Luís Caetano gravou o seu pivot do programa «Todas as Palavras» de 23 de julho de 2016 nas instalações da INCM, na esquina da Rua da Escola Politécnica com a Rua de Imprensa Nacional, em Lisboa.
Foi um gosto recebê-lo, bem como à sua equipa, e partilhar esta grata missão de preservação da cultura portuguesa.

INCM.

Esta sigla resulta da fusão em 1972 da Imprensa Nacional e da Casa da Moeda.

Começou por ser Impressão Régia, criada em 1768 pelo Marquês de Pombal, com o objetivo de «fazer-se respeitável pela perfeição dos caracteres e pela abundância e asseio das suas impressões.»

Mas em 1863 passou a ser designada por Imprensa Nacional com a missão de «animar as letras e levantar uma impressão útil ao público pelas suas produções, digna da capital destes reinos».

Aqui labora, há mais de dois séculos, na rua a que deu nome em Lisboa, com pergaminhos na arte da gravura. Uma escola de talentos nas artes gráficas e um imenso legado de grandes livros de caráter literário, artístico ou científico que aumenta a cada ano.

A Imprensa Nacional-Casa da Moeda preserva e divulga o património literário português. Aqui encontramos, por exemplo, as obras completas de Almada Negreiros, José Régio, Vitorino Nemésio; ou a edição crítica de Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Camilo, Garrett; sínteses da cultura, ensaios, história, novos autores.

Uma rica e variada proposta editorial marcada desde sempre pela vertente institucional. Da Gazeta de Lisboa ao Diário da República, é nesta chancela de confiança que encontramos informação oficial e documentos fundamentais para o país.

Luís Caetano, Todas as Palavras, RTP 3, 23 / 7 / 2016

Veja a emissão completa aqui.

RAS

  por Cláudio Garrudo






Sabemos alguma coisa? Eu sei que me aborreço sem ti e sem o meu cavalete.
Maria Helena Vieira da Silva


Livro: Escrita Íntima,
Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes
— Correspondência 1932-1961

Imprensa Nacional-Casa da Moeda / Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva
2013, pág. 205


Apresentação do livro: Poesia Completa
Autor: Mário Dionísio
Local: Casa da Achada * (Lisboa)
Data: sábado — 16 de JULHO
Horário: 18:00 h
Entrada livre.

Poesia Completa  reúne cerca de 420 poemas escritos ao longo de quase 50 anos (entre 1936 e 1982).

A apresentação — que contará com a presença de Jorge Silva Melo, autor do prefácio a esta edição, e de Jorge Reis-Sá, diretor da nova Coleção PLURAL — incluirá ainda a leitura, por Inês Nogueira e Isabel Cardoso, de uma cuidada seleção de poemas extraídos de Le feu qui dort, um dos 3 livros que integram esta Poesia Completa e que, publicado originalmente em francês, se apresenta nesta edição pela primeira vez acompanhado da magnífica tradução inédita para português por Regina Guimarães.

Os poemas serão lidos em embas as línguas, em jeito de antecipação da própria experiência que se tem ao ler a poesia de Mário Díonísio nesta edição da Imprensa Nacional.

A apresentação de Poesia Completa de Mário Dionísio insere-se no programa «MÁRIO DIONÍSIO: os primeiros 100 anos», organizado pelo Centro Mário Dionísio por ocasião do Centenário do seu nascimento.


*  A Casa da Achada é a sede do Centro Mário Dionísio.Morada: Rua da Achada, n.ºs 11 r/c e 11B, na Mouraria (próximo da Praça da Figueira, da Rua da Madalena e da Praça Martim Moniz).
Inauguração da exposição «O Futuro - desenhos de moedas pelos alunos das escolas de Setúbal»
e
Apresentação do livro CARA OU COROA? Pequena história da moeda

Local: Museu do Dinheiro do banco de Portugal (Lisboa)
Data: quinta-feira - 14 de JULHO
Horário: 17:30h

A exposição  «O Futuro - desenhos de moedas pelos alunos das escolas de Setúbal» é o resultado do concurso promovido pela INCM em colaboração com a Câmara Municipal de Setúbal com vista a sensibilizar a população escolar dos 2.º e 3.º ciclos para a riqueza cultural, patrimonial e artística da moeda e para o colecionismo.

CARA OU COROA? Pequena História da Moeda é uma publicação dirigida ao público infantojuvenil, que explica o que é a moeda, como surgiu, como evoluiu e que formas foi assumindo ao longo do tempo, como se processa o seu fabrico, e até que ponto o seu valor depende intrinsecamente do princípio fundamental da confiança.



Uma excelente oportunidade para conhecer o recém-inaugurado Museu do Dinheiro, um espaço museológico de uma grande atualidade, que recorre à tecnologia multimédia para mostrar o acervo do Banco de Portugal numa experiêcia muito interativa. Na exposição estão incluídas 15 peças da coleção do Museu Casa da Moeda.

RAS
por Cláudio Garrudo






… um museu é sempre um espaço de viagem, na narrativa que se autoconstrói e que aos outros se oferece, em itinerário definido pelas obras que exibe e pelo contexto em que se inscreve a sua exposição…
António Filipe Pimentel



Livro: Obras em Reserva – O museu que não se vê
Imprensa Nacional-Casa da Moeda / Museu Nacional de Arte Antiga
2016, pág. 9



© texto: autores, MNAA e INCM; © imagem: Cláudio Garrudo
Fotografia com dispositivo móvel, INCM, Lisboa, 2016







por Jorge Reis-Sá


Na última «Edição Nacional» as palavras foram para Camilo. Mas terminaram dando conta do que nesta se ia dar conta: do verbo «colaborar».

Eu gosto muito de «colaborar». Agora, confesso. Dantes, os trabalhos de grupo maçavam-me. Embora saiba bem porquê: é difícil colaborar com quem está mais interessado no futebol ou nas meninas do que nas aulas. Lamento muito confirmar: eu era o interessado nas aulas. Felizmente, cresci. E se agora ainda gosto de colaborar, passei a ter muito mais interesse pelo jogo e pelo sexo oposto.

O que a Imprensa Nacional tem feito deixa-me, como português, orgulhoso. Até parece, quando escrevo estas palavras, que sou de elogio fácil. E sou. Mas só porque verdadeiro. Sou muito contra aqueles que criticam como desporto, que se detêm quando vão a dizer bem de algo porque «fica mal». Fica melhor dizer mal, bem sei. Mas e se nos deixarmos guiar pela verdade, não será melhor? Pela nossa, pelo menos.

E neste caso, alguém que me diga que a ideia não é boa. Em vez de termos editoras comerciais a fazerem preços absurdos aos museus nacionais (os preços podem ser absurdos, a necessidade e a liberdade de os fazer são inatacáveis) para editarem os catálogos e afins, temos a editora do Estado a trabalhar com eles, em parceria (gosto desta palavra, mesmo parecendo tirada do Compromisso Portugal), para nos trazer os melhores livros. Poderá «perder» dinheiro? Certamente. O museu paga menos? Certamente. Mas não é para isso que há uma Imprensa Nacional? Para complementar e servir o público com o que as outras não podem?

Colaborar é bom e eu gosto.

Título: Da Fotografia ao Azulejo
Autor: José Luis Mingote Calderón
192 páginas, com design de A. Cruz Design Studio, impressas nas oficinas da Imprensa-Nacional em 2016, para uma edição em parceria com o Museu Nacional de Soares dos Reis.



Paulo Pereira da Silva, CEO e Presidente do Conselho de Administração da Renova, inaugurou ontem, 6 de julho, o Seminário Permanente em Estudos Globais com a sua comunicação sobre «Indústrias e Criatividade na Era da Globalização».

Falou de como se gere uma marca global, de inovação de conceitos, de compreender as motivações dos cidadãos, da intervenção da arte nos aspetos mais recatados do quotidiano, de como se transforma um produto escondido no «papel mais sexy do mundo», um produto de design e tema do momento.

Com a criação do papel higiénico preto, o engenheiro físico especializado em mecânica quântica catapultou para o mundo uma antiga fábrica de papel de Torres Novas fundada em 1939, e transformou um produto «desinteressante» apesar de indispensável em caso de estudo numa das mais prestigiadas universidades europeias.

Paulo Pereira da Silva não fala de consumidores mas de cidadãos; e não fala de sucesso mas de desafios permanentes e da capacidade de aprender em rede. À pergunta repetidamente ouvida «Porquê?», passou a responder provocadoramente «Porque não?». E a frase tornou-se lema da empresa:

Why not?

Para quem não teve oportunidade de assistir ao vivo, aqui fica o registo em vídeo.


http://cidh-global.org/2016/07/06/paulo-pereira-da-silva-industrias-e-criatividade-na-era-da-globalizacao-desafios-e-oportunidades/


O Seminário Permanente em Estudos Globais é uma iniciativa com periodicidade mensal organizada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda e pela Universidade Aberta, através da Cátedra Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização (CIDH).

Após uma preve interrupção para férias letivas, o próximo Seminário terá lugar em setembro, com programa a anunciar.


RAS




A exposição internacional «Lusitânia Romana. Origem de dois povos / Lusitania Romana. Origen de dos pueblos» mudou-se do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) em Lisboa, onde esteve aberta até junho, para o Museo Arqueológico Nacional (MAN) em Madrid, onde estará patente de 1 de julho a 16 de outubro de 2016.

Esta notável mostra resulta de um projeto conjunto do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) português e do Museo Nacional de Arte Romano (MNAR ) de Mérida, sendo comissariada por três eminentes arqueólogos — António Carvalho, diretor do MNA, José María Álvarez Martínez, diretor do MNAR, e Carlos Fabião, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A intenção da exposição é dar a conhecer um conjunto de «tesouros» arqueológicos únicos, indeléveis testemunhos da civilização que existia na antiga província romana da Lusitânia, território criado há mais de dois mil anos que é património identitário comum a Portugal e Espanha, e talvez um dos menos conhecidos do ocidente romano.

«Lusitânia Romana. Origem de dois povos / Lusitania Romana. Origen de dos pueblos» é um caso exemplar de estreita cooperação e de parceria entre instituições públicas e privadas, partilhando recursos e ampliando o alcance dos programas, fidelizando e criando novos públicos, numa perspetiva de internacionalização do património cultural.

Está de parabéns o Museu Nacional de Arqueologia que deste modo reafirma a sua contemporaneidade, ultrapassando fronteiras e levando consigo a nossa História e os importantes acervos que conservamos, bem como a excelência da investigação científica que se realiza em Portugal.

A edição portuguesa do catálogo que acompanha a exposição, publicada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, encontra-se disponível aqui.




O comissário e diretor do Museu Nacional de Arqueologia, António Carvalho, recebendo um grupo de visitantes.
 






 









 

RAS

por Cláudio Garrudo








No distante ano de 1777, a coroa portuguesa emitiu um aviso oficial, assinado pelo Marquês de Pombal, que mandava guardar «huma moeda de cada cunho, e qualidade de metal, que se puderem ir achando, não só deste reino, mas geralmente de todas as partes do mundo.»


Livro: Cara ou coroa? Pequena história da moeda
Texto: Ricardo Henriques
Ilustração: Nicolau
Coleção Museu Casa da Moeda
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2016




Entre 30 de junho e 30 de agosto de 2016, decorre o prazo para entrega de candidaturas à 2.ª edição do prémio INCM / Vasco Graça Moura, a atribuir a trabalhos de ENSAIO inéditos na área das «Humanidades».


O Regulamento bem como e toda a informação necessária estão disponíveis AQUI.





Salgueiro Maia, uma das personagens de referência de Abril de 74, foi ontem condecorado postumamente, por ocasião do seu aniversário, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa referiu-o como «um símbolo daquilo que é o português, cá dentro e lá fora, na sua humildade, na sua simplicidade, na sua abnegação, na sua dedicação à pátria».

Salgueiro Maia, o Homem do Tanque da Liberdade (inserido no PNL 2015) é história deste capitão de
Abril contada aos mais jovens por José Jorge Letria numa bela prosa magnificamente ilustrada por António Jorge Gonçalves:

«Durante a viagem, lenta e tensa, rumo a Lisboa o silêncio é de chumbo entre os militares. Ninguém sabe o que os espera, que resistência poderão encontrar, que força poderão ser forçados a usar.

(...)

Corra mal ou bem a operação militar de que é um dos principais responsáveis, ele sabe que naquela noite está a fazer-se História. (...)

No fundo, o que ele deseja é que a guerra chegue ao fim, porque é injusta e sem sentido e porque é tempo de os rapazes da sua idade, sobretudo os que não quiseram ser militares como ele, poderem voltar à universidade para tirarem os seus cursos e terem vidas libertas de ansiedade e de sofrimento.

(...)


Ele sabe que há namoradas que há anos não veem aqueles que amam. Ele sabe que há milhares de jovens africanos da sua idade, e mais jovens ainda, que lutam na mata por uma independência que tarda a chegar. (…) Foi treinado para obedecer e para ser obedecido, para ser leal e disciplinado, mas agora o seu compromisso é com a mudança, é com a liberdade.


(…) Os seus homens estão dispostos a tudo, porque acreditam em quem os comanda (...).


O capitão era agora o homem de quem se falava, era o herói que as pessoas aplaudiam e felicitavam nas ruas. Mas ele, modesto e exigente como era, não gostava que o aplaudissem, que o vitoriassem. Achava que se tinha limitado a cumprir o seu dever em nome daquilo que entendia ser justo e não queria receber nenhuma recompensa especial. (…)


(…) havia um país novo para levantar das ruínas da tristeza. Estava cumprida a sua missão.»

Salgueiro Maia, o Homem do Tanque da Liberdade
Texto: José Jorge Letria
Ilustrações: António Jorge Gonçalves
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2014


Mais uma oportunidade para conhecer o «Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande».