Rui Lage ganha Prémio Ruy Belo / 2018 com «Estrada Nacional»



A edição de 2016 Estrada Nacional, da coleção «Plural», recebeu mais um prémio a acrescer ao Prémio Literário Fundação Inês de Castro, recebido em 2016!

O Prémio Ruy Belo / 2018 é destinado a galardoar uma obra poética publicada no biénio 2016/2017, com um júri composto por José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores, Liberto Cruz, da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e Ricardo António Alves, em representação da Câmara Municipal de Sintra.
uma poética de acentuado rigor formal, dotada de uma cosmovisão própria, em que tradição, humor e experiência inovadora se enlaçam de forma notável
salientam os júris.

Ao Prémio Literário Ruy Belo concorreram 73 títulos de autores angolanos, brasileiros, caboverdianos e portugueses.

Estrada Nacional é uma viagem com partida e regresso pelo mundo rural, o itinerário definido poema a poema, estrada a estrada, através das representações do olhar de Rui Lage.

Toda a viagem
Toda a viagem é diversão
da extensão
que nos separa da terra natal.
Toda a viagem nos dá pequena vantagem
sobre os passos da infância.
Passos sem alcance ou direcção,
sem arbítrio e sem decisão,
passos venturosos, desencaminhados,
dados
entre pavões jocosos e repuxos de cristal.
Toda a viagem é inversão de marcha.

Rui Lage
Nasceu no Porto, em 1975. É autor de poesia, ensaio, crítica literária, artigos científicos, teatro e ficção para a infância. Traduziu poesia e prosa de Paul Auster, Pablo Neruda e Samuel Beckett, entre outros. Com Jorge Reis-Sá, foi responsável pela organização de Poemas Portugueses: Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI (Porto Editora, 2009). É doutorado em Literaturas e Culturas Românicas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Estrada Nacional encerra o ciclo de poesia do autor centrada no mundo rural, que teve início em Berçário (2004) e do qual fazem parte Corvo (2008), Um Arraial Português (2011) e Rio Torto (2014).

A Coleção Plural foi criada em 1982 por Vasco Graça Moura, e renasceu em 2015 como espaço dedicado especificamente à poesia do grande universo da língua portuguesa — espaço de liberdade,
espaço de literatura, espaço de difusão, espaço de pluralidade.



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