A Viúva do Enforcado é a oitava e última narrativa de Novelas do Minho, de Camilo Castelo Branco, obra que ao longo dos últimos meses foi sendo disponibilizada, de forma gratuita, em jeito de folhetim, tão ao gosto (e também à premente necessidade) do seu autor, no site da Imprensa Nacional – Casa da Moeda (www.incm.pt).

Publicadas pela primeira vez, em Lisboa, pelo editor Matos Moreira, entre 1875 e 1877, em doze pequenos livros brochados, as Novelas do Minho são oito: Gracejos Que Matam, O Comendador, O Cego de Landim, A Morgada de Romariz, O Filho Natural, Maria Moisés, O Degredado e A Viúva do Enforcado.

Quando foram escritas estas Novelas, Camilo Castelo Branco permanecia com regularidade em S. Miguel de Ceide, Vila Nova de Famalicão. Assim, todas as novelas foram redigidas neste lugar minhoto, à exceção de O Comendador, que foi escrito em Coimbra.

Camilo chamou «biografias enoveladas» a estas novelas já influenciadas pelo naturalismo e consideradas de transição na escrita camiliana. A publicação de Novelas do Minho são, por exemplo, contemporânea à publicação d’O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós. Porém em muitos dos enredos continuam a persistir os temas tradicionalmente camilianos:as bastardias, os casamentos forçados, os enjeitados, as tiranias paternas... Afinal os leitores de Camilo não dispensavam uma trama bem intrincada.

Mais do que um retrato minhoto Novelas do Minho são a descrição do Portugal contemporâneo a Camilo, que o dá a conhecer brilhantemente num registo realista, satírico e crítico, onde o bucolismo idílico cede o lugar à dura realidade. Um dos aspetos a salientar nesta obra é precisamente a ironia mordaz com que Camilo descreve a sociedade e os homens do seu tempo. De destacar ainda a opulência vocabular de Camilo Castelo Branco - um verdadeiro presente para quem aprecia a arte de bem escrever português, uma festa de estilo.  Hoje fica disponível:



A edição é de Ivo Castro e de Carlota Pimenta.
Boas leituras!




Espécimes de passaporte de viajante e de passaporte especial, emitidos pela PIDE, década de 1940. Modelos exclusivos da Imprensa Nacional.

Desde a sua criação, a Imprensa Nacional assegurou a produção de passaportes, além de outros documentos oficiais. Entre os trabalhos de impressão a cargo da Imprensa Nacional, a produção de passaportes, pela sua importância em matéria de segurança interna e externa, foi a que mais cedo esteve associada ao recurso a tecnologias preventivas da falsificação.

Até à década de 1940, o passaporte era constituído por exemplares de «um único tipo, litografados e impressos na Imprensa Nacional».

Para além da seriação e numeração, os exemplares que se encontram na exposição caracterizam-se por incluírem já (embora de forma embrionária) alguns elementos de segurança, recorrendo a papel sensibilizado.


Granta é uma revista literária com publicação simultânea em Portugal e no Brasil. É dirigida por Pedro Mexia e por Gustavo Pacheco. A «traição» é o tema que serve de mote a esta nova Granta em Língua Portuguesa. Um tema multidisciplinar, transversal, global, e que acompanha a humanidade desde tempos imemoriais.
A propósito do crime de "lesa‑majestade", ou seja, de traição ao rei, dizem as Ordenações Manuelinas (1521) "que é a pior cousa, e mais abominável crime que no homem pode haver, a qual os antigos sabedores tanto aborreceram, e estranharam, que a compararam à gafém [lepra], porque esta enfermidade enche todo o corpo sem se nunca poder curar […]; o erro da traição não somente condena o que o comete, mas ainda empece e infama todos os que de sua linhagem descendem, posto que culpa não tenham". Quinhentos anos depois, ainda consideramos a traição "abominável", embora nem todas as traições, e certamente não a traição por contaminação genealógica. Este número da Granta investiga diferentes traições, em diferentes domínios, com diferentes motivos. Serão essas traições todas iguais, ou haverá traições menos iguais que outras, traições compreensíveis, virtuosas até?
   Pedro Mexia, in Granta


No dia 2 de agosto de 1914, Franz Kafka anotou em seu diário: “Hoje a Alemanha declarou guerra à Rússia. De tarde fui nadar.” No dia 12 de maio de 2020, anoto em meu diário: “Hoje morreram 881 pessoas no Brasil por causa do coronavírus. De tarde fui escrever a apresentação para a Granta.” Jamais teríamos acesso ao diário de Kafka, assim como a muitas de suas obras, se seu amigo Max Brod não tivesse ignorado o pedido de queimar todos os seus manuscritos após a sua morte. Viva a traição! Onde estaríamos sem ela?
Gustavo Pacheco, in Granta

Colaboram neste volume: Diana Athill, Edyr Augusto, Wolf Biermann, José Pedro Cortes,
Kalaf Epalanga, Adam Foulds, Regina Guimarães, Noemi Jaffe, John le Carré, Helder Macedo, David Means, Paulo José Miranda, Carlos Eduardo Pereira, Paulo Portas,  Alexandre Vidal Porto e Larissa Zaidan.




Nasceu no Ribatejo, em Azinhaga, uma pequena povoação da Golegã, a 16 de novembro de 1922 e morreu no meio no Oceano, onde desaguam todos os rios, em Lanzarote, a ilha mais oriental do arquipélago das Canárias, feita de vulcões adormecidos e rios de lava. Era o dia 18 de junho de 2010. Há dez anos precisos.

Poucos poderiam adivinhar que o menino José, neto de analfabetos — circunstância comum num Portugal pobre e rural do inicio do século XX — seria um dos maiores e, talvez, um dos  mais polémicos escritores portugueses da nossa história recente — e o único a receber o Nobel da Literatura, o mais alto galardão no que às Letras diz respeito. A infância difícil, essa, José Saramago recordou-a num livro autobiográfico, intitulado As Pequenas Memórias.

Publicou romances, crónicas, peças de teatro, poesia, diários e memórias. Hoje tem uma Fundação em seu nome em pleno coração lisboeta, casa de artes e de cultura e também espaço de memórias e de afetos: a Fundação José Saramago.

Por ser um grande português a coleção «Grandes Vidas Portuguesas» dedicou-lhe um volume José Saramago — Homem – Rio que conta com o texto de Inês Fonseca Santos e ilustrações de João Maia Pinto. No dia em que se assinalam os dez anos dos seu desaparecimento, deixamos aqui um pequeno excerto desse livro. Porque a memória também é feita de pequenos excertos.

Ao contrário de um rio, um escritor tem muitas margens. De um rio, sabemos onde nasce e onde desagua; a um rio, conhecemos a margem direita e a margem esquerda. Já um escritor tem tantas margens quantas as palavras que existem — as que ele mesmo escreve e as que, antes dele, outros escreveram. Para além disso, um escritor nasce várias vezes ao longo da vida (há até uns que nascem várias vezes ao longo de um só dia): sempre que encosta a caneta ou o lápis ao papel, sempre que empurra com os dedos as teclas da máquina de escrever ou do computador, o escritor está a encontrar-se com o mundo pela primeira vez. A sua primeira vez — que, à centésima vez, à milésima vez, é uma primeira vez (não se espantem: é sabido que os escritores trocam as voltas aos números, que os usam a seu bel-prazer...). Quanto ao lugar onde desagua, onde termina, toda a gente sabe que um escritor só morre quando desaparece o seu último leitor. Por isso, não faz muito sentido dizer-vos:

«José Saramago, escritor português, Prémio Nobel da Literatura em 1998, nasceu na aldeia da Azinhaga, no Ribatejo, a 16 de novembro de 1922 e morreu a 18 de junho de 2010, na ilha espanhola de Lanza-rote, onde passou grande parte dos últimos 18 anos da sua vida. Entre o seu nascimento e a sua morte, foi serralheiro mecânico, desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, crítico, tradutor, editor e jornalista. Escreveu e publicou dezenas de livros, traduzidos em todo o mundo: romances, crónicas, diários, poemas, peças de teatro, contos, ensaios...»

Apesar de ser verdade, isso faz parte do vivido e, para se falar de um escritor como José Saramago, tem de se somar à realidade o imaginário. Somar e, em certas ocasiões, aquelas em que o escritor desconhece em absoluto as fronteiras do mundo que está a inventar, quando encosta a caneta ou o lápis ao papel, ou quando empurra com os dedos as teclas da máquina de escrever ou do computador, multiplicar a realidade pelo imaginário. Saramago achava que «o vivido podia ser imaginado e vice-versa». Ou seja, Saramago sabia que, se um escritor abrisse os braços, se os esten¬desse muito, muito, muito bem para os lados, um braço para a esquerda, outro braço para a direita, conseguia alcançar todas as margens do rio. (…)

in José Saramago — Homem - Rio


O Livro Branco da Melancolia, publicado na coleção «Plural», em 2019, é uma antologia que reúne, propositadamente de forma continua e irreferencial, os mais significativos poemas de José Jorge Letria -  poeta, ficcionista e jornalista. O Livro Branco da Melancolia conta também com um prefácio de autoria de Yvette K. Centeno.  José Jorge Letria lê aqui o poema «De mim se dirá um dia».






DE MIM SE DIRÁ UM DIA

De mim se dirá um dia,
na arrastada surdina dos rumores,
que fui tantos que lhes perdi a conta,
sendo todos ao mesmo tempo
e não sendo nenhum em absoluto.
É verdade que me desdobrei em vozes
que não soube nem quis disfarçar
sob a capa enganadora de outros nomes.
É verdade que caldeei para os livros
o meu total assombro perante a vida,
a minha dolorosa impaciência
perante a ausência de sentido.
De mim se dirá um dia, pressinto,
na vociferante prosápia das tribunas,
que esbanjei o que tinha para dar
no ritual dispersivo de tantas escritas.
Se assim acontecer, juro que nada farei,
deixando-me ficar sentado na muralha,
a olhar o mar e os seus múltiplos rostos,
como quem se perde naquilo que o prolonga.



José Jorge Letria in O Livro Branco da Melancolia, pág. 406





A preparar-se para a época de exames? Descubra ou redescubra uma coleção icónica da Imprensa Nacional: «Manuais Universitários». Até 30 de junho visite-nos nas nossas lojas* e desfrute de descontos que, bem a propósito, dão que pensar:

50% nos títulos com mais de 18 meses
10% nos títulos até 18 meses

Não perca esta oportunidade: leia mais por menos com a Imprensa Nacional.

* As Lojas INCM estão situadas:

Lisboa
Morada: Rua da Escola Politécnica, 137
1250-100 Lisboa
Horário: Encerrada
Autocarro: 58
Metro: Rato
Coordenadas GPS: N 38º 43' 4.45" W 9º 9' 6.62"

Morada: Rua de D. Filipa de Vilhena 12, 12A
1000-136 Lisboa
Horário: segunda a sexta-feira - 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00
Autocarros: 16; 18; 26; 42
Metro: Saldanha
Coordenadas GPS: N 38º 44' 12.29" W 9º 8' 30.39"

Morada: Biblioteca Nacional - Campo Grande, 83
1749-081 Lisboa
Horário: segunda a sexta-feira - 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00
Autocarros: 207 / 701 / 727 / 736 / 738 / 744 / 749 / 783
Metro: Entrecampos
Coordenadas GPS: N 38° 45' 4" O 9° 9' 9"


Porto
Morada: Rua Cândido dos Reis, 97
4050-152 Porto
Horário: segunda a sexta-feira das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00.
Autocarros: saída - Carmo (200; 207; 301; 305; 501; 601)
Elétrico: saída - Praça dos Leões (22)
Metro: saídas - Trindade, Av. Aliados
Coordenadas GPS: N 41º 8' 49.3" W 8º 36' 49.8"

Coimbra
Morada: Rua Visconde da Luz 94, 96 e 98
3000-414 COIMBRA
Horário: segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00
Autocarros: 12, 21T, 2F, 9
Coordenadas GPS: Lat: 40.21 Lng: -8.4291

Ou visite-nos na nossa loja online. Clique aqui.

Nota: Pontualmente, podem surgir alterações ao horário apresentado. Queira por favor confirmar previamente através do nosso Centro de Atendimento ao Cliente (Telefone: 217 810 870; Email: incm@incm.pt)



Novelas do Minho é um conjunto de oito novelas, escritas por Camilo Castelo Branco entre 1875 e 1877, ou seja, numa fase de maturidade intelectual do escritor.

Sob um título genérico Novelas do Minho, as oito novelas têm dimensões desiguais. Umas podem designar-se de novelas, outras serão, contos mais alongados. Camilo designou-as de «biografias enoveladas». O certo é que constituem um marco na produção literária de camiliana.

Estas «novelas» foram editadas, pela primeira vez,  pela Livraria Editora Mattos Moreira, em doze pequenos fascículos de distribuição mensal.

«Gracejos Que Matam», «O Comendador», «O Cego de Landim», «A Morgada de Romariz», «O Filho Natural», «Maria Moisés», «O Degredado» e «A Viúva do Enforcado», os oito títulos que compoem estas «biografias enoveladas»,  mais do que um retrato minhoto são a descrição do Portugal contemporâneo a Camilo, que o dá a conhecer brilhantemente num registo realista, satírico e crítico, onde o bucolismo idílico cede o lugar à dura realidade.

Para muitos,  Novelas do Minho, podem considerar-se como a incursão que Camilo faz pelos registos da escola realista.

A melhor arte da novela breve, recapitulação e reafirmação do mundo de Camilo: ou a mais acessível colectânea de comprovantes de que o romanesco camiliano não é propriamente minhoto.

Abel Barros Baptista



Em jeito de folhetim, ao gosto de Camilo, a Imprensa Nacional tem vindo a disponibilizar no seu sítio de internet (www.incm.pt), todas as 3.ª feiras, uma destas novelas. Hoje fica disponível:



Este volume da «Edição Crítica de Camilo Castelo Branco» tem edição de Ivo Castro e de Carlota Pimenta.

Boas leituras!




Descubra ou redescubra obras fundamentais da Filosofia com a Imprensa Nacional. Até 30 de junho visite-nos nas nossas lojas* e desfrute de descontos que, bem a propósito, dão que pensar:

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10% nos títulos até 18 meses

Na coleção «Estudos Gerais - Clássicos de Filosofia» publicam-se os textos que marcaram o pensamento filosófico ao longo dos tempos. Não perca esta oportunidade: leia mais por menos com a Imprensa Nacional.

* As Lojas INCM estão situadas:

Lisboa
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1250-100 Lisboa
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Autocarro: 58
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Morada: Rua de D. Filipa de Vilhena 12, 12A
1000-136 Lisboa
Horário: segunda a sexta-feira - 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00
Autocarros: 16; 18; 26; 42
Metro: Saldanha
Coordenadas GPS: N 38º 44' 12.29" W 9º 8' 30.39"

Morada: Biblioteca Nacional - Campo Grande, 83
1749-081 Lisboa
Horário: segunda a sexta-feira - 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00
Autocarros: 207 / 701 / 727 / 736 / 738 / 744 / 749 / 783
Metro: Entrecampos
Coordenadas GPS: N 38° 45' 4" O 9° 9' 9"


Porto
Morada: Rua Cândido dos Reis, 97
4050-152 Porto
Horário: segunda a sexta-feira das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00.
Autocarros: saída - Carmo (200; 207; 301; 305; 501; 601)
Elétrico: saída - Praça dos Leões (22)
Metro: saídas - Trindade, Av. Aliados
Coordenadas GPS: N 41º 8' 49.3" W 8º 36' 49.8"

Coimbra
Morada: Rua Visconde da Luz 94, 96 e 98
3000-414 COIMBRA
Horário: segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00
Autocarros: 12, 21T, 2F, 9
Coordenadas GPS: Lat: 40.21 Lng: -8.4291

Ou visite-nos na nossa loja online. Clique aqui.

Nota: Pontualmente, podem surgir alterações ao horário apresentado. Queira por favor confirmar previamente através do nosso Centro de Atendimento ao Cliente (Telefone: 217 810 870; Email: incm@incm.pt)



Escritor, conferencista, novelista, crítico panfletário, polemista, ensaísta, romancista, poeta, dramaturgo e desenhador hábil, Almada Negreiros é uma das figuras mais talentosas do século XX português. O seu génio permitiu-lhe estar presente em todas as frentes do modernismo.

José de Almada Negreiros faleceu, em Lisboa, a 15 de junho de 1970. Há 50 anos precisos.

Obras de Almada Negreiros publicadas na Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A.:

Poesia, com «Almada Negreiros Poeta», por Jorge de Sena, Obras Completas de Almada Negreiros, vol. I, 1990

Nome de Guerra, prefácio de António Alçada Baptista, Obras Completas de Almada Negreiros, vol. II, 1994

Artigos no Diário de Lisboa
, org. e prefácio de E. W. Sapega, Obras Completas de Almada Negreiros, vol. III, 1988

Contos e Novelas, com texto introdutório de Maria Antónia Reis, Obras Completas de Almada Negreiros, vol. IV, 1993

Ensaios, introdução de Eduardo Lourenço, Obras Completas de Almada Negreiros, vol. V, 1992

Textos de Intervenção, introdução de Luísa Coelho, Obras Completas de Almada Negreiros, vol. VI, 1993

Teatro, todos os textos dramáticos conhecidos, incluindo três inéditos, Obras Completas de Almada Negreiros, vol. VII, 1993

E ainda sobre Almada Negreiros:

José-Augusto França, O Essencial sobre Almada Negreiros (n.º 66), 2003

José Jorge Letria (texto) e Tiago Albuquerque (ilustr.), Almada Negreiros, Viva o Almada, Pim!, coleção Grandes Vidas Portuguesas, 2014


Ex-Libris da Biblioteca da Imprensa Nacional

Matriz impressora (gravura calcográfica sobre aço) e exemplar do ex-líbris da biblioteca da Imprensa Nacional.

Desenho da autoria da aguarelista e ilustradora Raquel Roque Gameiro (1889-1970), vencedora do concurso lançado pela Imprensa Nacional em outubro de 1927 para criação do seu ex-líbris.

Texto adaptado com o contributo de Benjamim Godinho, antigo contramestre da escola gráfica da Imprensa Nacional.


Encontra-se disponível online o número três da Revista Património, edição Imprensa Nacional em parceria com a DGPC. De recordar que os seis primeiros números da revista irão sendo disponibilizados quinzenalmente, às sextas feiras, nos sites de ambas as instituições.

A RP 3, publicada em março de 2016, procura a atualidade do pensamento e a diversidade de perspetivas sobre o património cultural, colocando — o em debate.





Numa sociedade definitivamente marcada pelo paradigma da informação e da imediatidade da sua difusão urge refletir sobre a forma de melhor comunicar o património cultural, de forma a perpetuar os testemunhos da memória identitária de toda uma comunidade, e da história por eles contados, num processo de construção de uma sociedade de valores renovados.

A RP-Revista Património, n.º 3, sendo um meio de excelência na estratégia comunicacional do património cultural, apresenta no seu caderno um registo marcado pela pluralidade, através de oito artigos sobre «Património Cultural e Comunicação».

Ao caderno juntam-se as rubricas permanentes — «Pensamento», «Projetos», «Opinião», «Sociedade» e «Acontece» — onde sobressaem relevantes artigos, que marcam pela abrangência e diversidade.

Boas leituras!



Cypriano Joseph da Rocha. Relato de uma vida entre Portugal e o Brasil na «Idade do Ouro»
, de António Andresen Guimarães, é um ensaio que percorre o trajeto de vida, privada e pública, de Cypriano Joseph da Rocha que a 26 de maio de 1728, deixa Lisboa, acompanhado pelos dois filhos, e embarca, na Ribeira das Naus, rumo ao Brasil. O pré-lancamento desta obra será já no próximo dia 16 de junho, pelas 17h00, e conta com a presença do autor e com a apresentação de Rui Carp.

Pode assistir em direto a esta sessão através das nossas redes sociais, acedendo aqui:

Facebook: https://www.facebook.com/ImprensaNacional/


Instagram: @editora_imprensa_nacional

Esperamos por si, desta vez, online!

Beneficie nos dias 16 e 17 de junho do desconto de 20% nas lojas físicas da Imprensa Nacional - Casa da Moeda* (INCM) e também na loja online. Aqui.


* As Lojas INCM estão situadas:

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Horário: Encerrada
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Morada: Rua de D. Filipa de Vilhena 12, 12A
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Horário: segunda a sexta-feira - 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00
Autocarros: 16; 18; 26; 42
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Coordenadas GPS: N 38º 44' 12.29" W 9º 8' 30.39"

Morada: Biblioteca Nacional - Campo Grande, 83
1749-081 Lisboa
Horário: segunda a sexta-feira - 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00
Autocarros: 207 / 701 / 727 / 736 / 738 / 744 / 749 / 783
Metro: Entrecampos
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Porto
Morada: Rua Cândido dos Reis, 97
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Horário: segunda a sexta-feira das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00.
Autocarros: saída - Carmo (200; 207; 301; 305; 501; 601)
Elétrico: saída - Praça dos Leões (22)
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Coordenadas GPS: N 41º 8' 49.3" W 8º 36' 49.8"

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Autocarros: 12, 21T, 2F, 9
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Descubra o riquíssimo património português nas áreas do design e da ilustração com a «Coleção D». Até 30 de junho visite-nos nas nossas lojas* e aproveite os descontos que, bem a propósito, saltam à vista:

50% nos títulos da Imprensa Nacional com mais de 18 meses
10% nos títulos da Imprensa Nacional até 18 meses

A «Coleção D», iniciada em 2011, é uma coleção dedicada aos designers portugueses de todas as épocas com especial atenção aos criadores contemporâneos. Nesta coleção apresentam-se autores de várias disciplinas: da comunicação aos objetos, da moda ao grafismo, da publicidade à ilustração.

Eduardo Aires, Dorindo Carvalho, Luis Filipe Abreu, Roberto Nobre, Carlos Guerreiro, João Câmara Leme, Luís Miguel Castro, Fernando Brízio, Fred Kradolfer, Marco Sousa Santos, Paulo Guilherme, Pedro Falcão e Victor Palla são, para já, os designers contemplados na «Coleção D».

Estas monografias são essencialmente visuais e pretendem ser um primeiro encontro com a excelência do design português.

A «Coleção D» é o resultado da parceria entre a Imprensa Nacional e o atelier Silvadesigners.

Não perca esta oportunidade: leia mais por menos com a Imprensa Nacional.

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Horário: segunda a sexta-feira - 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00
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O Livro Branco da Melancolia, publicado na coleção «Plural», em 2019, é uma antologia que reúne, propositadamente de forma continua e irreferencial, os mais significativos poemas de José Jorge Letria -  poeta, ficcionista e jornalista. O Livro Branco da Melancolia conta também com um prefácio de autoria de Yvette K. Centeno.  José Jorge Letria lê aqui o poema «Aviso aos Filhos».


Aviso aos Filhos

Filhos, eu já nada tenho que vos possa prometer,
a não ser a limpa ressonância de um nome
que é tanto vosso como meu.
Eu já não sei de esconderijos
em que possa ocultar-me
enquanto vocês correm atrás do eco
da minha voz sussurrada e distante,
eu já não sei de brinquedos
que vos possam entreter e divertir,
porque esse tempo se escoou há muito,
fio de água por entre os dedos,
carreiro de sílabas por entre os dias.
Filhos, eu comecei subitamente a envelhecer,
que não a envilecer, quando vocês
fizeram um dia as malas e partiram
para tornarem também audível o vosso nome
nos sítios onde um nome ainda conta, ainda vale.
Filhos, eu alerto-vos para os perigos
da selva voraz em redor de nós, e são medonhos.
Aí não há clemência nem brandura,
aí não há perdão nem acalmia,
e toda a vigilância é sempre pouca
quando as feras saltam ao caminho.
Filhos, por favor, contem aos vossos filhos
que eu ainda tive tempo de vos avisar,
tigre ferido pela memória de tudo quanto viu.

José Jorge Letria in O Livro Branco da Melancolia, pág. 407




Celebramos hoje o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Celebramos a nossa história e a nossa língua. É dia de homenagear a diáspora portuguesa e de celebrar Luís Vaz de Camões, figura incontornável da língua e da literatura portuguesas.

Hoje fica em destaque o poema «Portugal Tão Diferente De Seu Ser Primeiro», publicado, em 1980, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, em Lírica Completa, Vol. II.


Os reinos e os impérios poderosos,
que em grandeza no mundo mais creceram,
ou por valor de esforço floreceram
ou por varões nas letras espantosos

Teve Grécia Temístocles famosos;
os Cipiões a Roma engrandeceram;
doze pares a França glória deram;
Cides a Espanha, e Laras belicosos.

Ao nosso Portugal (que agora vemos
tão diferente de seu ser primeiro),
os vossos deram honra e liberdade.

E em vós, grão sucessor e novo herdeiro
do braganção estado, há mil extremos
iguais ao sangue, e móres que a idade.


Lírica Completa, Vol. II
Imprensa Nacional-Casa da Moeda
Lisboa, 1980



Entre 1875 e 1877 Camilo Castelo Branco deu à estampa os oito títulos de Novelas do Minho: Gracejos Que Matam, O Comendador, O Cego de Landim, A Morgada de Romariz, O Filho Natural, Maria Moisés, O Degredado e A Viúva do Enforcado.

Mais do que um retrato minhoto, Novelas do Minho são a descrição do Portugal contemporâneo de Camilo, num registo realista, satírico e crítico, onde o bucolismo idílico cede o lugar à dura realidade. No dizer de Abel Barros Baptista as Novelas do Minho são:

A melhor arte da novela breve, recapitulação e reafirmação do mundo de Camilo: ou a mais acessível coletânea de comprovantes de que o romanesco camiliano não é propriamente minhoto.
Abel Barros Baptista in contracapa de Novelas do Minho 

Maria Moisés, a sexta de oito novelas, é um dos títulos inseridos no volume Novelas do Minho, da coleção «Edição Crítica de Camilo Castelo Branco», cuja edição é de Ivo Castro e Carlota Pimenta. É também uma das mais conhecidas e emblemáticas novelas de Camilo Castelo Branco. É ainda leitura recomendada, pelo Plano Nacional de Leitura, para o 9.º ano de escolaridade.




Maria Moisés
, com traços românticos e realistas, tal como as restantes sete novelas, está imersa no ambiente rural minhoto. A ação de Maria Moisés decorre em Santo Aleixo. Nesta novela, Camilo Castelo Branco conta-nos duas histórias intrínsecamente ligadas. A primeira é a história de um amor proíbido entre Josefa Lage e António Queirós, cujo desfecho é trágico. Josefa da Lage é encontrada morta e a sua filha, bebé recém-nascida, é levada na corrente do rio Tâmega. A segunda parte da novela, e a segunda história, é dedicada a Maria Moisés, a menina que foi levada pelo rio num cesto de vime e salva depois pelo pobre pescador, Francisco Bragadas.

Segundo Ivo Castro, coordenador da «Edição Crítica de Camilo Castelo Branco», estas As Novelas pertencem a um lote afortunado de cinco obras camilianas de que foram conservados os originais manuscritos, todas elas escritas entre 1873 e 1877 e publicadas em Lisboa pelo editor João Baptista de Matos Moreira.

São elas O Demónio do Ouro (1873), O Regicida (1874), A Caveira da Mártir e a História de Gabriel Malagrida (1875), e desse ano até 1877 as Novelas. Matos Moreira ainda publicou no mesmo período A Filha do Regicida, o segundo volume do Curso de Literatura Portuguesa e a Vida Futura, obras de que não restam manuscritos naquele lote; também faltam os originais de duas novelas: O Comendador e O Degredado. Apesar destas falhas, o conjunto de manuscritos é singular pela sua integridade: escritos quase ao mesmo tempo, foram processados tipograficamente e convertidos em livro na mesma casa editora, tendo depois sido propriedade de um colecionador camilianista, Rodrigo Simões Costa, que possivelmente os comprou em bloco ao editor e, por morte, os legou com a sua biblioteca camiliana à Biblioteca Municipal de Sintra, onde hoje ocupam lugar de honra.

Ivo Castro in «Nota Editorial» de Novelas do Minho

A Imprensa Nacional ao disponibilizar gratuitamente as obras de Camilo Castelo Branco dá continuidade à primordial e já longa missão de serviço público inerente à editora pública: preservar e divulgar a memória e o património comuns. A Imprensa Nacional está sempre ao serviço da cultura e de quem a faz: a comunidade.

Boas leituras!



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A «Biblioteca de Autores Clássicos» é uma coleção pensada para alunos, professores e entusiastas da antiguidade clássica. Nesta coleção publicam-se os textos que marcaram as relações do teatro, do pensamento filosófico e de outras áreas da história das ideias, da ciência, da religião, do direito, da política ou, por exemplo, da estética... Heraclito, Plauto, Aristóteles, Aristófanes, Menandro, Terêncio, Arquíloco, Eurípides, Aristófanes, Hesíodo ou Platão são alguns dos autores contemplados nesta coleção.

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Carmen Miranda – Eu Fiz Tudo Pra Você Gostar de Mim é um título da coleção «Grandes Vidas Portuguesas». O texto é de Tito Couto, as ilustrações de Sofia Neto e a edição é da Imprensa Nacional e da Pato Lógico Edições.

Artista maior cuja voz e estilo exuberante encantou multidões, Carmen Miranda imortalizou-se com a figura da «baiana» - símbolo de alegria e de boa disposição. Mas Carmen Miranda teve de ser muito forte para continuar a sorrir e a cantar, enquanto por dentro se sentia triste e só. Afinal show must go on. Que sabes tu sobre esta cantora que nasceu em Portugal e se tornou mundialmente famosa?