Tal como em anos anteriores, escolho dez livros sobre os quais escrevi. Igual destaque mereciam duas obras nascidas nos jornais: as crónicas de Vasco Pulido Valente e as reportagens de Paulo Moura. No ensaio, a Assírio & Alvim deu continuidade à edição de um modernista essencial, Walter Benjamin, a Cavalo de Ferro traduziu as aulas de Cortázar, e a Relógio d’Água propôs o júbilo de Chesterton, a clareza de Orwell e os «Escombros» de Ferrante. E como não acrescentar as sinuosas memórias de Le Carré? Alguns ficcionistas estrangeiros (DeLillo, Oz, Llosa ou Barnes) continuam a beneficiar, e bem, de tradução quase imediata. Versões de poesia houve poucas, mas importantes, de Ovídio e Bashô a Rilke e Eliot, passando por «Eugénio Onéguin». É impossível referir todas as reedições recomendáveis, mas vale a pena chamar a atenção para projetos inventivos e garimpeiros como a E-Primatur.

Tudo o que Existe Louvará, Adélia Prado, Assírio & Alvim

Poesia, Eucanaã Ferraz, Imprensa Nacional-Casa da Moeda

Histórias Aquáticas, Joseph Conrad, Sistema Solar


Manual para Mulheres…, Lucia Berlin, Alfaguara


Artigos Portugueses, Miguel Tamen, Assírio & Alvim


Cartas Reencontradas, Pedro Eiras, Assírio & Alvim


Será que os Androides…, Philip K. Dick, Relógio d’Água


Um Copo de Cólera, Raudan Nassar, Companhia das Letras


Estrada Nacional, Rui Lage, Imprensa Nacional-Casa da Moeda


Obra Poética I, Ruy Cinatti, Assírio & Alvim


Pedro Mexia
in E | Expresso, de 23.12.2016



https://www.incm.pt/portal/loja_detalhe.jsp?codigo=103020                   




in E | Expresso, 03.12.2016


E os textos enchem-se de paisagens portuguesas e de versos portugueses, geralmente postos de pernas para o ar: o poema «ensina a estar em pé» em vez de ensinar «a cair», o «desejo absurdo de sofrer» passa a um «desejo absurdo de nenhum sofrer», e o «transforma-se o amador na cousa amada» assume contextos mais quotidianos, de modo que um «muda-se o amador» diz respeito a uma trivial mudança de casa. Sophia, Eugénio e Gastão são interlocutores constantes, como se a poesia brasileira e a portuguesa voltassem a ser íntimas, como foram num passado não muito distante.
(...)
A variedade de motivos usados faz de Eucanaã Ferraz o menos previsível dos poetas.
(...)
«O que serei de mim quando sair de cena/ o mágico? Que restará do encanto?/ Há de ficar a música de quando?/ Algum espinho? Um ás? O espanto?»

Pedro Mexia,
in E | Expresso, 03.12.2016
https://drive.google.com/open?id=0B1TJkxizP5WuMXczWUQ1MkljTEk

Eucanaã Ferraz
Poesia (1990-2016)
Coleção PLURAL
Imprensa Nacional-Casa da Moeda
2016
618 pp.







http://www.publico.pt/culturaipsilon/o-melhor-de-2016/livros

Poesia 1990-2016 de Eucanaã Ferraz é um dos 10 melhores livros de poesia publicados em 2016.

Reúne a obra de um grande poeta brasileiro que presta homenagem a Portugal, aos seus lugares e poetas. Poesia do lado do objecto, das coisas mais simples cuja fímbria ilumina ficando essa cintilação a reverberar no sujeito. No leitor e nas margens da letra. A porta aberta da geladeira de noite, torna presente o escuro. Uma mestria oficinal marca a sua obra, move-se na versatilidade da prosódia como quem dança.


Maria da Conceição Caleiro
in «Cultura Ípsilon», Público,

Um título inserido na nova coleção PLURAL.

A ler, aqui, a excelente entrevista que o poeta deu ao Público, aquando do lançamento.


http://sicmulher.sapo.pt/programas/faz-sentido/videos/2016-12-19-Top-5-Leituras-imperdiveis

SOU O LINCE-IBÉRICO, o Felino mais Ameçado do Mundo, com texto de Maria João Freitas e ilustrações de Nádia e Tiago Albuquerque, é a publicação infantojuvenil escolhida por João Paulo Sacadura, no programa «Faz Sentido» (SIC Mulher) de 19 de dezembro, como «leitura imperdível» para as férias de Natal.

Uma narrativa rigorosa e divertida que, associada a uma moeda comemorativa, é também um projeto solidário em favor do Fundo para a conservação da natureza.

Sou o Lince-Ibérico é o segundo de uma série de títulos educativos publicados pelo Museu Casa da Moeda em conjunto com a INCM e o Pato Lógico, com o apoio do Museu do Dinheiro e do ICNF.

Ver na rubrica «Leituras Imperdíveis» aqui (a partir dos 8 min 45 s).

http://sicmulher.sapo.pt/programas/faz-sentido/videos/2016-12-19-Top-5-de-musica   

Sou o Lince-Ibérico
Felino mais Ameaçado do Mundo

Maria João Freitas (texto)
Nádia e Tiago Albuquerque (ilustrações)
Museu Casa da Moeda / INCM / Pato Lógico
2016
48 pp.
(Inclui poster.)






SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão III: «O Boom Latino-Americano, Fenómeno Literário Global»
Orador: António Mega Ferreira
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Data: terça-feira - 20 de DEZEMBRO
Horário: 18:00 h


Na segunda metade do século XX, a literatura americana de expressão espanhola passou a merecer um interesse muito significativo por parte do público leitor em todo o mundo.

O início desse fenómeno literário, a que se convencionou chamar «boom latino-americano», foi assinalado pela publicação de obras hoje incontornáveis, como Pedro Páramo (1955) do mexicano Juan Rulfo, A Cidade e os Cães (1963), do peruano Mario Vargas Llosa, Rayuela - O Jogo do Mundo (1963), do argentino Julio Cortázar, Ninguém Escreve ao Coronel (1961) e Cem Anos de Solidão (1967), do colombiano Garcia Márquez.

E foi também graças a esta notoriedade de uma nova escrita emanada do sul do continente americano que se tornou também conhecida em todo o mundo a escrita de outros autores anteriores ainda, como o argentino Jorge Luis Borges, o cubano Alejo Carpentier, ou o uruguaio Juan Carlos Onetti. 


Será sobre esta escrita que António Mega Ferreira — autor, entre muitos outros, do título Viagens à Ficção Hispano-Americana — discorrerá nesta III Sessão do Seminário Permanente de Estudos Globais.




Entrada gratuita limitada à capacidade da sala.




O Essencial sobre Michel de Montaigne, de Clara Rocha, e Uma Admiração Pastoril pelo Diabo (Pessoa e Pascoaes), de António Feijó, foram distinguidos ex aequo com o Prémio Jacinto do Prado Coelho.

O Prémio Jacinto do Prado Coelho, no valor de 5000 euros, é atribuído pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, com o apoio da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), e destina-se a galardoar o mérito de uma obra de ensaio literário em língua portuguesa.


https://www.incm.pt/portal/loja_detalhe.jsp?codigo=102939Partindo do princípio de que não sabemos à partida quem somos, o autor dos Essais [Michel de Montaigne] está sobretudo interessado na particularidade de cada ser, na figura singular dum eu que não se pode comparar com nenhum outro. Diante da inconstância de tudo o que existe à face da terra, e ele próprio instável e diverso por temperamento, tem a consciência clara de que esse eu é tão difícil de apreender que nunca se esgota no gesto de o experimentar (essayer) ou explorar. E di‑lo por meio de um símile de extraordinária beleza, o da água que foge por entre as mãos (...)



https://www.incm.pt/portal/loja_detalhe.jsp?codigo=102768O momento crítico da vida de Pessoa é, como sabemos, o dia 8 de março de 1914. Nesse «dia triunfal», tal como o descreve na conhecida carta a Adolfo Casais Monteiro de janeiro de 1935 sobre a génese dos heterónimos, Pessoa aproximou‑se de uma cómoda e escreveu em pé, como escrevia sempre que podia, uma sequência de trinta e tal poemas. Abriu com o título O Guardador de Rebanhos e, quando concluiu a sequência, de imediato a assinou com o nome do autor dela, entretanto em si surgido, Alberto Caeiro. Desculpando‑se do absurdo da frase, Pessoa diz que aparecera em si o seu Mestre.
(...)
A mais incisiva descrição da génese dos heterónimos de Pessoa encontra‑se não na carta a Adolfo Casais Monteiro, mas nas Notas para a Recordação do Meu Mestre Caeiro, de Álvaro de Campos. Este texto admirável é a transcrição de várias intuições de Álvaro de Campos e do simpósio platónico que ele entreteve com Ricardo Reis, Alberto Caeiro, António Mora e Fernando Pessoa. Se, na carta a Adolfo Casais Monteiro, Pessoa descreve a génese em si das figuras dos heterónimos, as Notas de Campos descrevem o mesmo processo do ponto de vista deles, relatam como eles o encontraram a ele, Fernando Pessoa. E, de facto, ninguém poderá ter conhecido melhor Pessoa do que eles (no sentido em que, como pretende Teixeira de Pascoaes, ninguém conheceu Shakespeare como Hamlet). Numa das suas Notas, entretendo um outro paradoxo aparente, Álvaro de Campos diz que Fernando Pessoa «não existe, propriamente falando». E prossegue, contando o que teve lugar em 8 de março de 1914: Alberto Caeiro viera a Lisboa durante uma semana, Pessoa encontrou‑o nesse dia, e ouviu‑o ler o «Guardador de Rebanhos».







CONCERTO NA BIBLIOTECA — BEETHOVEN e MOZART
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada de Música de Câmara

Programa: Ludwig van Beethoven Serenata para Trio de Cordas, Op. 8
Wolfgang Amadeus Mozart Divertimento para Trio de Cordas, KV 563
Intérpretes:
Carlos Damas Violino
Andrei Ratnikov Viola
Jian Hong Violoncelo
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Data: quinta-feira - 15 de DEZEMBRO
Horário: 18:30 h
Entrada gratuita limitada à capacidade da sala.

A palavra Serenata reporta-nos a cenários de galanteio, poesia, canções entoadas com fervor sentimental por debaixo da janela da pessoa amada. Já a palavra Divertimento é mais abrangente. Associada à música, remete de imediato para um registo jocoso e de apreensão fácil. Porém, se recuarmos a finais do século XVIII, e em particular à cidade de Viena, ambas assumem conotações diferentes. Eram peças tocadas em situações de convívio informal, numa conjugação híbrida que combinava a antiga suíte barroca com os novos formatos de composição da época. Os grandes compositores acrescentaram-lhes ainda uma profundidade expressiva e uma complexidade técnica que lhes garantem hoje lugar de honra nas programações das salas de concerto. São disso exemplos a Serenata Op. 8 de Beethoven e o Divertimento KV 563 de Mozart, dois trios de cordas para ouvir com vagar.



Título: «GUILHERME PARENTE. VIDA E OBRA»
Autora: Ana Matos
Local: Galeria São Mamede
Rua da Escola Politécnica, 167 (Lisboa)
Data: quinta-feira, 15 dezembro
Horário: 19:00 h

Guilherme Parente é um pintor de «grande coerência estética» que utiliza «um discurso lírico de especial sensibilidade poética, onde a cor, os personagens e as paisagens imaginárias (...) nos transportam para uma realidade positiva e alegre.

O novo título da coleção Arte e Artistas parte de uma conversa informal e aberta entre dois amigos — o pintor e a galerista Ana Matos — acerca do percurso do homem e do artista, e inclui a reprodução de um grande número das suas criação plástica.

Uma edição conjunta da INCM e da Galeria São Mamede, que surge no contexto da exposição de pintura de Guilherme Parente que inaugura naquele espaço na mesma ocasião.

Um convite, um livro e uma exposição dirigidos a todos os amantes de pintura, muito especialmente aos seguidores do percurso artístico de Guilherme Parente.

CONVITE.

Título: Alexandre Serpa Pinto, o Sonhador da África Perdida
Autores: Luís Almeida Martins (texto) e Filipe Abranches (ilustrações)
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Edição: INCM—Pato Lógico
Local: Sociedade de Geografia de Lisboa
R. das Portas de Santo Antão, n.º 100
Data: quarta-feira, 14 de dezembro
Horário: 18:30 h

Chamava-se Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Já morreu há muitos anos (e, claro, nasceu ainda há mais). Quando ele viveu, Portugal era uma monarquia (...).

O avô do rapazinho, que ainda era vivo, tinha a teoria de que o contacto com a natureza no seu estado mais puro fazia parte da educação de uma criança. Arranjou por isso uma cabrinha e ensinou-a a dar de mamar ao neto quando este desse sinais de ter fome. A cabra chamava-se Cora (...).

Uma vez que sentia o apelo da vida aventurosa ao ar livre, meteu-se-lhe na cabeça que havia de ser militar e viver grandes aventuras.

(...)

Certo dia do final de 1876, quando tinha 30 anos e estava de novo em Lisboa e de volta à rotina da vida nos quartéis (já com o posto de major), Alexandre encontrou casualmente no Terreiro do Paço um antigo camarada, que lhe fez uma grande festa. No meio dos abraços (...), este contou-lhe que tinha ouvido dizer que estava a ser organizada uma grande expedição destinada a explorar o interior de África, entre as costas de Angola e de Moçambique. Alexandre nem precisou de ouvir mais (...).

E eis que, no dia 5 de maio de 1877, Alexandre [Serpa Pinto] e Hermenegildo [Capelo] embarcaram em Lisboa no vapor Zaire, rumo a Luanda. Que grande dia!
https://www.incm.pt/portal/loja_detalhe.jsp?codigo=103038


Título: Companhia Rey Colaço–Robles Monteiro
Autora: Joana d’Eça Leal
Coleção Biografias do Teatro Português — vol. 1
com coordenação científica de Maria João Brilhante e Ana Isabel Vasconcelos (CET, FL/UL)
Local: Teatro Nacional D. Maria II
Data: terça-feira, 13 de dezembro
Horário: 18:00 h

O teatro em Portugal tem um longo passado, rico em factos e figuras, cuja memória importa recuperar, preservar e divulgar.
A coleção Biografias do Teatro Português destina-se:

(...) a um público alargado que se interessa por aspetos vários da história do espetáculo teatral [apresentando] nomes relevantes de atores, atrizes, encenadores, companhias, diretores de cena, cenógrafos, empresários, dramaturgos, compositores, enfim, muitos dos profissionais que se distinguiram não só no palco, mas também na sociedade portuguesa dos séculos XIX e XX.

Joana d’Eça Leal, a autora deste primeiro volume, conta-nos a vida da companhia [Rey Colaço–Robles Monteiro] e dos muitos artistas que por lá passaram, apresenta-nos os elencos, recorda os reportórios , explica o modo de funcionamento da empresa, refere-se às dificuldades logísticas e financeiras, caracteriza as relações com o poder, oferecendo-nos um retrato aliciante do contexto social, cultural e estético de uma longa época.

A coleção BIOGRAFIAS DO TEATRO PORTUGUÊS é uma edição conjunta da Imprensa Nacional e dos teatros nacionais D. Maria II e São João, em formato de bolso, destinada ao grande público.

A apresentação insere-ne no âmbito da comemoração dos 20 anos da Livraria do Teatro Nacinoal D. Maria II.


Fotografias: Nuno Silva

por Tânia Pinto Ribeiro

Salão Nobre da INCM cheio, no dia da entrega do prémio da primeira edição do Prémio Inovação INCM, um galardão que visa recompensar ideias inovadoras para a criação de novos produtos e serviços que possam fazer parte da oferta da INCM ao mercado. De entre as 13 propostas «ricas e diversificadas» a concurso, no dizer de José Ramalho Fontes, que presidiu ao júri do prémio, foi encontrada a ideia vencedora no projeto «PAPEL SECRETO – UMA ABORDAGEM INOVADORA E DE BAIXO CUSTO», desenvolvida por Elvira Fortunato, Rodrigo Martins, Luís Pereira e Pedro Branquinha, do Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT/CEMOP) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNL), e por João Goes e João Pedro Oliveira, do Centro de Tecnologia e Sistemas (CTS) do Instituto UNINOVA. Uma ideia que visa «o desenvolvimento de sistemas eletrónicos utilizando tecnologia embebida e implementada em papel, visando o aumento da rastreabilidade e segurança de documentos».


Como critérios determinantes para a escolha do vencedor estavam os de «potencialidade do negócio do produto, dimensão da internacionalização da marca e, por fim, o contributo para a divulgação da marca», como explicou José Ramalho Fontes.

Além do prémio pecuniário no valor de 10 000 euros, o projeto PAPEL SECRETO – UMA ABORDAGEM INOVADORA E DE BAIXO CUSTO terá o seu desenvolvimento financiado no âmbito da rede de inovação colaborativa com as Universidades.

«Esta é uma iniciativa que deveria ser contagiada e passada para outras empresas», referiu a investigadora Elvira Fortunato, que deixou ainda um apelo: «Usem as universidades. As universidades e os centros de investigação têm uma riqueza tecnológica imensa que muitos de nós em Portugal desconhecem. Os investigadores, os professores e os alunos estão cá para ajudar as empresas».


O júri decidiu ainda premiar com 5 000 euros o projeto «Cunhagem de Moedas Total ou Parcialmente Transparentes», da autoria de Paulo Martins, do Instituto de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico (IST) uma ideia que tem por objetivo a «produção de moeda com materiais poliméricos, nomeadamente termoplásticos transparentes, para fins numismáticos, promocionais e de colecionismo» e que virá também a ser desenvolvida.

Ao projeto «Diminuição da colonização bacteriana em moeda metálica», que propõe «linhas de orientação para o desenho de moedas que permitam diminuir o número de bactérias na sua superfície», foi atribuída uma menção honrosa. Esta foi uma ideia desenvolvida pelos investigadores Carla Carvalho, do Instituto de Bioengenharia e Biociências do IST; Maria José Carvalho, Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; e Telmo Santos, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL.

Recorde-se que a INCM tem como missão criar, produzir e fornecer bens e serviços que exigem elevados padrões de segurança, focados no cliente e em soluções inovadoras e um dos seus valores é a inovação em rede. A INCM, como bem referiu Rui Carp, presidente do conselho de administração: «tem o atrevimento de experimentar novos produtos». Um valor que vai ao encontro da expectativa de Maria Manuel Leitão Marques, Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, que também fez questão de marcar presença neste evento, realçando que «hoje em dia, não basta que as empresas cumpram a lei; é necessário que sejam inovadoras». Porque a «inovação é uma condição de sobrevivência», concluiu Maria Manuel Leitão Marques.



Chamava-se Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Já morreu há muitos anos (e, claro, nasceu ainda há mais). Quando ele viveu, Portugal era uma monarquia (...).

O avô do rapazinho, que ainda era vivo, tinha a teoria de que o contacto com a natureza no seu estado mais puro fazia parte da educação de uma criança. Arranjou por isso uma cabrinha e ensinou-a a dar de mamar ao neto quando este desse sinais de ter fome. A cabra chamava-se Cora (...).


Uma vez que sentia o apelo da vida aventurosa ao ar livre, meteu-se-lhe na cabeça que havia de ser militar e viver grandes aventuras.

(...)

Certo dia do final de 1876, quando tinha 30 anos e estava de novo em Lisboa e de volta à rotina da vida nos quartéis (já com o posto de major), Alexandre encontrou casualmente no Terreiro do Paço um antigo camarada, que lhe fez uma grande festa. No meio dos abraços (...), este contou-lhe que tinha ouvido dizer que estava a ser organizada uma grande expedição destinada a explorar o interior de África, entre as costas de Angola e de Moçambique. Alexandre nem precisou de ouvir mais (...)

E eis que, no dia 5 de maio de 1877, Alexandre [Serpa Pinto] e Hermenegildo [Capelo] embarcaram em Lisboa no vapor Zaire, rumo a Luanda. Que grande dia!



O resto da história, podes lê-lo neste livro, que já está nas livrarias:

Alexandre Serpa Pinto
O SONHADOR
DA ÁFRICA PERDIDA
Texto: Luís Almeida Martins
Ilustrações: Filipe Abranches
INCM—Pato Lógico
2016


Boa aventura!


«Grandes Vidas Portuguesas — Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande.»
Uma edição INCM—Pato Lógico
por Cláudio Garrudo



 


Quando entrei na cadeia, o alquebrado velho queixava-se de dores do coração, e turvações de cabeça; parecia porém descuidado da morte. Frequentes vezes me disse esperava lhe anulassem no supremo tribunal o processo, para ele poder, ainda uma vez, falar aos jurados, e explicar-lhes, sem perigo de alguém, o que era em Portugal a moeda falsa.

Livro:
Camilo Castelo Branco
Memórias do Cárcere
Coleção Edição Crítica de Camilo Castelo Branco
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2016, pág. 85

© do texto: representantes dos autores e INCM; © das imagens: Cláudio Garrudo
Fotografia com dispositivo móvel, INCM, Lisboa, 2016