O Centro Histórico convida-nos a explorar os seus dois núcleos geradores, a vila e o castelo, apenas formalmente unificados no final do século XIV. O Mosteiro de Nossa Senhora da Oliveira, fundado no séc. X, foi o núcleo fundamental de desenvolvimento da vila baixa. Nos espaços da antiga Colegiada instala-se hoje o Museu de Alberto Sampaio, local de visita obrigatória, tendo em conta o edifício e o valor artístico das suas coleções. Nas suas imediações, um emaranhado de ruas estreitas e tortuosas, de becos e largos, convida-nos a percorrer e a explorar.

Este título é fruto de uma parceria entre a Imprensa Nacional e o Turismo de Portugal

Saiba mais sobre este roteiro na nossa loja online. Aqui.


Retrato autografado de José Gregório Fernandes

Inspetor das oficinas

Republicano, colaborou em jornais como A Vanguarda e foi secretário da redação do jornal A Manhã. Figura próxima de Luís Derouet, foi diretor das oficinas da Imprensa Nacional e integrou, como secretário, a Comissão Oficial da Exposição Nacional de Artes Gráficas, por nomeação de 21 de novembro de 1912. Chefe de secção da oficina tipográfica desde 7 de julho de 1911, foi nomeado inspetor das oficinas por decreto de 27 de outubro de 1913. Morreu em 9 de janeiro de 1919.
O seu retrato ficou preservado na Imprensa Nacional até aos dias de hoje.


Fotografia a partir do original: Nuno Silva (INCM). Coleção Imprensa Nacional-Casa da Moeda.



Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência é o mais recente título da coleção «Direito, Jurisprudência e Doutrina», da Imprensa Nacional. Este título, feito em parceria com o Ministério Público de Portugal, tem como coordenadores Joaquim Correia Gomes, Luísa Neto e Paula Távora Vítor. Conta ainda com prefácio do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

A Imprensa Nacional disponibiliza esta obra, de forma gratuita e partilhável, no seu site de internet.






Aprovada em dezembro de 2006 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e adotada em 30 de março de 2007, a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência veio a ser aprovada e ratificada pelo Estado Português, juntamente com o seu Protocolo Adicional, sem a formulação de qualquer reserva, logo no ano de 2009, respetivamente através das Resoluções da Assembleia da República n.os 56/2009 e 57/2009 e Decretos do Presidente da República n.os 71/2009 e 72/2009, de 30 de julho. Enquanto direito internacional recebido, a CDPD constitui a principal referência material para refletir e praticar todas as matérias que gravitam em torno dos direitos das designadas pessoas com deficiência e que, no presente, têm sido objeto de uma atenção particular por parte do legislador português. Pareceu, portanto, que seria do maior interesse no panorama português que se encetasse uma reflexão global acerca deste instrumento, levada a cabo por aqueles que têm pensado as suas matérias, em termos miméticos do que já tem sido feito noutros ordenamentos jurídicos e cujos termos não raro aqui se tornaram por parâmetro.

Acresce que o momento se afigura também o mais azado. Na verdade, a CDPD aparece como a primeira Declaração dos Direitos Humanos que o século xxi viu surgir, o que torna ainda mais emblemático que nos debrucemos sobre ela na altura em que se encerram as comemorações dos 70 anos da declaração seminal — a Declaração Europeia dos Direitos Humanos. Para além disso, o ano em que se pretendeu concretizar esta empresa — 2019 — marca uma década desde a entrada em vigor da CDPD no nosso ordenamento jurídico.



O património cultural é indissociável dos enormes desafios com que as sociedades hoje se confrontam, desde as alterações climáticas, à hiperurbanização, ou o crescimento incessante da mobilidade no planeta, entre muito outros; é dentro desse quadro que deve ser entendida a relação entre património e sustentabilidade. Fazendo eco destas preocupações, este número da RP reúne no seu Caderno um conjunto de artigos que abordam essa relação em diferentes perspetivas, projetando pistas para um futuro sustentável.

«Pensamento», «Projetos», «Opinião» e «Sociedade» são as rubricas que completam os restantes artigos que compõem esta publicação, agora disponível para leitura e descarga gratuitas. A coordenação editorial deste número é de Deolinda Folgado.


RP — Revista Património n.º 6






Recorde-se que a existência de um protocolo entre a Imprensa Nacional e a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) tem vindo a assegurar, ao longo dos últimos anos (desde 2013) a edição da RP — Revista Património.



Sinais tipográficos empregados nas correções das provas

Carta de correção de provas, anterior a 1911, utilizada na Imprensa Nacional. Reúne todos os sinais das várias fases de preparação mas também de correção de texto para tipografia.

Ao longo da sua história, passaram pelo serviço de revisão da Imprensa Nacional figuras de relevo nacional como o poeta Bocage, que fez trabalho de tradução e revisão, José Correia Nobre França, fundador do Partido Socialista Português em 1875 que iniciou a vida profissional como compositor, o ensaísta e historiador João Gaspar Simões, que chefiou também a biblioteca, e José Dias Coelho, chefe de serviço da revisão que desencadeou o processo de reforma da ortografia em 1911.

Fotografia de Nuno Silva (INCM). Coleção Imprensa Nacional-Casa da Moeda.



O Porto é uma cidade cuja história e vida estão profundamente ligadas ao rio Douro, rio de mau navegar, que serpenteante e orgulhosamente ostentando as suas seis pontes, convida a observar… observar a ponte D. Luís, erguida com base nos modelos da arquitetura do ferro, que liga à cota alta e à cota baixa as margens da cidade do Porto e de Vila Nova de Gaia. Ambas têm história e estórias para nos contar, ambas as margens nos convidam a parar.

Este título é fruto de uma parceria entre a Imprensa Nacional e o Turismo de Portugal

Para mais detalhes sobre este roteiro visite a nossa loja online. Aqui.

Passatempo Aritmético


Tabuleiro e instruções do «Passatempo aritmético, destinado para aprender os rudimentos da aritmética em forma de divertimento», editado «No Arco do Cego».
Gravura de Romão Eloy, c. 1800.

A Casa Literária do Arco do Cego foi criada em 1799 e integrada na Impressão Régia em 1801. Era especializada em edições técnicas e científicas, numa altura em que se generalizava o recurso à imagem como elemento didático e informativo, em que cabia também a edição de jogos lúdicos com caráter pedagógico.



A matriz e gravura deste jogo fazem parte do acervo documental da INCM. As instruções foram recentemente localizadas na biblioteca da Imprensa Nacional e permitem agora reconstituir os vários passos do jogo, que tinha por objetivo ensinar operações aritméticas simples às crianças, de forma lúdica. Para jogar era necessário lançar um ou dois piões com dez faces, a partir dos quais se faziam os cálculos. A paragem em casas assinaladas alterava o progresso do jogo (recuando, retendo ou avançando), como se lê, por exemplo na casa 17:




«O perdigueiro segue o dono por matos, e rios;
Defende-o enquanto sente forças para combater;
Sede leal, animoso, e afável como ele;
Uma vintena vos recompensará; avançai vinte casas.»




Fotografias de Nuno Silva (INCM). Coleção Imprensa Nacional-Casa da Moeda.



«Autobiografia amorosa de Silvestre da Silva, ou o caminho em direção a Tomásia com passagem por órfãs, viúvas, a mulher que o mundo respeita, a mulher que o mundo despreza… Uma experimentação pioneira na irrisão do sentimentalismo a partir de dentro. E também de fora, claro.»

Esta é a descrição do camiliano e académico Abel Barros Baptista a propósito de Coração, Cabeça e Estômago, um dos título da coleção «Edição Crítica de Camilo Castelo Branco».

Escrito no século XIX, Coração, Cabeça e Estômago é um dos romances mais aclamados de Camilo Castelo Branco. Esta edição, agora disponível online de forma gratuita e partilhável, vai oferecer ao leitor a possibilidade de (re) descobrir uma reveladora obra camiliana.


A presente edição é de Cristina Sobral e de Ariadne Nunes.

Recorde-se que Camilo Castelo Branco foi romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor, cuja vida dava um romance em si. É uma das grandes figuras do romantismo português, a par de Garrett, e um dos autores portugueses mais frutíferos e lidos de sempre.


Os Primitivos Portugueses¸ 1940

No âmbito dos centenários, a Imprensa Nacional assumiu a composição do texto e impressão do catálogo da exposição Os Primitivos Portugueses. Em abril de 1940, o ministro da Educação Nacional, Carneiro Pacheco, tinha feito chegar um pedido urgente para que a Imprensa Nacional colaborasse na composição e impressão da obra, cujas gravuras estavam em execução nas oficinas gráficas da Bertrand, sob coordenação de Reinaldo dos Santos, delegado da comissão para a exposição. O sucesso da publicação e a sua importância política ficaram patentes nos louvores ministeriais e no elogio ao pessoal «com toda a solicitude e melhor boa vontade interveio na publicação do catálogo da Exposição dos Primitivos, conseguindo em tempo determinado dar cumprimento aos desejos do Governo».

Fotografia de Nuno Silva (INCM). Coleção Imprensa Nacional – Casa da Moeda.



As alterações globais nos domínios económicos, social, político e ambiental, motivaram a mudança dos paradigmas da perceção do mundo. O século XXI, para além do aumento da velocidade com que se verificam essas mudanças, trouxe profundas transformações no modo como a sociedade se relaciona com a cultura e com o património cultural.

Com base nestas preocupações, o quinto número da Revista Património dedica o seu caderno principal ao tema «Desafios do Património», abordado sob diferentes perspetivas. «Pensamento», «Projetos», «Opinião» e «Sociedade» são as rubricas que completam os 17 artigos que compõem a publicação. A coordenação editorial é de Deolinda Folgado.


Recorde-se que a existência de um protocolo entre a Imprensa Nacional e a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) tem vindo a assegurar, ao longo dos últimos anos (desde 2013) a edição da RP — Revista Património.






Dois anos depois da peça O Morgado de Fafe em Lisboa ter sido estreada no Teatro Nacional D. Maria II, Camilo Castelo Branco levaria à cena, no mesmo teatro, uma outra peça: O Morgado de Fafe Amoroso. É essa peça, uma comédia de costumes em três atos, que hoje a Imprensa Nacional disponibiliza gratuitamente no seu site.


Além da contestação dos modos e da moda do estereotipado teatro romântico, estas comédias notabilizaram-se pelo efeito cómico do ridículo e cáustico com que são abordados certos ambientes e personagens características do Portugal de meados do séc. XIX.


Um grande divertimento. Este morgado de Fafe rivaliza com o mais famoso Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda de A Queda dum Anjo, além disso capaz de resgastar do esquecimento o teatro de Camilo, exaltando o de comédia.

Abel Barros Baptista


A presente edição é Ângela Correia, Mafalda Pereira e Patrícia Franco com coordenação de Ivo Castro.

De recordar que as edições críticas são as versões dos textos mais aproximadas da presumível intenção do seu autor. A edição crítica recua até à origem dos textos, até aos testemunhos deixados pelo seu autor, analisa-os detalhadamente, e fixa, por critérios cientificamente definidos para cada caso, a versão mais autêntica e mais próxima possível da genuína vontade do autor.









Tratado de mnemónica, de António Feliciano de Castilho

Em meados do século XIX, a Imprensa Nacional iniciou um processo de modernização tecnológica e profissional que se refletiu numa clara melhoria do trabalho de composição e de impressão. No domínio editorial, vale a pena destacar o crescimento e a diversificação do número de publicações pedagógicas, como manuais escolares, periódicos, almanaques e compêndios.

Em 1840, o escritor romântico António Feliciano de Castilho tinha proposto a adoção do «método de leitura repentina» ou «Método Português» como ficou mais tarde conhecido, suscitando forte polémica, o que nunca permitiu generalizar o seu uso no meio escolar. Este seu Tratado de mnemónica, ou methodo facilimo para decorar muito em pouco tempo, foi publicado pela Imprensa Nacional em 1851.

Fotografia de Nuno Silva (INCM). Coleção Imprensa Nacional-Casa da Moeda.



Com curadoria de Jorge Silva e organizada em parceria pelas Câmaras Municipais de Matosinhos e de Setúbal, Da Luz e das Sombras foi inaugurada a 16 de janeiro deste ano, na Casa do Design de Matosinhos com entrada livre. A exposição vai ser agora prolongada até 30 de agosto.

Manuel Lapa (1914-1979) é um nome cimeiro da história visual portuguesa contemporânea. Manuel Lapa exerceu uma atividade prolífica e marcante entre as décadas de 1940 e 70, tendo-se destacado na produção de trabalhos icónicos ao serviço da propaganda do Estado Novo, de que a direção de arte da Exposição do Mundo Português (1940) é o expoente máximo. O seu trabalho, no entanto, não se limitou à colaboração com o regime, tendo sido vasto e diversificado nas áreas da ilustração e design editorial ou até da hagiografia e do figurinismo para cinema.

A exposição Da Luz e das Sombras, com curadoria de Jorge Silva, esteve patente ao público pela primeira vez no âmbito da Festa de Ilustração de Setúbal em 2019, estando agora patente na Casa do Design em Matosinhos. Apresenta 34 originais de Manuel Lapa, entre desenhos e maquetes; 66 impressões digitais em papel, a partir de ilustrações de livros; 56 peças impressas, entre cartazes, livros e revistas; e ainda três ilustrações em vinil recortado, de grandes dimensões. No total, a exposição tem 156 peças. Dessas, 9 peças (6 revistas Prelo, 2 estudos de capas de livros e 1 livro) pertencem à Imprensa Nacional- Casa da Moeda (acervo da Biblioteca da Imprensa Nacional).

O catálogo da exposição Manuel Lapa – Ilustração, Arranha-Céus Editora, conta com edição de Jorge Silva.





Manuel Lapa (Lisboa, 20.09.1914 – 11.12.1979) foi um dos mais importantes ilustradores e artistas gráficos da segunda geração do Moderninsmo português. Diplomado pela Escola de Belas-Artes de Lisboa, foi professor na mesma instituição. Em 1940 assume a direção de arte da Exposição do Mundo Português. Dirigiu e/ou colaborou com revistas como a Panorama, Diana ou Atlântico.
Participou em várias exposições e integrou a equipa de artistas-decoradores do Museu de Arte Popular. Em 1947 foi-lhe atribuído o Prémio Domingos Sequeira. Fez parte do núcleo de fundadores do IADE (Instituto de Arte, Decoração e Design) de Lisboa.


Jorge Silva (Lisboa, 1958) é um designer de comunicação dedicado essencialmente ao design editorial e à direção de arte de publicações. Foi diretor de arte dos jornais Combate e O Independente e dos suplementos que desenhou para o jornal Público, Y e Mil Folhas. Jorge Silva tem dezenas de prémios da The Society for News Design americana pelo seu trabalho de direção de arte nestes dois jornais. Dirigiu várias revistas, como a 20 Anos, Ícon, LER e LX Metrópole, da Parque Expo. Esta última originou, em 2001, a criação do atelier Silvadesigners, que se tem dedicado ao branding cultural, sobretudo relacionado com a vida cultural lisboeta. Neste contexto, faz a direção de arte das revistas Agenda Cultural de Lisboa, XXI e Blimunda. Durante três anos ocupou as funções de diretor de arte do Grupo Editorial Leya e, desde o início de 2015, é consultor artístico da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Nos últimos anos tem lecionado Direção de Arte em mestrados da Faculdade de Belas-Artes do Porto e tem-se dedicado à investigação e curadoria nas áreas do design e ilustração. É responsável pelo conceito e edição da «Coleção D», publicada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, sobre designers históricos e contemporâneos portugueses. Criou o blogue Almanaque Silva, onde conta histórias da ilustração portuguesa. É membro da AGI – Alliance Graphique Internationale, desde 2012.





Saiba mais em: https://esad.pt/



«Uma biblioteca tem a identidade da sociedade que a alberga», quem o disse foi Alberto Manguel, romancista, tradutor e ensaísta argentino, quando visitou a Biblioteca da Imprensa Nacional.

Em pleno coração lisboeta, entre os bairros do Rato e do Príncipe Real, encontra-se a Biblioteca da Imprensa Nacional, abrigo das artes, da cultura e dos livros.

A atual sala da Biblioteca da Imprensa Nacional foi inaugurada, por Luís Derouet, em 1923. Hoje é a fiel guardiã de um acerco que conta com cerca de 20 mil livros, de onde se destacam os incunábulos e as primeiras edições da Imprensa Régia.

Nos incunábulos, temos a enciclopédia Etymologiae, de Izidoro de Sevilha, de 1472, e duas obras religiosas: a Summa de viciis, de Guilelmus Paraldus, de 1475, e a Precordiale Sacerdotum, de Jacobus Philippi, de 1489.

Das primeiras edições da Impressão Régia destaque para o Elogio Histórico de Benedicto XIV, pelo Marquez Caraccioli, para o Plano dos Estudos para a Congregação dos religiosos da Ordem Terceira de S. Francisco do Reino de Portugal, para a Dissertação Crítica, Histórica e Litúrgica sobre a nota do Preladon Nicolao Antonelli ao antigo Missal Romano Monastico Lateranense [...], por Joaquim de Santa Ana, ou ainda para a Collecção dos melhores Sermões escolhidos, dos mais Célebres Pregadores, que de França, e Itália até agora tem chegado ao nosso Reino, assim dos já traduzidos, como dos novamente mudados de hum, e outro idioma para o nosso [...], por Francisco de Santa Bárbara.

Outrora denominada «Biblioteca da Impressão Régia», a Biblioteca da Imprensa Nacional guarda também o jornal oficial do estado português, onde é publicada a legislação nacional: o Diário da República.

Um tesouro em pleno coração lisboeta.

Face às circunstâncias atuais, as consultas e as visitas à sala da Biblioteca da Imprensa Nacional realizam-se apenas com marcação prévia.

Email: cdi-mail@incm.pt
Telefone: 213 945 700



Ao longo de vários anos, cerca de 30, Daniel Pires estudou a obra de Manuel Maria du Bocage, tornando-se num dos maiores bocageanos da atualidade. Muito recentemente, e apoiado em cerca de cem documentos inéditos, pesquisados nos arquivos da Intendência-Geral da Polícia, da Inquisição, do Ministério do Reino e do Desembargo do Paço, Daniel Pires publicou, pela Imprensa Nacional, uma extensa e rigorosa biografia, Bocage ou o Elogio da Inquietude, um título que pretende reconstituir o quotidiano da vida do poeta sadino. A este propósito, Daniel Pires tem vindo a conceder várias entrevistas que vale a pena ler. Partilhamos a entrevista que concedeu ao Parágrafo, suplemento literário do jornal Ponto Final.

 Parágrafo (clique para ler)





A coleção «Edição Crítica das Obras de Camilo Castelo Branco» conta atualmente com oito volumes publicados. Desses, a Imprensa Nacional diponibilizou em formato digital e  de forma totalmente gratuita e partilhável os títulos: Amor de Perdição, O Regicida, O Demónio do Ouro, Memórias do Cárecere, A Sereia e os oito títulos que compõem as Novelas do Minho. Hoje fica disponível a comédia em dois atos:


Um grande divertimento. Este morgado de Fafe rivaliza com o mais famoso Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda de A Queda dum Anjo, além disso capaz de resgastar do esquecimento o teatro de Camilo, exaltando o de comédia.

Abel Barros Baptista


Dois anos depois de a peça O Morgado de Fafe em Lisboa ter sido estreada no Teatro Nacional D. Maria II, Camilo Castelo Branco levaria à cena, no mesmo teatro, uma outra peça: O Morgado de Fafe Amoroso.

Para além da contestação dos modos e da moda do estereotipado teatro romântico, estas comédias notabilizaram-se pelo efeito cómico do ridículo e cáustico com que são abordados certos ambientes e personagens características do Portugal de meados do séc. XIX.

A presente edição é Ângela Correia, Mafalda Pereira e Patrícia Franco com coordenação de Ivo Castro.

De recordar que as edições críticas são as versões dos textos mais aproximadas da presumível intenção do seu autor. A edição crítica recua até à origem dos textos, até aos testemunhos deixados pelo seu autor, analisa-os detalhadamente, e fixa, por critérios cientificamente definidos para cada caso, a versão mais autêntica e mais próxima possível da genuína vontade do autor.


Ph.05 José M. Rodrigues é um livro que percorre a obra do fotógrafo, desde a sua produção recente e inédita com obras de 2020 até às primeiras fotografias do início dos anos 70 do século passado.

O livro inclui o ensaio «Experimentar até ao limite», de Rui Prata.

Já à venda nas livrarias e na nossa loja online.


Exemplar do Diário do Governo de 5 de julho de 1821.

A história do Diário da República está intimamente ligada à história da Imprensa Nacional.

Na origem mais remota do atual jornal oficial encontra-se a Gazeta de Lisboa, publicada desde 1715, com várias mudanças de designação e diversas interrupções, estendendo-se até 1833.

Tratava-se, originalmente, de um periódico promovido pela iniciativa privada onde se podiam ler notícias de vida das cortes europeias, do quotidiano religioso ou de acontecimentos políticos, sociais e económicos.

A Gazeta foi publicada pela Impressão Régia entre 1778 e 1803 e novamente entre 1814 e 1820, sucedendo-lhe o Diário do Governo que, com breves aparições entre setembro de 1820 e fevereiro de 1821 e depois entre julho de 1821 e junho de 1823, passou a conjugar um papel noticioso e instrutivo com informação administrativa de interesse público, chegando mesmo a fundir-se com a Gazeta em dezembro de 1820.

Ou seja, a produção da Gazeta de Lisboa foi evoluindo de um caráter estritamente noticioso para a divulgação da ação do Estado e respetiva legislação, passando a assumir, no contexto das lutas entre liberais e absolutistas, um caráter político mais evidente.

Com uma primeira curta aparição do Diário do Governo, entre outubro de 1820 e fevereiro de 1821, a Folha Oficial do governo atravessou várias alterações de designação, de propósitos e de estilo até à sua estabilização como jornal oficial.