Artistas Unidos trazem à Biblioteca da Imprensa Nacional a poesia de um dos maiores românticos nacionais: Almeida Garrett



Jorge Silva Melo e os Artistas Unidos regressam à Biblioteca da Imprensa Nacional já no próximo dia 21 de janeiro, segunda-feira, pelas 18h30.

A primeira leitura do ano na Sala da Biblioteca da Imprensa Nacional será dedicada aos poemas de um dos maiores românticos nacionais: Almeida Garrett.

Figura nuclear no âmbito literário português, escreveu, por exemplo, Frei Luís de Sousa, Viagens Na Minha Terra ou Folhas Caídas – obras que muito provavelmente fazem ou fizeram parte da sua biblioteca.

E se Garrett teve um papel determinante para a literatura nacional, também o teve para outras artes. Muito concretamente para o Teatro. Garrett está na génese do Conservatório Nacional, do Teatro Nacional Dona Maria II, e foi também um dramaturgo.

«Garrett encerrava em si, às vezes, comportamentos muito teatrais. Vivia muito o teatro. Diz algures, num texto ainda da juventude, que quando imaginava uma ficção, uma história, a via realizada teatralmente. «Eu converto em teatro qualquer situação para mim espicaçante.» Ele diz isto. No teatro, Garrett combateu claramente os estereótipos em prol de uma realização, por parte dos atores, mais natural, mais próxima do que era a prática social. Como orientador do Conservatório e como Inspetor-geral dos Teatros lutou para que o Teatro se aproximasse da vida, para que falasse pelos temas e pelas formas ao espectador coetâneo. (…) Há textos muito interessantes, que constam do espólio. Há, por exemplo, o manuscrito de O Cativo de Fez, de Silva Abranches — uma peça muito retórica, escrita em tiradas que não convenciam ninguém, que não se aproximava da linguagem comum e que não agradava a Garrett — para a qual propôs correções. São muito interessantes todos esses textos onde Garrett, no fundo, faz censura teatral. (...) Garrett fazia-o para melhorar o texto de teatro, valorizando muito o espetáculo. Porque, efetivamente, o teatro permite a conjugação de vários tipos de linguagem. Desde a montagem do cenário, à movimentação cénica, aos gestos, ao tom de voz, etc. O papel de Garrett como militante e educador de público e autores foi precisamente nesse sentido. »

Ofélia Paiva Monteiro (m. 2018),
coordenadora das Edições  Críticas da Obra de Almeida Garrett 
da Imprensa Nacional, em entrevista ao PRELO.

Promete a primeira sessão do ano dos Artistas Unidos na Biblioteca da Imprensa Nacional!

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