Urbano Tavares Rodrigues, A Natureza do Acto Criador, pág. 19



Poesia 1916-1940  é o  título inaugural da mais recente coleção da Imprensa Nacional em parceria com a editora açoriana Companhia das Ilhas.  Depois da apresentação na terra natal de Nemésio, os Açores, chegou agora a vez de Lisboa acolher este lançamento.

É já dia 22 de novembro, quinta-feira, pelas 18h30 na Biblioteca Nacional de Portugal, local onde ainda se encontra, sob reserva, até 2028, uma parte do espólio deste autor maior do século XX português.

A apresentação contará com a presença do académico e nemesiano Luiz Fagundes Duarte, que ficou com o pelouro da coordenação editorial da coleção.

Contamos com a sua presença!




Vitorino Nemésio foi poeta durante 60 anos e nunca pôs de lado a poesia — atividade ininterrupta entre 1916 e 1976. É precisamente com a poesia que se inaugurara a nova coleção «Obra Completa de Vitorino Nemésio», numa profícua — e simbólica — parceria entre as editoras Companhia das Ilhas, sediada nas Lajes do Pico, e a Imprensa Nacional.

Esta nova coleção, simples, sem aparato de notas e rigorosa do ponto de vista do texto, estrutura-se em quatro séries: Poesia, Teatro e Ficção, Crónica e, finalmente, Ensaio. Esta é uma forma de mostrar a obra ampla e multifacetada que Nemésio nos deixou.

A partir da próxima sexta-feira, dia 23, e até dia 30 de novembro vamos publicar, uma pergunta por dia, sobre a vida e obra de Vitorino Nemésio. A pessoa tiver mais respostas certas ganha um exemplar de Poesia 1916-1640 !

Mas atenção: as respostas não podem estar visíveis! Envie-nos todas ao mesmo tempo ou uma de cada vez, por email ou mensagem privada para a nossa conta do facebook.

Esteja atento!





Fernando Pessoa, Livro do Desasocego, Edição Crítica de Fernando Pessoa, pág. 48


Gosta de fotografia e de livros? Então, esta informação é para si!

«O processo da Série Ph.» será apresentado no dia 18 de novembro, pelas 17h30, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, no decorrer do Mês da Fotografia daquele município.

Dia 25 de novembro, pelas 17h00, será a vez do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa acolher esta apresentação, aquando da Feira do Livro de Fotografia de Lisboa.

Cláudio Garrudo, fotógrafo, produtor cultural e coordenador editorial da Série Ph. abordará o processo de edição e produção dos dois livros já editados: Ph.01 Jorge Molder e Ph.02 Paulo Nozolino.

Serão também revelados os próximos dois números da coleção.

Recorde-se que a Série Ph, estreada em 2017, é uma coleção de monografias bilingues dedicada à fotografia portuguesa contemporânea e editada pela Imprensa Nacional. Os títulos da Série Ph. pretendem dar a conhecer a obra dos autores e são enriquecidos por textos de especialistas.

Aplaudida pelo público e aclamada pela crítica a Série Ph. veio para continuar!

«Uma belíssima coleção, nascida para editar os grandes nomes da
fotografia portuguesa, ou seja, serviço público de excelência.»
«Irrepreensível.»
Sílvia Souto Cunha, in revista Visão

«A fotografia portuguesa contemporânea tem finalmente uma
coleção em livro» Classificação: ***** estrelas
Cristina Margato, in Expresso

«Eye-opening collection of the best Portuguese photography for the
international audience.»
Elina Heikka, Director, The Finnish Museum of Photography

«Really beautiful collection with their magnificient work.»
David Pujadó, Director of the photography Festival Belgrade Photo Month

«Uma coleção muito necessária para a arte em Portugal que vem
preencher o vazio da história da fotografia no mundo editorial
português.»
Vítor Nieves, curador e coordenador do Prémio Galiza de Fotografia Contemporânea
Série Ph.




Aristóteles, Poética, pág. 68


Mário Avelar, Coreografando Melodias no Rumor das Imagens, pág. 93


Júlio Dinis, pseudónimo do médico Joaquim Guilherme Gomes Coelho, nasceu há precisamente 179 anos, a 14 de novembro de 1839, na cidade do Porto, onde viria a falecer, ainda muito jovem, com 31 anos, em setembro de 1871, vitima de tuberculose.

Apesar do desaparecimento tão prematuro, Júlio Dinis deixou títulos soantes na Literatura Portuguesa tais como: A Morgadinha dos Canaviais, Uma Família Inglesa, Serões da Província, Os Fidalgos da Casa Mourisca e As Pupilas do Senhor Reitor — obra que 151 anos depois de ter sido publicada pela primeira vez continua a suscitar interesse editorial. O ano passado, por exemplo, a editora Guerra e Paz publicou o romance onde incluiu 70 aguarelas do pintor Roque Gameiro. Também em 2017 a Imprensa Nacional acrescentou este título à sua coleção «Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa», onde inclui também uma nota prévia do académico Carlos Reis e introdução e nota de bibliográfica de Maria do Rosário Cunha.

Para uns As Pupilas do Senhor Reitor é o retrato fiel de uma aldeia portuguesa oitocentista , para outros será obra da literatura light, para outros ainda, caso de Alexandre Herculano, é o primeiro romance português e o seu autor «o maior talento da sua geração». Para nós, As Pupilas do Senhor Reitor, é indiscutivelmente uma obra fundamental da Literatura Portuguesa.

Além dos amores e dos desencontros  Clara e Margarida (órfãs) e de Daniel e Pedro, As Pupilas do Senhor Reitor, apresenta uma interessante e colorida galeria de personagens como João das Dornas, João Semana, o inesquecível médico da província, João da Esquina, dono da loja, a Ti'Zefa, a coscuvilheira da aldeia, o Sr. Reitor, o Velho Mestre, entre outras...

Inicialmente As Pupilas foram publicadas em folhetim, no Jornal do Porto, conhecendo o formato de livro em 1887. O sucesso foi imediato, sendo um dos romances mais vendidos nos séculos XIX e XX em Portugal.

Muitas serão as razões para se explicar este sucesso. A simplicidade do estilo, muito afastado da escrita erudita de outros romances da época, a própria trama, as situações imprevistas, a intensidade dramática… Na nota à edição da Imprensa Nacional pode ler-se:

«O romance As Pupilas do Senhor Reitor traça um quadro de costumes rurais e sociais que ajuda a compreender aspetos relevantes da vida portuguesa da segunda metade do século XIX.
Algumas vezes classificado como escritor de leitura fácil e amena, Júlio Dinis merece ser lido e relido para além dessa imagem de superficialidade e de idealizada visão das coisas e das pessoas. N’As Pupilas do Senhor Reitor encontramos muito mais do que isso, por exemplo, no respeitante à prática da medicina e à imagem do médico, bem como no tocante a opções éticas e morais que nos mostram, em personagens de desenho sugestivo, uma sociedade em mudança. Com justiça, as obras de Júlio Dinis (e em especial este romance) conseguiram sobreviver ao seu autor.»

O êxito deste romance suscitou várias adaptações para cinema. A primeira em 1922 sob a direção de Maurice Mariaud. A segunda em 1935, com realização e adaptação de Leitão de Barros. Anos mais tarde, em 1960 Perdigão Queiroga também levou a história aos ecrãs de cinema. A história também já foi adaptada para o formato de novela e no Brasil, em 1970 pela TV Record, e em 1995, pelo SBT.




Eucanãa Ferraz, Poesia, pág.315


Urbano Tavares Rodrigues, A Natureza do Acto Criador, pág. 46



Portugal é a 10.ª melhor democracia do mundo, de acordo com o Relatório da Democracia, divulgado em setembro deste ano.  Apenas a Noruega, a Suécia, a Estónia, a Suíça, a Dinamarca, a Costa Rica, a Finlândia, a Austrália e a Nova Zelândia estão à frente do nosso país.

Leia o relatório aqui.

A 24.ª sessão do «Seminário Permanente de Estudos Globais», já dia 13 de novembro, pelas 18h00, na Biblioteca da Imprensa Nacional, terá como mote precisamente o tema: «Democracia, Autoritarismo e Globalização». É convidado politólogo e professor universitário Antonio Costa Pinto.

«Temos inegavelmente uma democracia madura. Muitos destes indicadores também remetem para um efeito secundário, chamemos assim, que aponta para um sistema político democrático que tem uma dose muito significativa de controlo pelas elites, pelas elites políticas, etc. Veja também um exemplo na autonomia interinstitucional: quase todos os estudos sobre o Tribunal Constitucional apontam para que, independentemente da nomeação partidária, os juízes tenham uma enorme independência do partido que os elegeu. O exemplo mais clássico foi durante a austeridade: Portugal teve durante a crise um dos mais ativos tribunais constitucionais, apontando a inconstitucionalidade de certas normas. O que é um exemplo muito interessante de qualidade de funcionamento do sistema democrático.»

Antonio Costa Pinto em entrevista ao Diário de Notícias

Antonio Costa Pinto nasceu em Lisboa em 1953. Doutorado pelo Instituto Universitário Europeu (1992, Florença) e Agregado pelo ISCTE (1999), é presentemente Investigador Coordenador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Convidado no ISCTE, Lisboa. Foi Professor Convidado na Universidade de Stanford (1993) e Georgetown (2004), e Investigador Visitante na Universidade de Princeton (1996) e na Universidade da California- Berkeley (2000 e 2010). Entre 1999 e 2003 foi regularmente Professor Convidado no Institut D'Études Politiques de Paris. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política. As suas obras têm incidido sobretudo sobre o autoritarismo e fascismo, as transições democráticas e a "justiça de transição" em Portugal e na Europa. A longevidade do Estado Novo português levou-o inicialmente ao estudo comparado dos sistemas autoritários. Mais recentemente dedicou-se ao estudo do impacto da União Europeia na Europa do Sul. Outro tema a que se tem dedicado é o das elites políticas e as mudanças de regime. É autor de mais de 50 artigos em revistas académicas portuguesas e internacionais. Foi consultor científico do Museu da Presidência da República portuguesa e tem colaborado regularmente na imprensa, rádio e televisão.

Biblioteca da Imprensa Nacional: Rua da Escola Politécnica, nr.º 135, Lisboa.




Fez ontem 100 anos que os sinos soaram para calar o barulho das armas.

Quatro anos de conflito e quarenta milhões de baixas depois, a 11 de novembro de 1918, pelas 11h, dentro de uma carruagem-restaurante, em plena floresta de Compiège (França), Aliados e Alemanha assinaram aquele que é provavelmente o mais famoso dos Armistícios e que pôs fim a uma das guerras mais mortíferas e duras de sempre: a I Guerra Mundial.

100 anos depois é tempo de ter presente a participação de tantas Nações e o sacrifício de tantos milhões de homens, mulheres, crianças e famílias inteiras no conflito.

É tempo de relembrar os Soldados do Corpo Expedicionário Português, como o Soldado Milhões, e o empenho da 1.ª República Portuguesa, na figura de Bernardino Machado, que em 1917 parte da Estação do Rossio para uma viagem de Estado que tinha por objetivo visitar os militares portugueses que estavam mobilizados na Flandres para combater na Primeira Guerra.

100 anos depois, é sobretudo tempo de não esquecer o que com o Armistício se conseguiu: a Paz numa casa comum chamada Europa.

Apesar a data marcar o fim da guerra na frente ocidental, as hostilidades continuaram em outras regiões, especialmente em partes do antigo Império Russo e do antigo Império Otomano.

Ao Armistício Compiège seguir-se-ia a 28 de junho de 1919 o Tratado de Versalhes.



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