
Realiza-se no dia 21 de fevereiro a cerimónia de entrega do Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro. O evento terá lugar na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, às 18h00, e contará com a presença da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes.
Os vencedores ex aequo desta primeira edição são o lusodescendente Marcus Vinicius Quiroga, residente no Brasil, com a obra Não viajarei por Nenhuma Espanha, e Irene Marques, portuguesa residente no Canadá, autora de Uma casa no Mundo.
Além de um prémio pecuniário no valor de cinco mil euros, o Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro contempla ainda a publicação das obras vencedoras pela Imprensa Nacional.
Este prémio, resultado de uma parceria entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, tem como objetivo homenagear a figura incontornável de Ferreira de Castro e reforçar os vínculos de pertença à língua e cultura portuguesas de cidadãos nacionais residentes no estrangeiro e lusodescendentes.

Décima primeira edição do Methodo Facillimo para aprender a ler [...] de Emilio Monteverde, aprovada pela Junta Consultiva de Instrução Pública. Imprensa Nacional, 1874.
Reconhecido oficialmente, terá sido o método de ensino com maior expansão em Portugal entre as décadas de 1850 e 1880 e, pelo mesmo motivo, com maior número de tiragens. A 7.ª edição, de 1859, da qual se imprimiram 100 000 exemplares, foi apresentada na Exposição Universal de 1862, em Londres.

Folheto publicitário da edição crítica das obras de Camões, organizada pelo Visconde de Juromenha.
Ao longo da sua história, a Imprensa Nacional publicou diversas edições da obra camoniana, em várias línguas, formatos e coleções. Esta edição crítica em 6 volumes, chegou ao público ao longo da década de 1860.
2020 afigura-se mais um ano desafiante para a Imprensa Nacional e a poesia continuará a ser uma aposta forte da editora pública portuguesa.
Em 2020 a Imprensa Nacional continuará a acolher os poetas na coleção «Plural». Serão publicados nesta coleção: Guardar a Cidade e 0s Livros Porventura de Antonio Cicero, O Último Poeta Romano, de Paulo Teixeira, Toda Poesia, de Paulo Leminski, e as obras poéticas de Salette Tavares e de Natércia Freire.
Também a Poesia, de Sá de Miranda, sairá este ano, na coleção «Clássicos». Quanto à coleção dedicada a Fernando Pessoa, a «Pessoana», vai acolher os Poemas de Alberto Caeiro, numa edição de Ivo Castro.
A Imprensa Nacional continuará a divulgar, ao longo deste ano, os pensamentos críticos dos mais destacados ensaístas na coleção «Olhares». Para este ano espera-se a A Enxada e a Lança, de Alberto da Costa e Silva, e Viagens com um Mapa em Branco, de Juan Gabriel Vásquez.
Ainda no domínio dos ensaios, a coleção «Estudos de Religião», feita em parceria com o Centro de Estudos da História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, recebe em 2020 os títulos Génese e Institucionalização de uma Experiência Eremítica, de João Luís Fontes, Teologia e Poesia em Carlos Drummond de Andrade, de Alex Villas Boas, e Religião, Território e Identidade, coordenado por Alfredo Teixeira.
No domínio da filosofia há uma novidade há muito aguardada: a Imprensa Nacional reedita esta ano uma das grandes obras-primas da literatura ocidental, Confissões de Santo Agostinho, em versão bilingue (português/latim), título que se encontra há muito esgotado.
Em 2020 a editora pública continuará a restaurar minuciosamente as «oficinas de trabalho» dos autores maiores da literatura portuguesa, guiados pelo olhar crítico e atento dos nossos maiores especialistas que reconstroem verdadeiras «catedrais» nas coleções de «Edições Críticas». Este ano esperam-se Frei Luís de Sousa na «Edição Crítica de Almeida Garrett»; Eusébio Macário. A Corja (num só volume) na «Edição Crítica de Camilo Castelo Branco» e Philidor e A Relíquia na «Edição Crítica de Eça de Queirós».
O Teatro Completo de Natália Correia, em dois volumes, entrará este ano para a coleção «Biblioteca de Autores Portugueses».
Também as Crónicas que Nuno Brederode Santos publicou no Diário de Noticias se juntam ao catálogo da editora, numa organização da responsabilidade de Maria do Céu Guerra e Maria Emília Brederode Santos.
A coleção dedicada aos grandes autores italianos (clássicos e contemporâneos), a «Itálica», vai receber em 2020 um volume dedicado ao Teatro de Pirandello, onde serão publicadas algumas traduções inéditas para português deste dramaturgo italiano. A coordenação do volume será de Jorge Silva Melo. A «Itálica» recebe ainda a poesia completa de Giuseppe Ungaretti, Vida de Um Homem, que conheceu a sua tradução para o português pela mão de Vasco Gato.
De Itália chega ainda um título importante para a Imprensa Nacional, pela lavra de Anna Dolfi: O Essencial sobre Antonio Tabucchi. A mesma coleção acolherá também O Essencial sobre Ruben A., no ano em que se assinala o centenário de nascimento deste escritor.
Do Brasil chega um outro projeto importante e notável. Conjuntamente com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a Imprensa Nacional publica em 2020, a publicação do Dicionário de Machado de Assis.
Ainda no que diz respeito a dicionários, o investigador Daniel Pires vai trazer-nos um dicionário dedicado a uma das mais complexas e notáveis figuras do Iluminismo português: Manuel Maria Barbosa du Bocage.
Em 2020, a Imprensa Nacional continua a apostar nos designers portugueses na «Coleção D», coordenada por Jorge Silva. Este ano sairá o volume dedicado ao trabalho de Cristina Reis.
As objetivas da editora pública continuam bem focadas nos fotógrafos nacionais. José Manuel Rodrigues (com apresentação de Rui Prata) é o nome que se segue na «Série Ph».
A pensar nos mais novos a coleção «Grandes Vidas Portuguesas» vai receber mais quatro biografias: Carolina Beatriz Ângelo, Amália Rodrigues, Sidónio Pais e Mário Soares, estes dois numa série, dentro da coleção, dedicada aos Presidentes e feita em parceria com o Museu da Presidência da República. Já a coleção infantojuvenil do Museu Casa da Moeda recebe este ano O Golfinho. Recorde-se que a Imprensa Nacional – Casa da Moeda associa-se ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, sendo que parte das receitas das vendas deste livro (bem como das moedas associadas) contribuem diretamente para a proteção da espécie.
Ainda a pensar no ambiente, e no âmbito da Lisboa Capital Verde 2020, a Imprensa Nacional associa-se à Câmara Municipal de Lisboa inaugurando a coleção «Botânica de Portugal». Estão previstos 7 títulos e o primeiro a sair do prelo será: Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental.
Distribuídas por diversas coleções que vão da poesia às edições críticas, passando pelas obras completas, pelo design, pela fotografia, pela história, filosofia, infantojuvenil, as edições da Imprensa Nacional continuarão em 2020 a ir ao encontro da sua missão primordial: publicar obras essenciais da cultura nacional e universal e preservar, promover e ampliar o património bibliográfico da língua portuguesa.
E no sentido de chegar a mais gente e de captar novos públicos, a Imprensa Nacional fará em 2020 o maior esforço da sua história no caminho da desmaterialização e de uma oferta diferenciada de conteúdos.
A saber: contará com cerca de 40 edições que incluem livros eletrónicos, terá 11 edições que incluem disponibilização gratuita (após uma primeira edição em papel ou em simultâneo). A Imprensa Nacional iniciará também uma coleção de audiolivros de autores clássicos portugueses com disponibilização gratuita, prevendo-se dois a três audiobooks por ano. Em 2020 a Imprensa Nacional estreia um programa semanal na RTP/ Antena 2 sobre «autores essenciais», tendo por base os livros da coleção «O Essencial Sobre». Os programas poderão ser ouvidos em direto e, posteriormente, em podcast.
Por fim, a Imprensa Nacional vai inaugurar o seu sítio na internet, em 2020, com conteúdos próprios e exclusivos totalmente orientados para a literatura e cultura portuguesas, bem como para a história desta instituição.

É já esta 6.º feira, dia 17 de janeiro, pelas 17h30, que serão apresentadas as novidades editoriais da Imprensa Nacional, a editora pública portuguesa, para o ano 2020.
Além de novos títulos e novas coleções são esperadas outras novidades.
A apresentação vai decorrer, como vem sendo habitual, na bonita Biblioteca da Imprensa Nacional, no nr.º 135 da Rua da Escola Politécnica, em Lisboa.
Depois da apresentação dos principais eixos programáticos da editora, por Duarte Azinheira, seguir-se-à às 19h00 um concerto num cenário único: o das oficinas gráficas da Imprensa Nacional.
Sob direção do maestro Pedro Amaral, a Orquestra Metropolitana tocará a Sinfonia n.º 4, em Mi Menor, opus 98 de Johannes Brahms.
Fica o convite feito.

A Lídia no País das Armadilhas - a História Maravilhosa da Imprensa Nacional, de Luís Almeida Martins (texto) e Mantraste (ilustrações) conta a história de uma casa de livros que nasceu há 250 anos, quando o rei D. José I assinou o alvará que o famoso Marquês de Pombal lhe colocou diante do nariz. Nascia assim a Impressão Régia (o nome da editora oficial naquele tempo) que começou a funcionar no início de 1769. Mas, apesar da idade, a Imprensa Nacional continua jovem. Lídia e a sua turma foram visitá-la num passeio que se transformou numa viagem maravilhosa pelo tempo. Este é um livro para os mais jovens mas que os adultos devem ler também.

Hymno patriotico da Nação Portugueza a Sua Alteza Real O Principe Regente N. S.: para se cantar com muitas vózes e mesmo à maneira de Coro com acompanham.to de toda a banda militar. Música de Marcos Portugal, 1810.
O impacto da guerra peninsular foi particularmente destrutivo e perdurou no tempo e na memória nacional, quer em termos de perdas materiais e humanas quer pelo que significou no plano simbólico.
Neste último caso, a Impressão Régia desempenhou um papel estratégico na reafirmação da monarquia portuguesa e da identidade nacional. Foi nesse contexto que o príncipe regente, além de perdoar dívidas decorrentes da ocupação, fez estampar na Impressão Régia 120 exemplares do Hino Patriótico, composto em 1808 por Marcos Portugal em sua homenagem — sendo o primeiro hino oficial português até à sua substituição pelo Hino da Carta.

Specimen da Fundição de Typos da Imprensa Nacional. 1870. Edição Imprensa Nacional.

Em honra dos soldados desconhecidos. Discursos proferidos pelo Presidente da República, António José de Almeida no Congresso da República, em 7 de abril de 1921.
Durante e após a Grande Guerra, a Imprensa Nacional assegurou a impressão de edições relativas ao conflito, incluindo discursos, documentos oficiais, coletâneas de legislação e publicações de homenagem.
Exemplar numerado (n.º 97) e assinado por António José de Almeida, com a data de 5 de outubro de 1921.

Páginas do primeiro número da Prelo: Revista Nacional de Artes Gráficas, de março-abril de 1972, cuja direção artística foi assegurada pelo pintor Manuel Lapa.
Em 1972, e já enquanto empresa pública, a Imprensa Nacional lançou a Prelo: Revista Nacional de Artes Gráficas, que procurou tornar-se um veículo «de informação, divulgação, atualidade e documentação técnica, logo também de formação, bem como meio de expressão e de contacto, aberto a todos os participantes nas múltiplas facetas de atividade das artes gráficas». Esta edição foi publicada regularmente ao longo da década de 1970.

Medalha em prata, de Martins Correia, evocativa do segundo centenário da Imprensa Nacional. 1968.
Museu Casa da Moeda.
Museu Casa da Moeda.
No final de 1968, iniciaram-se as comemorações evocativas do segundo centenário da Imprensa Nacional. O aniversário foi assinalado com a cunhagem desta medalha de Martins Correia, a emissão de um selo comemorativo pelos CTT e uma área reservada à história da Imprensa na primeira exposição industrial de artes gráficas, promovida pela Associação Industrial Portuguesa, realizada na Feira Internacional de Lisboa.
Matriz obtida por galvanoplastia (galvano) com a representação de D. Maria Pia de Saboia [post. 1862]
Em 1863, a Imprensa Nacional contratou o mestre austríaco Joseph Leipold, que introduziu no nosso país o ensino da galvanoplastia.
Esta técnica de reprodução assenta num processo eletroquímico. Os moldes, habitualmente feitos em gutta-percha, são colocados em tinas com um banho condutor juntamente com o metal no qual é reproduzida a matriz por eletrodeposição (partículas fixadas através da corrente elétrica).

Indústria, Arte e Letras, de Maria Inês Queiroz, Inês José e Diogo Ferreira, evoca os 250 anos da Imprensa Nacional, cruzando o seu percurso com a história do nosso País. Esta importantíssima obra da Imprensa Nacional é apresentada já esta quarta-feira, dia 18 de dezembro, pelas 18:00h, na Biblioteca da Imprensa Nacional. A sessão conta com a presença dos autores e com a apresentação da Sr.ª Professora Maria Fernanda Rollo.
A entrada é gratuita.
Organizada em 13 capítulos amplamente ilustrados, a obra acompanha a história da editora pública desde a sua criação, em 24 de dezembro de 1768, até ao presente, percorrendo o seu papel no setor das artes gráficas, da indústria do livro e da formação profissional.
A estes capítulos associam-se ainda uma extensa cronologia e um conjunto de histórias, memórias e curiosidades que vão sendo assinaladas ao longo do texto. O estudo resulta do trabalho de investigação desenvolvido ao longo de dois anos e que reuniu uma equipa de investigadores da Universidade Nova de Lisboa, coordenada por Maria Inês Queiroz.
A história da Imprensa Nacional cruzou-se com a história do país, variando em função das principais transformações políticas e económicas e de mudanças socioculturais que, no seu conjunto, se refletiram na sua produção editorial. Desde logo, no plano profissional, merece especial destaque o papel que assumiu no ensino das artes gráficas, tornando-se uma referência à escala nacional. Com efeito, a Impressão Régia foi criada como tipografia e fábrica de letra mas também incumbida de assegurar o ensino nas oficinas, nas quais foram formados, por mais de dois séculos, gravadores, compositores, impressores,fundidores de tipo e litógrafos, entre outros tantos profissionais que
contribuíram para a sua reputação técnica e artística. Deste modo, ao vasto património editorial e documental, associou-se uma cultura profissional própria que integrou ainda recursos e competências de outras tipografias do Estado absorvidas pela Imprensa Nacional ao longo da história. Refiram-se, a título de exemplo, as tipografias da Casa Literária do Arco do Cego e da Biblioteca Nacional e a Imprensa da Universidade de Coimbra. Por outro lado, importa também sublinhar que a Imprensa Nacional atravessou contextos tecnológicos muito distintos, com processos muito variáveis de modernização das suas oficinas, dependendo da valorização e do investimento por parte do Estado assim como do grau de autonomia institucional e financeira que lhe foi sendo atribuída.
Exemplar de luxo, em caixa cartonada, da obra Livros de S. Bento, memória escrita por Joaquim Leitão enquanto secretário da Assembleia Nacional, 1936.
Pedra litográfica.
Pedra calcária utilizada em reprodução litográfica (s/d).
Cartaz litografado, alusivo à primeira exposição internacional de Ex-Libris, acolhida pela Imprensa Nacional em outubro de 1927.
Desenho de Alfredo Moraes.
A Fundação Calouste Gulbenkian está a acolher a primeira conferência, em Lisboa, da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação a Ciência e a Cultura (OEI). Começou ontem e termina hoje. Durante este dois dias (21 e 22 de novembro) as línguas portuguesa e espanhola conferenciam sobre o seu estatuto de línguas policêntricas.
Ibero-América: uma comunidade, duas línguas pluricêntricas, assim se intitula a conferência, que recebe académicos, cientistas, especialistas de várias áreas do conhecimento, responsáveis de governo e várias comunidades educativas, culturais e económicas.
O objetivo, segundo a organização, é abordar a situação das duas línguas e a sua maior promoção, de modo a reforçar o bilinguismo na região e a internacionalização do português e do espanhol, em benefício das duas comunidades que juntas perfazem cerca de 800 milhões de falantes.
Os tópicos em debate estão distribuídos por e sete painéis, ao longo destes dois dias, e são os seguintes:
1.Espanhol e Português: duas línguas do futuro: geografias, demografias, diásporas, modalidades de uso das línguas, organizações internacionais, agências de cooperação internacional e sociedade civil, geopolítica das línguas.
2.Línguas e Economia: potencial de internacionalização das empresas, valor das línguas e seu contributo para as indústrias culturais e economia criativa.
3.Línguas e Desenvolvimento de Competências: ensino-aprendizagem das línguas, intercompreensão, formação de professores, modalidades de ensino, didáticas, projetos de ensino das duas línguas na região – escolas bilingues de fronteira, na perspetiva intercultural.
4.Políticas de Língua para a Internacionalização: mobilidade académica, intercâmbio entre sistemas educativos, ciência plurilingue, repositórios científicos, tecnologias da língua, tradução e interpretação, certificação internacional, reconhecimento de títulos.
5.Plurilinguismo, Pluricentrismo e Diálogos Interculturais: línguas em contacto, contextos de uso bilingues e interculturais, redes de ensino das línguas e redes de cultura, de educação superior, diplomacia cultural como espaços para a difusão das línguas.
6.Línguas e Sociedade Digital: tecnologias das línguas, processamento da linguagem natural, internet e redes sociais.
7.Línguas, Artes e Culturas: artistas, gestores culturais, tradutores debatem sobre o lugar das artes e o valor da dimensão multicultural e da diversidade linguística.
O Prelo assistiu ontem ao segundo painel que contou com a coordenação de Luís Antero Reto, do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), teve como relator José Luis García Delgado, da Universidade Complutense de Madrid, e como oradores: Lluis Bonet, da Universidad de Barcelona, Aureliano Neves, da Câmara de Comércio Hispano Portuguesa, Artur Santos Silva, da Fundação La Caixa, Portugal e Duarte Azinheira, da Imprensa Nacional – Casa da Moeda.
Qual a relevância das línguas e das culturas na internacionalização das empresas? Como aproveitar o valor das línguas? Qual o contributo das línguas para a economia e para as indústrias culturais e criativas? Foram algumas das perguntas que os intervenientes neste painel tentaram responder.
Luis Antero Reto começou por afirmar que «a língua é mais forte do que a geografia». Lluis Bonet defendeu que quanto maior é a comunidade/mercado que partilha uma língua maiores são as economias de escala para a produção e comercialização de produtos. Aureliano Gomes, por sua vez, recordou que o português e o espanhol são línguas de trabalho úteis em pelo menos 30 países, referindo-se à língua como uma ponte que encurta distâncias e comparou uma língua comum a uma moeda comum: «amplia mercados, reduz custos e aproxima pessoas». Já Artur Santos Silva falou do português e do espanhol como duas «línguas fortíssimas no desafio digital» e defendeu uma maior intervenção das universidades na divulgação das duas línguas. Duarte Azinheira deu o exemplo de Imprensa Nacional como um «caso de estudo» na questão do «poder suave» da cultura e da língua para a promoção de outros negócios. «A cultura permite acessos independentemente das orientações políticas dos governos, criando uma boa vontade propícia aos negócios. Quando as empresas começarem a poder dispor de uma parte do seu orçamento para a cultura — como a Imprensa Nacional-Casa da Moeda o faz — isso trará grandes beneficio aos seus negócios.».
Além da OEI que promove a Conferência, a Comissão Organizadora integra os governos de países ibero-americanos, sendo Portugal país anfitrião, Brasil e Espanha países promotores, com a colaboração do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, Instituto Cervantes, Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB), Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) e Fundação Calouste Gulbenkian. Este evento tem também o apoio de outras entidades públicas e privadas, nomeadamente da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
Ibero-América: uma comunidade, duas línguas pluricêntricas termina hoje pelas 18h30, com intervenções do secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero, do presidente do INEP (Brasil), Alexandre Pereira Lopes, e do ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. Pelos 17h30, haverá uma conferência da escritora Nélida Piñon.
Ibero-América. Uma
região com identidade própria e um horizonte
de futuro.
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