Edições Gratuitas | Edição Crítica de Camilo Castelo Branco | A Sereia



«Uma noite na ópera, a primeira que houve no Porto, e suas consequências. Mais que a sentimentalidade amorosa, a exposição do poder paterno: austero e intransigente, cruel e violento, ao cabo encurralado e destroçado. Um livro implacável.»

Foram com estas palavras que o camiliano Abel Barros Baptista descreveu a novela A Sereia, de Camilo Castelo Branco.

A Sereia, novela publicada em 1865 e muito apreciada aquando da sua publicação, conta a trágica história de Joaquina Eduarda, cantora de palco a quem chamavam «A Sereia».

Como Francisco da Cunha usava chamar‑lhe a sua sereia, Joaquina era assim conhecida de fidalgos e humildes em Viseu. Diziam: «A sereia apareceu ontem na sala; a sereia teve um acesso depois que cantou.» E o povo, na sua linguagem cândida e pitoresca, dizia: «Vimos hoje a sereia numa janela do palacete: olhava para o céu que parecia uma santinha.»

Mas Camilo faz mais. Neste eterno clássico da literatura portuguesa Camilo põe em evidência duas realidades antagónicas: o amor e o conflito, que sincronamente convivem através de uma narrativa intensa, apaixonada e apaixonante, tão característica do autor.

A presente edição, que a Imprensa Nacional põe agora gratuitamente à disposição do leitor, da responsabilidade de Ângela Correia e Patrícia Franco, acrescenta ao génio criador de um profissional das Letras, Camilo Castelo Branco, o rigor crítico que contribuem para um olhar científico da obra e do seu autor, e que se colocam a par da íntima experiência da leitura.

Pode ler, reler ou descarregar a Edição Crítica de A Sereia clique aqui.


As edições críticas são as versões dos textos mais aproximadas da presumível intenção do seu autor. A edição crítica recua até à origem desses textos, até aos testemunhos deixados pelo seu autor, analisa-os detalhadamente, e fixa, por critérios cientificamente definidos, a versão mais autêntica e mais próxima possível da genuína vontade do autor.

Nas últimas semanas, cumprindo o seu dever de serviço público, a Imprensa disponibilizou no seu sítio de internet (www.incm.pt), para descarga e leitura gratuitas, os títulos Amor de Perdição, O Regicida, O Demónio do Ouro e Memórias do Cárcere, todos da coleção «Edição Crítica das Obras de Camilo Castelo Branco», coordenada pelo académico Ivo Castro, da Faculdade de Letras de Lisboa, e conta com um vasto leque de investigadores.

Boas Leituras.

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