SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS | Sessão XXIII

Sessão: «Os 600 anos do início do povoamento da Madeira e de Porto Santo como primeiro passo da primeira grande globalização»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Sexta-feira, 19 de outubro
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

«Rui Carita é professor catedrático aposentado de Arte e Design da Universidade da Madeira, onde foi Vice-Reitor e Pró Reitor para a área de Projectos Científicos, tendo sido igualmente professor convidado da Universidade de Pisa, em Itália e assessor para a recuperação de património, na Universidade de Santa
Catarina, no Brasil, tendo sido convidado no passado ano de 2012 para idêntico trabalho, no sultanato de Sarjah, nos Emirados Árabes Unidos, envolvendo trabalhos de arqueologia nas antigas fortalezas portuguesas no Golfo da Arábia. Tem orientado teses de Mestrado e Doutoramento em universidades portuguesas, italianas, espanholas e marroquinas, assim como participado em júris nessas universidades, especialmente nas áreas de Património Edificado, Arquitectura e Urbanismo, Arqueologia, e Artes Decorativas.
Coordena diversos projetos de investigação com parceiros dos Açores, Canárias e Cabo Verde, envolvendo investigação e inventariação de património cultural, assim como a sua disponibilização por meios informáticos, tendo iniciado neste ano idêntica colaboração com o Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja. Tem cerca de 50 livros e 200 catálogos, roteiros e comunicações editados em várias línguas, sendo as edições mais recentes o Colégio dos Jesuítas do Funchal, de 2013, o Roteiro Republicano referente à Madeira, em 2010, os trabalhos sobre os 500 Anos do Funchal, editados pela Comissão destas celebrações e pelos CTTs, em 2008 e a monografia sobre O Escudo do Reino. A Fortaleza de São Julião da Barra, editado pelo Ministério da Defesa, em Dezembro de 2007»

Fonte: conselhodecultura.uma.pt




Sabias que, em 1927, a revista National Geographic publicou fotografias do trajo de Viana do Castelo? E que, durante a Idade Média, havia muitos homens especialistas em bordado?
Como imaginas as tradições populares portuguesas são muitas e muito ricas! Através de Caretos e Coretos, com texto de Vera Marques Alves e ilustrações de Carolina Celas, poderás conhecer melhor algumas histórias à volta destas tradições. Consegues adivinhar as seis tradições populares portuguesas representadas na capa deste que é o mais recente livro infantojuvenil do Museu Casa da Moeda?

Tenta! Vamos oferecer um exemplar à 1.ª resposta totalmente certa!




A Temporada Música de Câmara 2018/2019 na Biblioteca da Imprensa Nacional abre com Lembranças e Elegias pelos Solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Esta quinta-feira, dia 18 de outubro às 18h30, pode ouvir Janete Santos na flauta, Joel Vaz no oboé, Jorge Camacho no clarinete, Lurdes Carneiro no fagote e Rodrigo Carreira na trompa.


O programa:
F. Lopes-Graça Sete Lembranças para Vieira da Silva, LG 82
E. Carrapatoso Cinco Elegias, Op. 11
L. Tinoco Light-Distance
C. Nielsen Quinteto, Op. 43

A entrada é livre.


Fernando Lopes-Graça nunca esqueceu a hospitalidade com que Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes o receberam durante um curto período na sua casa em Paris. Foi aí que o compositor tomarense encontrou um primeiro refúgio, assim que em 1937 se viu livre da Prisão do Forte de Caxias. O rebentar da Guerra obrigou-o a regressar a Lisboa dois anos e meio mais tarde, ao passo que o casal de pintores partiu para o Brasil. Mas aquela primeira memória traduziu-se em música três décadas mais tarde, numa partitura intimista escrita para Quinteto de Sopros. Esta formação, que junta à flauta, o oboé, o clarinete, o fagote e a trompa, dispõe de um leque de repertório extraordinário, em particular no que respeita à extensão e diversidade, mas também à qualidade. Às Sete Lembranças, juntam-se neste programa mais três obras que são bom exemplo disso. Desde logo, Cinco Elegias de Eurico Carrapatoso, uma obra composta em 1997 e onde cada andamento destaca um daqueles instrumentos, em simultâneo com a homenagem a grandes vultos da História da Música mais recente: Bartók, Tailleferre, Webern, Messiaen e Stravinsky. Já em 2000, Luís Tinoco também dividiu a obra Light-Distance em cinco andamentos, num exercício criativo que projeta os conceitos de Luz e Distância na infinita dimensão do som. Por fim, recuamos a 1922, com a última composição de câmara – e a mais conhecida – do dinamarquês Carl Nielsen. Trata-se aqui, literalmente, de uma obra de grande fôlego, plena de frescura e imaginários vibrantes
www.metropolitana.pt


A celebrar hoje a 70.ª edição, a Feira do Livro de Frankfurt é considerada uma das maiores feiras do livro do mundo, “muito importante do ponto de vista editorial e com uma longa tradição”, refere Patrícia Severino, conselheira cultural da Embaixada de Portugal na Alemanha.

Durante os próximos cinco dias, editores, escritores e entusiastas vindos de todo o globo reúnem-se nesta feira para assistir às tendências do setor internacional de livros e mídia distribuídas pelos 7100 expositores presentes, entre os quais 49 portugueses e com Geórgia como país convidado.

Destaca-se a importância da presença de escritores na feira.
Há dois anos, a escritora Patrícia Portela esteve na Feira do Livro de Frankfurt e, na altura, concluiu-se que há cerca de 16 anos que não havia a presença de autores portugueses naquela feira. Por um lado, é muito virada para o mercado, com a compra e venda de direitos, por outro lado, sendo uma feira do livro, consideramos que é importante os autores estarem presentes porque sem eles não há livros.

Nesta edição estarão presentes Isabela Figueiredo, que é a autora que estará em residência literária aqui na Alemanha, Kalaf Epalanga, que está sediado aqui em Berlim e se desloca connosco para uma conversa sobre a língua portuguesa, e o autor brasileiro João Paulo Cuenca, que também se junta a nós no dia 13 de outubro. Por outro lado, no dia 12, associamo-nos à livraria TFM, que é um espaço de literatura dedicado à língua portuguesa, onde fazemos uma apresentação dos livros destes dois autores.
Informa Patrícia Severino.

Em 2021 Portugal será o país convidado da Feira do Livro de Leipzig. Patrícia Severino salienta a importância de “um trabalho continuado ao longo dos próximos três anos, que antecipem esse momento.” Como a edição especial do Jornal de Letras, que vai ser apresentado na Feira do Livro de Frankfurt, dedicado a José Saramago e aos 20 anos do Prémio Nobel da Literatura.

Esta edição assinala, por um lado, este momento tão importante para a história da literatura portuguesa, por outro lado, é um protejo que se enquadra na iniciativa ‘Portugal – país convidado da Feira do Livro de Leipzig 2021’. Portanto, vão sair durante os próximos anos duas edições anuais, uma por ocasião da Feira do Livro de Leipzig, outra por ocasião da Feira do Livro de Frankfurt. A finalidade é termos um veículo de informação estruturada sobre a literatura de língua portuguesa que circulará na Alemanha
Explica Severino.

A Feira do Livro de Frankfurt termina no próximo domingo, dia 14. Esteja atento às próximas publicações!

Fonte: observador.pt









Celebra-se hoje o Dia Mundial dos Correios, um serviço fundamental na vida das sociedades. Em Portugal, o sistema de correio público foi criado em 1520, quando o Rei D. Manuel I instituiu o ofício de Correio-Mor. De lá para cá, os correios foram escrevendo a sua história e, ao mesmo tempo, testemunhando a história do seu país e das suas gentes. Por correio fez-se circular informação, deram-se boas e más notícias, diminuíram-se distâncias, encurtaram-se saudades, alimentaram-se amizades e também muitos amores. Como este que é contado em « Escrita Íntima. Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes. Correspondência 1932-1961».

Sobre o livro

ESCRITA ÍNTIMA. MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA E ARPAD SZENES. CORRESPONDÊNCIA 1932-1961


O núcleo de correspondência agora publicado integra o acervo epistolar dos artistas Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva, mais de dois mil documentos provenientes de família, amigos e contactos oficiais, à guarda da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, por legado testamentário da artista.
O conjunto foi selecionado de um núcleo particular: o da correspondência entre o casal, produzido entre 1932 e 1961, que documenta os raros e curtos períodos em que esteve geograficamente separado.
O critério de seleção das cartas obedeceu a três parâmetros: estarem completas ou quase completas; acrescentarem ou clarificarem informação relativa ao período histórico referido ou à vida dos artistas nesse mesmo período; e, finalmente, a qualidade literária e o interesse público dos conteúdos.

In Nota Editorial

Publicado em janeiro de 2014.

Curiosidade
A 9 de Outubro celebra-se o Dia Mundial dos Correios. Foi neste dia que, em 1874, se assinou a Convenção de Berna, onde as administrações postais reuniram esforços e criaram a União Postal Universal, que tem por missão coordenar os serviços postais dos diferentes países membros. Portugal é um dos 22 países fundadores da União Postal Universal (UPU). Nos nossos dias a UPU conta com cerca de 190 países e regiões autónomas.



Já conhece o catálogo de edições da Imprensa Nacional deste ano? São centenas e centenas de títulos disponíveis. Pudera a Imprensa Nacional cumpre em dezembro deste ano, dois séculos e meio de atividade de edição livreira!
Ao folhear o nosso catálogo vai comprovar que a editora pública mantém a orientação dos últimos anos, centrada na promoção da língua e cultura portuguesas e, ao mesmo tempo, tenta alargar o âmbito do seu catálogo para novas temáticas e abordagens diferenciadas.

A generalidade do plano está centrada nos autores portugueses:

Edição Crítica de Almeida Garrett;
Edição Crítica de Eça de Queirós;
Edição Crítica de Camilo Castelo Branco;
Edição Crítica de Fernando Pessoa;
Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa (BFLP);
Biblioteca de Autores Portugueses (BAP);
Biblioteca José-Augusto França;
Biblioteca Eduardo Prado Coelho;
Pessoana (série edições e série ensaios);
Obras Completas Manuel Teixeira-Gomes;
Obras Completas Jaime Cortesão;
Obras Completas José Régio;
Obras Completas Tomaz Figueiredo;
Obras Completas Adolfo Casais Monteiro;
Obras Completas Branquinho da Fonseca;
Obras de José Marinho;
Obras Completas de Bocage;
Olhares (ensaio sobre temas sociais e culturais portugueses ou importantes para a cultura portuguesa);
Plural (poesia em língua portuguesa);
Grandes Vidas Portuguesas (coleção infantojuvenil);
Coleção D (coleção dedicada ao design português);
Série PH (coleção dedicada à fotografia portuguesa);
Obras Completas de Vitorino Nemésio (nova edição);
Obras Completas de Mário Soares (nova).

A coleção «O Essencial Sobre» e a «Biblioteca de Autores Clássicos» mantêm as portas abertas à edição de obras fundamentais para a matriz cultural do Ocidente.

Também a coleção infantojuvenil «Grandes Vidas Portuguesas» continuará a merecer uma aposta significativa. Muitos dos livros editados até agora, catorze, precisamente, estão no Plano Nacional de Leitura, sendo a qualidade dos seus textos e a ilustração irrepreensíveis.

Em 2018 iniciámos também a publicação da nova edição da «Obra Completa de Vitorino Nemésio», com organização de Luiz Fagundes Duarte e em parceria com a editora açoriana Companhia das Ilhas.

Ainda este iniciaremos a publicação da «Obra Completa de Mário Soares». Destacado oposicionista à ditadura, construtor da democracia, Mário Soares é uma figura fundamental da História contemporânea de Portugal. Socialista, laico, europeísta convicto, pautou a sua ação, como cidadão e político, em defesa dos ideais humanistas, republicanos e democráticos. Entre muitos outros, ocupou os cargos de Secretário-Geral do Partido Socialista, de que foi fundador, Deputado, Eurodeputado, Primeiro-Ministro e Presidente da República. Ao longo da vida, Mário Soares publicou uma vasta e diversificada obra.

Folheie o nosso catálogo e surpreenda-se com as centenas de títulos, temas e autores que temos para lhe mostar! E que estão à disposição em qualquer uma das nossas lojas (em Lisboa, Porto e Coimbra).

O catálogo está disponível online neste endereço: https://www.incm.pt/portal/arquivo/livros/catalogo_edicoes_2018.pdf



A Imprensa Nacional celebra a República, dias 11 e 12 de outubro, acolhendo, na sua biblioteca, o 4.º Congresso «República e Republicanismo».

Um encontro que se vai fazer de debates, de conferências e do encontro de muitos especialistas em matéria republicana. Uma organização do Centro República da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

«Este importante fórum de discussão aberto e pluridisciplinar procurará contribuir para o alargamento do espaço de reflexão e de conhecimento sobre o republicanismo enquanto movimento político, ideológico, filosófico e cultural, mas também para que se renovem as interpretações sobre as experiências históricas concretas de afirmação e/ou rejeição do modelo republicano. Este ano, o IV Congresso I República e Republicanismo pretende suscitar o debate em torno da República no Espaço Ibero-Americano nos séculos XIX e XX, segundo uma perspetiva historiográfica comparada, nomeadamente com as experiências espanhola, brasileira e argentina. Pretende-se privilegiar o exercício comparativo entre modelos políticos e institucionais, atendendo às especificidades conjunturais intrínsecas das respetivas fundações e influências. Por outro lado, almeja-se um conhecimento renovado sobre as relações entre as repúblicas ibero-americanas, nos sécs. XIX e XX, dando particular ênfase às dinâmicas diplomáticas estabelecidas entre si, no âmbito político, económico e social. Por último, procura-se um entendimento alargado sobre as lógicas de afirmação internacional das Repúblicas da América Latina no pós-Grande Guerra e compreender o significado e o papel das Repúblicas Ibéricas nesse contexto.»

Consulte o programa e os horários aqui.



A Biblioteca da Imprensa Nacional fica na Rua da Escola Politécnica n.º 135, em Lisboa.




No Dia Mundial do Animal damos destaque à pequena grande fera de bigodes, o felino mais acarinhado do mundo: o gato!

«Deus criou o gato para oferecer ao homem o prazer de acariciar um tigre» escrevia Vitor Hugo no século XIX. E, de facto, foram muitos os escritores que se renderam ao fascínio dos gatos (e das gatas) e que com eles compartilharam as suas vidas, obras e criatividade.

Cats, o musical, foi inspirado no poema de T. S. Eliot, O Nome dos Gatos. Pablo Neruda, o poeta do amor, dedicou uma Ode aos Gatos. Jorge Luís Borges também escreveu A um gato. Fernando Pessoa invejou a sorte do Gato que brincas na rua. Alexandre O’Neill questiona em verso «Gato, cúmplice de um medo/ainda sem palavras, sem enredos,/quem somos nós, teus donos ou teus servos?». Júlio Verne acreditava que «os gatos são espíritos que vieram para a terra» e que um gato «poderia caminhar sobre uma nuvem sem cair». Também Baudelaire nas suas Flores Do Mal descreveu estes felinos: «amantes febris e sábios solitários/ que amam de igual modo na idade e na razão». Já O Gato Preto talvez seja o conto mais intrigante de Edgar Allan Poe. António Emílio Leite Couto foi mais longe. O autor de O Gato e o Escuro escolheu para pseudónimo «Mia», tamanho era o fascínio por estas criaturas de pelos e olhos enigmáticos…

No seu mais recente livro, Alison Nastasi, artista e jornalista norte-americana, mostra-nos precisamente esta relação especial entre gatos e escritores. Em Writers and Their Cats, publicado em agosto de 2018, Nastasi mostra-nos 45 autores que se deixaram fotografar com os seus gatos (ou vice versa!) e a forma como conviveram com este amigos de quatro patas, também conhecidos por serem espíritos independentes e solitários. De Mark Twain a Haruki Murakami, de Stefen King a Jorge Luís Borges, passando, por exemplo, por Alice Walker e Ursula K. Le Guin, são alguns dos retratados.

Este trabalho aparece na sequência de Artists and their Cats, publicado em agosto de 2015. Aí, Alison Nastasi reúne histórias de mais de 50 artistas e dos seus amigos felinos. Pablo Picasso, Andy Warhol e Frida Kahlo, Salvador Dali, John Lennon e Yoko Ono são alguns exemplos.
Artists and Their Cats tal como Writers and their Cats valem por recuperam amizades que se revelaram preciosas em fotografias míticas e com textos muito envolventes. Os amantes de gatos não vão querer perder estas obras!


Curiosidade:
O Dia Mundial do Animal celebra-se todos os anos a dia 4 de outubro, dia em que a igreja católica festeja São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais. A data foi escolhida durante uma convenção de ecologistas em Florença. Corria o ano de 1931. Celebrar a vida animal em todas as suas vertentes e sensibilizar as pessoas para a necessidade de proteger os animais e a preservação de todas as espécies são os objetivos deste Dia.


O website da autora

Writers and Their Cats

Artists and their Cats









Já saiu do prelo o primeiro volume da renovadissíma coleção «Obra Completa de Vitorino Nemésio», publicada pela primeira vez, na Imprensa Nacional, ainda na década de 1980. Esta nova edição é agora edificada pela editora pública em parceria com a editora livreira independente Companhia das Ilhas, e conta com a coordenação editorial do académico e também nemesiano Luiz Fagundes Duarte.

Poesia (1916-1940) é o volume inaugural. «Nemésio escreveu e publicou poesia durante toda a sua vida: começou aos 15 anos — com o Canto Matinal (1916) —, e terminou aos 76 — com o Caderno de Caligraphia, em que trabalhava quando faleceu a 20 de fevereiro de 1978. Por ele passam, portanto, muitas das ideias estéticas que enformaram a poesia portuguesa do século XX, no seio da qual, no entanto, conseguiu manter uma voz e uma postura muito próprias, combinando de um modo seguro, mas subtil, a erudição do académico com a genuinidade da inspiração de matriz popular açoriana», escreve Luíz Fagundes Duarte, na sua Nota Editorial.

A coleção está estruturada em quatro séries: Poesia, Teatro e Ficção, Crónica e Ensaio. Esta é uma forma de mostrar a obra ampla e multifacetada que Vitorino Nemésio deixou. A ideia é criar uma «coleção simples, sem aparato, rigorosa do ponto de vista do texto e que seja agradável para um público que não está — nem tem de estar — habituado a ler edições eruditas», referiu Luiz Fagundes Duarte em entrevista concedida à PRELO, em julho de 2018.

Da poesia de Vitorino Nemésio serão ainda editados mais três volumes - Poesia (1950-1959), Poesia (1963-1976) e Poesia Póstuma e Dispersa. «Na poesia seria interessante ver a maneira como ele vai reagindo aos estímulos do tempo, ver isso de livro para livro», refere Luiz Fagundes Duarte nessa mesma entrevista.

O presente volume, por critério editorial, encontra-se dividido em duas partes: Poesia (1916-1930) e Poesia (1935-1940).

Já o próximo volume será dedicado ao Teatro e Ficção com o volume Amor de Nunca Mais (1920) Paço do Milhafre (1924) seguido de O Mistério do Paço do Milhafre (1949).



Joana Emídio Marques, jornalista do jornal digital «Observador», revisita a obra e a vida de José-Augusto França, tendo por mote a nova coleção da Imprensa Nacional, a «Biblioteca José-Augusto França». Deixamos aqui alguns excertos deste longe e interessante artigo.

«(…) Duarte Azinheira, da INCM, acredita que a reedição destas obras (está previsto que saiam dois volumes por ano) será uma forma de “contrariar a morte e o esquecimento que acaba por chegar a todos, uma vez que esta coleção permitirá proteger e divulgar o património que é o pensamento de JAF”. Diz ainda que esta “biblioteca pretende sintetizar, de forma extensa e profunda, os vários lugares de interesse e questionamento do autor — entre ensaios, romance, contos, memórias, teatro — e também reunir o melhor da reflexão de um homem que a UNESCO considerou como um símbolo maior do pensamento europeu”. (…)»

« (…) José-Augusto França nasceu em 1922, ainda vigorava a II República presidida então por Manuel Teixeira Gomes, e de miúdo franzino e de saúde problemática havia de se tornar um homem pragmático, meticuloso até à obsessão, não apenas dado a pensar sobre tudo como também a fazer as coisas acontecerem: desde a gestão da loja de decorações paterna na Avenida da Liberdade até à fundação do 1º Grupo Surrealista Português, à criação do primeiro curso de mestrado que existiu em Portugal, em 1976, passando por outras coisas como a descoberta e divulgação de muitos jovens pintores da década de 50 para a frente (entre eles, Noronha da Costa, Joaquim Rodrigo, Menez, KWY…). “Mas a minha ligação à arte é de necessidade. Respiratória, digamos”, confessava, em 2016 nesta entrevista ao jornal Sol. (…)»

Para ler o artigo completo clique aqui: https://observador.pt/2018/09/29/16-livros-para-conhecer-o-enorme-legado-de-jose-augusto-franca/



O livro Thomaz de Mello Breyner, Relatos de Uma Época – Do Final da Monarquia ao Estado Novo, de Margarida de Magalhães Ramalho, é apresentado, na próxima terça-feira, dia 2 de outubro, pelas 18h00, na Biblioteca Nacional de Portugal.

A apresentação desta obra biográfica vai estar a cargo de Maria Flor Pedroso, jornalista da RTP.

Sobre este livro:

Thomaz de Mello Breyner, Relatos de Uma Época - Do Final da Monarquia ao Estado Novo é o testemunho atento de um homem que manteve um registo pormenorizado ao longo de quase cinquenta anos marcantes para a história de Portugal.

Médico notável, Thomaz de Mello Breyner, 4º conde de Mafra, empenhou-se na promoção de políticas de saúde pública, mormente através da luta contra as doenças venéreas, mesmo em prejuízo da carreira e de proventos económicos.

Através do seu testemunho, somos levados a presenciar acontecimentos mundanos, num período temporal politicamente conturbado que assiste, a nível interno, à queda da monarquia, às convulsões da I República e à ascensão do Estado Novo.

Na impossibilidade de transcrever na íntegra o espólio que nos deixou, esta biografia é a síntese possível que, conforme escreve a autora, Margarida de Magalhães Ramalho, «[...] pretende resgatar do esquecimento uma das personalidades mais relevantes e respeitadas do seu tempo.»

Sobre a autora:

Licenciada em História da Arte. Dirigiu as escavações arqueológicas na Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, em Cascais (1987-2005) e foi a responsável pela sua abertura ao público. Pertenceu aos quadros da EXPO’98 (1993-1998) onde comissariou algumas exposições. Freelancer desde então, continua a comissariar exposições. Co-autora do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes, é a responsável científica do Museu Vilar Formoso Fronteira da Paz. Com mais de vinte títulos publicados colabora regularmente com a Visão História e o jornal Expresso.




Foi em pleno Jardim do Príncipe Real, ou Jardim França Borges, que se realizou o lançamento de Rainha dos Ares, A Águia-Imperial-Ibérica, no decorrer da 5.ª sessão do Mercado do Livro França Borges.

Este é um livro feito em parceria com o Museu Casa da Moeda e a Pato Lógico Edições, cujas receitas vão, em parte, contribuir para o Fundo da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Rainha dos Ares, A Águia-Imperial-Ibérica conta com texto de Carla Maia de Almeida e com ilustrações de Susa Monteiro. Escritora e ilustradora marcaram presença na mesa do lançamento, falaram de todo processo do livro, dos desafios que superaram para chegar ao produto final e, por fim, responderam a perguntas vindas de pequenos e graúdos. Duarte Azinheira, Diretor Editorial da Imprensa Nacional, também marcou presença na mesa e salientou a pertinência da acção solidária desta edição.

Recordamos que a Águia-Imperial-Ibérica é uma das aves mais raras da Europa. Só faz ninho nalgumas regiões da Península Ibérica e, durante três décadas, foi considerada extinta em Portugal.