Temos mais um convite para si:

Compareça no lançamento do livro Os Antunes: Mestres Portugueses de Fazer Cravos, Pianofortes e Pianos (Séculos XVIII e XIX), da autoria de Ana Paula Tudela, hoje, 19 de junho, pelas 18:00h, no Museu Nacional da Música, em Lisboa (Estação do Metropolitano Alto dos Moinhos.) Além da apresentação poderá  apreciar um momento musical por José Carlos Araújo no cravo Antunes de 1758!

A publicação de Os Antunes - Mestres Portugueses de Fazer Cravos, Pianofortes e Pianos (Séculos XVIII e XIX), é o resultado de um estudo da autoria da investigadora Ana Paula Tudela e um enorme contributo para a valorização do núcleo de instrumentos de tecla antiga, que enriquecerá certamente a forma como olhamos para estas peças.

Importante pólo de construção de instrumentos de tecla que reuniu em Lisboa várias gerações da mesma família durante o século XVIII, a Oficina Antunes deixou-nos alguns dos únicos exemplares de tradição portuguesa que sobreviveram até aos nossos dias. Este livro, que conta com edição da Imprensa Nacional e do Museu Nacional da Música, debruça-se sobre o contexto que envolveu a construção de instrumentos de tecla num país que, à época, era tecnicamente sofisticado e nada alheio à conjuntura internacional.

A história da oficina Antunes começa com a vinda de Manuel Antunes (1703- -1766) da Porcalhota (incorporada atualmente na Amadora) para Lisboa.

Do seu estabelecimento em 1724, no Terreirinho da Cruz, na freguesia de Santa Catarina, até à derradeira morada na Rua Formosa (atual Rua de O Século), na freguesia das Mercês, numa propriedade do então futuro Marquês de Pombal, medeia o tempo de construção e afirmação da notoriedade dos mestres de fazer cravos e pianofortes desta família.

Entre a passagem de testemunho dos segredos oficinais de Manuel Antunes aos seus dois filhos varões, Joaquim José Antunes (1733-1801) e João Batista Antunes I (1737-1822), e a afirmação destes em oficinas separadas decorrem três reinados: D. João V, D. José I e D. Maria I.

Os dois primeiros reinados, marcados por um forte investimento régio na indústria nacional, criaram condições para a afirmação dos artesãos portugueses que se conseguiram destacar pelo seu génio inventivo. Contudo, o modelo corporativo português, protetor do artesão e virado essencialmente para o consumo nacional, não conseguiu competir com a produção dos países europeus industrializados. Tal como aconteceu com as artes oficinais portuguesas em geral, os mestres de fazer cravos e pianos resistiram à industrialização, que era para eles sinónimo do fim da sua arte e do seu estatuto social. No dealbar do século xix, a entrada progressiva e competitiva dos pianofortes e pianos estrangeiros em Portugal, com destaque para os instrumentos ingleses, franceses e alemães, faz soçobrar a construção de instrumentos portugueses.

A terceira geração desta família de construtores, constituída pelas oficinas do neto de Manuel Antunes, João Batista Antunes II (1790-1868), e de um parente colateral que foi discípulo de Joaquim José Antunes, José da Cruz Antunes I (1767-1845), sofreu o embate não só da abertura à importação de produtos estrangeiros, mas também do estabelecimento em Portugal de uma grande quantidade de concorrentes, provenientes sobretudo dos países germânicos, cujo modelo polivalente – eram simultaneamente músicos, artesãos, representantes de marcas estrangeiras e comerciantes – teve um efeito demolidor sobre a atividade dos artífices nacionais.

Os Antunes tentaram reagir e adaptar-se. João Batista Antunes II, neto do fundador, converteu a sua unidade oficinal em fábrica para aceder ao despacho livre das matérias-primas nas alfândegas, acumulou a atividade de construção de instrumentos com o negócio de móveis usados, com o aluguer de carruagens e com o trabalho de afinador do Conservatório Real de Lisboa. José da Cruz Antunes I, sobrinho-neto do fundador, escolhido pelo herdeiro da primeira oficina, Joaquim José Antunes, para seu aprendiz, optou por complementar a atividade de construtor com o comércio de vinhos e com a ligação à Casa Real como afinador.

Os dois caminhos seguidos proporcionaram aos seus descendentes resultados diferentes: João Batista Antunes II foi esmagado pelo acumular de dívidas e, como não teve descendência, a sua oficina não teve continuidade. José da Cruz Antunes I parece ter conseguido contornar a profunda crise económica provocada pela instabilidade política das lutas liberais e passar o testemunho aos seus dois filhos varões – José da Cruz Antunes II (1794-entre 1845 e 1850) e Fernando Bento de Campos Antunes (1807-dep. 1848), a quarta geração de oficinas Antunes. A sobrevivência desta geração, essencialmente dedicada à afinação e talvez à reparação de instrumentos, foi possível através da ligação à Casa Real, de casamentos vantajosos dentro do seu estrato social e do comércio
vinícola.

Contudo, estas duas últimas unidades oficinais não se prolongaram no tempo para além da fábrica/oficina do neto de Manuel, João Batista Antunes II. A sobrevivência económica dos netos de José da Cruz Antunes I deveu-se a empregos públicos em atividades que já nada tinham que ver com a construção de instrumentos musicais: Obras Públicas, Junta do Crédito Público e Correios.

Ana Paula Tudela in, Introdução, Os Antunes: Mestres Portugueses de Fazer Cravos, Pianofortes e Pianos (Séculos XVIII e XIX)




Este velho magro e meão, de sobrecenho carregado, panamá amarelido, terno de
linho caseiro e guarda-sol de pano alvadio no braço, que no Verão alfacinha irrompia
da Rua de Ivens para o Largo da Biblioteca, a consultar os «reservados», ou da Rua
da Betesga para as tendas da Praça da Figueira, a regatear um punhado de fruta do
tempo sem perder de ouvido os ditos das colarejas e os «arres!» dos saloios de burrico
— chamava-se Leite de Vasconcelos.

Vitorino Nemésio, Livro do Centenário do Dr. J. Leite de Vasconcelos, Lisboa, 1960, p. 101



A Sessão de apresentação do livro O Legado de Leite de Vasconcelos na Universidade de Lisboa, de Ivo Castro, Professor Emérito da Universidade de Lisboa, com a chancela da Imprensa Nacional, realiza-se no átrio da Biblioteca da Faculdade de Letras, já no próximo dia 26 de junho, quarta-feira, pelas 17:00 horas.
Convidamo-lo a estar presente.
A entrada é livre. Não falte!

A Biblioteca da Faculdade de Letras alberga a coleção conhecida por Legado de Leite de Vasconcelos, formada por duas componentes: uma Biblioteca de Linguística e Literatura e um Fundo manuscrito.
A Biblioteca é proveniente da antiga biblioteca de Leite de Vasconcelos, que deixou em testamento à Faculdade de Letras, de que foi professor entre 1911 e 1929, os seus livros das disciplinas filológicas. Entre eles, muitos são exemplares únicos no país e bastantes foram enriquecidos pela mão do proprietário com anotações marginais e manuscritos inseridos.

O Fundo é um típico espólio literário, constituído por autógrafos (apontamentos soltos ou originais redigidos, que formam o antetexto de obras de Leite) e por materiais de muitas proveniências, reunidos e organizados por Leite para fins de documentação dos seus trabalhos. Este fundo foi reunido por Orlando Ribeiro no Centro de Estudos Geográficos, onde dirigiu a edição póstuma das obras de Leite de Vasconcelos. Os originais dessas obras figuram igualmente no fundo, que o Centro de Estudos Geográficos depositou na Biblioteca da Faculdade.
In www.letras.ulisboa.pt/pt/espoliosedoacoes/joseleitevasconcelos




Texto: Tânia Pinto Ribeiro
Imagens: Nuno Silva

«O interesse no espanhol excede todas as outras línguas estrangeiras», pelo menos nos Estados Unidos da América. Quem o diz é Darlene J. Sadlier, Professora Emérita no Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Indiana-Bloomington, instituição situada no midwest dos Estados Unidos da América.

Darlene J. Sadlier é também autora de um dos mais recentes títulos da coleção «Plural» da Imprensa Nacional: A Diáspora em Língua Portuguesa, Sete Séculos de Literatura e Arte, brilhantemente traduzida para a língua portuguesa, como a própria refere, por Frederico Pedreira (Prémio INCM/VGM 2016).

A Diáspora em Língua Portuguesa
é muito provavelmente a primeira grande análise, atual e detalhada, das diferentes (e por vezes incompatíveis) produções culturais da diáspora imperial portuguesa no seu apogeu.

O material é amplo, vastíssimo e percorre sete século de historiografia, correspondência, teatro, poesia, ficção, artes plásticas e cinema. Darlene J. Sadlier foi-o recolhendo ao longo dos anos. De certa forma este livro é o resultado (o resumo e o reflexo) dos mais de 30 anos em que Darlene J. Sadlier foi professora e investigadora no programa de licenciatura e pós-graduação em Língua Portuguesa.

Darlene diz que «teve a sorte de ensinar» no Indiana: «O Indiana tem bibliotecas extraordinárias com coleções impressionantes de livros e manuscritos em língua portuguesa» — obras que lhe foram essenciais na escrita deste livro.

Embora tenha viajado bastante para fazer as suas investigações, de ter conhecido diferentes museus e arquivos, diz que a maioria das viagens e das descobertas que fez aconteceram no Indiana, sentada na biblioteca de raridades, a The Lilly Library, ou na biblioteca central, a The Herman B Wells Library — ambas grandes repositórios de livros e manuscritos dedicados, em parte, ao mundo de língua portuguesa: «Entre os mais importantes acervos para minha pesquisa são aqueles de Charles R. Boxer e Bernardo Mendel», acrescenta.

Neste estudo Darlene J. Sadlier analisa também os movimentos de exploração e colonização levados a cabo pelos portugueses nas diferentes partes do império, aprofunda o comércio de escravos no Atlântico, bem como o regresso das populações a Portugal no rescaldo da independência africana. E para esta americana, especialista em literatura de viagens, não há grande diferença entre a colonização levada a cabo pelos portugueses e a colonização levada a acabo por outros povos: « Para mim, colonização é colonização. Não há dúvida que há diferentes métodos utilizados para explorar e subjugar uma população mas o ato em si é o que é», refere.

Mas afinal de que falamos quando falamos da diáspora em língua portuguesa? De uma geografia? De uma comunidade? De uma ligação? De uma pátria? E qual o papel das mulheres na construção artística (e não só) desta imensa diáspora?

Aproveitámos a vinda a Portugal [aquando do lançamento do seu livro na Biblioteca da Imprensa Nacional,  apresentado por Teolinda Gersão] e conversámos com esta professora americana, que não acredita que Donald Trump seja uma ameaça para a diáspora portuguesa na América até porque Darlene J. Sadlier tem sérias dúvidas de que o atual presidente americano saiba o significado da palavra diáspora. «Como se sabe, a obsessão dele é o movimento das pessoas que vão atravessando a fronteira entre México e os Estado Unidos», ironiza.


As candidaturas à 2.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França abrem  já na próxima segunda feira, a 17 de junho e prolongam-se até 16 de agosto de 2019.

Há semelhança da 1.ª edição, podem concorrer a esta edição textos que reúnam cumulativamente as seguintes situações:

a) Textos originais e inéditos, do domínio da prosa literária, em língua portuguesa;

b) Textos cujos autores sejam cidadãos cabo-verdianos ou residentes em Cabo Verde há mais de 5 anos;

c) Textos que não tenham sido apresentados a nenhum outro concurso com decisão pendente e que respeitem o regulamento que pode ser consultado em www.incm.pt e em www.incv.cv.

O Prémio Literário Arnaldo França contemplará a edição da obra premiada, assim como uma componente pecuniária de 5000 € a título de prémio.

Vera Duarte, jurista e escritora, preside ao Júri, do qual fazem parte também Daniel Medina, formador, jornalista, professor universitário e Presidente da Associação de Escritores de Cabo Verde e Paula Mendes Editora-chefe da INCM.

Recorde-se que, na edição anterior, o júri, já repetente,  elegeu Beato Sabino, de Olavo Delgado Correia como obra vencedora e O Sonho de Ícaro, de Onestaldo Ferreira Fontes Gonçalves, como a Menção honrosa.

Recorde-se ainda que este galardão é instituído e promovido em parceria pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) e pela Imprensa Nacional de Cabo Verde (INCV). Tem como propósito a promoção da língua portuguesa e do talento literário em Cabo Verde, pretendendo-se com este Prémio incentivar a criação literária cabo-verdiana bem como proceder à divulgação de trabalhos inéditos de grande qualidade.

Quando a Arnaldo França, que dá nome ao galardão, foi alfandegário de carreira e um reconhecido poeta, escritor, académico, crítico, ensaísta e investigador. Licenciou-se em, Lisboa, em Ciências Sociais e Políticas, pela Universidade Técnica. Admirava o crioulo cabo-verdiano e o português. Traduziu Pessoa, Camões e Sophia de Mello Breyner Andresen, entre outros. Lutou para resgatar do limbo do esquecimento muitas obras de muitos escritores. Destacam-se as antologias Escravo, de Evaristo de Almeida, ou os escritos de Guilherme Dantas. Escreveu também vários ensaios, dedicados às obras de António Aurélio Gonçalves, Jorge Barbosa, Januário Leite, Luís Loff de Vasconcelos, Arménio Vieira, Teixeira de Sousa e Germano Almeida. Foi também ministro das Finanças de Cabo Verde nos anos de 1980. Nasceu na Cidade da Praia, em Cabo Verde, a 15 de dezembro de 1925, onde morreu 89 anos depois, a 21 de agosto de 2015.

Arnaldo França foi ainda autor de Notas sobre Poesia e Ficção Cabo-Verdianas (1962), sendo considerado como um dos nomes maiores da cultura cabo-verdiana do século XX. A presidente do júri Prémio Literário Arnaldo França, Vera Duarte, descreveu-o como «o maior estudioso da literatura do arquipélago».

Com a INCM Arnaldo França colaborou, juntamente com Elsa Rodrigues dos Santos na Obra Poética, de Jorge Barbosa (2002).

Se tem os seus escritos na gaveta e acredita neles, não hesite: concorra! Os resultados serão conhecidos até 15 de outubro.



Ícone do surrealismo, Fernando Lemos foi o senhor que se seguiu na Série Ph., coleção bilingue de monografias sobre fotógrafos contemporâneos editada pela Imprensa Nacional.
Leia aqui o texto «Os amigos surrealistas de Fernando Lemos», da jornalista Lúcia Crespo, saído no Jornal de Negócios.


(para ler clique nas imagens!)



 E aqui «A visão do fotógrafo», por Manuel Falcão, também para o Jornal de Negócios.




É já no próximo dia 14 de junho, pelas 18:00h, de Maputo, que serão apresentadas no Camões – Centro Cultural Português daquela cidade as obras distinguidas na 2.ª edição do Prémio Literário Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM)/Eugénio Lisboa: Saga d’Ouro, da autoria de Aurélio Furdela (obra vencedora), e Sonhos Manchados, Sonhos Vividos, de Agnaldo Bata (menção honrosa).

O académico Abudo Machude apresentará a obra Saga d’Ouro, de Aurélio Furdela, cabendo a Duarte Azinheira, diretor da Unidade de Edição e Cultura da INCM, a apresentação da obra Sonhos Manchados, Sonhos Vividos, de Agnaldo Bata.

O júri, constituído pelo escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, na qualidade de Presidente, pela académica Teresa Manjate e por Paula Mendes, editora-chefe da INCM, deliberou atribuir o prémio a Aurélio Furdela pela escrita acurada a nível linguístico e também pelo manifesto domínio sobre as técnicas narrativas.

Por seu turno, a atribuição de menção honrosa a Sonhos Manchados, Sonhos Vividos justifica-se pela criatividade, a nível temático, da obra apresentada ao concurso por Agnaldo Bata.

Recorde-se que o galardão foi instituído em 2017 pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, e destina-se a premiar trabalhos literários inéditos, em prosa, de autores moçambicanos. O Prémio INCM/Eugénio Lisboa contempla a edição da obra vencedora pela Imprensa Nacional, bem como a atribuição do valor monetário de 5000€ (cinco mil euros) ao vencedor.

Notas biográficas dos autores:

Aurélio Furdela é escritor, dramaturgo, guionista e letrista. Estreou-se, em 2003, com livro, De Medo Morreu o Susto, a que se seguiram Gatsi Lucere, O Golo que Meteu o Árbitro e As Hienas também Sorriem. Está representado nas antologias Lusôfonia La Nueva Narrativa in Língua Portoghese, com o conto «Da Mocidade à Velhice de Lacrina», traduzido para italiano, e A Minha Maputo, com o conto «Um Homem com 33 Andares na Cabeça», igualmente inserido na revista brasileira «Macondo». Como dramaturgo, escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico Cena Aberta, da Rádio Moçambique, nas quais se destaca «Gatsi Lucere», publicada posteriormente em livro pela AMOLP (2005). Autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’weti em Moçambique. Como letrista, salienta-se da sua lavra a autoria da canção oficial da X Edição do Festival Nacional de Cultura – 2018. Distinguido com Prémio Revelação de Literatura AEMO/Instituto Camões (2003); Prémio Revelação de Texto Dramático AMOLP/Instituto Camões (2003); Prémio Revelação da Revista TVZINE (2003); Prémio Nacional de Texto Dramático sobre HIV (2003) promovido pelo Ministério da Cultura, e Prémio Literário 10 de Novembro (2017), instituído em homenagem à cidade de Maputo. É licenciado em História, pela Universidade Eduardo Mondlane.

Agnaldo Bata nasceu a 3 de Maio de 1991, no Chamanculo, arredores da cidade de Maputo. É licenciado em Sociologia, escreve prosas e peças teatrais, entre as quais se destaca «A Queda do Império de Gaza» apresentada em Moçambique e Angola. É um dos fundadores do grupo teatral Skhendla, sediado nos subúrbios da cidade de Maputo e com presença constante no Festival Internacional do Teatro de Inverno, organizado pela associação Girassol. Em 2015 foi premiado no Concurso Literário dos 40 anos do Banco de Moçambique na categoria de Romance com a obra Na Terra dos Sonhos, que veio a ser editada e publicada pela Alcance Editores em 2017, sendo esta a sua obra de estreia.



https://drive.google.com/open?id=1m-Qjw42iznZgvm0lhdBYBCIxAdEGt7mF


(Clique na imagem)

Acolhemos poetas na

« Plural»

Divulgamos os pensamentos críticos dos investigadores mais destacados na

«Olhares»

Preservamos e divulgamos os grandes clássicos da nossa literatura na

«Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa»


Publicamos o que é indispensável saber acerca de obras e autores fundamentais em

«O Essencial sobre»


Desmultiplicamos (ou multiplicamos ainda mais) Fernando Pessoa na nossa

«Pessoana»

Restauramos as «oficinas de trabalho» de Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett, Fernando Pessoa e Eça de Queirós nas

«Edições Críticas»

Abrimos as portas aos designers portugueses na nossa

«Coleção D»

Focamos as objetivas aos fotógrafos nacionais na

«Série Ph»

Damos a conhecer aos mais novos a vida e a obra de grandes portugueses e portuguesas em

«Grandes Vidas Portuguesas».


E muito muito mais!


Sala cheia, homenagem emocionada, ovação de pé a Fernando Lemos. Foi assim ontem ao final da tarde no lançamento do Ph.04 naquela que foi uma «apresentação histórica» da editora pública.

«Eu sou fotografia», referiu o artista de 93 anos que diz ter vindo do Brasil para «pôr o amor em dia».

Recorde-se que Fernando Lemos nasceu em Lisboa em 1926 e fixou residência no Brasil em 1953. Tem desenvolvido uma atividade multifacetada, entre a fotografia, a pintura, o desenho, a tapeçaria, o design (gráfico e industrial) e também a escrita.



Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada escreveram e Ana Seixas ilustrou Livres e Iguais, os Direitos Humanos na Escola, um livro inserido nas comemorações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e também Quem é esta gente nos painéis de São Vicente?, um livro que imagina a história dos preparativos de uma das pinturas mais conhecidas (e misteriosas!) do Museu Nacional de Arte Antiga.

A dupla de escritoras, bem vossa conhecida, vai estar à conversa com Duarte Azinheira, da Imprensa Nacional, a propósito destes dois livros, dia 08 de junho, pelas 19:00h, na Praça Amarela da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII.

Estás convidado também!

Ninguém pode ser arbitrariamente preso» interveio Xavier para defender os colegas do castigo decretado pela professora que lhes sentenciou ficarem presos na aula, durante o período do recreio.
Após a admiração de todos, Xavier teve de clarificar o seu pensamento: «- O que disse está escrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos.


in Livres e Iguais, os Direitos Humanos da Escola



As conversas cruzadas deram origem a muita discussão. Nuno Gonçalves esteve quase a voltar para trás sem escolher fosse quem fosse. Mas, com a ajuda do Tomé, acabou por selecionar vários homens e várias mulheres a quem pediu que aparecessem na oficina. Mas foi avisando:
— Olhem que não prometi nada. Tenho que fazer experiências antes de resolver.

in Quem é esta gente nos painéis de São Vicente



A Imprensa Nacional apresenta, na próxima quarta-feira, dia 5 de junho, às 18h00, na Biblioteca da Imprensa Nacional, o 4.º volume da Série Ph, dedicado ao artista modernista Fernando Lemos, numa sessão que contará com a presença do artista e também com intervenções de Duarte Azinheira, Cláudio Garrudo e Filomena Serra, investigadora de História de Arte e autora do ensaio «Quanto Mais Desejo», logo nas primeiras páginas do livro. Antes disso, uma fotografia inédita de José-Augusto França, na Galeria das Quimeras, na Notre Dame, a quem Fernando Lemos dedica este livro.

A partir daí, a monografia explora a obra fotográfica de Fernando Lemos, desde que, depois de uma estada nas Berlengas, entrou numa loja, «comprou uma "máquina primitiva": uma Flexaret checoslovaca» e começou «então numa fúria a fotografar tudo».

Pelo livro, passam ainda retratos de Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, Adolfo Casais Monteiro, Arpad Szenes, Maria Helena Vieira da Silva, Mário Cesariny, ou Jorge de Sena. Segundo as palavras de Filomena Serra: «A performatividade de muitos destes retratos é a grande força da sua fotografia e ela reside, em muito, na liberdade dessa parceria íntima e participante.»

Recorde-se que Fernando Lemos nasceu em Lisboa em 1926 e pertence à terceira geração de artistas modernistas portugueses. Tem desenvolvido uma atividade multifacetada, dedicando-se em particular às artes visuais (pintura, desenho, fotografia) e ao design (gráfico e industrial), mas também à escrita e ao ensino. Já expôs em Portugal, Brasil, França, Inglaterra, Japão, EUA, Áustria, Itália, entre muitos outros países. Foi Prémio Nacional de Fotografia em 2001 e, a 6 de junho de 2018, foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Este mês terá um vasto programa de exposições em Portugal dedicado à sua obra. Uma exposição do MUDE – Fora de Portas (Cordoaria Nacional - Torreão Poente), uma retrospetiva do seu trabalho enquanto designer, com um catálogo coeditado pelo MUDE e Imprensa Nacional (dia 6 às 19h); uma exposição de azulejaria Máscaras do Tempo na Galeria Ratton com inauguração a 4 de junho às 19h e a exposição Mais a mais ou menos na Galeria 111 a 8 de junho às 17h.

A Série Ph. é uma coleção de monografias dedicada a fotógrafos portugueses contemporâneos. Estas edições pretendem dar a conhecer a obra dos autores, apresentando os territórios expandidos e múltiplos da Fotografia e são enriquecidas com textos de especialistas. São sempre bilingues, contêm sempre obras inéditas e custam apenas 19 euros. Os primeiros dois títulos foram dedicados a Jorge Molder e Paulo Nozolino (já na segunda edição).

Uma das características desta Série Ph. é o trabalho desenvolvido em conjunto com os autores nos seus estúdios e ateliers, de forma a poder publicar imagens inéditas e criar narrativas visuais diferentes de outras edições.




Fim - o que resta é sempre o princípio feliz de alguma coisa

Agustina Bessa-Luís



Considerada uma das vozes mais importantes no romance português contemporâneo, Agustina Bessa-Luís deixou-nos hoje, aos 96 anos de idade.

Verdadeiro ícone da literatura portuguesa, a obra de Agustina, colossal e sem tabus, foi inaugurada em 1948 com a novela Mundo Fechado, seguindo-se logo depois, em 1949, Os Super-Homens.

Será com o romance A Sibila, publicado 5 anos mais tarde, em 1954, que Agustina atinge sua plena maturidade criativa afirmando-se como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa.

A obra de Agustina Bessa-Luís, escritora nascida a 15 de outubro em 1922, em Vila Mea, na região do Douro, viria também a inspirar muitas outras formas de arte, entre elas o cinema. Manoel de Oliveira, por exemplo, adaptou à grande tela, entre outros, os livros de Fanny Owen, com o nome de Francisca, Vale Abraão e As Terras do Risco, no cinema com o título O Convento.

O seu último romance, A Ronda da Noite, publicou-o em 2006, ano em que se começou a ausentar da vida pública devido a complicações de saúde.

A Agustina foi-lhe atribuído o título de doutor honoris causa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi também distinguida com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.


Quanto a Prémios Literários, ao longo da vida, foram muitos: Prémio Eça de Queirós; Prémio Ricardo Malheiros; Prémio D. Dinis; Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística; Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB.


E, em 2004, aos 81 anos, recebeu o mais importante galardão em língua portuguesa, o Prémio Camões. De acordo com o júri, formado nesse ano por Eduardo Prado Coelho, Vasco Graça Moura, Heloísa Buarque da Holanda, Zuenir Ventura e Lourenço Rosário, a escolha de Agustina foi unânime, pois a sua obra traduz «a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável, contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum».


Agustina Bessa-Luís deixa-nos uma obra transversal e numerosa, entre romances, contos, biografias, ensaios, livros de memórias, sempre num constante diálogo entre a memória e a história, numa escrita por vezes difícil e labiríntica, pautada por aforismos, uma das suas imagens de marca. Afinal, «O aforismo deve ser a última colheita do uso da vida, e não uma impertinência ou uma afronta.», escreveu.

O Governo, por indicação do primeiro-ministro, António Costa, decretou a terça-feira, dia 4 de junho, dia de luto nacional pela morte da escritora Agustina Bessa-Luís.




A escritora Luísa Ducla Soares e a ilustradora Mariana Rio vão estar à conversa com André Letria (Pato Lógico) e Duarte Azinheira (Imprensa Nacional) a propósito do livro «Vamos Descobrir a Biblioteca Nacional de Portugal». Embarca também nesta aventura e vem descobrir a história da maior e da mais emblemática casa de todos os escritores portugueses: a Biblioteca Nacional de Portugal. É já neste domingo, pelas 17:00h, na Praça Verde da Feira do Livro de Lisboa (Parque Eduardo VII).

Contamos contigo!

Sobre este livro:

Sabes onde fica a Biblioteca Nacional de Portugal e por quantas casas passou? Que tesouros guarda? Quantos livros há na Torre do Depósito? Sabes qual é o livro mais famoso? E o mais antigo? E qual o maior? E o mais pequeno? Estas e tantas outras curiosidades que há para desvendar sobre os mais de 200 anos de história da Biblioteca Nacional de Portugal são agora ser reveladas neste livro. Com um texto divertido, e repleto de ilustrações, esta edição é um guia que explica aos mais jovens a história da construção da maior biblioteca do nosso País e a importância da mesma para a preservação da nossa memória cultural.

Mais detalhes na nossa loja online, aqui.