Concerto | Telemann e Seixas, Flauta e Tecla | 9 de janeiro | Solistas da Metropolitana




Começamos o ano com música! Já na próxima quinta-feira, 9 de janeiro, pelas 18h30, na Biblioteca da Imprensa Nacional, os solistas da Metropolitana Nuno Inácio, flauta e Marcos Magalhães, cravo, tocam :


G. P. Telemann Sonata para Flauta em Fá Menor, TWV 41:f1
O Fiel Mestre da Música

Carlos Seixas Sonata para Cravo N.º 16, em Dó Menor

G. P. Telemann Sonata para Flauta em Lá Menor, TWV 41:a3
O Fiel Mestre da Música

Carlos Seixas Sonata para Cravo N.º 45, em Sol Maior

Carlos Seixas Sonata para Cravo N.º 46, em Sol Maior

G. P. Telemann Suíte em Sol Menor, TWV 41:g4
O Fiel Mestre da Música

Na primeira metade do século XVIII, eram comuns no universo dos principados germânicos as publicações periódicas destinadas às famílias mais ilustradas e com recursos. A primeira exclusivamente dedicada à disciplina musical apareceu em 1728 e intitulava-se O fiel mestre de música. Foi iniciativa de Georg Phillipp Telemann e tinha o duplo propósito de servir como recurso didático para músicos amadores e facultar repertório de configurações diversas para ser tocado nos salões de convivência privados.
Durante aproximadamente um ano foram impressos 25 números com curtas peças vocais e instrumentais assinadas por vários compositores, entre eles o próprio Telemann, autor de duas sonatas e da suíte interpretadas neste programa, na flauta e no cravo. Alternam aqui com três outras sonatas, mas essas escritas para tecla e por um compositor português. Natural de Coimbra, Carlos Seixas instalara-se poucos anos antes em Lisboa e, para lá da proeminência da figura de Domenico Scarlatti, encantou os salões das casas nobres tituladas por D. João V. As suas obras tiveram, no entanto, de esperar até às décadas de 1930 e 1940 para serem conhecidas do grande público, quando o cravista e musicólogo Santiago Kastner as transcreveu e publicou. São largas dezenas de partituras com níveis de exigência técnica variáveis, conforme se destinavam a alunos ou a si próprio, na qualidade de intérprete. O virtuosismo das que são aqui lembradas deixam adivinhar que se trataria do segundo caso.

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