As «ESCOLHAS» de PEDRO MEXIA em 2016


Tal como em anos anteriores, escolho dez livros sobre os quais escrevi. Igual destaque mereciam duas obras nascidas nos jornais: as crónicas de Vasco Pulido Valente e as reportagens de Paulo Moura. No ensaio, a Assírio & Alvim deu continuidade à edição de um modernista essencial, Walter Benjamin, a Cavalo de Ferro traduziu as aulas de Cortázar, e a Relógio d’Água propôs o júbilo de Chesterton, a clareza de Orwell e os «Escombros» de Ferrante. E como não acrescentar as sinuosas memórias de Le Carré? Alguns ficcionistas estrangeiros (DeLillo, Oz, Llosa ou Barnes) continuam a beneficiar, e bem, de tradução quase imediata. Versões de poesia houve poucas, mas importantes, de Ovídio e Bashô a Rilke e Eliot, passando por «Eugénio Onéguin». É impossível referir todas as reedições recomendáveis, mas vale a pena chamar a atenção para projetos inventivos e garimpeiros como a E-Primatur.

Tudo o que Existe Louvará, Adélia Prado, Assírio & Alvim

Poesia, Eucanaã Ferraz, Imprensa Nacional-Casa da Moeda

Histórias Aquáticas, Joseph Conrad, Sistema Solar


Manual para Mulheres…, Lucia Berlin, Alfaguara


Artigos Portugueses, Miguel Tamen, Assírio & Alvim


Cartas Reencontradas, Pedro Eiras, Assírio & Alvim


Será que os Androides…, Philip K. Dick, Relógio d’Água


Um Copo de Cólera, Raudan Nassar, Companhia das Letras


Estrada Nacional, Rui Lage, Imprensa Nacional-Casa da Moeda


Obra Poética I, Ruy Cinatti, Assírio & Alvim


Pedro Mexia
in E | Expresso, de 23.12.2016



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