SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS

Sessão: «Direito e direitos globais»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quarta-feira, 30 de maio
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

Pedro Barbas Homem
Licenciado, Mestre, Doutor e Agregado em Direito, sendo Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa desde 2007.
Foi Director do Centro de Estudos Judiciários (2011-2016), a entidade responsável pela selecção e formação inicial e contínua dos juízes e dos magistrados do Ministério Público em Portugal (2011-2015). Pró-Reitor da Universidade de Lisboa (2008-2010) e Vice-Reitor da Universidade de Lisboa (2010-2011). Professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e convidado em universidades dos EUA, Brasil, Índia, Angola e Moçambique.
Inscrito na Ordem dos Advogados desde 1984.
Publicou mais de 12 livros seus e dirigiu 10 publicações colectivas no domínio da história e teoria do Direito, direito da educação, direitos fundamentais, função jurisdicional, direito do medicamento, propriedade intelectual, entre outros temas.
fonte: www.almedina.net



Quartetos Românticos: Brahms, Vianna da Motta

Solistas da Metropolitana
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 24 maio 2018
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.


PROGRAMA:
J. Vianna da Motta* Quarteto de Cordas N.º 2
J. Brahms Quarteto de Cordas N.º 3, Op. 67

* Efeméride do 150.º aniversário do nascimento de Vianna da Motta (1868-1948)

SOLISTAS:
Alexei Tolpygo, Ágnes Sárosi violinos,
Irma Skenderi viola,
Nuno Abreu violoncelo

Johannes Brahms compôs três quartetos de cordas, o último dos quais esboçado em 1875, durante um período de férias passado numa pequena vila situada a 100 quilómetros de Frankfurt. Sabe-se que foi uma estadia relaxante, apesar de dedicada ao trabalho. Essa descontração reflete-se na fluência criativa da obra, em contraste com o processo penoso que se estendeu durante mais de vinte anos e conduziu à estreia da sua primeira Sinfonia, no ano seguinte. Apesar da sobriedade e solidez da partitura, o quarteto apresenta um estado de ânimo espirituoso e jovial, o que se deve, em parte, aos dois temas do 1.º andamento, que resultam da apropriação de melodias tradicionais. O mesmo acontece no Finale, com sucessivas variações sobre uma melodia popular. Por sinal, este é um dos aspetos que coincide no Quarteto de Cordas N.º 2 de José Vianna da Motta, onde o segundo e terceiro andamentos fazem uso ostensivo de melodias recolhidas no folclore do nosso país. O músico português havia-se instalado em Berlim em 1882, então com catorze anos de idade. Apesar de ter sido, acima de tudo, um pianista de prestígio internacional, compôs um importante número de obras onde buscou uma identidade musical portuguesa – o exemplo mais emblemático é a Sinfonia À Pátria, composta um ano antes, em 1894. Ainda assim, a afinidade com o estilo clássico de Brahms reconhece-se, sobretudo, no primeiro andamento, cujas páginas se julgaram perdidas. Foram descobertas em 1998 no espólio de Bernardo Moreira de Sá, o violinista portuense cujo Quarteto estreou a obra em novembro de 1895.


Título: Aula de Natação
Autor: Alice Sant’Anna
Apresentação: Anabela Mota Ribeiro
Coleção: Plural
Edição: Imprensa Nacional
Data: segunda-feira, 21 de maio
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
R. da Escola Politécnica, n.º 135
Lisboa

Aula de Natação é um livro repleto de lirismo, delicadeza, cor e movimento, elementos que singularizam a escrita de uma das mais novas e talentosas poetas contemporâneas brasileiras.
Alice Sant’Anna tem a capacidade de extrair poesia das coisas simples. Através do seu olhar o prosaico ganha aspetos singulares, fixando indelevelmente a sua personalidade e visão do mundo.

O que chamou minha atenção de chofre foi a qualidade da escrita. Não havia deslize. Sabia parar na linha certa, com uma noção de equilíbrio notável. E sabia — e como — continuar no poema seguinte do mesmo modo. Como seu leitor, ao passar do tempo, fui vendo que sua poética, a partir de Dobradura, tal como um origami, se transformava
subliminarmente, mantendo‑se fiel ao ponto de origem, ao toque do lápis primal, ao desenho das primeiras palavras. Coisa rara, encantadora e firme.
in Prefácio por Armando Freitas Filho

Alice Sant’Anna
Nasceu em 1988 no Rio de Janeiro. Lançou o seu primeiro livro de poemas, Dobradura, aos 20 anos. Publicou Rabo de baleia, que venceu o Prémio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 2013 por título de poesia. Pé do ouvido, lançado em 2016, é um longo poema resultado da sua pesquisa de mestrado sobre poesia japonesa. Além desses três títulos, lançou livros por conta própria, artesanais, e por editoras independentes, três dos quais em parceria: Ilha da decepção, com fotografias de Alexandre Sant’Anna; Vinhetas, com Zuca Sardan; e Pingue pongue, com Armando Freitas Filho.

Anabela Mota Ribeiro
Nasceu em 1971 em Trás-os-Montes, vive e trabalha em Lisboa. É licenciada em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Mestre em Filosofia (variante Estética) com uma tese sobre «A Flor da Melancolia e o Ímpeto Cesariano (ou a Negação e a Afirmação da Vida) nas Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis». Jornalista freelance, colaborou com diversos jornais e revistas, entre eles, e de forma sistemática, DNa (suplemento do Diário de Notícias), Jornal de Negócios e Público.
fonte: www.anabelamotaribeiro.pt






À venda nas nossas lojas.





Título: Poesia e Artes Visuais - Confessionalismo e Écfrase
Autor: Mário Avelar
Apresentação: Isabel Pires de Lima
Coleção: Olhares
Edição: Imprensa Nacional
Data: segunda-feira, 14 de maio
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
R. da Escola Politécnica, n.º 135
Lisboa

Poesia e Artes Visuais — Confessionalismo e Écfrase apresenta uma reflexão em torno do confessionalismo, na qual se defende que este não se confina à representação de topoi psicológicos, mas que se densifica, fazendo do texto esse espaço e instante fluidos de inbetweenness, do qual emerge a reflexão ontológica, a reflexão sobre o tempo, sobre as circunstâncias históricas das quais somos, ainda que invisíveis, atores, sobre as tradições estéticas e as memórias que nos interpelam; enfim, o testemunho. Uma reflexão suscitada pelos objetos que, no espaço público do Museu ou na Galeria, atentando no detalhe ou no encontro com o sagrado, nas motivações teóricas ou no mistério do(s) retrato(s), levam o poeta a meditar esteticamente sobre esse entretanto que será a vida; um entretanto que, para alguns, será um entre-Tanto. E tudo isto devido a um encontro estético entre a palavra e a imagem.

Mário Avelar nasceu em Lisboa em 1956. Professor catedrático de Estudos Ingleses e Americanos, publicou os seguintes livros de ensaios: América — Pátria dos Heróis (1994), Sylvia Plath — O Rosto Oculto do Poeta (1997), História(s) da Literatura Americana (2004), Ekphrasis — O Poeta no Atelier do Artista (2006), O Nascimento de Uma Nação — Nas Origens da Literatura Americana (2008), O Essencial sobre William Shakespeare (2012), O Essencial sobre Walt Whitman (2013). É autor dos romances: Pentâmetros Jâmbicos (2008) e Inveja — Uma Novela Académica (2010). A sua poesia reunida é publicada pela Imprensa Nacional sob o título Coreografando Melodias no Rumor das Imagens (2018).



Título: Desdizer
Autor: Antonio Carlos Secchin
Apresentação: Ronaldo Cagiano
Coleção: Plural
Edição: Imprensa Nacional
Data: quinta-feira, 11 de maio
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
R. da Escola Politécnica, n.º 135
Lisboa

Este é um livro de livros diversos. Estão aqui reunidos todos os títulos que compõem a obra poética de Antonio Carlos Secchin, autor em que esplende uma constelação de ofícios afetos à arte da palavra. Influente e respeitado crítico literário, Secchin é ensaísta refinado e ficcionista bissexto. É membro da Academia Brasileira de Letras e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde lecionou literatura brasileira durante décadas. Bibliófilo apaixonado, é responsável pela redescoberta e pela reedição de obras raríssimas, consideradas irremediavelmente desaparecidas da história literária do Brasil.
Os muitos lados além de outros lados bem simbolizam o multifário universo lírico secchiniano, irredutível a classificações superficiais ou categorizações simplistas. O caráter múltiplo e não excludente, que tudo abarca no irrenunciável destino de produzir beleza, é pedra fundamental dessa obra, e lastreia o que o próprio Secchin define como «poética do desreconhecimento», na qual, segundo o autor, «a haver um fio condutor no que escrevo, ele não se localize nem na influência tutelar de um guia, nem na recorrência de temas, ou tampouco na reiteração do estilo».
Alguns dizeres antes de Desdizer (estudo introdutório desta obra)
Luciano Rosa


Antonio Carlos Secchin
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1952. É Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde lecionou por quase quatro décadas, até 2011. Hoje, é Professor Emérito da instituição. Poeta com 10 livros
publicados, é ainda autor de outros 7 na área do ensaio. Organizou também uma vintena de publicações — antologias, obras reunidas — de alguns dos mais importantes poetas da literatura brasileira, como Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar. Em 2004, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tornando-se à época o mais jovem membro da agremiação. Proferiu cerca de 500 palestras distribuídas por quase todas as regiões do Brasil e por países de África, América e Europa.
Desdizer congrega toda a produção poética, em forma definitiva, de Antonio Carlos Secchin que, nas palavras de Ferreira Gullar: «além de lúcido crítico de poesia, é poeta e de raras e especiais qualidades, numa mescla de lirismo e senso de humor».

Ronaldo Cagiano
Escritor, ensaísta e crítico brasileiro, colabora com diversos jornais e revistas do país, tendo publicado 14 títulos.



Título: Paulo Nozolino
Coleção: Série Ph.
Texto: Sérgio Mah e Rui Nunes
Edição: Imprensa Nacional
Data: terça-feira, 8 de maio
Horário: 18h00
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
R. da Escola Politécnica, n.º 135, Lisboa

Entrada livre condicionada apenas à capacidade da sala.

A Série Ph. é uma coleção bilingue de monografias dedicadas a fotógrafos portugueses contemporâneos.
O segundo volume desta coleção é dedicado a Paulo Nozolino, figura central da fotografia contemporânea portuguesa.
Com textos de Sérgio Mah e Rui Nunes, o livro percorre a obra de Paulo Nozolino desde a década de 1970 com trabalhos realizados nas suas múltiplas viagens e estadas pela Europa, Médio Oriente, Américas e África.

Profundamente vivencial e meditativa, poética e dionisíaca, a obra de Nozolino revela-nos uma visualidade sensível às formas do pathos. A fotografia é assumida como um meio privilegiado de exprimir e organizar a sua visão inquieta e dramática do mundo.
Sérgio Mah



Programa: A VOZ DOS POETAS
Textos: Gomes Leal
Leitura de poesia: Jorge Silva Melo e Manuel Wiborg | Artistas Unidos
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Data: 07 maio 2018
Horário: 18:30 h

Entrada livre limitada à capacidade da sala.

Inserido na atividade de programação geral da Biblioteca da Imprensa Nacional, «A VOZ DOS POETAS» é um ciclo de leitura de poesia de autores publicados pela INCM, com periodicidade bimestral.

A perspetiva do poeta enquanto ser incompreendido e infeliz surge em vários textos de Gomes Leal, composições poéticas em que o sujeito lírico se assume como alguém singularmente distante do comum dos mortais. Não se distanciando da visão romântica do poeta, Gomes Leal define-se como um génio inadaptado à sociedade, num misticismo visionário. Inúmeros são os exemplos desta perspetiva do «poeta proscrito e infeliz», como «Soneto dum poeta morto», «Aquele Sábio», «El Desdichado» e «Noites de Chuva» de Claridades do Sul.

Outra caraterística deste poeta finissecular prende-se com a preocupação que manifesta em relação aos seus leitores, nomeadamente na Nota à primeira edição e acrescentada na segunda edição de Claridades do Sul (1901). Aí debruça-se sobre a tarefa do escritor explicitando que a este compete «trabalhar a sua ideia, lapidá-la, poli-la, desenvolvê-la, facetá-la, de maneira que ela seja como um grande elo em que se vão encatenar um rosário luminoso doutras novas, e que ela saia transformada desse vasto laboratório intelectual, por um processo misterioso semelhante ao que dá a Natureza, transformando da lagarta a borboleta, do carvão o diamante, e da ostra doente a pérola.»

SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão XVIII: «Lusofonia e Globalização»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quinta-feira, 2 de maio
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

[Um] pilar da acção da CPLP diz respeito à defesa, promoção e enriquecimento da Língua Portuguesa e à sua crescente internacionalização e valorização como língua global.
(...)
O facto de, com alguma probabilidade, podermos assistir a um significativo acréscimo da procura do domínio da Língua Portuguesa, em resultado, quer de políticas indutoras do pluri-linguísmo, quer de razões de natureza económica, quer ainda de esforços tendentes a mitigar a anglofonia dominante, mais urgente torna a tarefa de conferir ao ensino do Português a importância e a urgência exigidas pela sua ambicionada crescente internacionalização.
Eugénio Anacoreta Correia
em conferência proferida na Faculdade de Letras de Lisboa
em 09 de fevereiro de 2011

Acredito que o português venha a ser a próxima língua de poder e de negócios no mundo, como foi recentemente referido pela revista britânica Monocle, mas temos que unir os nossos esforços e trabalhar empenhadamente para isso.
Penso, em terceiro lugar, que necessitamos de fazer uma maior aproximação aos universos de língua espanhola, francesa e italiana porque este conjunto de países de raiz latina, soma 800 milhões de falantes.
Eugénio Anacoreta Correia
em entrevista à AULP
em 31 de outurbo de 2013

Eugénio Anacoreta Correia – licenciado em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, foi deputado à Assembleia da República (1976/1987), cofundador do “movimento” das Organizações Não-Governamentais Portuguesas para o Desenvolvimento e seu primeiro Coordenador e Representante junto da Comissão Europeia (1986/1988); embaixador de Portugal em S. Tomé e Príncipe (1988/1993) e em Cabo Verde (1993/1998); presidente do Instituto da Cooperação Portuguesa (1999/2002). Agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a Medalha de 1.ª Classe da Ordem do Vulcão (Cabo Verde) e Cavaleiro da Ordem do Rio Mono (Togo). Desde 2006, presidente da Assembleia de Curadores da Fundação Cidade de Lisboa; e, desde 2009, presidente do Conselho de Administração do Observatório da Língua Portuguesa.

Título:
Diário 2000-2015
Coleção: Biblioteca de Autores Portugueses
Autor: João Bigotte Chorão
Apresentação: Marcello Duarte Mathias
Edição: Imprensa Nacional
Data: quinta-feira, 26 de abril
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
R. da Escola Politécnica, n.º 135
Lisboa

Entrada livre limitada à capacidade da sala.

João Bigotte Chorão nasceu na Guarda, estudou em Coimbra, vive em Lisboa, é membro efetivo da Academia das Ciências, e é uma figura incontornável das letras portuguesas.
Foi diretor do departamento de Enciclopédias da Editorial Verbo. Conviveu de perto com nomes tão relevantes como Torga, Mourão-Ferreira, Tomaz de Figueiredo e Natércia Freire, e destacou-se em grande medida pelos seus textos de crítica e de recensão, e pela sua participação enquanto editor e redator nalgumas importantes revistas literárias do século XX.
Iniciou a escrita diarística em 1958, tendo já publicado na Imprensa Nacional em 2001 o seu Diário Quase Completo, a que vem agora juntar este segundo volume de reflexões que continuou a registar até 2015.


Marcello Duarte Mathias — diplomata de carreira, e ele próprio diarista por quem João Bigotte Chorão nutre manifesta consideração pessoal e literária —  será o apresentador desta recente edição.

Uma evidente cumplicidade entre dois pensadores do nosso tempo.
23 de maio [de 2010]

Aproveito toda uma semana para ler ao ar livre o novo volume do Diário de Marcello Duarte Mathias, leitura que só interrompo para namorar o jardim, agora bem cuidado, com a olaia majestosa, e para admirar a sinfonia verde da serra da Lousã. Lamento não poder gozar mais tempo e mais vezes a casa e a paisagem, sobretudo quando, como agora, não há chuva, nem vento, nem frio.

Se há leitores que apreciarão mais neste Diário o que lá se diz da vida diplomática – da carreira e da casa, para usar a terminologia ali usual –, outros, como eu, interessam‑se antes pelas reflexões sobre literatura autobiográfica, tão familiar ao autor. Surpresa de ver citados os diaristas brasileiros Lúcio Cardoso e Ascendino Leite, que poucos aqui conhecem. Para Lúcio Cardoso, não são os acontecimentos que fazem um diário, mas a ausência deles. Em Marcello Duarte Mathias há, pelo contrário, muitos acontecimentos, alguns deles de relevância discutível. A rebelião de Abril fornece, naturalmente, matéria para comentários críticos, que não poupam aqueles que não sabiam o que faziam – ou por demais o sabiam. Alguns, julgando‑se protagonistas, pisaram desajeitadamente o palco da História, como simples comparsas. Quem anteriormente detinha o Poder deixou‑o fugir das mãos, enleado em perplexidades e indecisões, fatais para o País, abandonado à destruição apressada e irresponsável.
Não faltam neste Diário retratos, não raro polémicos e devastadores, de políticos e militares, de diplomatas e escritores. A república literária é toda uma lamentável feira de vaidades, ambições, invejas. O incenso vai sempre para os mesmos autores, e não sobra nada para os que a crítica ignora sistematicamente.

Em Portugal, escrever é para muitos uma atividade clandestina, no juízo certeiro de Marcello Duarte Mathias. Que anuncia um livro de aforismo, desafio arriscado para quem conhece Cioran.

Em suma: um Diário que convida à leitura, aberto tanto à literatura como à pintura. De salientar ainda o culto de uma família de raízes beirãs – raízes que são uma defesa contra as tentações cosmopolitas. Ao contrário do estrangeirado que só lá fora se sente bem, Marcello Duarte Mathias não esconde as saudades da terra e o sabor de cada regresso.







SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão XVII: «Tecnologia e Impactos Sociais»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quinta - 19 abril
Horário: 16:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.


Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico e autor de Mentes Digitais, publicado em inglês pela MIT Press e em portugês pela IST Press, é uma referência internacional no domínio da Robótica e da Inteligência Artificial.

A dita inteligência artificial do presente não são realmente máquinas inteligentes. São sistemas que resolvem problemas muito concretos, entre os quais reconhecimento de imagens, processamento de linguagem natural, análise de bases de dados, condução autónoma ou inferência de regularidades em séries temporais.
(...)
[A] possibilidade [de um cenário negro em que a máquina domina o homem] existe sempre, mas não será, penso eu, porque as máquinas nos queiram fazer mal. Mesmo que sejam mais inteligentes que nós, não terão, com certeza, a motivação para dominar o mundo, como acontece nos filmes de ficção científica.
(...)
Estamos a discutir tecnologias que vão mudar muito a sociedade, nas próximas décadas. Penso que é útil a sociedade discutir o potencial da tecnologia, as disrupções que irá causar, as consequências no nosso modo de vida. Algumas pessoas pensam mesmo que existem riscos existenciais para a espécie humana.

Fonte:
COMPOSITORES EXILADOS - FERNANDO LOPES-GRAÇA
PAUL HINDEMITH

SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 12 abril 2018
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.


PROGRAMA:
F. Lopes-Graça Quarteto de Cordas N.º 2, LG 87
P. Hindemith Quarteto de Cordas N.º 1, Op. 2

SOLISTAS
José Pereira, Joana Dias violinos
Joana Tavares viola
Catarina Gonçalves violoncelo

Na mais respeitosa reverência pela tradição clássica, [o Quarteto de Cordas (1982) de Fernando Lopes-Graça] dispõe os quatro andamentos numa animada «conversa» entre violinos, viola e violoncelo – de iguais para iguais. No todo, espelha exemplarmente o desígnio intelectual e estético que orientou a vida do compositor tomarense. Resulta de um esforço de síntese entre uma musicalidade com raízes na tradição popular e os recursos mais sofisticados da música erudita. Ambas coincidem, deste modo, numa mesma pauta, sublimando-se em tensão dramática um confronto de universos distantes, na eterna busca de uma coexistência harmoniosa idealizada.
[O Quarteto de Cordas n.º 1 (1915) de Paul Hindemith] é uma composição que se inscreve numa tradição romântica tardia, mas com laivos de experimentação que denunciam o espírito inquieto do compositor alemão. Destaca-se o contraste entre a cadência fúnebre do Adagio e as articulações esfuziantes do Scherzo, ambos compostos já no início da Primeira Grande Guerra.
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 15 março 2018
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.



PROGRAMA: 
J. Haydn Quarteto de Cordas n.º 2, Op. 9, Hob.III:20   
P. Amaral Quarteto n.º 1

SOLISTAS
Ana Pereira, José Teixeira violinos
Joana Cipriano viola
Marco Pereira violoncelo
A combinação num mesmo programa do Quarteto de Cordas Op. 9/2 de Joseph Haydn com o Quarteto de Cordas N.º 1 de Pedro Amaral resulta numa experiência paradoxal. É notório o contraste entre texturas sonoras tão diferentes, o que ilustra bem a dificuldade de encontrar hoje um denominador comum ao vasto conjunto de experiências musicais que se oferece. Mas trata-se de duas posturas criativas que convergem na mesma tradição clássica europeia. Assim, proporciona-se a contemplação de antípodas históricos e estéticos, mas também de duas práticas de composição que têm bastante mais em comum do que a aparência alcança. Para lá da manifesta utilização de um dispositivo instrumental coincidente, vislumbra-se uma densa rede de correspondências que desperta um interesse de escuta complementar à experiência sensorial imediata.


Informação e imagem de www.edition.cnn.com


Ao longo de vários meses, um grupo de recoletores de lixo de Ankara recuperou os livros que ia encontrando abandonados entre os desperdícios da população. Em setembro de 2017 estava reunida quantidade suficiente para inaugirar uma biblioteca pública composta inteiramente de livros destinados aos aterros sanitários.

Inicialmente, as edições encontradas eram apenas para usufruto dos funcionários e suas famílias. Mas rapidamente a coleção cresceu, e o interesse espalhou-se por toda a comunidade. Hoje, a biblioteca acolhe mais de 6000 títulos, que vão desde a literatura até à não ficção, passando por uma secção infantojuvenil e outra dedicada à investigação científica. A biblioteca inclui ainda livros em inglês e francês para visitantes bilingues.
Começámos a discutir a ideia de criar uma biblioteca com aqueles livros. E quando todos se envolveram o projeto aconteceu. 
declarou Alper Tasdelen, presidente da Câmara de Çankaya, cujo executivo apoiou a criação da biblioteca.

O acervo é tão extenso que os livros são agora requisitados por escolas de várias regiões do país, programas educativos e estabelecimentos prisionais.

A biblioteca está alojada numa antiga fábrica de tijolos desativada, situada na sede do departamento de saneamento. Com uma fachada antiga em tijolo e longos corredores, este é o espaço ideal para uma biblioteca.






Fonte: https://edition.cnn.com/2018/01/15/europe


MB




IMPRESSIONISMOS: DEBUSSY, FREITAS BRANCO
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 11 janeiro 2018
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional

Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.

PROGRAMA:
C. Debussy Sonata para Violino e Piano em Sol Menor, L. 140
L. Freitas Branco Sonata para Violino e Piano n.º 1

INTÉRPRETES:
Romeu Madeira violino
Francisco Sassetti piano

(...) o talento musical de Luís de Freitas Branco revelou-se desde cedo, começando a compor aos 13 anos de idade. Porém, a primeira obra que verdadeiramente se destaca no catálogo do mais importante compositor português da primeira metade do século XX é, precisamente, esta primeira Sonata para Violino e Piano, composta cinco anos mais tarde, já em 1908.
(...) o presente programa coloca em diálogo essa obra de juventude com a derradeira criação de Debussy, o pioneiro da corrente impressionista que abriu caminho às nuances tímbricas e harmónicas, buscando alternativa aos rigores formais da tradição clássica.

COMPOSITORES EXILADOS - WEILL, LOPES-GRAÇA, ZEMLINKSY 
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 23 novembro 2017
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional

Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.

PROGRAMA: 
Kurt Weill Quarteto de Cordas n.º 1, Op. 8   
Fernando Lopes-Graça Cartorze anotações, LG 86   
Alexander von Zemlinsky Quarteto de Cordas n.º 1, Op. 4

INTÉRPRETES: 
José Pereira, Joana Dias violinos
Joana Tavares viola
Catarina Gonçalves violoncelo

Compositores Exilados é o mote de um ciclo de concertos que atravessa a Temporada de Música da Metropolitana 2017/18 e que traz a palco obras de compositores silenciados, em pleno século XX, pelos regimes políticos dos países onde viveram e onde exerceram a sua atividade musical. Ao longo de quatro concertos de câmara e de um concerto orquestral, ouviremos música – alguma da qual ainda hoje pouco tocada – de Kurt Weill, Alexander von Zemlinsky, Erich Wolfgang Korngold, Paul Hindemith e Fernando Lopes-Graça.




Programa: A VOZ DOS POETAS
Textos: Fernando Lemos
Leitura de poesia: Jorge Silva Melo | Artistas Unidos
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Data: 13 novembro 2017
Horário: 18:30 h

Entrada livre limitada à capacidade da sala.

Inserido na atividade de programação geral da Biblioteca da Imprensa Nacional, «A VOZ DOS POETAS» é um ciclo de leitura de poesia de autores publicados pela INCM, com periodicidade bimestral.

Pintor, fotógrafo, desenhador, maquetista, gráfico, poeta, Fernando Lemos partiu para o Brasil em 1953 e lá tem (entre Cá e Lá) construído uma das obras mais singulares da arte portuguesa. Publicado em 1953, o seu primeiro livro de poesias, Teclado Universal, mereceu estas palavras do seu amigo Jorge de Sena: «Palpita ele de uma raiva ansiosa de humanidade, de um desesperado amor do próximo, de um amargo querer que os outros mereçam a dignidade das formas e das palavras».

Título: TRILOGIA DO OLHAR
Autor: José Gardeazabal
Comentador: Jorge Silva Melo
Leitura de textos: Artistas Unidos
Edição: Imprensa Nacional
Data: segunda-feira, 30 de outubro
Horário: 18h30
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
R. da Escola Politécnica, n.º 135, Lisboa


Entrada livre condicionada apenas à capacidade da sala.



Trilogia do Olhar, é um livro composto por três pequenas peças teatrais: Televisão, Regras para Fotografar Animais e Cinema Mudo. Num olhar atento sobre o presente, mas também sobre o passado, José Gardeazabal recorre a uma panóplia vasta de personagens — soberanas de qualquer análise moralizante ou simplificadora — para nos mostrar indivíduos marcados por idiossincrasias, fraquezas, medos, desejos, sonhos e inquietações, num grande retrato da condição humana.

José Gardeazabal publicou o seu primeiro livro, história do século vinte, em 2016, obra que o fez vencer o Prémio Imprensa Nacional Casa da Moeda/Vasco Graça Moura de poesia. Também em 2016 publicou Dicionário de Ideias Feitas em Literatura, uma coletânea de prosa curta. Trilogia do Olhar é o seu primeiro volume de teatro.


SONATAS DE ROSSINI
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

PROGRAMA:
G. Rossini Sonata para Cordas N.º 1
G. Rossini Sonata para Cordas N.º 3
G. Rossini Sonata para Cordas N.º 5



INTÉRPRETES:
Anzhela AkopyanDaniela RaduMicaela Sousa violinos 
Jian Hong violoncelo
Vladimir Kouznetsov contrabaixo

Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Data: quinta-feira, 26 outubro 2017
Horário: 18:00 h

Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.



As seis Sonatas para Cordas, originalmente escritas para duas partes de violinos, violoncelo e contrabaixo, são as primeiras obras que se conhecem do compositor de Il barbiere di Siviglia, La Cenerentola, La gazza ladra e tantas outras óperas que se juntam hoje às primeiras escolhas do repertório lírico. Revelam-nos, portanto, uma faceta menos conhecida do músico italiano. São pequenos divertimentos de inspiração setecentista em que os instrumentos disputam entre si melodias plenas de graciosidade. Nesse verão de 1804 passado em Ravena, com apenas doze anos de idade, o compositor terá tocada a parte de segundo violino ao lado de seus primos e do anfitrião Agostino Triossi, contrabaixista. Apesar da ingenuidade que de imediato sobressai, também não passa despercebido um instinto melódico notável, grande oportunidade rítmica e uma diversidade harmónica surpreendente. No formato de três andamentos (rápido-lento-rápido), são peças de ambiente afável e descomprometido que confiam maior protagonismo às melodias dos violinos, mas que «não se perdem» quando fazem intervir as vozes mais graves.



CLUBE DE LEITORES DA IMPRENSA NACIONAL

1.ª edição: Leituras e Temas Clássicos da Literatura Portuguesa
Orientador: Gonçalo M. Tavares
Sessões: de outubro 2017 a julho 2018 (1 por mês)
Horário: 18:30 às 20:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Estão abertas as inscrições. Ver aqui o Programa e o Regulamento.

A leitura é só o início. Será um clube de leitores reflexivo. Há uma ideia importante que é a de não falarmos apenas de literatura. A literatura não é uma espécie de arte que está num túnel ao lado de outros túneis. Não existe o túnel da literatura, o túnel do teatro, o túnel do cinema… Não são túneis paralelos e que não se tocam! É precisamente o contrário. Estas artes estão todas no mesmo mundo e tocam-se. O ponto de partida deste clube de leitores será um determinado livro mas passaremos por muitos livros e por outras artes.
Gonçalo M. Tavares

Já a partir do início de outubro próximo, a centenária Biblioteca da Imprensa Nacional, em Lisboa, voltará a ser povoada pelos nossos autores clássicos, os livros de sempre, as leituras comuns e os debates esclarecedores (ou, talvez, inquietantes)…

«Leituras e Temas Clássicos da Literatura Portuguesa» é a proposta temática para este que é o primeiro clube de leitores dinamizado pela Imprensa Nacional e pelo leitor (e também escritor) Gonçalo M. Tavares, que coordenará as sessões.

De Gil Vicente a Nemésio, passando por Camões, Pessoa e Sá Carneiro; de Cesário Verde a Almada, sem esquecer o Padre António Vieira, Régio ou Eça. As sessões tocarão temas tão díspares como universais: a morte, o amor, a linguagem, as utopias, a arte, a beleza, a loucura, o poder, a imaginação, a identidade, entre outros...

O Clube de Leitores reunirá mensalmente, num total de 10 sessões (entre outubro 2017 a julho de 2018). As sessões serão totalmente gratuitas, e destinam-se a todos aqueles que gostam de ler e, sobretudo, a todos aqueles que gostam de conversar sobre aquilo que leram, que estão a ler ou que tencionam vir a ler.

Esta é mais uma iniciativa da Imprensa Nacional-Casa da Moeda que pretende ir ao encontro do seu desígnio de sempre, numa missão maior de serviço público: promover a leitura, reavivar os clássicos, suscitar reflexões, fomentar debates.

Promete, a rentrée literária da editora pública! E sempre na melhor das companhias: a dos nossos escritores!

Veja aqui como pode candidatar-se.


TPR


CLUBE DE LEITORES DA IMPRENSA NACIONAL
1.ª edição: 2017/2018
Programa: Leituras e Temas Clássicos da Literatura Portuguesa
Orientação: Gonçalo M. Tavares
Organização: INCM
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Periodicidade: mensal
Horário: quintas-feiras, 18:30 - 20:00 h

O Clube de Leitores da Imprensa Nacional é uma iniciativa da editora pública e do escritor Gonçalo M. Tavares.
A 1.ª edição do Clube de Leitores da Imprensa Nacional desenvolverá as suas sessões, totalmente gratuitas, entre outubro de 2017 e julho de 2018, num total de dez (10) sessões.

1. Objetivos:
  • Debate sobre as obras proposta por Gonçalo M. Tavares;
  • Partilha de conhecimentos, reflexões e inquietações a partir de uma experiência de leitura;
  • Reavivar a leitura das obras e dos autores clássicos e trazê-los para o debate contemporâneo.
2. Público-alvo:
  • O Clube de Leitores da Imprensa Nacional destina-se sobretudo a pessoas que gostem de ler e que não encarem a leitura apenas como um processo de distração ou de puro passatempo. Este clube não se destina a especialistas de livros. Destina-se àqueles que veem o livro como o início de uma boa conversa.
3. Funcionamento:
  • Todas as sessões terão como ponto de partida a leitura de clássicos da Literatura Portuguesa;
  • O mesmo livro suscita quase sempre diferentes interpretações e vivências por isso para cada sessão haverá um livro, um autor e um tema — que servirá de tópico para discussão.
  • Na sessão, além da leitura em voz alta de excertos do livro, haverá um diálogo sobre o livro proposto bem como sobre outros livros com temas próximos.
  • O clube funcionará através de sessões presenciais.
  • O clube reunirá com uma periodicidade mensal.
  • Cada participante lerá o livro indicado para cada mês.
  • Todas as sessões serão orientadas/dinamizadas por Gonçalo M. Tavares.
4. Local de funcionamento
  • As sessões decorrerão na Biblioteca da Imprensa Nacional sita na Rua da Escola Politécnica n.º 135 em Lisboa (entre o Largo do Rato e o Jardim do Príncipe Real).
  • Como chegar: Autocarro: 773 e 758; Metro: Rato; Coordenadas GPS: N 38º 43' 4.45" W 9º 9' 6.62" 
5. Calendário das sessões
  • A agenda das sessões será definida pelo orientador do clube juntamente com os seus membros, com início previsto para outubro de 2017.
  • As sessões do Clube de Leitores da Imprensa Nacional ocorrerão uma vez por mês, sempre num dia útil (quinta-feira), ao final da tarde, entre as 18:30 e as 20:00 horas.
6. Admissão
  • O número de participantes será limitado a 15 (quinze);
  • Para participar no Clube de Leitores da Imprensa Nacional Casa da Moeda os interessados deverão enviar um pequeno texto explicativo (cerca de 1200 caracteres em formato Word) do seu percurso académico e profissional e a motivação que os leva a querer participar no Clube de Leitores da Imprensa Nacional.
  • O critério de selecção dos participantes será efectuado com base no texto de motivação enviado. Os candidatos deverão ainda disponibilizar as seguintes informações:
  1. Nome completo
  2. Data de Nascimento
  3. Profissão
  4. Contacto email
  5. Contacto telefónico
  • As candidaturas deverão ser enviadas para o email: clube.leitores@incm.pt
  • A seleção dos participantes ficará a cargo da Imprensa Nacional Casa da Moeda e será comunicada para o endereço email e /ou telefónico facultado pelos participantes.
  • Todas as informações adicionais deverão ser solicitadas por escrito para o email: clube.leitores@incm.pt
7. Programa
  • Sessão 1 – Sobre a morte
    Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno
  • Sessão 2 – Sobre o amor e o desejo
    Camões – Os Lusíadas (canto IX)
  • Sessão 3 – Sobre a linguagem
    Padre António Vieira – Sermões (Sermão aos peixes)
  • Sessão 4 – Sobre as utopias
    Eça de Queirós – O Mandarim
  • Sessão 5 – Sobre a técnica e a cidade
    Cesário Verde – O Livro de Cesário Verde
  • Sessão 6 – Sobre a arte
    Almada Negreiros – Manifestos
  • Sessão 7 – Sobre a loucura e a racionalidade
    Mário de Sá Carneiro - A Loucura
  • Sessão 8 – Sobre a doença e a beleza
    José Régio - O Príncipe com Orelhas de Burro
  • Sessão 9 – Sobre o poder e a imaginação
    Vitorino Nemésio – Poesia
  • Sessão 10 – Sobre a identidade
    Fernando Pessoa – Livro do Desassossego
8. Disposições finais
  • Os membros do Clube devem respeitar-se mutuamente e cumprir as regras básicas de boa convivência, caso não o façam reserva-se o direito à Imprensa Nacional — Casa da Moeda de anular a sua participação.
  • A não comparência, sem aviso prévio, a duas (2) ou mais sessões consecutivas, reserva-se o direito à Imprensa Nacional — Casa da Moeda de anular a sua participação e de substituir o participante.
  • Somente serão consideradas as inscrições que estiverem em conformidade com as normas estabelecidas neste Regulamento.
  • Ser membro do Clube de Leitura da Imprensa Nacional pressupõe a aceitação e cumprimento dos termos propostos no presente Regulamento.

* Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Desde 2001 publicou livros em diferentes géneros literários e está a ser traduzido em mais de 50 países. Os seus livros receberam vários prémios em Portugal e no estrangeiro. Como Aprender a rezar na Era da Técnica recebeu o Prix du Meuilleur Livre Étranger 2010 (França), prémio atribuído antes a Robert Musil, Orhan Pamuk, John Updike, Philip Roth, Gabriel García Márquez, Salman Rushdie, Elias Canetti, entre outros. Alguns outros prémios internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 e 2011 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado 2009 (Sérvia), Grand Prix Littéraire du Web – Culture 2010 (França), Prix Littéraire Européen 2011 (França). Foi também por diferentes vezes finalista do Prix Médicis e Prix Femina. Uma Viagem à Índia recebeu, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela APE 2011. Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, dança, peças radiofónicas, curtas-metragens e objetos de artes plásticas, dança, vídeos de arte, ópera, performances, projetos de arquitetura, teses académicas, etc. Já em 2017 publicou A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado, pela Bertrand Editora.