção, dedicada aos Presidentes e feita em parceria com o Museu da Presidência da República. Já a coleção infantojuvenil do Museu Casa da Moeda recebe este ano O Golfinho. Recorde-se que a Imprensa Nacional – Casa da Moeda associa-se ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, sendo que parte das receitas das vendas deste livro (bem como das moedas associadas) contribuem diretamente para a proteção da espécie.

Ainda a pensar no ambiente, e no âmbito da Lisboa Capital Verde 2020, a Imprensa Nacional associa-se à Câmara Municipal de Lisboa inaugurando a coleção «Botânica de Portugal». Estão previstos 7 títulos e o primeiro a sair do prelo será: Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental.

Distribuídas por diversas coleções que vão da poesia às edições críticas, passando pelas obras completas, pelo design, pela fotografia, pela história, filosofia, infantojuvenil, as edições da Imprensa Nacional continuarão em 2020 a ir ao encontro da sua missão primordial: publicar obras essenciais da cultura nacional e universal e preservar, promover e ampliar o património bibliográfico da língua portuguesa.

E no sentido de chegar a mais gente e de captar novos públicos, a Imprensa Nacional fará em 2020 o maior esforço da sua história no caminho da desmaterialização e de uma oferta diferenciada de conteúdos.

A saber: contará com cerca de 40 edições que incluem livros eletrónicos, terá 11 edições que incluem disponibilização gratuita (após uma primeira edição em papel ou em simultâneo). A Imprensa Nacional iniciará também uma coleção de audiolivros de autores clássicos portugueses com disponibilização gratuita, prevendo-se dois a três audiobooks por ano. Em 2020 a Imprensa Nacional estreia um programa semanal na RTP/ Antena 2 sobre «autores essenciais», tendo por base os livros da coleção «O Essencial Sobre». Os programas poderão ser ouvidos em direto e, posteriormente, em podcast.

Por fim, a Imprensa Nacional vai inaugurar o seu sítio na internet, em 2020, com conteúdos próprios e exclusivos totalmente orientados para a literatura e cultura portuguesas, bem como para a história desta instituição.



















A Voz dos Poetas regressa à Biblioteca da Imprensa Nacional já no próxima 2.ª feira, dia 20 de janeiro, pelas 18h30 com Lia Gama e Jorge Silva Melo (Artistas Unidos) a dizerem a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), figura maior das letras portuguesas do século XX.

O ciclo de leituras de poesia A Voz dos Poetas tem entrada livre (condicionada à capacidade da sala) e resulta da parceria estabelecida entre os Artistas Unidos e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Biblioteca da Imprensa Nacional
Rua da Escola Politécnica, 135, 1250-100 Lisboa



Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


É já esta 6.º feira, dia 17 de janeiro, pelas 17h30, que serão apresentadas as novidades editoriais da Imprensa Nacional, a editora pública portuguesa, para o ano 2020.

Além de novos títulos e novas coleções são esperadas outras novidades.

A apresentação vai decorrer, como vem sendo habitual, na bonita Biblioteca da Imprensa Nacional, no nr.º 135 da Rua da Escola Politécnica, em Lisboa.

Depois da apresentação dos principais eixos programáticos da editora,  por Duarte Azinheira, seguir-se-à às 19h00 um concerto num cenário único: o das oficinas gráficas da Imprensa Nacional.

Sob direção do maestro Pedro Amaral, a Orquestra Metropolitana tocará a Sinfonia n.º 4, em Mi Menor, opus 98 de Johannes Brahms.

Fica o convite feito.





Estreou no dia 6 de Janeiro a nova rubrica intitulada O Essencial sobre..., da responsabilidade da Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Um programa que pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).



O lobo ibérico, a subespécie de lobos que habita a Península Ibérica, tem a designação científica de Canis lupus signatus. E foi descrito em 1907 pelo zoólogo espanhol Angel Cabrera.




O lobo ibérico distingue-se dos outros lobos que habitam a restante área europeia por ser mais pequeno e pela coloração da sua pelagem, que é mais amarelo-acastanhada. Além disto, possui cores mais fortes e um padrão de coloração das faces e focinho diferente

Outrora presente em todo o território nacional, o Lobo-Ibérico encontra-se atualmente circunscrito a algumas áreas do norte e do centro do País, estando classificado como «em perigo», devido à escassez de presas selvagens e às atividades desenvolvidas pelo ser humano, que têm vindo a comprometer a sobrevivência desta espécie.


Em Portugal é espécie protegida desde 1989.

(Legislação de Proteção do Lobo Ibérico: Lei n.º 90/88, de 13 de agosto, e Decreto-Lei 139/90 de 27 de abril)

A história deste predador é aqui contada por Ricardo J. Rodrigues e ilustrada por Susana Diniz e Pedro Semeano, e vai permitir aos mais novos conhecer mais sobre esta espécie ameaçada, a sua proteção, os seus hábitos e família. E aos mais velhos também.

Tal como acontece com Sou o Lince Ibérico - O Felino Mais Ameaçado do Mundo e Rainha dos Ares A Águia-Imperial-Ibérica, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda associa-se ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, sendo que parte das receitas das vendas deste livro (bem como das moedas associadas) contribuem diretamente para a sua proteção.




A Lídia no País das Armadilhas - a História Maravilhosa da Imprensa Nacional, de Luís Almeida Martins (texto) e Mantraste (ilustrações) conta a história de uma casa de livros que nasceu há 250 anos, quando o rei D. José I assinou o alvará que o famoso Marquês de Pombal lhe colocou diante do nariz. Nascia assim a Impressão Régia (o nome da editora oficial naquele tempo) que começou a funcionar no início de 1769. Mas, apesar da idade, a Imprensa Nacional continua jovem. Lídia e a sua turma foram visitá-la num passeio que se transformou numa viagem maravilhosa pelo tempo. Este é um livro para os mais jovens mas que os adultos devem ler também.





Uma criação teatral encenada e interpretada por Diogo Carvalho, a partir do livro «Sophia de Mello Breyner Andresen. Quem era Sofia?» com texto de Ana Maria Magalhães/Isabel Alçada e ilustrações de Sara Feio.


Entrada Gratuita


Quando se fala de Sophia de Mello Breyner Andresen o que vem à ideia é poesia. E também «A Menina do Mar» ou «O Cavaleiro da Dinamarca». Mas quem era essa escritora que nas fotografias aparece tão elegante e com um olhar sonhador?

No ano em que se celebra o centenário do seu nascimento a coleção Grandes Vidas Portuguesas dá a conhecer aos leitores mais jovens Sophia de Mello Breyner Andresen, a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.



Começamos o ano com música! Já na próxima quinta-feira, 9 de janeiro, pelas 18h30, na Biblioteca da Imprensa Nacional, os solistas da Metropolitana Nuno Inácio, flauta e Marcos Magalhães, cravo, tocam :


G. P. Telemann Sonata para Flauta em Fá Menor, TWV 41:f1
O Fiel Mestre da Música

Carlos Seixas Sonata para Cravo N.º 16, em Dó Menor

G. P. Telemann Sonata para Flauta em Lá Menor, TWV 41:a3
O Fiel Mestre da Música

Carlos Seixas Sonata para Cravo N.º 45, em Sol Maior

Carlos Seixas Sonata para Cravo N.º 46, em Sol Maior

G. P. Telemann Suíte em Sol Menor, TWV 41:g4
O Fiel Mestre da Música

Na primeira metade do século XVIII, eram comuns no universo dos principados germânicos as publicações periódicas destinadas às famílias mais ilustradas e com recursos. A primeira exclusivamente dedicada à disciplina musical apareceu em 1728 e intitulava-se O fiel mestre de música. Foi iniciativa de Georg Phillipp Telemann e tinha o duplo propósito de servir como recurso didático para músicos amadores e facultar repertório de configurações diversas para ser tocado nos salões de convivência privados.
Durante aproximadamente um ano foram impressos 25 números com curtas peças vocais e instrumentais assinadas por vários compositores, entre eles o próprio Telemann, autor de duas sonatas e da suíte interpretadas neste programa, na flauta e no cravo. Alternam aqui com três outras sonatas, mas essas escritas para tecla e por um compositor português. Natural de Coimbra, Carlos Seixas instalara-se poucos anos antes em Lisboa e, para lá da proeminência da figura de Domenico Scarlatti, encantou os salões das casas nobres tituladas por D. João V. As suas obras tiveram, no entanto, de esperar até às décadas de 1930 e 1940 para serem conhecidas do grande público, quando o cravista e musicólogo Santiago Kastner as transcreveu e publicou. São largas dezenas de partituras com níveis de exigência técnica variáveis, conforme se destinavam a alunos ou a si próprio, na qualidade de intérprete. O virtuosismo das que são aqui lembradas deixam adivinhar que se trataria do segundo caso.

A entrada é livre




Estreou hoje, dia 6 de Janeiro a nova rubrica intitulada O Essencial sobre..., da responsabilidade da Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Um programa que pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).