A Imprensa Nacional-Casa da Moeda associa-se, em 2019, às comemorações do quinto centenário do início da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, um extraordinário feito da Humanidade,  comandado por um português ao serviço de Carlos V de Espanha.

Recorde-se que Fernão de Magalhães foi o primeiro a alcançar a Terra do Fogo (arquipélago na extremidade sul da América do Sul). Foi também o primeiro a atravessar o estreito que batizou, o Estreito de Magalhães - a maior e mais importante passagem natural entre os oceanos Atlântico e Pacífico. E foi o primeiro a provar aquilo que os gregos antigos já desconfiavam: a terra é redonda.

Fernão de Magalhães acabou por ser morto na batalha de Cebu, nas Filipinas, durante a expedição, que viria a ser chefiada depois por Juan Sebastián Elcano até ao seu termo, em 1522.

A Imprensa Nacional dedica a sua agenda para 2019 a esta efeméride. 

Nesta edição assinala-se o arranque de um conjunto de projetos editoriais que irão sendo apresentados no decurso de 2019 a 2022.

Com texto do historiador José Manuel Garcia, notável historiador e especialista em Fernão de Magalhães, e conceção gráfica do designer João Campos, a Agenda da INCM 2019 é, ainda mais que nos anos anteriores, um «livro-agenda».


Não a perca!







SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS

Sessão XXV: «Democracia e Globalização- Narrativa e Novidades»
Orador: Mendo Castro Henriques
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Data: 18 de dezembro, terça-feira
Horário: 18:00 h
Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

Breve nota curricular de Mendo Castro Henriques

Professor da Faculdade de Ciências Humanas e membro da Direção do CEFi- Centro de Estudos de Filosofia, da Universidade Católica Portuguesa.

Licenciado e Mestre em Filosofia pela Universidade de Lisboa e Doutor em Filosofia Política e Universidade Católica. Frequentou estágios de pré-doutoramento na Universidade de Munique, RFA e Stanford University, EUA. Tem o Curso de Defesa Nacional, do IDN, e Curso de Alta Direção, do INA. Foi professor do Quadro do Ensino Secundário; Bolseiro do INIC para Mestrado e Doutoramento; Assessor e Diretor do Departamento de Investigação do Instituto da Defesa Nacional.
Entre os cargos na sociedade civil, é atualmente presidente da Instituto da Democracia Portuguesa, associação cívica fundada em 2007, na sequência do livro e manifesto sobre O Erro da Ota. É, desde 25 de novembro de 2014, membro da Comissão Executiva do Prémio General António Ramalho Eanes.

É autor, co-autor e organizador de monografias em várias áreas de especialidade.
2013 – Olá, Consciência!, Lisboa, Objectiva; 2012 - História das Ideias Políticas de Eric Voegelin, vol I, II e III, S. Paulo, É Realizações; 2012 – Plano C – O Combate da Cidadania, Lisboa Bertrand; 2011 - Bernard Lonergan, Insight. Um ensaio sobre o Conhecimento Humano, É Realizações, S.Paulo; 2010 – Vencer ou Morrer, Lisboa, Objectiva; 2010 - Bernard Lonergan; uma filosofia para o séc. 21, S. Paulo, É Realizações; 2010 – A Filosofia Civil de Eric Voegelin, 3ª edição, S. Paulo, É Realizações; 2009 - Vitória e Pirenéus, 1813, Lisboa, Tribuna da História, 2009; 2009 – A Filosofia Política de Eric Voegelin, livro e vídeo livro, S. Paulo; 2008- Dossier Regicídio; o processo desaparecido, Lisboa, Tribuna da História; 2007 - O Erro da Ota– Coordenador, Tribuna da História; 2006 - Dom Duarte e a Democracia, Lisboa, Bertrand; 2006 - Educação para a cidadania - saber & inovar; 2006 - Security and Migrations in the Mediterranean, IOS Press, Amsterdam; 2005 - Panorama da cidadania, edição em quatro línguas, Paris; 1999- Educação para a Cidadania, Lisboa, Plátano; 1999 - Bem Comum dos Portugueses, Lisboa, Vega; 1994 - A Filosofia Civil de Eric Voegelin, Lisboa, UC Editora; 1987 - Bibliografia Filosófica Portuguesa, Lisboa, Verbo ; 1985- As Coerências de Fernando Pessoa, Lisboa, Verbo.

Foi diretor da Revista «Portugueses» e diretor da Colecção Batalhas de Portugal, na editora Tribuna. Colaborador das editoras Bertrand, Verbo, Ática, UC Editora, Vega/Século XXI, IOS Press. Selecções Reader's Digest, Objectiva, É Realizações; é autor das revistas «Nação e Defesa», «Brotéria», «Communio», «Portugueses», «Reflexão Cristã», «Noesis», «Jornal do Exército». Artigos e entrevistas em jornais «Euronotícias», «Público», «Diário de Notícias», «Visão», «Correio da Manhã» e «Diário do Sul».

É sócio correspondente da Academia Lusíada de Ciências, Letras e Artes, (S. Paulo), Membro da American Political Science Association, (Washington, EUA), do Eric Voegelin Archiv, (Munique, RFA), e da Sociedade Científica da Universidade Catolica Portuguesa, (Lisboa). Entre as distinções recebidas conta a Medalha de Prata de Serviços Distintos, 2006; Comenda da Ordem de Nª Sr.ª da Conceição, 2005; Prémio Luís de Almeida Braga - Fundação Calouste Gulbenkian, 1989.

in CEFi - Centro de Estudos de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas




Apesar da revolução tecnológica e do aparecimento dos ebooks, dos PDF’s e das novas plataformas digitais como o Projeto Gutenberg — no caso português temos a Biblioteca Digital Camões ou Biblioteca Nacional Digital — o livro, no seu formato «antigo», é, e tudo indica que continuará a ser, um sobrevivente e um companheiro inseparável do Homem.

Contrariando as expectativas do mercado, as vendas de livros em papel aumentaram enquanto o desempenho dos ebooks diminuiu, desapontado quem apostou neste tipo de publicações, isto segundo um artigo publicado no jornal nova iorquino Observer.

De acordo com a Associação Americana de Livreiros (ABA), uma organização sem fins lucrativos para livrarias independentes, os seus membros cresceram, em 2018, pelo 9.º ano consecutivo e as vendas aumentaram aproximadamente cinco por cento em relação a 2017.

Segundo este artigo, assinado por Joshua Fruhlinger , as pequenas livrarias independentes são lugares onde se encontra o livro mais recente, se ouve uma leitura de um autor favorito ou se descobre um presente exclusivo para um amigo.

Aparentemente, e talvez esta seja uma das maiores ironias da história da literatura, é o próprio declínio das pequenas livrarias independentes que está a estimular no público o desejo de impedir que se extingam. Por outras palavras, diz Joshua Fruhlinger, a morte das livrarias é exatamente o que as está a trazer de volta à vida.

Os mercados também têm destas surpresas!

Leia o artigo aqui (em inglês)



Portugal é a 10.ª melhor democracia do mundo, de acordo com o Relatório da Democracia, divulgado em setembro deste ano.  Apenas a Noruega, a Suécia, a Estónia, a Suíça, a Dinamarca, a Costa Rica, a Finlândia, a Austrália e a Nova Zelândia estão à frente do nosso país.

Leia o relatório aqui.

A 24.ª sessão do «Seminário Permanente de Estudos Globais», já dia 13 de novembro, pelas 18h00, na Biblioteca da Imprensa Nacional, terá como mote precisamente o tema: «Democracia, Autoritarismo e Globalização». É convidado politólogo e professor universitário Antonio Costa Pinto.

«Temos inegavelmente uma democracia madura. Muitos destes indicadores também remetem para um efeito secundário, chamemos assim, que aponta para um sistema político democrático que tem uma dose muito significativa de controlo pelas elites, pelas elites políticas, etc. Veja também um exemplo na autonomia interinstitucional: quase todos os estudos sobre o Tribunal Constitucional apontam para que, independentemente da nomeação partidária, os juízes tenham uma enorme independência do partido que os elegeu. O exemplo mais clássico foi durante a austeridade: Portugal teve durante a crise um dos mais ativos tribunais constitucionais, apontando a inconstitucionalidade de certas normas. O que é um exemplo muito interessante de qualidade de funcionamento do sistema democrático.»

Antonio Costa Pinto em entrevista ao Diário de Notícias

Antonio Costa Pinto nasceu em Lisboa em 1953. Doutorado pelo Instituto Universitário Europeu (1992, Florença) e Agregado pelo ISCTE (1999), é presentemente Investigador Coordenador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Convidado no ISCTE, Lisboa. Foi Professor Convidado na Universidade de Stanford (1993) e Georgetown (2004), e Investigador Visitante na Universidade de Princeton (1996) e na Universidade da California- Berkeley (2000 e 2010). Entre 1999 e 2003 foi regularmente Professor Convidado no Institut D'Études Politiques de Paris. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política. As suas obras têm incidido sobretudo sobre o autoritarismo e fascismo, as transições democráticas e a "justiça de transição" em Portugal e na Europa. A longevidade do Estado Novo português levou-o inicialmente ao estudo comparado dos sistemas autoritários. Mais recentemente dedicou-se ao estudo do impacto da União Europeia na Europa do Sul. Outro tema a que se tem dedicado é o das elites políticas e as mudanças de regime. É autor de mais de 50 artigos em revistas académicas portuguesas e internacionais. Foi consultor científico do Museu da Presidência da República portuguesa e tem colaborado regularmente na imprensa, rádio e televisão.

Biblioteca da Imprensa Nacional: Rua da Escola Politécnica, nr.º 135, Lisboa.




Fez ontem 100 anos que os sinos soaram para calar o barulho das armas.

Quatro anos de conflito e quarenta milhões de baixas depois, a 11 de novembro de 1918, pelas 11h, dentro de uma carruagem-restaurante, em plena floresta de Compiège (França), Aliados e Alemanha assinaram aquele que é provavelmente o mais famoso dos Armistícios e que pôs fim a uma das guerras mais mortíferas e duras de sempre: a I Guerra Mundial.

100 anos depois é tempo de ter presente a participação de tantas Nações e o sacrifício de tantos milhões de homens, mulheres, crianças e famílias inteiras no conflito.

É tempo de relembrar os Soldados do Corpo Expedicionário Português, como o Soldado Milhões, e o empenho da 1.ª República Portuguesa, na figura de Bernardino Machado, que em 1917 parte da Estação do Rossio para uma viagem de Estado que tinha por objetivo visitar os militares portugueses que estavam mobilizados na Flandres para combater na Primeira Guerra.

100 anos depois, é sobretudo tempo de não esquecer o que com o Armistício se conseguiu: a Paz numa casa comum chamada Europa.

Apesar a data marcar o fim da guerra na frente ocidental, as hostilidades continuaram em outras regiões, especialmente em partes do antigo Império Russo e do antigo Império Otomano.

Ao Armistício Compiège seguir-se-ia a 28 de junho de 1919 o Tratado de Versalhes.



                               https://www.incm.pt/portal/loja_detalhe.jsp?codigo=103251         https://www.incm.pt/portal/loja_detalhe.jsp?codigo=102480



Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O génio sem ventura e o amor sem brilho!


Soneto «Língua Portuguesa» de Olavo Bilac



No soneto «Língua Portuguesa», o poeta brasileiro Olavo Bilac (1865-1918) escreve no primeiro verso «Última flor do Lácio, inculta e bela», para se referir à Língua Portuguesa como a última língua derivada do latim falado no Lácio, região italiana. O termo «inculta» refere-se ao latim vulgar, falado pelos soldados, que se distinguia do latim clássico, usado apenas pelos extratos sociais mais altos. Para Olavo Bilac, a Língua Portuguesa continuava a ser «bela», mesmo tendo a sua origem no latim mais popular — trazido para a península há cerca de dois mil anos.

Hoje, a língua portuguesa é uma língua viva, sem fronteiras, multifacetada e global e cuja difusão geográfica — fruto da expansão marítima de séculos XV e XVI — constitui uma das suas grandes mais-valias.

À semelhança do inglês, do espanhol e do francês, está enraizada nos cinco continentes e figura na lista das seis línguas mais faladas no Mundo, sendo a 3.ª língua europeia mais falada à escala global e a 1.ª mais falada no Hemisfério Sul.

Fernando Pessoa referia-se à língua como o lugar onde se está e onde se vive, chamando a isso «pátria». «A minha pátria é a língua portuguesa», escreveria o seu semi-heterónimo Bernardo Soares, em o Livro do Desassossego, criando sem o saber, o que viria a servir de mote à lusofonia.

O português pertence, há muito, a várias «pátrias», a várias nações: nações feitas e nações em processo de formação, como é o caso de Timor — o primeiro novo Estado soberano do século XXI. Falada em Portugal, no Brasil, em Moçambique, em Cabo Verde, na Guiné-Bissau, em São Tomé e Príncipe, em Angola e em Timor, a língua portuguesa é a língua oficial dos países que formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). No total estes oito países da CPLP ocupam uma superfície de quase 11 milhões de quilómetros quadrados, cerca de 7% da superfície continental do planeta. E também em Macau é língua oficial.

Mas a língua portuguesa é muito mais:

É uma língua presente nos sistemas educativos mundo fora;
é uma língua política, institucional, de negócios e de trabalho;
é uma língua da cultura e da ciência;
é uma língua na rede e no mercado concorrencial das línguas;
é uma língua em expansão, que vai aumentar o número de falantes até 2100;
E é uma língua que tem um Novo Atlas!

Depois do sucesso da primeira edição do Novo Atlas da Língua Portuguesa já saiu uma segunda edição e também já estão disponíveis as versões bilingues português/castelhano, português/inglês, português/francês e a mais recente de todas português/mandarim!

Feitos em parceria com o Governo de Portugal, o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e o Camões, Instituto de Cooperação e da Língua estes livros são da autoria dos professores Luís Antero Reto, Fernando Luís Machado e José Paulo Esperança. Magnificamente ilustrados e com uma escrita apelativa, os atlas apresentam, em dez capítulos, informações atualizadas sobre os vários aspetos da expressão global da língua portuguesa. Destacam-se informações detalhadas sobre geografia, demografia, expressão económica e geoestratégica, mobilidade humana, cultura, artes e património comum dos Países de Língua Portuguesa.





SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS | Sessão XXIII

Sessão: «Os 600 anos do início do povoamento da Madeira e de Porto Santo como primeiro passo da primeira grande globalização»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Sexta-feira, 19 de outubro
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

«Rui Carita é professor catedrático aposentado de Arte e Design da Universidade da Madeira, onde foi Vice-Reitor e Pró Reitor para a área de Projectos Científicos, tendo sido igualmente professor convidado da Universidade de Pisa, em Itália e assessor para a recuperação de património, na Universidade de Santa
Catarina, no Brasil, tendo sido convidado no passado ano de 2012 para idêntico trabalho, no sultanato de Sarjah, nos Emirados Árabes Unidos, envolvendo trabalhos de arqueologia nas antigas fortalezas portuguesas no Golfo da Arábia. Tem orientado teses de Mestrado e Doutoramento em universidades portuguesas, italianas, espanholas e marroquinas, assim como participado em júris nessas universidades, especialmente nas áreas de Património Edificado, Arquitectura e Urbanismo, Arqueologia, e Artes Decorativas.
Coordena diversos projetos de investigação com parceiros dos Açores, Canárias e Cabo Verde, envolvendo investigação e inventariação de património cultural, assim como a sua disponibilização por meios informáticos, tendo iniciado neste ano idêntica colaboração com o Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja. Tem cerca de 50 livros e 200 catálogos, roteiros e comunicações editados em várias línguas, sendo as edições mais recentes o Colégio dos Jesuítas do Funchal, de 2013, o Roteiro Republicano referente à Madeira, em 2010, os trabalhos sobre os 500 Anos do Funchal, editados pela Comissão destas celebrações e pelos CTTs, em 2008 e a monografia sobre O Escudo do Reino. A Fortaleza de São Julião da Barra, editado pelo Ministério da Defesa, em Dezembro de 2007»

Fonte: conselhodecultura.uma.pt



SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS

Sessão: «O Passado é um Lugar Estranho: Dever e Memória, Imperativo de Esquecimento»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Terça-feira, 25 de setembro
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Entrada livre condicionada à capacidade da sala.


«Estamos a descobrir um Salazar completamente novo. Ninguém o conhecia. Um Salazar que era maçon (garante Costa Pimenta), que vivia rodeado de gays (na versão Dacosta, em "As Máscaras de Salazar"), ou um Salazar que era uma espécie de D. Juan (na versão Felícia Cabrita, em "As Mulheres de Salazar"), mas com um longo período de abstinência durante a Segunda Guerra Mundial (diz Freitas do Amaral, no prefácio ao livro da Felícia). Não estou a defender Salazar. Mas está-se a esquecer o que ele foi historicamente. Já entrou no domínio do romance histórico disfarçado de obra científica. O mercado está a ser invadido por este lixo e por uma outra corrente muito típica, que é o memorialismo africano.»
excerto de uma entrevista que António Araújo concedeu ao semanário Expresso. em 2012 .


António Araújo nasceu em Lisboa, em 1966. É licenciado e mestre em Direito e doutor em História. É editor do blogue Malomil, autor de vários livros e artigos sobre Direito Constitucional, Ciência Política e História Contemporânea. É autor do livro Matar Salazar, O Atentado de Julho de 1937.


SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS

Sessão: «Teologia e Globalização»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quinta-feira, 05 de julho
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

João Duque
Professor Catedrático na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Licenciatura em Teologia, pela UCP, em 1987. Em 1996, Doutoramento em Teologia Fundamental pela Philosophisch-Theologische Hochschule Sankt Georgen, Frankfurt, Alemanha, com uma tese sobre a receção teológica da filosofia da arte de Gadamer, sob orientação de Jörg Splett, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. É Docente convidado na Faculdade de Filosofia (Braga). Leccionou na Escola das Artes (Porto) da Universidade Católica Portuguesa, e no Instituto Teológico Compostelano, agregado da Universidade Pontifícia de Salamanca. É coordenador do Curso de Doutoramento em Estudos da Religião da UCP. Desde 2007 é Diretor do Núcleo de Braga da Faculdade de Teologia. Desde 2011 é Presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa. Membro do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião (Faculdade de Teologia da UCP) e do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP) e pesquisador convidado no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Pontifícia Universidade de São Paulo. Membro do Conselho de Redação da revista Theologica, de Braga, dos Conselhos Científicos das Revistas Teologia, de Milão, e Salmanticensis, de Salamanca, e do Conselho Editorial da coleção Perconoscenza, da Editora EDB de Bolonha.
Fonte: ier.ucp.pt


Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma.
Louis Braille

Kosuke Takahashi é um jovem designer japonês que acabou de criar uma nova fonte tipográfica universal: o Braille Neue, a combinação de dois alfabetos diferentes que se juntaram para formar um. Um alfabeto que pode ser visto e tocado!
O Braille Neue trata-se da união do alfabeto tradicional à linguagem Braille (escrita em relevo para uso dos cegos e deficientes visuais) e tem por ambição tornar a comunicação mais inclusiva. Na verdade, trata-se de uma ideia brilhante, cujo gatilho disparou na cabeça de Kosuke Takahashi, em 2016, quando o designer visitou um hospital oftalmológico no Japão.
Para dar seguimento a esta ideia e forma a esta fonte, Kosuke Takahashi contou com a colaboração de amigo que sabia ler Braille na perfeição.
O Braille Neue é, neste momento, composto por dois tipos: o Braille Neue Standard, usado apenas para letras do alfabeto latino e Braille Neue Outline, que inclui também carateres japoneses.
Desde a publicação do projeto, em 2017, Kosuke Takahashi tem vindo a somar muitas reações positivas, vindas de designers de todo o mundo. Este projeto pode ser apreciado em brailleneue.com.
A ideia de Kosuke Takahashi passa agora por aplicar, o mais rápido e no maior número de sítios possíveis, a sua nova criação, para que, aos poucos, o Braille Neue se torne instintivo para todos. E Takahashi propõe que essa nova tipografia seja adotada já na próximas olimpíadas, que se vão realizar precisamente em Tóquio, em 2020.
É fácil implementá-la na infra-estrutura existente e é também um trampolim para um futuro mais sustentável e inclusivo após 2020.
pode ler-se no site do designer.
Saiba mais aqui

SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS

Sessão: «O papel do episcopado português no processo de globalização do catolicismo na época moderna»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Sexta-feira, 15 de junho
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

José Pedro Paiva
Desde 1986, é professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde tem lecionado disciplinas de História Moderna de Portugal, Cultura Portuguesa e seminários de pós-graduação sobre a Inquisição. Preparou o seu doutoramento no Instituto Universitário Europeu (Florença), pelo que, desde cedo, tem manifestado preocupações com a História comparada. É investigador do Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra, do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e académico correspondente da Academia Portuguesa da História.
fonte: www.uc.pt

SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS

Sessão: «Direito e direitos globais»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quarta-feira, 30 de maio
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

Pedro Barbas Homem
Licenciado, Mestre, Doutor e Agregado em Direito, sendo Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa desde 2007.
Foi Director do Centro de Estudos Judiciários (2011-2016), a entidade responsável pela selecção e formação inicial e contínua dos juízes e dos magistrados do Ministério Público em Portugal (2011-2015). Pró-Reitor da Universidade de Lisboa (2008-2010) e Vice-Reitor da Universidade de Lisboa (2010-2011). Professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e convidado em universidades dos EUA, Brasil, Índia, Angola e Moçambique.
Inscrito na Ordem dos Advogados desde 1984.
Publicou mais de 12 livros seus e dirigiu 10 publicações colectivas no domínio da história e teoria do Direito, direito da educação, direitos fundamentais, função jurisdicional, direito do medicamento, propriedade intelectual, entre outros temas.
fonte: www.almedina.net

SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão XVIII: «Lusofonia e Globalização»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quinta-feira, 2 de maio
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

[Um] pilar da acção da CPLP diz respeito à defesa, promoção e enriquecimento da Língua Portuguesa e à sua crescente internacionalização e valorização como língua global.
(...)
O facto de, com alguma probabilidade, podermos assistir a um significativo acréscimo da procura do domínio da Língua Portuguesa, em resultado, quer de políticas indutoras do pluri-linguísmo, quer de razões de natureza económica, quer ainda de esforços tendentes a mitigar a anglofonia dominante, mais urgente torna a tarefa de conferir ao ensino do Português a importância e a urgência exigidas pela sua ambicionada crescente internacionalização.
Eugénio Anacoreta Correia
em conferência proferida na Faculdade de Letras de Lisboa
em 09 de fevereiro de 2011

Acredito que o português venha a ser a próxima língua de poder e de negócios no mundo, como foi recentemente referido pela revista britânica Monocle, mas temos que unir os nossos esforços e trabalhar empenhadamente para isso.
Penso, em terceiro lugar, que necessitamos de fazer uma maior aproximação aos universos de língua espanhola, francesa e italiana porque este conjunto de países de raiz latina, soma 800 milhões de falantes.
Eugénio Anacoreta Correia
em entrevista à AULP
em 31 de outurbo de 2013

Eugénio Anacoreta Correia – licenciado em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, foi deputado à Assembleia da República (1976/1987), cofundador do “movimento” das Organizações Não-Governamentais Portuguesas para o Desenvolvimento e seu primeiro Coordenador e Representante junto da Comissão Europeia (1986/1988); embaixador de Portugal em S. Tomé e Príncipe (1988/1993) e em Cabo Verde (1993/1998); presidente do Instituto da Cooperação Portuguesa (1999/2002). Agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a Medalha de 1.ª Classe da Ordem do Vulcão (Cabo Verde) e Cavaleiro da Ordem do Rio Mono (Togo). Desde 2006, presidente da Assembleia de Curadores da Fundação Cidade de Lisboa; e, desde 2009, presidente do Conselho de Administração do Observatório da Língua Portuguesa.
SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão XVII: «Tecnologia e Impactos Sociais»
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quinta - 19 abril
Horário: 16:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.


Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico e autor de Mentes Digitais, publicado em inglês pela MIT Press e em portugês pela IST Press, é uma referência internacional no domínio da Robótica e da Inteligência Artificial.

A dita inteligência artificial do presente não são realmente máquinas inteligentes. São sistemas que resolvem problemas muito concretos, entre os quais reconhecimento de imagens, processamento de linguagem natural, análise de bases de dados, condução autónoma ou inferência de regularidades em séries temporais.
(...)
[A] possibilidade [de um cenário negro em que a máquina domina o homem] existe sempre, mas não será, penso eu, porque as máquinas nos queiram fazer mal. Mesmo que sejam mais inteligentes que nós, não terão, com certeza, a motivação para dominar o mundo, como acontece nos filmes de ficção científica.
(...)
Estamos a discutir tecnologias que vão mudar muito a sociedade, nas próximas décadas. Penso que é útil a sociedade discutir o potencial da tecnologia, as disrupções que irá causar, as consequências no nosso modo de vida. Algumas pessoas pensam mesmo que existem riscos existenciais para a espécie humana.

Fonte:


SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão Extraordinária: «AS RELIGIÕES PERANTE OS GRANDES DESAFIOS DA GLOBALIZAÇÃO»
Conferencistas: Isaac Assor, Pedro Gil e Khalid Jamal
Moderação: Henrique Mota
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Data: Segunda - 05 Março
Horário: 18:00 h
Entrada livre condicionada à capacidade da sala.


Isaac Assor, Pedro Gil e Khalid Jamal, representando as três comunidades religiosas mais influentes em Portugal — judia, católica e muçulmana – sob orientação de Henrique Mota, debatem semanalmente na Antena 1 questões de interesse transversal para os ouvintes, sejam crentes ou laicos, sem prática religiosa ou mesmo ateus.

O objetivo é conhecer a perspetiva religiosa dos problemas e desafios com que as pessoas se confrontam, da atualidade nacional e internacional, e o contributo que o pensamento religioso pode dar ao mundo em que vivemos.


SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão XVI: «As prioridades de política para os portugueses no mundo»
Orador: José Luís Carneiro
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Data: Quarta - 14 fevereiro
Horário: 18:00 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

Para o novo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, é fundamental o compromisso com uma política, e um rosto de proximidade aos portugueses que vivem no estrangeiro.
Um autarca é aquele que concretiza os conceitos na vida concreta das pessoas e a dimensão da proximidade é uma das marcas de qualquer Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. 
José Luís Carneiro,
entrevista ao canal Mundo Português,
Abril 2016

Nascido em 1971, José Luís Carneiro iniciou o seu percurso académico em Relações Internacionais e concluiu o seu mestrado em Estudos Africanos, tendo frequentado o do doutoramento em Ciência Política e Administração. Entre 1995 e 2005, lecionou nos departamentos de Relações Internacionais; Economia e Comércio Internacional sendo docente na Universidade Lusíada e no Instituto de Ciências da Informação e Administração, em Aveiro. Entre 1996 e 1999 tornou-se colaborador do jornal O Independente, dedicando-se à análise sobre a realidade dos países da África Lusófona. Colaborou ainda com diversos títulos da imprensa escrita, através da escrita de artigos jornalísticos e de opinião sobre política nacional e internacional.

2005, ano em que foi nomeado Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, foi também deputado da Assembleia da República na X Legislatura, integrando a Comissão dos Negócios Estrangeiros. Foi membro da Assembleia Parlamentar Euro-Mediterrânica, para além de membro do Comité das Regiões entre 2006 e 2015. Integrou as comissões de Educação, Juventude, Ciência e Cultura (EDUC) e a comissão de Coesão Territorial (COTER). Foi, ainda, eleito Presidente da Comissão de Recursos Naturais (NAT), função que desempenhou entre fevereiro e outubro de 2015. Desde outubro de 2017, é presidente da Assembleia Municipal de Baião. Ao longo da sua carreira, José Luís Carneiro tem sido agraciado com diversas condecorações e louvores.



Informação e imagem de www.edition.cnn.com


Ao longo de vários meses, um grupo de recoletores de lixo de Ankara recuperou os livros que ia encontrando abandonados entre os desperdícios da população. Em setembro de 2017 estava reunida quantidade suficiente para inaugirar uma biblioteca pública composta inteiramente de livros destinados aos aterros sanitários.

Inicialmente, as edições encontradas eram apenas para usufruto dos funcionários e suas famílias. Mas rapidamente a coleção cresceu, e o interesse espalhou-se por toda a comunidade. Hoje, a biblioteca acolhe mais de 6000 títulos, que vão desde a literatura até à não ficção, passando por uma secção infantojuvenil e outra dedicada à investigação científica. A biblioteca inclui ainda livros em inglês e francês para visitantes bilingues.
Começámos a discutir a ideia de criar uma biblioteca com aqueles livros. E quando todos se envolveram o projeto aconteceu. 
declarou Alper Tasdelen, presidente da Câmara de Çankaya, cujo executivo apoiou a criação da biblioteca.

O acervo é tão extenso que os livros são agora requisitados por escolas de várias regiões do país, programas educativos e estabelecimentos prisionais.

A biblioteca está alojada numa antiga fábrica de tijolos desativada, situada na sede do departamento de saneamento. Com uma fachada antiga em tijolo e longos corredores, este é o espaço ideal para uma biblioteca.






Fonte: https://edition.cnn.com/2018/01/15/europe


MB




SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão XIII: «O Vinho do Porto: Marca Identitária Global»
Orador: Manuel de Novaes Cabral
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Data: Sexta - 17 novembro
Horário: 18:00 h
Entrada livre condicionada à capacidade da sala.


A região demarcada do Douro é um elemento que encontra referido em grande parte dos produtos do vinho do Porto. Há aqui uma interação brutal entre o que é o Porto e o Douro. Para mim, esta é a ligação que eu chamo umbilical e incindível e ela tem crescido. Quanto mais elementos tivermos de atração, mais ganhamos todos e aqui há um trabalho que é muito importante, o trabalho em rede, isso é muito importante e não se pode restringir ao Douro. Quanto mais nós trabalharmos de «braço dado» mais ganhamos, todos. É isso que eu acho que temos que dizer cada vez mais e com mais força e mais alto.

(...) este tripé que é a produção, o comércio e o Estado têm que trabalhar cada vez mais de braço dado. Há muitos desafios que têm a ver com o território, com a produção, com os vinhos, a comercialização e que têm que ser trabalhados conjuntamente. Se não existir um bom diálogo e uma boa interação e um trabalho muito grande de rede com a produção e com o comércio, nós não vamos a lado nenhum. Para mim este trabalho é o principal desafio que temos para os próximos anos.


Manuel de Novaes Cabral (1960), presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. desde novembro de 2011, é licenciado em Direito e pós-graduado em Economia Europeia pela Universidade Católica Portuguesa. Entre muitos outros cargos publicos, como Director Municipal da Presidência da Câmara Municipal do Porto e Chefe do Gabinete do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação do XV Governo Constitucional, foi também docente universitário, director-adjunto do Primeiro de Janeiro, assessor da Fundação de Serralves, Vice-Presidente da Agência de Energia do Porto e membro do Conselho de Zeladores da Cruz Vermelha Portuguesa, Porto.

No âmbito do sector vitivinícola, foi Secretário-Geral da AREV, Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas, em Bordéus e representante da Câmara Municipal do Porto na Rede das Capitais dos Grandes Vinhedos. Foi perito internacional para o enoturismo, pivot do programa «Douro Vinhateiro», integrado na série Património Mundial em Portugal, realizado para a RTP (2008), colaborador regular da revista Wine-Essência do Vinho e orador convidado em numerosas conferências, nacionais e internacionais, sobre as questões vitivinícolas, o turismo e o território.

No XXXIV Congresso Mundial da Vinha e do Vinho (OIV), que decorreu no Porto em Junho de 2011, proferiu a primeira das três conferências inaugurais intitulada “O Vinho na construção dos Territórios”.

SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão X: «Haverá uma ética para a idade global? Possibilidades, dúvidas e alguns condicionamentos»
Orador: Onésimo Teotónio Almeida
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Data: SEG - 10 de JULHO
Horário: 18:00 h
Entrada livre condicionada à capacidade da sala.

Interessam-me mais as ideias do que a literatura, onde sou um visitante e leitor por gosto. Custa-me a entrar num universo ficcional. Só leio romances quando posso lê-los sem interrupções. Para entrarmos na ficção temos de nos deixar embarcar. De qualquer modo, quer na ficção quer na não-ficção o meu desejo é entender o mundo. E tanto a ficção como a não-ficção ajudam.

(...)

Sempre me senti atraído por uma frase que ouvi a um professor – “as couves nascem do chão”. Percebi que o empirismo, aquilo que se nos mete pelos olhos dentro, foi mais forte que todas as teorias lidas nos livros, e moldou a minha visão do mundo. Sempre que um autor, Marx ou fosse quem fosse, não estivesse de acordo com a realidade que eu observava, era a realidade que triunfava na minha compreensão das coisas.


Onésimo Teotónio Almeida é professor catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University, Providence, Rhode Island (R.I.), onde se doutorou em Filosofia. Conhecido como escritor, conferencista e viajante incansável, é principalmente um filósofo e um profundo pensador de temas como identidade, ética, valores, mundividências, modernidade e pós-modernidade.

Parte significativa da sua produção literária e filosófica começa por assumir a forma de ensaio, conferência, artigo ou texto de imprensa, como um pensamento que resulta em primeira instância de viver, intervir e testar as suas ideias e preocupações teóricas. E só depois se apresentam sob a forma de experiências individualizadas nas crónicas e nas estórias, numa metodologia rigorosa e concisa que é indissociável da observação e do confronto prático.

SEMINÁRIO PERMANENTE DE ESTUDOS GLOBAIS
Sessão VI: «Espiritualidade e Globalização»
Orador: Vasco Pinto Magalhães, S J
Organização: INCM | UAb | CIDH | FCT | CLEPLUL | APCA | IAC
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Data: QUARTA-feira - 22 de MARÇO
Horário: 18:00 h
Entrada livre condicionada à capacidade da sala.




Para Vasco Pinto Magalhães: 
Não se vive sem confiar! Sem confiar que se é minimamente capaz, sem confiar em quem nos ensina, sem confiar que, pelo menos, alguns avisos e notícias não são mentira, sem confiar que o céu não nos vai cair em cima... A confiança deve ser lúcida, mas é sempre um arriscar que até dá sabor à vida. Há quem diga que não confia em nada. É mentira!
Vasco Pinto de Magalhães, SJ, 
in Não Há Soluções, Há Caminhos


Vasco Pinto de Magalhães nasceu em Lisboa, em 1941. Entrou na Companhia de Jesus em 1965 e foi ordenado sacerdote em 1974. Frequentou o IST, é licenciado em Filosofia pela Universidade Católica e em Teologia pela Universidade Gregoriana, em Roma. Tem-se dedicado sobretudo à pastoral universitária e ao acompanhamento espiritual. Tem tido uma larga intervenção no âmbito da bioética. É um conferencista muito solicitado em várias áreas.

É autor, entra outros, de Olhar para Maria e Ver a Igreja (2016), Se Deus é Bom, porque Sofremos (2015), A Força dos Dias: redescobrir as virtudes (2014), Só Anvança Quem Descansa (2012) e Não Há Soluções, Há Caminhos (2003).