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«PAPEL SECRETO» vence PRÉMIO de INOVAÇÃO INCM 2016

Fotografias: Nuno Silva

por Tânia Pinto Ribeiro

Salão Nobre da INCM cheio, no dia da entrega do prémio da primeira edição do Prémio Inovação INCM, um galardão que visa recompensar ideias inovadoras para a criação de novos produtos e serviços que possam fazer parte da oferta da INCM ao mercado. De entre as 13 propostas «ricas e diversificadas» a concurso, no dizer de José Ramalho Fontes, que presidiu ao júri do prémio, foi encontrada a ideia vencedora no projeto «PAPEL SECRETO – UMA ABORDAGEM INOVADORA E DE BAIXO CUSTO», desenvolvida por Elvira Fortunato, Rodrigo Martins, Luís Pereira e Pedro Branquinha, do Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT/CEMOP) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNL), e por João Goes e João Pedro Oliveira, do Centro de Tecnologia e Sistemas (CTS) do Instituto UNINOVA. Uma ideia que visa «o desenvolvimento de sistemas eletrónicos utilizando tecnologia embebida e implementada em papel, visando o aumento da rastreabilidade e segurança de documentos».


Como critérios determinantes para a escolha do vencedor estavam os de «potencialidade do negócio do produto, dimensão da internacionalização da marca e, por fim, o contributo para a divulgação da marca», como explicou José Ramalho Fontes.

Além do prémio pecuniário no valor de 10 000 euros, o projeto PAPEL SECRETO – UMA ABORDAGEM INOVADORA E DE BAIXO CUSTO terá o seu desenvolvimento financiado no âmbito da rede de inovação colaborativa com as Universidades.

«Esta é uma iniciativa que deveria ser contagiada e passada para outras empresas», referiu a investigadora Elvira Fortunato, que deixou ainda um apelo: «Usem as universidades. As universidades e os centros de investigação têm uma riqueza tecnológica imensa que muitos de nós em Portugal desconhecem. Os investigadores, os professores e os alunos estão cá para ajudar as empresas».


O júri decidiu ainda premiar com 5 000 euros o projeto «Cunhagem de Moedas Total ou Parcialmente Transparentes», da autoria de Paulo Martins, do Instituto de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico (IST) uma ideia que tem por objetivo a «produção de moeda com materiais poliméricos, nomeadamente termoplásticos transparentes, para fins numismáticos, promocionais e de colecionismo» e que virá também a ser desenvolvida.

Ao projeto «Diminuição da colonização bacteriana em moeda metálica», que propõe «linhas de orientação para o desenho de moedas que permitam diminuir o número de bactérias na sua superfície», foi atribuída uma menção honrosa. Esta foi uma ideia desenvolvida pelos investigadores Carla Carvalho, do Instituto de Bioengenharia e Biociências do IST; Maria José Carvalho, Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; e Telmo Santos, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL.

Recorde-se que a INCM tem como missão criar, produzir e fornecer bens e serviços que exigem elevados padrões de segurança, focados no cliente e em soluções inovadoras e um dos seus valores é a inovação em rede. A INCM, como bem referiu Rui Carp, presidente do conselho de administração: «tem o atrevimento de experimentar novos produtos». Um valor que vai ao encontro da expectativa de Maria Manuel Leitão Marques, Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, que também fez questão de marcar presença neste evento, realçando que «hoje em dia, não basta que as empresas cumpram a lei; é necessário que sejam inovadoras». Porque a «inovação é uma condição de sobrevivência», concluiu Maria Manuel Leitão Marques.


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