Concerto | Beethoven e Vianna da Motta | Solistas da Metropolitana




Esta quinta-feira, 05 de dezembro, pelas 18:30, na Biblioteca da Imprensa Nacional:

Ana Pereira, violino
José Teixeira, violino
Joana Cipriano, viola
Ana Cláudia Serrão, violoncelo

tocam:

J. Vianna da Motta 2.º andamento do Quarteto de Cordas N.º 2, Cenas da Montanha

L. v. Beethoven Quarteto de Cordas N.º 15, Op. 132


A maior parte deste programa é preenchida por um dos quartetos de cordas que Ludwig van Beethoven compôs no final da vida. Muitos melómanos não hesitam em distinguir essas obras entre os feitos mais sublimes da História da Cultura e das Artes. Com efeito, mais do que o epitáfio de uma grande carreira, são fruto de uma exaltação criativa que rompeu caminhos para serem desbravados por gerações futuras – basta lembrar a Grande Fuga, que Stravinsky catalogou como «música contemporânea que permanecerá contemporânea para sempre». Mas surpreendem também alguns momentos de profunda abnegação espiritual, como a meio do Op. 132. Acontece que a composição deste quarteto foi interrompida por um período de doença que debilitou gravemente o compositor. Uma vez recuperado, acrescentou então aos quatro andamentos inicialmente previstos essa peça que intitulou «Cântico sagrado de agradecimento de um convalescente à divindade». Esta é uma faceta de Beethoven menos conhecida do grande público e que, por essa razão, vale a pena aqui realçar.
Em jeito de preâmbulo, temos ainda a oportunidade de aqui escutar o Quarteto de Cordas N.º 2 de José Vianna da Motta, o compositor português que, ainda no século XIX, mais foi influenciado por essa mesma tradição germânica. Vianna da Motta havia-se instalado em Berlim em 1882, com catorze anos de idade. Apesar de ter sido, acima de tudo, um pianista de prestígio internacional, compôs um importante número de obras onde, nalguns casos, buscou explicitamente uma identidade musical portuguesa – o exemplo mais emblemático é a Sinfonia À Pátria, composta um ano antes, em 1894. Neste quarteto, a afinidade com o estilo clássico de Beethoven encontra-se, sobretudo, no primeiro andamento, cujas páginas se julgaram perdidas durante muito tempo. Foram descobertas em 1998 no espólio de Bernardo Moreira de Sá, o violinista portuense cujo Quarteto estreou a obra em novembro de 1895.

in www.metropolitana.pt



A ENTRADA LIVRE
BIBLIOTECA DA
IMPRENSA NACIONAL
R. DA ESCOLA POLITÉCNICA, 135
1250-100

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