Integradas no Plano de Ação Coimbra aler+ 2019-2020 estão a decorrer dinâmicas de formação de novos leitores que envolve um trabalho articulado entre a Rede de Bibliotecas de Coimbra e a Imprensa Nacional Casa da Moeda, no âmbito da coleção «Grandes Vidas Portuguesas». Esta coleção, vocacionada para os mais jovens e que nasceu de uma parceria entre as editoras Pato Lógico e Imprensa Nacional, é dedicada às biografias de personalidades portuguesas que se destacaram em vários domínios da nossa história.



Sofia de Mello Breyner Andresen, Salgueiro Maia, José Saramago e Fernando Pessoa foram as primeiros nomes escolhidos para serem trabalhados, ao longo deste ano, nas diferentes escolas/bibliotecas da Rede de Coimbra, incluindo uma criação teatral encenada e interpretada pelo ator Diogo Carvalho. E que tem vindo a conhecer um grande sucesso junto do público.







Uma criação teatral encenada e interpretada por Diogo Carvalho, a partir do livro «Sophia de Mello Breyner Andresen. Quem era Sofia?» com texto de Ana Maria Magalhães/Isabel Alçada e ilustrações de Sara Feio.


Entrada Gratuita


Quando se fala de Sophia de Mello Breyner Andresen o que vem à ideia é poesia. E também «A Menina do Mar» ou «O Cavaleiro da Dinamarca». Mas quem era essa escritora que nas fotografias aparece tão elegante e com um olhar sonhador?

No ano em que se celebra o centenário do seu nascimento a coleção Grandes Vidas Portuguesas dá a conhecer aos leitores mais jovens Sophia de Mello Breyner Andresen, a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.


Preparámos um quizz especialmente para os mais novos. Sabes tudo sobre Salgueiro Maia, uma grande vida portuguesa?




Já nas bancas e nas páginas dos jornais o novo volume da coleção «Grandes Vidas Portuguesas», dedicado a um vulto maior da literatura contemporânea: António Lobo Antunes. Um estimulante convite dirigido aos leitores mais novos (mas que os adultos devem ler também) para conhecerem um pouco melhor a trajetória (de vida e de escrita) de António Lobo Antunes. Hoje, a opinião de José Mário Silva, no jornal Expresso, sobre António Lobo Antunes. O Amor das Coisas Belas (Ou pelo menos das que eu considero belas). Boas leituras!



Multifacetado, vanguardista e corajoso assim foi Almada Negreiros. Bailarino, pintor, escritor, dramaturgo, conferencista e artista que defendeu a modernidade a todo o custo, daí ter andado «dez passos de gigante à frente [...] sem temer reprovação ou contratempo». José Jorge Letria conta-nos a sua história em Almada Negreiros. Viva o Almada Pim! E Tiago Albuquerque ilustra-a à altura. Nós, desafiamos-te a pores à prova os teus conhecimentos sobre esta Grande Vida Portuguesa!






— Mas se tu dizes que não havia liberdade e que existia polícia por todo o lado, como foi que ele conseguiu fazer uma campanha eleitoral?
— Ora, com muita coragem e muito apoio popular, e olha que essa campanha nada tinha que ver com as que hoje se fazem de quatro em quatro anos para a Assembleia da República, ou de cinco em cinco para a Presidência da República. Era muito mais difícil sob todos os aspetos. Mesmo assim houve verdadeiras multidões nas ruas, principalmente no Porto, onde parecia que o regime ia cair, tal era a força do apoio popular. No dia 15 de maio de 1958, o general fazia 52 anos e parecia um homem feliz por ter o povo nas ruas a apoiá-lo. Em Lisboa a multidão esteve com ele nas ruas e nas praças sem recear as cargas policiais e outras ameaças. E foi a mesma coisa em Chaves, Viseu e Aveiro. Era assim em toda a parte, para já não falar de terras de grande tradição de luta operária como o Barreiro ou a Marinha Grande onde praticamente toda a gente estava com ele. O entusiasmo era, de facto, enorme.
p.29


Humberto Delgado. A Coragem do General sem Medo
Em breve nas livrarias.


Escritora, jornalista, pedagoga, republicana, feminista e mulher. Ana de Castro Osório é uma das retratadas na coleção «Grandes Vidas Portuguesas». Convidamos-te a descobrir mais sobre a fascinante vida de Ana de Castro Osório neste quizz que preparámos para ti.



Entre 1914 e 1918 houve uma guerra que matou quase 20 milhões de pessoas, imagina! Participaram nessa guerra países do mundo inteiro, incluindo Portugal. Por isso se chama de Primeira Guerra Mundial. O nosso país estava do lado dos ingleses, russos, americanos e franceses (Tríplice Entente) que lutavam contra os Império Alemão e Austro-Húngaro e o Reino de Itália (Tríplice Aliança). A partir de 1918 começou a haver várias esforços de acordo de paz mas aquele que pôs o ponto final à guerra ficou conhecido como Tratado de Versalhes, que foi assinado em 28 de junho de 1919. A equipa liderada pela Alemanha perdeu e sofreu duros castigos. O soldado Milhões foi um herói português desta guerra. A sua história está publicada na nossa coleção «Grandes Vidas Portuguesas». O que sabes tu deste nosso herói?





Anibal Milhais. Um Herói Chamado Milhões
José Jorge Letria e Nuno Saraiva
Grandes Vidas Portuguesas
Abril de 2014


O novo volume da coleção «Grandes Vidas Portuguesas» é dedicado a um vulto maior da literatura contemporânea: António Lobo Antunes.
António Lobo Antunes. O Amor das Coisas Belas (Ou pelo menos das que eu considero belas) é também um estimulante convite dirigido aos leitores mais novos para conhecerem um pouco da trajetória de vida de António Lobo Antunes e, ao mesmo tempo, para partilharem um pouco do mundo multíplice deste escritor que é hoje um dos mais lidos e traduzidos mundo fora. Não sabes o que é «multíplice»? Usa dicionário! Vais precisar de um para ler esta história. Esse é outro convite deste livro: que os mais jovens voltem a (re) descobrir o dicionário para (re) descobrirem a grandeza da sua língua! O texto é de Jorge Reis-Sá e as ilustrações são de Nicolau

O António não escreve. Ele diz sempre que é a mão que lhe guia o raciocínio. Já pensaste na beleza desta coisa tão simples? Termos uma mão que nos obriga a escrever como os pés nos obrigam a caminhar. As mãos são os pés do escritor, ele anda sempre a fazer quarenta quilómetros de maratona. O António corre maratonas e chama-lhe um livro.
p.08
O António nasceu para escrever, mas cresceu para ser médico. O pai do António era médico e o irmão João também. O irmão Nuno ainda é. Mas o António era um médico diferente – aos olhos do pai – porque não curava pessoas com gesso, antes a infelicidade com livros.
p.10





Alfredo Keil (1850-1907) foi pintor e compositor. Entre, outras coisas, compôs a música de A Portuguesa, como marcha de protesto, por alturas do Ultimato Inglês, em 1890. Henrique Lopes Mendonça (1856-1931) acrescentou-lhe a letra e, em 1911, após a Implantação da República no nosso país, A Portuguesa foi adotada como Hino Nacional e é hoje um dos símbolos da nossa nação. Por ser um grande português a coleção «Grandes Vidas Portuguesas» dedica-lhe um volume Alfredo Keil — A Pátria acima de Tudo que conta com o texto de José Fanha e as ilustrações de Susana Carvalhinhos. Atreveste-te a descobrir mais coisas sobre este tão ilustre português? A Portuguesa, nós sabemos, tu já a sabes de cor!



Nasceu no Ribatejo, em Azinhaga, uma pequena povoação da Golegã, a 16 de novembro de 1922 e morreu no meio no Oceano, onde desaguam todos os rios, em Lanzarote, a ilha mais oriental do arquipélago das Canárias, feita de vulcões adormecidos e rios de lava. Era o dia 18 de junho de 2010. Há oito anos precisos. Poucos poderiam adivinhar que o menino José, neto de analfabetos — circunstância comum num Portugal pobre e rural do inicio do século XX — seria um dos maiores e, talvez, um dos  mais polémicos escritores portugueses da nossa história recente — e o único a receber o Nobel da Literatura, o mais alto galardão no que às Letras diz respeito. A infância difícil, essa, José Saramago recordou-a num livro autobiográfico, intitulado As Pequenas Memórias.

Publicou romances, crónicas, peças de teatro, poesia, diários e memórias. Hoje tem uma Fundação em seu nome em pleno coração lisboeta, casa de artes e de cultura e também espaço de memórias e de afetos: A Fundação José Saramago.

Por ser um grande português a coleção «Grandes Vidas Portuguesas» dedicou-lhe um volume José Saramago — Homem – Rio que conta com o texto de Inês Fonseca Santos e ilustrações de João Maia Pinto. No dia em que se assinalam os oito anos dos seu desaparecimento, deixamos aqui um pequeno excerto desse livro. Porque a memória também é feita de pequenos excertos.

Ao contrário de um rio, um escritor tem muitas margens. De um rio, sabemos onde nasce e onde desagua; a um rio, conhecemos a margem direita e a margem es¬querda. Já um escritor tem tantas margens quan¬tas as palavras que existem — as que ele mesmo escreve e as que, antes dele, outros escreveram. Para além disso, um escritor nasce várias vezes ao longo da vida (há até uns que nascem várias vezes ao longo de um só dia): sempre que encosta a caneta ou o lápis ao papel, sempre que empurra com os dedos as teclas da máquina de escrever ou do computador, o escritor está a encontrar-se com o mundo pela primeira vez. A sua primeira vez — que, à centésima vez, à milésima vez, é uma primeira vez (não se espantem: é sabido que os escritores trocam as voltas aos números, que os usam a seu bel-prazer...). Quanto ao lugar onde desagua, onde termina, toda a gente sabe que um escritor só morre quando desaparece o seu último leitor. Por isso, não faz muito sentido dizer-vos:

«José Saramago, escritor português, Prémio Nobel da Literatura em 1998, nasceu na aldeia da Azinhaga, no Ribatejo, a 16 de novembro de 1922 e morreu a 18 de junho de 2010, na ilha espanhola de Lanza-rote, onde passou grande parte dos últimos 18 anos da sua vida. Entre o seu nascimento e a sua morte, foi serralheiro mecânico, desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, crítico, tradutor, editor e jornalista. Escreveu e publicou dezenas de livros, traduzidos em todo o mundo: romances, crónicas, diários, poemas, peças de teatro, contos, ensaios...»

Apesar de ser verdade, isso faz parte do vivi¬do e, para se falar de um escritor como José Sara¬mago, tem de se somar à realidade o imaginário. Somar e, em certas ocasiões, aquelas em que o escritor desconhece em absoluto as fronteiras do mundo que está a inventar, quando encosta a ca¬neta ou o lápis ao papel, ou quando empurra com os dedos as teclas da máquina de escrever ou do computador, multiplicar a realidade pelo imagi-nário. Saramago achava que «o vivido podia ser imaginado e vice-versa». Ou seja, Saramago sabia que, se um escritor abrisse os braços, se os esten¬desse muito, muito, muito bem para os lados, um braço para a esquerda, outro braço para a direi¬ta, conseguia alcançar todas as margens do rio. (…)

in José Saramago — Homem - Rio


Oficina de Escrita Criativa
Baseada na edição «Aníbal Milhais - Um Herói Chamado Milhões» da coleção Grandes Vidas Portuguesas.
Orientada por Inês Barbosa para crianças e jovens dos 8 aos 14 anos.
Data: 26 de maio 2018
Hora: 11:00h
Local: livraria INCM do Porto - Praça Gomes Teixeira 1 a 7, Porto

Gratuita com pré-inscrição: livraria.porto@incm.pt


Houve um tempo em que nenhuma mulher da tua família podia votar. Apenas por ser mulher. Mãe, avó, tia, irmã, sobrinha, prima, não importava. Mesmo que fossem muito inteligentes, mesmo que tivessem lido 100 ou 200 livros (o que seria imenso!), mesmo que soubessem dizer a tabuada de trás para a frente ou o nome de todos os rios e afluentes da Ásia (o que seria incrível!), tinham contra si uma série de leis que as julgavam como inferiores aos homens.
Estávamos nos primeiros anos do século XX, época de grandes mudanças sociais e científicas por todo o mundo. Em quase todos países o voto estava-lhes proibido — com algumas exceções como a Nova Zelândia, nos antípodas de Portugal, onde as mulheres já votavam desde 1893.
Escritora, editora, jornalista, ensaísta, pedagoga, feminista, maçónica e republicana, tudo isso e mais foi Ana de Castro Osório.
Quando se deram as eleições de 28 de maio de 1911, Carolina Beatriz Ângelo [médica cirurgiã, e a primeira mulher a votar em Portugal] e Ana de Castro Osório já eram amigas e lutadoras pelas mesmas causas políticas e sociais. Membros da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e da Associação de Propaganda Feminista, entre outras organizações, queriam ver o progresso e a modernidade chegarem de vez ao País.
Ambas provinham de famílias avançadas para a época. Ambas casaram com homens inteligentes e dignos que as apoiaram nessa causa da História universal, sobretudo desde meados do século XIX, com a ação das sufragistas. Foi esse o nome dado às mulheres que, em Inglaterra e nos Estados Unidos da América, começaram a reivindicar plenamente os seus direitos, começando pelo sufrágio ou voto. Foram presas, internadas como loucas e até assassinadas, mas o movimento não parou mais e deu origem ao que depois se designou por «feminismo».
Conhecendo estas novas ideias que chegavam da Europa, Ana de Castro Osório escreveu, em 1905, Às Mulheres Portuguesas. É considerada a primeira obra declarada a favor da emancipação da mulher — sem por isso excluir os homens.
Ana de Castro Osório nasceu em Mangualde, cidade do distrito de Viseu, no dia 18 de junho de 1872. Morreu em Lisboa, a 23 de março de 1935, aos 62 anos.
Os pais tiveram grande influência na sua maneira de ver e pensar o mundo. João Baptista de Castro era um homem das leis e dos livros. A mãe, Mariana Osório de Castro Cabral Albuquerque, provinha de uma família culta e aristocrática; e também ela ajudou a filha nas suas múltiplas atividades enquanto escritora, feminista, republicana e tudo o que lhe despertava curiosidade e interesse.
(...)
Era ainda muito nova quando deixou Mangualde e foi viver com a família para Setúbal, onde o pai fora colocado como juiz. Aos 26 anos, casou-se com o poeta, jornalista e político republicano Paulino de Oliveira, também de Setúbal. Tiveram dois filhos: João de Castro Osório e José Osório de Oliveira. Quando o marido foi nomeado para o lugar de cônsul português em São Paulo, em 1911, Ana de Castro Osório mudou-se para o Brasil e ali ficou até à morte deste, em 1914. Foi um casamento tranquilo e repleto de afinidades, com uma história muito especial pelo meio... que no final contaremos.
Foi em Setúbal que Ana de Castro Osório se dedicou a uma parte fundamental da sua vida e obra: a escrita e promoção da literatura infantil. Pegando no trabalho feito à volta dos contos tradicionais, que já vinha de antes do casamento, iniciou a coleção «Para as Crianças», em 1897. (...)
Não só os escrevia como os editava por sua conta e distribuía por livrarias do País — e, mais tarde, também no Brasil, que então representava um grande mercado. Além disso, respondia às cartas dos leitores, que podiam receber o seu exemplar pelo correio. Ao fim de alguns números, chegava a respetiva encadernação. Um trabalho muito profissional e completo, a que hoje chamaríamos marketing.
Ao mesmo tempo, mantinha a sua atividade política, seguindo os ideais republicanos de transformar o País através da instrução escolar e cívica. Abrir bibliotecas públicas, aumentar o número de escolas, valorizar o trabalho dos professores, alargar a escolaridade obrigatória, tornar a leitura de livros e jornais mais acessível...
(...)
Ao longo dos quase quarenta anos em que escreveu sem interrupção, sobretudo para a imprensa periódica, Ana de Castro Osório abordou muitos temas, desde a igualdade no divórcio até ao serviço militar obrigatório para mulheres, passando pelo direito das mães amamentarem os filhos (à época, esse papel pertencia às chamadas «amas-de-leite»).
Ana de Castro Osório não foi apenas uma das primeiras pessoas a encarar a escrita para crianças com o mesmo empenho que reservava aos assuntos ditos «sérios», como a política. Da sua geração, apenas a escritora Virgínia de Castro e Almeida, autora de Céu Aberto e As Aventuras de Dona Redonda, a conseguiu acompanhar. No entanto, se há quem chame a Ana de Castro Osório a mãe da literatura infantil em Portugal é também porque ela foi, como se costuma dizer, uma «mulher dos sete instrumentos». Repara:
• Escreveu contos originais, sem dúvida o seu género preferido, além de teatro para crianças e novela de aventuras;
• Recolheu e adaptou ainda mais contos tradicionais e contos de fadas que ouviu às «mulheres do povo», em Mangualde e Setúbal;
• Assinou versões traduzidas de autores estrangeiros, caso dos irmãos Grimm e Hans Christian Andersen;
• Foi autora de vários livros de leitura escolares também lidos nas escolas públicas do Brasil;
• Fundou a Livraria Editora «Para as Crianças», em Setúbal, a fim de publicar os seus próprios livros e fazê-los chegar a Portugal e ao estrangeiro;
• Valorizou a ilustração, colaborando com artistas como Leal da Câmara, Raquel Roque Gameiro, Alfredo de Morais, Hebe Gonçalves e Mily Possoz, entre outros;
• Mostrou ter um entendimento do livro infantil muito avançado para a sua época, quando a leitura era considerada útil para instruir e dar lições de moral, mas não para distrair nem divertir. Já em 1908, no prefácio de um dos seus livros, escrevia:
«Criar uma literatura infantil é criar o amor pela leitura, é despertar na criança a curiosidade — tão embotada nas crianças portuguesas — pelas coisas intelectuais e dar-lhe da vida uma nobre e alta noção. [...]
A literatura para os grandes apossa-se de todos os assuntos e de todos pode fazer obras de valor, conforme o talento dos autores. O mesmo acontece, e deve acontecer, com a literatura infantil, que tem de ser vasta e variada...»

in Ana de Castro Osório,
a mulher que votou na literatura

Texto: Carla Maia de Almeida
Ilustrações: Suza Monteiro
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Imprensa Nacional-Casa da Moeda / Pato Lógico Edições
48 pp.



Imagem © Imprensa Nacinoal


Na coleção «Grandes Vidas Portuguesas» sairá a biografia sobre António Lobo Antunes e sobre a artista Carmen Miranda. Ambas serão ilustradas. Está ainda a ser planeada uma biografia de Mário Soares.

Biografias ilustradas do escritor António Lobo Antunes e da artista Carmen Miranda e um livro informativo sobre a águia-imperial-ibérica estão entre as novidades literárias deste ano da Imprensa Nacional Casa da Moeda para 2018.

De acordo com o plano editorial divulgado, na coleção «Grandes Vidas Portuguesas» sairá uma biografia sobre António Lobo Antunes, escrita por Jorge Reis-Sá e ilustrada por Nicolau, outra sobre Carmen Miranda, assinada por Tito Couto e ilustrada por Sofia Neto, e sobre o general Humberto Delgado, por José Jorge Letria, com ilustração de Richard Câmara. Está também planeada, ainda sem data de publicação, uma biografia em moldes semelhantes sobre o político Mário Soares.

À agência Lusa, o diretor de arte e coeditor das obras, André Letria, explicou que está prevista ainda a edição de livros informativos sobre a águia-imperial-ibérica, com texto de Carla Maia de Almeida e ilustração de Susa Monteiro, e sobre exemplos de etnografia portuguesa, dos caretos ao bordado de Castelo Branco, pela antropóloga Vera Alves, com a ilustradora Carolina Celas.

Desde 2014, a Imprensa Nacional tem investido na edição de livros para a infância e juventude, com grande destaque para a vertente visual. «É uma forma de trabalhar com autores diferentes e prestar um serviço público com estes temas e estes ilustradores», explicou André Letria, ilustrador, autor e editor.

O plano editorial para 2018 incluirá ainda um livro sobre a Biblioteca Nacional, escrito por Luísa Ducla Soares, ainda sem ilustrador definido, e outro de Pedro Vieira e André Letria, com histórias sobre o Diário da República, cuja origem, com outra designação, remonta ao século XIX.

A coleção infantojuvenil da Imprensa Nacional reúne quase duas dezenas de títulos, a maioria já recomendada pelo Plano Nacional de Leitura.

Agência Lusa




Filipe Abranches, que ilustrou Alexandre Serpa Pinto - O Sonhador da África Perdida, com texto de Luís Almeida Martins, acaba de ser selecionado para integrar a Exposição de Ilustraodres da BCBF - Bologna Children’s Book Fair (Feira do Livro Infantil de Bologna), em 2018.




A BCBF é atualmente o grande acontecimento anual no calendário europeu (senão mesmo mundial!) de eventos em torno da literatura infantil e juvenil. A sua 55.ª edição decorrerá de 26-29 de março.

A Exposição de Ilustradosres, lançada em 1967, poucos anos após a primeira edição da BCBF, é uma das grandes atrações da Feira e uma montra das tendências mais recentes da ilustração de fição e não-ficção.

Dos estilos mais «pop» aos mais alternativos, a Exposição mostra a seleção daqueles que o juri considera os melhores ilustradores entre um universo de mais de 3000 candidatos oriundos de mais de 25 países. Uma oportunidade única para descobrir novos talentos!

Muitos parabéns, Fillipe Abranches!


   
Alexandre Serpa Pinto - O Sonhador da África Perdida
Luís Almeida Martins (texto)
Filipe Abranches (ilustrações)
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Uma edição conjunta da Imprensa Nacional e da Pato Lógico
80 pp.
ISBN 978-972-27-2513-2





«Para se falar de um escritor como José Saramago, tem de se somar à realidade o imaginário». Quem o diz é Inês Fonseca Santos em «José Saramago: Homem-Rio», mais um volume da colecção Grandes Vidas Portuguesas, editada em parceria pela Pato Lógico e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, que tem como objectivo levar o seguinte lema aos mais jovens: «Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande».

As ilustrações de João Maio Pinto são um cruzamento feliz entre a pop art e o território da ficção científica, fazendo deste um dos mais interessantes livros da colecção em termos visuais.



Ler a peça completa aqui.






A jornalista Cláudia Lobo sobre o novo volume da coleção Grandes Vidas Portuguesas, uma coleção destinada ao público infantojuvenil, que vem reforçando anualmente a sua presença com excelentes textos e inspiradas ilustrações sobre a história de «Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas que quem o fez grande».

O livro transporta-nos para a África do século XIX e conta-nos de forma apaixonada (e de um modo que os miúdos tudo percebem) não só as aventuras de Serpa Pinto mas também as de outros exploradores, nomeadamente Livingstone. Um prazer.
Cláudia Lobo
in VISÃO / Se7e
de 9 jan 2017

Título: Alexandre Serpa Pinto, o Sonhador da África Perdida
Autores: Luís Almeida Martins (texto) e Filipe Abranches (ilustrações)
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Edição: INCM—Pato Lógico
Local: Sociedade de Geografia de Lisboa
R. das Portas de Santo Antão, n.º 100
Data: quarta-feira, 14 de dezembro
Horário: 18:30 h

Chamava-se Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Já morreu há muitos anos (e, claro, nasceu ainda há mais). Quando ele viveu, Portugal era uma monarquia (...).

O avô do rapazinho, que ainda era vivo, tinha a teoria de que o contacto com a natureza no seu estado mais puro fazia parte da educação de uma criança. Arranjou por isso uma cabrinha e ensinou-a a dar de mamar ao neto quando este desse sinais de ter fome. A cabra chamava-se Cora (...).

Uma vez que sentia o apelo da vida aventurosa ao ar livre, meteu-se-lhe na cabeça que havia de ser militar e viver grandes aventuras.

(...)

Certo dia do final de 1876, quando tinha 30 anos e estava de novo em Lisboa e de volta à rotina da vida nos quartéis (já com o posto de major), Alexandre encontrou casualmente no Terreiro do Paço um antigo camarada, que lhe fez uma grande festa. No meio dos abraços (...), este contou-lhe que tinha ouvido dizer que estava a ser organizada uma grande expedição destinada a explorar o interior de África, entre as costas de Angola e de Moçambique. Alexandre nem precisou de ouvir mais (...).

E eis que, no dia 5 de maio de 1877, Alexandre [Serpa Pinto] e Hermenegildo [Capelo] embarcaram em Lisboa no vapor Zaire, rumo a Luanda. Que grande dia!
https://www.incm.pt/portal/loja_detalhe.jsp?codigo=103038



Chamava-se Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Já morreu há muitos anos (e, claro, nasceu ainda há mais). Quando ele viveu, Portugal era uma monarquia (...).

O avô do rapazinho, que ainda era vivo, tinha a teoria de que o contacto com a natureza no seu estado mais puro fazia parte da educação de uma criança. Arranjou por isso uma cabrinha e ensinou-a a dar de mamar ao neto quando este desse sinais de ter fome. A cabra chamava-se Cora (...).


Uma vez que sentia o apelo da vida aventurosa ao ar livre, meteu-se-lhe na cabeça que havia de ser militar e viver grandes aventuras.

(...)

Certo dia do final de 1876, quando tinha 30 anos e estava de novo em Lisboa e de volta à rotina da vida nos quartéis (já com o posto de major), Alexandre encontrou casualmente no Terreiro do Paço um antigo camarada, que lhe fez uma grande festa. No meio dos abraços (...), este contou-lhe que tinha ouvido dizer que estava a ser organizada uma grande expedição destinada a explorar o interior de África, entre as costas de Angola e de Moçambique. Alexandre nem precisou de ouvir mais (...)

E eis que, no dia 5 de maio de 1877, Alexandre [Serpa Pinto] e Hermenegildo [Capelo] embarcaram em Lisboa no vapor Zaire, rumo a Luanda. Que grande dia!



O resto da história, podes lê-lo neste livro, que já está nas livrarias:

Alexandre Serpa Pinto
O SONHADOR
DA ÁFRICA PERDIDA
Texto: Luís Almeida Martins
Ilustrações: Filipe Abranches
INCM—Pato Lógico
2016


Boa aventura!


«Grandes Vidas Portuguesas — Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande.»
Uma edição INCM—Pato Lógico
Título: José Saramago, Homem-Rio
Autores: Inês Fonseca Santos (texto) e João Maio Pinto (ilustração)
Apresentação pelos autores
Local: Fundação José Saramago (Lisboa)
Data: 19 novembro
Horário: 16:30 h




Os autores de Saramago, Homem-Rio, Inês Fonseca Santos e João Maio Pinto, apresentam o mais recente título da colecção Grandes Vidas Portuguesas, uma coedição Imprensa Nacional / Pato Lógico, cujo lema é «O Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande».

O lançamento do livro acontece na Fundação José Saramago, no dia 19 de Novembro, pelas 16 horas, integrando a programação dos Dias do Desassossego, evento organizado pela Fundação José Saramago e a Casa Fernando Pessoa, que celebram Pessoa e Saramago nas ruas de Lisboa, ambos biografados nesta coleção.