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Prémio INCM / Vasco Graça Moura - cerimónia de atribuição do prémio e menção honrosa hoje de manhã, na Biblioteca Imprensa Nacional


O português que assina com o pseudónimo José Gardeazabal foi distinguido por unanimidade com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura 2015 (1.ª edição — Poesia), atribuído pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda. A cerimónia pública decorreu, esta manhã, na já centenária Biblioteca da Imprensa Nacional, em Lisboa.

história do século vinte, um trabalho inédito de poesia, torna-se assim a primeira obra a conquistar o Prémio INCM/Vasco Graça Moura – Poesia, instituído para dar cumprimentos à sua missão de promover e preservar do património da língua e da cultura portuguesas, e simultaneamente, homenagear o escritor, tradutor, homem de cultura e também antigo administrador daquela instituição: Vasco Graça Moura.




«A única coisa que posso dizer é que estou muito contente. Este prémio significa muito para mim. Pela Instituição que mo atribuiu — que conhecia e que agora conheço melhor — e também pela figura que dá o nome ao prémio, que é uma figura de muita coragem». Foram estas as primeiras declarações de José Gardeazabal, após receber o galardão.

A Alexandre Sarrazola coube a menção honrosa, pelo trabalho Fade Out (dissolve), uma obra que o autor classifica como sendo «um livro de fecho de uma trilogia de imagens».

Os vencedores foram escolhidos de entre mais de 230 candidaturas, que segundo Rui Carp, presidente do Conselho de Administração da INCM, «ultrapassaram as nossas melhores expectativas».

O júri, presidido pelo também poeta José Tolentino de Mendonça e do qual fizeram parte também o editor Jorge Reis-Sá e o poeta e cronista Pedro Mexia, saudou «a absoluta diversidade e pluralidade das candidaturas entregues» bem como «o renovado interesse pela cultura viva, por parte da INCM, na criação deste Prémio».

A propósito da obra história do século vinte, Pedro Mexia, em nome do júri, referiu tratar-se de «uma poética que arrisca alimentar e transcender o esquema das oposições num exercício invulgar, notável e vertiginoso que conduz a literatura para um lugar novo». E Fade Out (dissolve), uma obra que «valoriza de forma segura mas também inquietante a dimensão narrativa do poema misturando alusões culturais nada óbvias, referências talvez autobiográficas e um jogo dramático que surpreende».

Quanto ao homem por detrás de José Gardeazabal, por enquanto sabe-se apenas que nasceu e vive em Lisboa. Trabalhou e estudou em Luanda, Aveiro, Boston e Los Angeles. Escreve há oito anos. No domínio das letras, estreou-se, em 2013, na revista literária Granta com o conto «Várias versões de um catástrofe» — o seu primeiro e único texto publicado, até hoje. Quanto à história que está por detrás do seu pseudónimo diz que «a vida e o tempo se encarregarão de a contar».

Além dos 5 mil euros do valor pecuniário do prémio, José Gardezabal deverá ver, ainda este ano, a publicação de história do século vinte na coleção Plural, com a chancela da editora pública. A mesma coleção que receberá também Fade Out (dissolve), de Alexandre Sarrazola.


TPR

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