Vergílio Ferreira desapareceu há 23 anos

 Capas primeiras edições Vergílio Ferreira



Vergílio Ferreira nasceu em Melo, serra da Estrela, a 28 de janeiro de 1916 e morreu, em Lisboa, a 1 de março de 1996. Tinha 80 anos.

Vergílio Ferreira entrou no Seminário do Fundão, em 1926, cuja experiência negativa, é narrada no romance Manhã Submersa

Vergílio Ferreira concluiu depois o curso dos liceus na Guarda, em 1935. Na Universidade de Coimbra licenciou-se em Filologia Clássica em 1940. 


Dedicou‑se, desde logo, ao ensino secundário, profissão que manteve ao longo de toda a sua vida. 


Deu aulas em Faro, Bragança, Évora (onde decorre a acção de Aparição) e no Liceu Camões, Lisboa.


Além de professor, Vergílio Ferreira foi também escritor e autor de uma das obras ficcionais mais importantes e singulares do século XX português. Foi ainda um notável ensaísta e diarista e Prémio Camões em 1992. Tem hoje um agrupamento de escolas (em Lisboa), uma Biblioteca (em Gouveia) e um Prémio Literário (instituído pela Universidade de Évora) que levam o seu nome.


A Imprensa Nacional dedicou-lhe um «Essencial sobre…», de autoria de Helder Godinho,  uma Agenda no ano do centenário do seu nascimento (de onde se extraiu o conjunto de todas as capas das primeiras edições de Vergílio Ferreira, na imagem) e o estudo A Palavra Submersa. Silêncio e Produção de Sentido em Vergílio Ferreira, de Isabel Cristina Rodrigues, obra que recebeu o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho/APE/C.M. Vila Nova de Famalicão, em 2016.


A Palavra Submersa  trata «com uma vasta e rica fundamentação teorética e crítica, tanto quanto possível multidisciplinar, sem, no entanto, se afastar da área específica dos estudos literários, temas relevantes na obra literária de Vergílio Ferreira: o caminho que vai da palavra ao silêncio; o silêncio como comunicação e suas aporias; a arte do silêncio; a comunhão, expressão máxima da comunicação, contraposta à incomunicabilidade; a palavra exteriorizada e a palavra interior; a palavra monologante e o diálogo; o silêncio como metáfora; o constante problema vergiliano da relação do homem com Deus ou com os deuses.»


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