Se fosse vivo, Albert Camus completaria hoje 105 anos




Aprendemos à nossa custa que, contrariamente ao que por vezes pensamos, o espírito nada pode contra a espada, mas também que o espírito unido à espada sempre vence a espada que se ergue em prol de si mesma.

In Cartas a um Amigo Alemão

Albert Camus nasceu na Argélia a 7 de novembro de 1913. Foi, aos 44 anos de idade, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura. Morreu três anos depois, a 4 de janeiro de 1960, na sequência de um acidente de viação, em França.

Apesar do desaparecimento precoce, Albert Camus é tido como um dos principais nomes da literatura francesa e mundial do século XX.

Escreveu peças de teatro, romances, poemas e ensaios. Foi também jornalista. Fundou, durante a Segunda Guerra Mundial, um jornal clandestino, Le Combat, editado pela Resistência Francesa.

Entre as suas obras mais conhecidas estão O Estrangeiro (o seu best seller absoluto, traduzido em 40 línguas e com cerca de oito milhões de cópias vendidas), escrito em 1942, A Peste, de 1947, A Queda, de 1956, o Homem Revoltado, de 1951, e o O Mito de Sísifo, de 1941, ensaio onde Camus expõe a sua filosofia do absurdo, tentando demonstrar que todo o esforço humano (representado na figura mítica de Sísifo), é inútil.

Por ocasião do centenário do seu nascimento, em 2013, a Imprensa Nacional dedicou-lhe um Essencial sobre… de autoria de António Mega Ferreira. Na contracapa pode ler-se o seguinte:

«Para muitos, Albert Camus foi, em meados do século passado, o paladino de uma terceira via entre o fascismo e o comunismo: nas suas obras proclamava a liberdade como valor supremo do homem.

Avesso aos maniqueísmos dominantes, enunciou o princípio fundamental da sua ética, que é a fidelidade a um dever moral: «Acredito na justiça, mas, se fosse preciso, defenderia a minha mãe contra a justiça.»

A sua intransigência consolidou a imagem de uma solitária austeridade, que no entanto contrastava com a sua constante reivindicação do direito à felicidade e à alegria.»



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