António Vieira, um agitador no auge do absolutismo



«[…] o livro é um mudo que fala, um surdo que responde; um cego que guia; um morto que vive; e não tendo acção em si mesmo, move os ânimos, e causa grandes efeitos.»
In Sermão de Nossa Senhora de Penha de França

António Vieira, missionário e jesuíta português, filósofo, orador, diplomata, visionário, autor de «A Chave dos Profetas» e célebre pelos sermões antidogmáticos nasceu a 06 de fevereiro de 1608, na Rua dos Cónegos, paredes meias com a Sé de Lisboa, vindo a falecer no dia de hoje, em 1697, em Salvador, no Brasil.

Militou pela proteção dos índios e defendeu judeus, sustentando a  ideia de que não se devia distinguir os cristãos novos (judeus convertidos e perseguidos pela Inquisição) dos cristãos velhos (católicos tradicionais). Debateu-se ainda pela abolição da escravatura. Também ele foi perseguido pela Inquisição, à qual  se opôs.


Ao defender as profecias de Gonçalo Annes Bandarra, sapateiro e poeta popular do século XVI, foi condenado e preso entre 1665 e 1667. Já em liberdade, obtém do Papa o perdão da sua sentença e regressa ao Brasil, onde morre a 18 de julho de 1687, aos 89 anos.

O Padre António Vieira escreveu cartas, sermões, obras proféticas e escritos políticos.




A maioria dos seus 204 sermões — o Sermão de Santo António aos Peixes será o mais conhecido — foram publicados pela primeira vez em Lisboa entre 1679 e 1748.

A Imprensa Nacional publicou algumas das suas obras: Sermões (2 volumes), as Cartas de Padre António Vieira (3 Volumes), a Representação Perante o Tribunal do Santo Ofício...

Publicou também O Essencial sobre o Padre António Vieira, de Aníbal Pinto Castro, e dedicou-lhe vários estudos,  entre eles: A Sedução da Palavra: Os Sermões, com prefácio de Arnaldo do Espírito Santo e Pensamento e Ação: O Quinto Império, prefaciado por Ana Paula Banza. De autoria de Paulo Alexandre Esteves Borges, a Imprensa Nacional dedicou ainda a António Vieira a obra A Plenificação da História em Padre António Vieira - Estudo sobre a Ideia de Quinto Império na Defesa Perante o Tribunal do Santo Ofício.

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