José-Augusto França em entrevista: «A obra de arte é a sua própria verdade»





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por Tânia Pinto Ribeiro

«À Tânia:
Respostas a eito, mão levantada, currente calamo e má caligrafia,
em 25 de abril de 2015 — depois de algumas centenas de páginas
que escrevi, mais explicativas.»

Admira Piero della Francesca e Nuno Gonçalves, mas também Chaplin, Mahler e Louis Armstrong. Faz do Jardim da Estrela o seu porto de abrigo no meio ano que passa em Lisboa. O resto do tempo passa-o em Jarzé, um pequeno vilarejo francês, o «descanso do guerreiro», como gosta de lhe chamar.

Correu o mundo em busca do belo e da verdade. E não só — acrescenta ele. É avesso às novas tecnologias e não gosta de gravar entrevistas. Prefere respondê-las à mão. E assim foi. Duas linhas, em jeito didascálico, encabeçam as respostas à PRELO. São reveladoras da personalidade deste colaborador já antigo da INCM.

Quanto ao número de páginas que escreveu estar na ordem das centenas, isso já será apenas modéstia. Feitas todas as contas, este escritor, historiador da arte e também académico — por esta ordem precisa — chegarão, facilmente, aos milhares. Quanto à data das respostas poderá ser apenas coincidência. Ou talvez não.

É que o percurso que vamos revisitar a seguir, a currente calamo, como quem diz, ao correr da pena, pertence a um homem que, aos 92 anos, continua a viver a vida aprendendo a ver e a escrever sobre o que procura ver. A tal «liberdade cor-de-homem», como lhe chamou o surrealista André Breton.

Espaço para as saudades, não o tem. Mas tempo para voltar ao Louvre, o seu museu preferido, para visitar a Tate Modern, onde nunca esteve, e escrever um Essencial sobre Picasso, não lhe pode faltar. E por falar em tempo… é o tempo que faz a Arte ou a Arte que faz o tempo? Quem melhor do que José-Augusto França para nos dar a resposta?


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