Almeida Garrett nasceu há 220 anos



João Baptista da Silva Leitão nasceu na cidade do Porto a 4 de fevereiro de 1799. Pouco depois, durante as invasões napoleónicas, refugia-se com a família nos Açores e é na ilha Terceira que inicia os seus estudos. Regressa ao continente, em 1816, para estudar Direito na Universidade de Coimbra, altura em que decide adotar os apelidos com que se notabilizou: Almeida Garrett.

Nos 55 anos que viveu, Garrett conseguiu com que se o seu nome ficasse gravado não apenas na história do romantismo português, movimento do qual foi o precursor, mas também na história da Literatura Portuguesa, como um dos seus autores maiores.

De personalidade rica e complexa, Almeida Garrett foi poeta, dramaturgo, romancista, jurista, jornalista, diplomata, deputado e ministro dos Negócios Estrangeiros. O seu envolvimento nas lutas Liberais levaram-no ao exílio, primeiro em Inglaterra, depois em França. Regressaria a Portugal após a morte de D. João VI. D. Pedro V viria a agraciá-lo poucos meses antes da sua morte, em 1854, com o título de Visconde de Almeida Garrett.



Figura nuclear no âmbito literário português, entre as suas principais obras destaque para Camões, Dona Branca, Frei Luís de Sousa, Viagens na Minha Terra e Folhas Caídas.

Garrett foi ainda autor de uma profícua pesquisa sobre o património cultural do país, escreveu um tratado sobre educação e esteve na génese do Conservatório e do Teatro Nacional, até há data inexistentes em Portugal.

Almeida Garrett nasceu há 220 anos.

A Imprensa Nacional publica, desde 2004, a «Edição Crítica de Almeida Garrett», uma coleção que penetra na oficina de Garrett, através do contacto ao vivo com manuscritos e que tenta reproduzir de forma muito criteriosa aquela que se julga ser a última vontade do escritor.


Do prelo já saíram os títulos:


O Arco de Sant'Ana

Da Educação

Viagens na Minha Terra

Correspondência Familiar

Fragmentos Romanescos

Correspondência para Rodrigo da Fonseca Magalhães

Um Auto de Gil Vicente


Em 2019, a coleção coordenada, após o recente desaparecimento da Professora Ofélia Paiva Monteiro, por Helena Santana vai acolher mais dois títulos: o primeiro será Filipa de Vilhena e A Sobrinha do Marquês e o segundo será Frei Luís de Sousa.

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