Tendo por base os livros da icónica coleção «O Essencial sobre...» este programa, da responsabilidade da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, em parceria com a rádio pública, Antena 2, pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).




Esta edição, em formato exclusivamente digital, constituída por 10 pequenos volumes, é uma breve síntese adaptada a partir da obra Indústria, Arte e Letras.250 Anos da Imprensa Nacional, da autoria de Maria Inês Queiroz, Inês José e Diogo Ferreira, publicada pela Imprensa Nacional em 2019, com design da fba.

Este 3.º volume dá conta da «Era Dourada» da Imprensa Nacional, um periodo que se iniciou nos anos Quarenta do século XIX.

Na década de 1840, a Imprensa Nacional iniciou o ciclo de maior desenvolvimento técnico e artístico de todo o século xix, colocando-se ao nível das suas congéneres europeias. A partir desta altura, promoveram-se missões de estudo e de especialização que permitiram melhorar a qualidade técnica e artística, diversificar e aumentar a produção, introduziram-se os primeiros equipamentos de fundição mecânica e impressão a vapor, renovou-se a litografia e diversificou-se a produção. A partir da segunda metade de oitocentos, beneficiando do espírito da Regeneração e refletindo a melhoria do ensino e a aceleração da modernização tecnológica, foi altura de reorganizar oficinas e introduzir novas técnicas gráficas.

in 250 anos da Imprensa Nacional. Uma Breve História

Pode lê-lo e descarregá-lo gratuitamente aqui


A Sala Luís de Camões da exposição portuguesa no Rio de Janeiro, onde foram expostos os trabalhos da Imprensa Nacional. O Occidente: Revista Ilustrada de Portugal e do Estrangeiro, n.º 44, de 15 de outubro de 1879, p. 56, Hemeroteca Municipal de Lisboa. Imagem publicada na Agenda INCM 2018.


Fábrica de livros, casa das artes, guardiã das leis, a Imprensa Nacional está há mais de 250 anos ao serviço da Cultura. A história da sua editora pública confunde-se com a história do seu país. O que sabe sobre ela? Preparámos mais um quizz para si. Boa sorte. Aprenda e divirta-se, sem sair de casa.




Prova de trabalho executado na escola tipográfica da Imprensa Nacional em 1952.

A reabertura das escolas profissionais da Imprensa Nacional em 1946-46, encerradas desde 1934, abriu caminho à renovação do ensino, adequando-o às transformações do pós-guerra.

Em 28 de julho de 1947 iniciou-se um ciclo de aulas de português e francês destinado aos aprendizes de composição para aprendizagem da escrita gramatical e melhoria da sua capacidade técnica. Na mesma altura, realizaram-se missões de estudo a escolas gráficas em Paris e Bruxelas, com o apoio do Instituto de Alta Cultura, para estudar novos processos de ensino.



Em tempos de incerteza e isolamento convocámos (virtualmente) os nossos poetas e lançámos o desafio: dizer, pela própria voz e na primeira pessoa, a sua própria poesia.

Inaguramos este espaço com um poema de Alice Sant'Anna, dito por Alice Sant'Anna.
Alice Sant'Anna é uma jovem poeta brasileira aclamada pela crítica e que publicou pela Imprensa Nacional Aula de Natação, em maio de 2018.


um enorme rabo de baleia
cruzaria a sala neste momento
sem barulho algum o bicho
afundaria nas tábuas corridas
e sumiria sem que percebêssemos
no sofá a falta de assunto
o que eu queria mas não te conto
era abraçar a baleia mergulhar com ela
sinto um tédio pavoroso desses dias
de água parada acumulando mosquito
apesar da agitação dos dias
da exaustão dos dias o corpo que chega exausto em casa
com a mão esticada em busca de um copo d’água
a urgência de seguir para uma terça
ou quarta boia, e a vontade
é de abraçar um enorme
rabo de baleia seguir com ela



Aula de Natação é um livro repleto de lirismo, delicadeza, cor e movimento, elementos que singularizam a escrita de uma das mais novas e talentosas poetas contemporâneas brasileiras onde a poeta tem a capacidade de extrair poesia das coisas simples. Através do seu olhar o prosaico ganha aspetos singulares, fixando indelevelmente a sua personalidade e visão do mundo.


Sobre a Plural:

Criada em 1982 por Vasco Graça Moura, então administrador responsável pelo pelouro editorial na Imprensa Nacional-Casa da Moeda [INCM], a coleção Plural acolheu, até ao fecho daquela década, obras de novos mas já promissores autores, que tiveram nela a sua primeira oportunidade de publicação. Entre os títulos publicados encontram-se obras de ficção, ensaio, dramaturgia e mesmo artes plásticas, mas sobretudo de poesia. A Imprensa Nacional assumia deste modo o papel de serviço público que lhe cabe desde a sua fundação, neste caso dando oportunidade aos novos.

Com a criação do Prémio Imprensa Nacional|Vasco Graça Moura, em 2015, a editora pública decidiu também fazer reviver esta emblemática coleção e o essencial do seu objetivo. É desígnio da nova «Plural» publicar as obras poéticas distinguidas no âmbito do Prémio, mas também outros títulos de indubitável qualidade que não encontraram ainda a justa oportunidade de publicação ou que são de acesso difícil para o público português.

Em 2015 a Plural renasceu como espaço dedicado à poesia do grande universo da língua portuguesa — espaço de liberdade, espaço de literatura, espaço de difusão, espaço de pluralidade — homenageando a memória plural do renascentista português dos séculos xx e xxi que foi Vasco Graça Moura. E continua.


Imprensa Nacional e Museu Nacional de Arqueologia unem-se, de novo, para participar em mais uma verdadeira missão de serviço público, que ganha especial relevância no momento em que grande parte da população portuguesa está, e estará nos próximos tempos, em isolamento social devido à evolução da pandemia de COVID-19.

A partir de hoje, e sempre às 6.ª feiras, a Imprensa Nacional e o Museu Nacional de Arqueologia passam a disponibilizar, no site de ambas as instituições, de forma gratuita e partilhável, a revista O Arqueólogo Português.

Hoje fica acessível o Vol. I da Série V, de 2011.

Para descarragá-lo clique aqui.

Recorde-se que a relação entre o Museu Nacional de Arqueologia e a Imprensa Nacional remonta ao final do século XIX.

José Leite de Vasconcelos (1858-1941), o sábio que não só gizou o Museu como foi o seu primeiro Diretor, era um autor prolixo do catálogo da Imprensa Nacional.

Daí que facilmente se compreenda que a revista oficial do Museu Etnográfico Português — essa foi a denominação original do Museu Nacional de Arqueologia — fosse editada pela Imprensa Nacional, a editora do Estado. O Arqueólogo Português é uma revista prestigiada em Portugal e na Europa, espécie de repositório da Arqueologia e uma das mais antigas da Europa do seu género em continuidade de edição. O primeiro número foi publicado em janeiro de 1895.

No século XXI, como no século XIX, a parceria renova-se entre a Imprensa Nacional e o Museu Nacional de Arqueologia e voltam a editar a revista do Museu e também os catálogos das exposições nacionais e internacionais que o Museu organiza e promove.


Nos próximos dias começarão também a ser disponibilizados para descarga gratuita um conjunto muito relevante de catálogos das exposições e edições científicas desenvolvidas pelo Museu Nacional de Arqueologia e editados pela Imprensa Nacional. Esteja atento.


Quinta-feira é dia de disponibilizar títulos, para leitura e descarga gratuitas, da coleção «O Essencial Sobre», uma coleção inaugurada nos anos 1980 por Vasco Graça-Moura.

Incentivar a leitura e combater o isolamento, durante este período de quarentena, é o nosso objetivo e a nossa missão! Temas essenciais e autores de renome são as nossas propostas para hoje.

Hoje ficam disponíveis:

16 – O Essencial sobre o Coração, de Fernando Pádua

112 - O Essencial sobre Ritmanálise, de Rodrigo S. Cunha

113 - O Essencial sobre Política de Língua, de Paulo Feytor Pinto

114 - O Essencial sobre O Tema da Índia no Teatro Português, de Duarte Ivo Cruz

115 - O Essencial sobre A Primeira República, de Paulo Ferreira da Cunha

116 - O Essencial sobre O Capital Social, de Jorge Almeida


Boas leituras.

Imagem © Imprensa Nacinoal


02 de abril é o Dia Internacional do Livro Infantil. A data enaltece o nascimento de um dos maiores escritores do género, o dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875), autor de A Pequena Sereia, Patinho Feio, a Princesa e a Ervilha ou Soldadinho de Chumbo, entre tantos outros que certamente marcaram a infância de todos nós.

O Dia Internacional do Livro Infantil é celebrado desde 1967 e pretende chamar a atenção para a relevância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância. «Fome de palavras» é o tema deste ano. Neste dia, a Direção Geral do Livro Arquivos e Bibliotecas (DGLAB), como tem vindo a ser hábito, disponibiliza um cartaz de divulgação. Este ano o cartaz é da autoria de André Letria, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração em 2019.


André Letria é ilustrador desde 1992 é ainda editor da Pato Lógico, editora que fundou em 2010. Com a Pato Lógico a Imprensa Nacional tem mantido uma estreita e profícua parceria. Juntas têm vindo a publicar vários títulos para os mais jovens.

Entre eles  figuram os títuloas da coleção «Grandes Vidas Portuguesas» - um projeto editorial dedicado a personalidades nacionais que se destacaram em vários domínios da História. Conheça-os aqui.  E também os livros infantojuvenis do Museu Casa da Moeda, entre outros. Conheça-os aqui.

Mais do que nunca, nesta fase de isolamento, ajude os mais novos na formação dos hábitos de leitura. Um livro é sempre uma boa companhia e o exemplo é o melhor professor.


A Imprensa Nacional, no contexto dos novos desafios que se colocam ao país e ao mundo por estes dias, tomou a iniciativa de disponibilizar os seus conteúdos digitais, nomeadamente títulos da coleção Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa (BFLP).

Assim, todas as 4.ª feiras oferecemos um título da BFLP para descarga e leitura gratuitas. A semana passada ficou disponível Clepsidra, de Camilo Pessanha. Hoje ficou disponível:

A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós (clique para ler o livro)


A Ilustre Casa de Ramires incide sobre um tema que muitas vezes seduziu Eça de Queirós: o tema da História. Representado como autor de uma novela histórica, Gonçalo Mendes Ramires protagoniza uma reflexão sobre a escrita literária, sobre o passado da sua antiquíssima família (que é também o passado histórico de Portugal) e sobre os termos em que no presente é vivido esse legado. A par disso, A Ilustre Casa de Ramires traduz ainda uma conceção da literatura como fator de análise crítica dos costumes, na linha de uma propensão realista que se mantém ativa no Eça do fim do século.

A BFLP, com coordenação do académico Carlos Reis, obedece a um propósito claro: acolher, de forma criteriosa, um conjunto alargado de textos nucleares da Literatura Portuguesa, enquadrados do ponto de vista editorial por elementos de apoio à leitura.

Neste sentido que a Imprensa Nacional põe à disposição, a alunos e a professores, de forma gratuita, um material que considera ser precioso por ser constituído por um elenco de obras e autores com significado patrimonial. De notar que a maioria dos títulos e autores da BFLP estão previstos nos currículos académicos do ensino regular.

Na próxima semana é esperada a disponibilização do título Cânticos do Realismo. O Livro de Cesário Verde, de Cesário Verde.

A Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa disponível gratuitamente no site www.incm.pt e em prelo.incm.pt.