Saga d'Ouro | Aurélio Furdela




Saga d'Ouro, do escritor Aurélio Furdela, foi a obra distinguida com o Prémio IN/Eugénio Lisboa 2018, um prémio que seleciona trabalhos inéditos de grande qualidade no domínio da prosa literária apresentados por cidadãos moçambicanos ou  por cidadãos estrangeiros a residir em Moçambique há pelo menos dez anos.

Saga d'Ouro remete-nos enquanto leitores para universos e memórias da cultura africana e do colonialismo.Através de uma escrita forte e por vezes chocante,o autor reconstrói a figura de um chefe como antiherói, cruel, fraco, ameaçado e, possivelmente, o causador da desgraça que grassa no Estado do Mwenemutapa...


«(...) Saga d'Ouro acaba se filiando a uma tradição da literatura moçambicana que reflete, desde sempre, sobre as mesmas formas despóticas, parasitárias e autoritárias de se desempenhar o poder político. (...)»
In Introdução

Sobre o Autor

Aurélio Furdela é escritor, dramaturgo, guionista e letrista. Estreou-se, em 2003, com livro, De Medo Morreu o Susto, a que se seguiram Gatsi Lucere, O Golo que Meteu o Árbitro e As Hienas também Sorriem. Está representado nas antologias Lusôfonia La Nueva Narrativa in Língua Portoghese, com o conto «Da Mocidade à Velhice de Lacrina», traduzido para italiano, e A Minha Maputo, com o conto «Um Homem com 33 Andares na Cabeça», igualmente inserido na revista brasileira «Macondo».

Como dramaturgo, escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico Cena Aberta, da Rádio Moçambique, nas quais se destaca «Gatsi Lucere», publicada posteriormente em livro pela AMOLP (2005). Autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’weti em Moçambique. Como letrista, salienta-se da sua lavra a autoria da canção oficial da X Edição do Festival Nacional de Cultura – 2018. Distinguido com Prémio Revelação de Literatura AEMO/Instituto Camões (2003); Prémio Revelação de Texto Dramático AMOLP/Instituto Camões (2003); Prémio Revelação da Revista TVZINE (2003); Prélimio Nacional de Texto Dramático sobre HIV (2003) promovido pelo Ministério da Cultura, e Prémio Literário 10 de Novembro (2017), instituído em homenagem à cidade de Maputo. É licenciado em História, pela Universidade Eduardo Mondlane.

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