Vasco Rosa fala sobre IMPRIMERE, Arte e Processo nos 250 da Imprensa Nacional no Observador.

Ainda que formalmente os 250 anos da Impressão Régia — Imprensa Nacional desde 1833 — só se cumpram a 24 de Dezembro e sejam celebrados com um programa de comemorações ainda por anunciar, um ensaio ou um primeiro pontapé de saída foi já dado em Matosinhos, com a exposição de que este belíssimo e histórico álbum ficará por muitos anos adiante, não apenas como memória perene mas também como objecto de excelência estética — aliás, tem tudo para vir a ser premiado internacionalmente como obra de design, o que seria a cereja sobre o bolo desta vetusta efeméride (o grafismo é do atelier Degrau e as fotografias são de Luís Espinheira).

Quando dirigiu a editora do Estado (1979-89), Vasco Graça Moura usou em muita da sua publicidade institucional o enunciado do alvará de criação da Impressão Régia que lhe impunha fosse exemplo e modelo para o país. Acredito que lhe agradaria muito folhear este “Imprimere”. Arte e processo nos 250 anos da Imprensa Nacional, que começa com o exuberante e inesperado prelúdio de oito fotografias de dupla página com sobreimpressão a prata mostrando-nos chumbo, tinta, réguas, caixas de tipo, teclados e um bloco pronto para entrar na máquina, antes dos habituais discursos protocolares mas sobretudo antes dos primeiros ensaios de boa e indispensável contextualização histórica: “Indústria, arte e cultura. 250 anos da Imprensa Nacional” de Maria Inês Queiroz e Inês José, da Universidade Nova de Lisboa; e “Prova de impressão. Notas sobre design e artes gráficas em Portugal: 1489-1914” de José Bártolo, da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos.

Em primeiro lugar, pelo reconhecimento de que o trabalho bem feito e exemplar continua a preserverar sob a chancela da Imprensa, mantendo-se bem vivo o tal desígnio pombalino. Em segundo lugar, por ver que esta importante efeméride não quer ser um empreendimento autocentrado mas um lúcido diálogo com novos e emergentes museus de arte e escolas técnicas, ajudando a contrabalançar “a ausência de livros disponíveis sobre técnicas das artes gráficas no nosso país nas últimas décadas” (Dias e Meira, p. 7) e a perda definitiva — para o actual quadro de ensino artístico, não técnico — da sua “missão como escola gráfica de grande projecção no país”, estatutariamente reafirmada em 1953. E em terceiro lugar, porque o livro-catálogo resultou realmente muito bem, sendo motivo de orgulho para uma instituição que notoriamente chamou a si a colaboração de designers portugueses de primeiro plano que está a proporcionar-lhe um novo patamar de actuação pública, bem “virada para o futuro”, como fez questão de salientar o actual director, Duarte Azinheira, numa entrevista muito recente.

Progressos, desvios ou quebras são inevitáveis numa história acumulada de séculos: a inicial dependência financeira do exclusivo da indústria das cartas de jogar; a vocação, declínio, ressurgimento e fecho da escola artística e técnica associada à fábrica; o começo e o fim de ciclos tecnológicos, determinando por exemplo o encerramento da fundição de tipos, prestigiada e rendosa, ou das oficinas tipo- e litográfica; mas também a contratação de mestres nacionais e estrangeiros, as persistentes e por vezes longas visitas de estudo e actualização técnica a instituições congéneres europeias, a incorporação da Casa Literária do Arco do Cego, o prémio de algumas das suas produções em feiras internacionais e universais ou a aquisição de maquinaria de última geração (como a os primeiros prelos metálicos em 1808, p. 25; as fundidoras Foucher em 1869, cit. p. 86, ou a Linotype 4 em 1912, p. 16).
In Observador.
Para na íntegra aqui.



Resulta da exposição homónima apresentada na Casa do Design, em Matosinhos, que se encontra patente ao público até ao próximo dia 3 de novembro.
Aproveitando a ocasião dos 250 anos da Imprensa Nacional, a assinalar em 24 de dezembro de 2018, esta obra é dedicada aos processos artísticos e produtivos das artes gráficas, situando a sua evolução na história geral das artes gráficas em Portugal e na história da Imprensa Nacional, em particular, observando as diferentes técnicas aqui desenvolvidas.
O volume apresenta assim um conjunto amplamente ilustrado de equipamentos, instrumentos, materiais e memórias profissionais que evidenciam a história da indústria gráfica no nosso país, compreendendo também o seu valor nas práticas e na formação atual, nomeadamente nas áreas de ensino do Design.


Vasco Rosa nasceu em Lisboa em junho de 1958. Foi secretário de redação de Raiz & Utopia (dir. Helena Vaz da Silva), Análise (dir. Fernando Gil) e Enciclopédia Einaudi. Foi também editor de O Independente e diretor editorial das Edições Cosmos. Colaborou e colabora com publicações literárias e culturais como Colóquio Letras, Ler, Pessoa Plural, Suroeste e O Tripeiro. Organizou uma dezena de livros de autores como Maria Filomena Mónica, Miguel Esteves Cardoso, Alexandre O’Neill, José Cutileiro, José Cardoso Pires, Rui Henriques Coimbra, Victor Cunha Rego e José Cutileiro. Pesquisou, entre outros, sobre Amadeo de Souza-Cardoso, António Dacosta e Joaquim Novais Teixeira. Colabora desde junho de 2014 com o jornal Observador.




Título: Adultos-Idosos Dependentes ou Especialmente Vulneráveis
Autores: José P. Ribeiro de Albuquerque e Margarida Paz
Apresentação: Carlos Sousa Mendes
Coleção: Direito, Jurisprudência e Doutrina
Edição: Imprensa Nacional
Data: quinta-feira, 19 de julho
Horário: 17:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
R. da Escola Politécnica, n.º 135
Lisboa

Tomo I
Nesta edição encontram-se inventariadas as fontes legislativas mais relevantes, que constituem o quadro jurídico que tem os idosos por sujeitos de proteção ou por credores de direitos. Também aqui se encontram reunidos os diplomas relativos aos idosos, ordenados e sistematizados por áreas de interesse geral, segurança social, saúde, inclusão familiar e social, etc. Este tomo I tem, por isso, utilidade e autonomia didática e informativa em relação ao tomo II, dirigindo‑se a investigadores, estudantes, profissionais e cuidadores. Porém, para uma compreensão jurídica integrada e completa da tutela civil e penal conferida aos adultos‑idosos dependentes ou especialmente vulneráveis, o leitor não pode dispensar o quadro normativo específico dessa proteção e esse apenas está reunido, ordenado e sistematizado no tomo II, onde se remata esta obra.

Tomo II
O cuidado aos outros e particularmente aos adultos-idosos dependentes ou especialmente vulneráveis é um dos maiores desafios das sociedades contemporâneas e um bom motivo para prepararmos o futuro com que nos vamos encontrar. Centrado na intervenção do Ministério Público, o presente ensaio é uma oportunidade para refletir de modo participativo e estrutural sobre os efeitos do envelhecimento demográfico e para sensibilizar os decisores políticos, os atores judiciários e a sociedade em geral para as dificuldades associadas à tutela penal e à tutela civil dos adultos-idosos, num quadro que alia a complexidade legislativa às dificuldades de eficácia, além da urgência em encarar o inquietante problema do envelhecimento face às dificuldades em lhe destinar os recursos que garantam reconhecimento e dignidade aos adultos-idosos dependentes ou especialmente vulneráveis.

Carlos Sousa Mendes
Secretário-Geral do Ministério da Justiça e Procurador-Geral Adjunto da República.


Oriundo de uma família da burguesia provincial, José Régio nasceu em Vila do Conde onde foi batizado com o nome José Maria dos Reis Pereira. Em Coimbra estudou Filologia Românica na Faculdade de Letras. Em 1925 conclui o curso com uma tese subversiva para a época: «As Correntes e as Individualidades na Moderna Poesia Portuguesa». E este foi o primeiro trabalho académico a aplaudir os poetas de «ORPHEU».

Começou por escrever em jornais e revistas. Colaborou nas revistas Crisálida, A Nossa Revista e Bizâncio e Tríptico. Também escreveu para jornais, nomeadamente para O Democrático e República. Mais tarde viria a colaborar em publicações como Seara Nova, Ler, O Comércio do Porto e Diário de Notícias.

Em 1925, publica Poemas de Deus e do Diabo. Na ficção estreia-se com o romance Jogos da Cabra-Cega. Para teatro escreveu Jacob e o Anjo, Três Máscaras e Benilde ou a Virgem Mãe. No campo poético destaque ainda para As Encruzilhadas de Deus de 1943, Fado, de 1941, e Filho do Homem, de 1961. Da ficção de Régio realce para O Príncipe com Orelhas de Burro, de 1942 e o Romance da Velha Casa. Memorialista, José Régio escreveu também Confissões de um Homem Religioso.

Juntamente com Branquinho da Fonseca e João Gaspar Simões, Régio esteve na génese da revista literária da Presença, que fundou, em 1927, publicação que duraria 13 anos e que veio a contar com nomes enormes das letras nacionais, como é o caso de Miguel Torga. Uma revista que foi considerada como um marco da segunda fase do modernismo português .

A par da sua atividade como crítico literário, poeta, romancista e dramaturgo dedicou-se à carreira liceal, primeiro no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, depois no Liceu de Portalegre, onde permaneceu até se reformar, em 1962.

José Régio faleceu a 22 de dezembro de 1969 na terra onde nasceu, Vila do Conde, vítima de um ataque de miocárdio.
A sua obra essa ocupa hoje um lugar de destaque literatura portuguesa do século XX — Régio captou na perfeição o dramatismo da condição humana, em todas as suas idiossincrasias e contradições, entre todos os seus estados de graça e todos os seus vórtices. É um dos autores que tem as suas obras completas publicadas pela Imprensa Nacional.


Obras publicadas pela Imprensa Nacional:

Ensaios de Interpretação Crítica
José Régio
Obra Completa de José Régio


Obra Completa de José Régio - Correspondência com Álvaro Ribeiro
José Régio e Álvaro Ribeiro
Obra Completa de José Régio


Correspondência com José Régio
Vitorino Nemésio
Obras Completas de Vitorino Nemésio


Contos e Novelas
José Régio
Obra Completa de José Régio


Obra Completa de José Régio - Correspondência com Vitorino Nemésio
José Régio
Obra Completa de José Régio


Jogo da Cabra Cega
José Régio
Obra Completa de José Régio


José Régio - Teatro - Vol. I
José Régio
Obra Completa de José Régio


José Régio - Teatro - Vol. II
José Régio
Obra Completa de José Régio


Poesia - Poemas de Deus e do Diabo; Biografia; As Encruzilhadas de Deus; Fado
José Régio
Obra Completa de José Régio


A Velha Casa - Vidas são Vidas
José Régio
Obra Completa de José Régio


A Velha Casa - As Monstruosidades Vulgares
José Régio
Obra Completa de José Régio


A Velha Casa - Os Avisos do Destino
José Régio
Obra Completa de José Régio


A Velha Casa - Uma Gota de Sangue - As Raízes do Futuro
José Régio
Obra Completa de José Régio


Confissão dum Homem Religioso
José Régio
Obra Completa de José Régio






Escritora, jornalista, pedagoga, republicana, feminista e mulher. Ana de Castro Osório é uma das retratadas na coleção «Grandes Vidas Portuguesas». Convidamos-te a descobrir mais sobre a fascinante vida de Ana de Castro Osório neste quizz que preparámos para ti.



Ler na íntegra aqui

Por: Tânia Pinto Ribeiro

Costuma dizer aos seus alunos que Portugal é um país de um homem só. Quando temos Fernando Pessoa todos os outros desaparecem. O que considera injusto. Até porque já se apercebeu de que aquilo que Pessoa tem — e que faz dele um grande poeta — Antero de Quental também já tinha. «Hoje em dia todos falam de Pessoa, que já é um ícone para turistas, chegamos às livrarias e só encontramos a Lisboa de Pessoa ou os cafés de Pessoa e por aí fora… Tudo o resto fica na penumbra.»

É nesse grupo, entre a sombra e a meia-luz, que se insere Vitorino Nemésio, autor daquele que é provavelmente o maior romance da primeira metade do século XX português: Mau Tempo no Canal, cujo enredo se situa no pequeno universo de umas ilhas remotas, entre vulcões e lagoas, perdidas no tempo e no coração do oceano. Nestas cerca de 500 páginas, Nemésio mostra-nos que a identidade humana, a humanidade, é a mesma. «As pessoas têm alegrias, têm tristezas, têm ciúmes, têm dores, têm exaltações… Nemésio consegue reproduzir o drama humano, a comédia humana, se quisermos, que tem os mesmos cambiantes seja em que parte do mundo for, utilizando referências açorianas. O resto é paisagem, é cenário.» Daí a universalidade e força desta obra.

Mas diz-nos Luiz Fagundes Duarte que é no terreno fértil da poesia que encontramos um grande Nemésio. «Ele é poeta durante 60 anos!» Nemésio, de facto, nunca pôs de lado a poesia — atividade ininterrupta entre 1916 e 1976. E é, precisamente, com a poesia que se vai inaugurar a nova coleção «Obra Completa de Vitorino Nemésio», numa profícua — e simbólica — parceria entre as editoras Companhia das Ilhas, sediada nas Lajes do Pico, e a Imprensa Nacional, «[n]uma atitude inteligente de ambas as partes», segundo Luiz Fagundes Duarte — que ficou com o pelouro da coordenação editorial da coleção. Luiz Fagundes Duarte estruturou esta nova coleção em quatro séries: Poesia, Teatro e Ficção, Crónica e Ensaio, uma forma de mostrar a obra ampla e multifacetada que Nemésio nos deixou. A ideia é criar uma «coleção simples, sem aparato, rigorosa do ponto de vista do texto e que seja agradável para um público que não está — nem tem de estar — habituado a ler edições eruditas».

Todavia, até 2028, ano em que se cumprem os 50 anos da morte do autor, continuará inacessível poesia e outros escritos inéditos de Nemésio. «Uma parte do espólio de Vitorino Nemésio está sob reserva na Biblioteca Nacional. Alguém que não foi o autor — e que segundo as minhas informações foi David Mourão-Ferreira, com as competências que tinha na altura — entendeu que aqueles papéis deveriam ficar sob reserva.» Um poder que não se sabe se foi conferido pelo próprio Nemésio ou se pelos herdeiros deste.

Diz que inserir Nemésio numa escola seria ir contra a sensibilidade dele. «O Nemésio é um académico que vai reagindo ao mundo em que vive num determinado contexto. Ele não é apologético, não é missionário de uma determinada bandeira. Mas é evidente que tem dimensões na sua criatividade que podem chegar um pouco ao neorrealismo, até ao simbolismo e algumas coisas até ao surrealismo.» Já encontrar-lhe um símbolo é mais inteligível. Nemésio gostava muito de interagir com poetas populares da ilha Terceira, que, segundo Luiz Fagundes Duarte, são pessoas extremamente elegantes no trato, na educação e muito autênticas, um pouco à medida de Nemésio. «Debaixo da farpela do professor universitário continuava a ser uma pessoa do povo, uma pessoa autêntica.» E por isso Luiz Fagundes Duarte escolheria o «cantador popular» e a «viola regional da ilha Terceira» como símbolos do poeta.

Luiz Fagundes Duarte também é açoriano, da ilha Terceira, mas disse-nos que a geografia não foi determinante na aproximação à obra nemesiana. Mas está sempre presente no coração de um açoriano. «A geografia limita, é verdade, condiciona também, é verdade, mas também é verdade que serve de motor para que as pessoas criem mecanismos para a ultrapassar sem a abandonar.»

Luiz Fagundes Duarte é também filólogo e professor de Literatura na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Colaborou no projeto de edição crítica da obra de Eça de Queirós, fez parte da Equipa Pessoa, dirigiu o projeto de estudo e edição do espólio de José Régio, editou a poesia de Antero de Quental e, claro, de Vitorino Nemésio. Também já desempenhou funções políticas na área da educação. E tem uma visão muito clara quanto à escola do futuro: «Gostava que existisse daqui a umas décadas uma escola que acabasse com as disciplinas, porque o conhecimento não está em gavetas.» Luiz Fagundes Duarte imaginou uma escola «onde os meninos têm uma educação sistémica», como na Finlândia, por exemplo. Para lá chegar, diz, é «preciso mudar muitas cabeças». Foi o que fez Nemésio na sua longa carreira nas salas de aula. Reza a história que os alunos ficavam fascinados…

Ler na íntegra aqui


Ainda no decorrer da Feira do Livro de Lisboa, Mário Avelar concedeu uma interessantíssima entrevista à jornalista Inês Fonseca Santos para o programa Todas as Palavras, da RTP 3.
O mote para a conversa foram os dois mais recentes livros que Mário Avelar publicou, este ano, na editora pública. São eles: Coreografando Melodias no Rumor das Imagens, onde o poeta reúne a sua poesia completa, e Poesia e Artes Visuais — Confessionalismo e Écfrase, onde o ensaísta expõe o seu pensamento num texto denso mas completíssimo, aproximando a poesia às artes visuais.

Pode assistir à conversa aqui (clique na imagem), a partir dos 10 minutos e 30 segundos.



É aos contos de fadas e ao folclore que Su Blackwell encontra inspiração para dar vida e forma ao seu trabalho: esculturas em papel que são verdadeiras obras de arte. Sensibilidade e bom gosto não faltam a esta artista inglesa, nascida em Sheffield, em 1975, a quem já chamam «a rainha dos pop up»!

Num universo poético e onírico, Su Blackwell cria livros-esculturas com ilustrações tridimensionais complexas, que não são mais do que recortes de velhas páginas de velhos livros de capa dura, que Su encontra em alfarrabistas ou em feiras de velharias.

O elemento «natureza» predomina nas histórias recortadas de Su, que coloca as suas personagens, maioritariamente femininas, em florestas ou bosques encantados. Su diz que as suas obras tendem a representar um pouco a sua infância, quando inventava nomes para as árvores e acreditava que elas poderiam protegê-la nas florestas onde brincava. (Leia as entrevistas de Su Blackweel aqui).

Este é um trabalho super minucioso, com uma intervenção profunda e detalhada no papel mas que consegue, ao mesmo tempo e de forma sublime, preservar uma absoluta harmonia com a base de tudo: o velho livro.

Os feéricos e mágicos recortes de papel de Su Blackwell tornaram-se internacionalmente conhecidos (embora alguns não tenham sido creditados) em campanhas publicitárias para marcas como a Volvo, a Pilsner Urquell ou a Cartier.

Economia de materiais, grandes maestria, originalidade na técnica fazem de Su Blackwell um grande nome das artes inglesas contemporâneas. Já teve trabalhos expostos, entre outros sítios, no The Museum of Art and Design, em Nova Iorque, e no The Bronte Parsonage Museum, em Haworth.

Su Blackwell estudou Artes Têxteis no Bradford College e, em 2003, formou-se no Royal College of Art de Londres. Atualmente vive e trabalha em Londres.

Descubra aqui o trabalho de Su Blackwell: www.sublackwell.co.uk




Em fins de junho de 1944, a atenção e os olhos do mundo estavam voltados para a Normandia. O Dia D, a maior operação aero naval da história, dava início ao do fim da Segunda Guerra Mundial.

Nesses mesmos finais de junho e durante todo o mês de julho de 1944, mais a leste, os soviéticos iniciavam uma nova ofensiva contra o centro da frente alemã que foi batizada de Operação Bagration, em homenagem ao general russo que havia enfrentado Napoleão, em 1812.

Estima-se que na Operação Bagration cerca de 100 mil soldados alemães foram cercados na região de Minsk ( 40 mil dos quais foram mortos, 20 a 25 mil conseguiram fugir e os restantes 35 a 40 mil foram capturados). A Operação Bagration, duraria todo o mês de julho e só viria a terminar a 19 de Agosto de 1944.

É considerada a maior derrota militar terrestre da Alemanha.

Portugal conseguiu permanecer de fora desta guerra numa situação de «aliado não ativo». Mas como seria viver na capital do país nestes tempos de Guerra? Lisboa foi porto de abrigo e porto de chegada de milhares de refugiados europeus que por ali ficavam ou partiam para seguirem os seus caminhos. Como foram acolhidos?

A historiadora Margarida de Magalhães Ramalho, que há mais de uma década trabalha documentação sobre a temática dos refugiados na Segunda Guerra Mundial, dá-nos a resposta em Lisboa, uma Cidade em Tempo de Guerra — uma edição única no catálogo da Imprensa Nacional.

«Este livro não é um livro de História, mas sim de histórias», nas palavras da autora. É uma obra que transporta o leitor para a Lisboa do final da década de trinta e início da década de quarenta do século passado, através de testemunhos, muitas vezes na primeira pessoa, dos refugiados que procuraram Portugal como o último reduto europeu para quem já não encontrava segurança numa Europa em guerra.

Ao longo da obra, Margarida de Magalhães Ramalho aborda temas como os refugiados, as alterações que a presença destes provocou na capital lisboeta, as guerras da propaganda e as teias tecidas pela espionagem internacional.

Não perca!





Lisboa, uma Cidade em Tempo de Guerra
Margarida de Magalhães Ramalho
Setembro de 2012


Comemorou-se, ontem, dia 1 de julho, o Dia Mundial das Bibliotecas, assim, nada melhor do que evocarmos uma das mais bonitas bibliotecas da cidade de Lisboa: a centenária Biblioteca da Imprensa Nacional.

Em pleno coração lisboeta, entre os bairros do Rato e do Príncipe Real, de portas abertas ao público para servir a cultura e os cidadãos, a Biblioteca da Imprensa Nacional é abrigo de cerca de 20 mil livros mas também palco de animados fins de tarde.

Quem passa pelo nr.º 135 da Rua da Escola Politécnica, ao final do dia, pode ali assistir a vários recitais, numa base quase mensal, da temporada de música de câmara da Orquestra Metropolitana. A Biblioteca da Imprensa Nacional é também cenário de inúmeras leituras encenadas (para miúdos e graúdos) dinamizadas pelos atores do Teatro Nacional D. Maria II e também pelos atores da companhia Artistas Unidos.

Biblioteca pública serve ainda de espaço a múltiplas apresentações de livros, conferências, clubes de leitores e exposições. Feitas as contas são cerca de 50 os eventos que anualmente ali decorem.

Aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, a Biblioteca da Imprensa Nacional é a fiel guardiã de um acerco que conta com cerca de 20 mil livros, de onde se destacam os incunábulos e as primeiras edições da Imprensa Régia.

Nos incunábulos, temos a enciclopédia Etymologiae, de Izidoro de Sevilha, de 1472, e duas obras religiosas: a Summa de viciis, de Guilelmus Paraldus, de 1475, e a Precordiale Sacerdotum, de Jacobus Philippi, de 1489.

Das primeiras edições da Impressão Régia destaque para o Elogio Histórico de Benedicto XIV, pelo Marquez Caraccioli, para o Plano dos Estudos para a Congregação dos religiosos da Ordem Terceira de S. Francisco do Reino de Portugal, para a Dissertação Crítica, Histórica e Litúrgica sobre a nota do Preladon Nicolao Antonelli ao antigo Missal Romano Monastico Lateranense [...], por Joaquim de Santa Ana, ou ainda para a Collecção dos melhores Sermões escolhidos, dos mais Célebres Pregadores, que de França, e Itália até agora tem chegado ao nosso Reino, assim dos já traduzidos, como dos novamente mudados de hum, e outro idioma para o nosso [...], por Francisco de Santa Bárbara.

Quem visita a Biblioteca da Imprensa Nacional, outrora denominada «Biblioteca da Impressão Régia», poderá ainda consultar presencialmente ou virtualmente o jornal oficial do estado, onde é publicada a legislação nacional: o Diário da República.

Se ainda não conhece a bonita Biblioteca da Imprensa Nacional aproveite esta deixa para passar por lá. E, principalmente, aproveite para ler, porque ler faz bem à saúde e é um hábito a ser cultivado.
Imprensa Nacional sempre ao serviço da Cultura.



SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS

Sessão: «Teologia e Globalização»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quinta-feira, 05 de julho
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

João Duque
Professor Catedrático na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Licenciatura em Teologia, pela UCP, em 1987. Em 1996, Doutoramento em Teologia Fundamental pela Philosophisch-Theologische Hochschule Sankt Georgen, Frankfurt, Alemanha, com uma tese sobre a receção teológica da filosofia da arte de Gadamer, sob orientação de Jörg Splett, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. É Docente convidado na Faculdade de Filosofia (Braga). Leccionou na Escola das Artes (Porto) da Universidade Católica Portuguesa, e no Instituto Teológico Compostelano, agregado da Universidade Pontifícia de Salamanca. É coordenador do Curso de Doutoramento em Estudos da Religião da UCP. Desde 2007 é Diretor do Núcleo de Braga da Faculdade de Teologia. Desde 2011 é Presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa. Membro do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião (Faculdade de Teologia da UCP) e do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP) e pesquisador convidado no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Pontifícia Universidade de São Paulo. Membro do Conselho de Redação da revista Theologica, de Braga, dos Conselhos Científicos das Revistas Teologia, de Milão, e Salmanticensis, de Salamanca, e do Conselho Editorial da coleção Perconoscenza, da Editora EDB de Bolonha.
Fonte: ier.ucp.pt


Entre 1914 e 1918 houve uma guerra que matou quase 20 milhões de pessoas, imagina! Participaram nessa guerra países do mundo inteiro, incluindo Portugal. Por isso se chama de Primeira Guerra Mundial. O nosso país estava do lado dos ingleses, russos, americanos e franceses (Tríplice Entente) que lutavam contra os Império Alemão e Austro-Húngaro e o Reino de Itália (Tríplice Aliança). A partir de 1918 começou a haver várias esforços de acordo de paz mas aquele que pôs o ponto final à guerra ficou conhecido como Tratado de Versalhes, que foi assinado em 28 de junho de 1919. A equipa liderada pela Alemanha perdeu e sofreu duros castigos. O soldado Milhões foi um herói português desta guerra. A sua história está publicada na nossa coleção «Grandes Vidas Portuguesas». O que sabes tu deste nosso herói?





Anibal Milhais. Um Herói Chamado Milhões
José Jorge Letria e Nuno Saraiva
Grandes Vidas Portuguesas
Abril de 2014


Título: O Novo Regime de Recuperação de Ativos à luz da diretiva 2014/42/UE e da lei que a transpôs
Coordenadores: Maria Raquel Desterro Ferreira, Elina Lopes Cardoso, João Conde Correia
Apresentação: Maria João Antunes
Coleção: Direito, Jurisprudência e Doutrina
Edição: Imprensa Nacional
Data: terça-feira, 03 de julho
Horário: 17:00 h
Local: Procuradoria-Geral da República
Rua da Escola Politécnica 140,
Lisboa


Seguir a pista do dinheiro e mostrar que o crime não compensa são dois axiomas da política criminal difundida a partir dos anos setenta do século passado nos areópagos internacionais. O legislador português cedo adotou (1982) e intensificou (1995) esta política, levando-a até aos limites compatíveis com um Estado de Direito (2002). No entanto, este esforço substantivo não foi acompanhado pelos mecanismos processuais imprescindíveis à sua aplicação prática e a doutrina e a jurisprudência também não responderam ao repto que lhes era lançado, permanecendo fiéis a velhos dogmas anquilosados. Este livro, consequência do debate suscitado pela transposição da Diretiva 2014/42/UE, pretende dar um contributo prático para o cumprimento dessa nova política criminal, assim combatendo o flagelo de enriquecimento ilícito.


Maria João Antunes
Nasceu em 3 de Agosto de 1963, em Oliveira do Hospital. Licenciada em Direito, Mestre em Ciências Jurídico-Criminais e Doutora em Direito na especialidade de Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Professora Associada na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra com a regência das disciplinas de Direito Penal e de Direito Processual Penal. Participou em trabalhos legislativos no âmbito do direito penal, do direito processual penal e da saúde mental, em Portugal, em Macau e em Angola. Participou na qualidade de perita indicada pelo Conselho da Europa na discussão dos projectos de Código Penal e de Código de Processo Penal da Arménia. Foi Presidente da Comissão de Acompanhamento da Execução do Regime de Internamento Compulsivo e Membro do Conselho Nacional de Saúde Mental. Foi membro do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações. Participou na qualidade de perita da área académica no Projecto “Desaparecimento e Exploração Sexual de Crianças”, Programa Daphne, 2003. Foi Juíza do Tribunal Constitucional entre 2004 e 2014.