17-02-2017 - Ópera «LA SERVA PADRONA» de Pergolesi, nas Oficinas Gráficas da Imprensa Nacional



LA SERVA PADRONA
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada de Música de Câmara

Programa:
G. F. Händel Concerto Grosso em Lá Maior, Op. 6/11, HWV 329
G. B. Pergolesi La serva padrona, Intermezzo em dois atos
Intérpretes:
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Solistas: Jorge Vaz de Carvalho (Uberto), Sara Afonso (Serpina), Miguel Martins (Vespone)
Direção cénica e vocal: Jorge Vaz de Carvalho
Direção musical: Ana Pereira
Local: Oficina Gráfica da Imprensa Nacional
Data: sexta-feira, 17 fevereiro 2017
Horário: 18:00 h
Entrada livre, condicionada à capacidade do espaço.


LA SERVA PADRONA é um célebre Intermezzo cómico de Giovanni Battista Pergolesi, com libretto de Gennaro Antonio Federico, que foi apresentado pela primeira vez no Teatro S. Bartolomeo em Nápoles, a 28 de agosto de 1733.

No teatro italiano, a dupla do «servo astucioso» e do seu «amo» são personagens cómicas que remontam às comédias da Roma antiga, que seguiam por sua vez os modelos gregos. Muitos séculos mais tarde, dentro do teatro musical, as personagens cómicas passariam a ter apenas pequenos papéis nas óperas sérias. No entanto, graças ao número crescente de apreciadores do género cómico e das suas figuras, com o tempo estes ganharam o direito a um espaço especial no intervalo entre os atos das óperas, o chamado intermezzo comico. A qualidade da música e das árias não era o essencial, e portanto a encenação e o argumento também eram muito básicos, quando não mesmo inexistentes. Grande parte do sucesso destas apresentações dependia sobretudo da verve dos intérpretes que eram simultaneamente cantores e atores.

Pela primeira vez, as personagens cómicas eram cuidadosamente caracterizadas, graças a uma história elaborada, a diálogos vivos e a uma boa música. Em termos de opera, isto significava que as árias e os recitativos estavam organizados e equilibrados de forma a promover a psicologia e o realismo das personagens.
La serva padrona é uma espécie de apólogo ou fábula moral sobre a proverbial argúcia feminina que permite às mulheres obter o melhor dos homens. Nesta história, a serva convence o seu amo a desposá-la. No entanto, ela está genuinamente enamorada daquele homem, o que atenua significativamente o cinismo subjacente à intriga.

O sucesso de La serva padrona foi extraordinário, e imediatamente se popularizou. E num inesperado golpe do destino, a opera, de que começou por ser apenas um simples intermezzo, caiu no esquecimento total. E, inversamente, La serva padrona teve um destino glorioso. Apresentada em França apenas 20 anos depois da sua estreia em Itália, surgiu ainda como uma tal novidade que incendiou o debate na chamada querelle des bouffons. Durante muito tempo, os adeptos da ópera tradicional opuseram-se aos seguidores do Iluminismo, que estavam a favor da ópera italiana pela sua vivacidade, pela linguagem musical, pelos argumentos e pela ironia que a aproximavam da vida real e da natureza humana em geral.




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