Jóias exclusivas para pessoas viciadas em livros


O papel pode ser muitas coisas: o portador de um texto, de uma ilustração, de um momento importante na história, mas também de uma emoção.
Fonte: littlefly.co.uk




Quando o designer britânico Jeremy May quis oferecer à mulher uma peça de joalharia diferente para celebrar as suas «bodas de papel», no primeiro aniversário do seu casamento, teve a ideia de fazer de um livro uma peça de joelharia em papel laminado.

Passados dois anos e com a técnica já aprimorada, Jeremy May passou a aceitar encomendas: os seus clientes dizem-lhe qual é o título que gostariam de ver transformado, e o designer vai procurar uma edição viável em feiras e alfarrabistas. Por «viável» entenda-se suficientemente volumosa para servir de guarda-joias, e preferencialmente antiga mas ainda em bom estado. Os sinais de uso são aproveitados para acrescentar mais uma camada de história à obra publicada pelo próprio autor.

Nunca repetindo designs anteriores, Jeremy May inspira-se no livro sugerido para fazer cada peça pela própria mão. Começa por escolher as folhas e escavar minuciosamente o miolo do livro, com a ajuda de um bisturi, de forma a deixar em negativo o espaço que irá albergar a peça quando finalizada.

Complementando o papel recortado com papel colorido, cada folha é colada individualmente para tornar a peça estável. Ao fim de uma semana a cola está seca e suficientemente dura para permitir ao artista aperfeiçoar a força e refinar os contornos. Após várias camadas de verniz, a peça adquire um aspeto que dão um acabamento brilhante e liso.

Sob a marca Littlefly, que criou especificamente para este conceito, Jeremy demora cerca de 8 semanas a executar cada peça, produzindo em média 100 peças por ano.

Muitas das suas joias encontram-se expostas em galerias do Reino Unido, Alemanha, Rússia e Japão.

Quando se trabalha com livros, nunca se fica sem ideias; tem-se sempre novas histórias, e com elas vêm os novos designs.




Imagens: www.thisiscolossal.com
MB




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