A celebrar hoje a 70.ª edição, a Feira do Livro de Frankfurt é considerada uma das maiores feiras do livro do mundo, “muito importante do ponto de vista editorial e com uma longa tradição”, refere Patrícia Severino, conselheira cultural da Embaixada de Portugal na Alemanha.

Durante os próximos cinco dias, editores, escritores e entusiastas vindos de todo o globo reúnem-se nesta feira para assistir às tendências do setor internacional de livros e mídia distribuídas pelos 7100 expositores presentes, entre os quais 49 portugueses e com Geórgia como país convidado.

Destaca-se a importância da presença de escritores na feira.
Há dois anos, a escritora Patrícia Portela esteve na Feira do Livro de Frankfurt e, na altura, concluiu-se que há cerca de 16 anos que não havia a presença de autores portugueses naquela feira. Por um lado, é muito virada para o mercado, com a compra e venda de direitos, por outro lado, sendo uma feira do livro, consideramos que é importante os autores estarem presentes porque sem eles não há livros.

Nesta edição estarão presentes Isabela Figueiredo, que é a autora que estará em residência literária aqui na Alemanha, Kalaf Epalanga, que está sediado aqui em Berlim e se desloca connosco para uma conversa sobre a língua portuguesa, e o autor brasileiro João Paulo Cuenca, que também se junta a nós no dia 13 de outubro. Por outro lado, no dia 12, associamo-nos à livraria TFM, que é um espaço de literatura dedicado à língua portuguesa, onde fazemos uma apresentação dos livros destes dois autores.
Informa Patrícia Severino.

Em 2021 Portugal será o país convidado da Feira do Livro de Leipzig. Patrícia Severino salienta a importância de “um trabalho continuado ao longo dos próximos três anos, que antecipem esse momento.” Como a edição especial do Jornal de Letras, que vai ser apresentado na Feira do Livro de Frankfurt, dedicado a José Saramago e aos 20 anos do Prémio Nobel da Literatura.

Esta edição assinala, por um lado, este momento tão importante para a história da literatura portuguesa, por outro lado, é um protejo que se enquadra na iniciativa ‘Portugal – país convidado da Feira do Livro de Leipzig 2021’. Portanto, vão sair durante os próximos anos duas edições anuais, uma por ocasião da Feira do Livro de Leipzig, outra por ocasião da Feira do Livro de Frankfurt. A finalidade é termos um veículo de informação estruturada sobre a literatura de língua portuguesa que circulará na Alemanha
Explica Severino.

A Feira do Livro de Frankfurt termina no próximo domingo, dia 14. Esteja atento às próximas publicações!

Fonte: observador.pt








Já conhece o catálogo de edições da Imprensa Nacional deste ano? São centenas e centenas de títulos disponíveis. Pudera a Imprensa Nacional cumpre em dezembro deste ano, dois séculos e meio de atividade de edição livreira!
Ao folhear o nosso catálogo vai comprovar que a editora pública mantém a orientação dos últimos anos, centrada na promoção da língua e cultura portuguesas e, ao mesmo tempo, tenta alargar o âmbito do seu catálogo para novas temáticas e abordagens diferenciadas.

A generalidade do plano está centrada nos autores portugueses:

Edição Crítica de Almeida Garrett;
Edição Crítica de Eça de Queirós;
Edição Crítica de Camilo Castelo Branco;
Edição Crítica de Fernando Pessoa;
Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa (BFLP);
Biblioteca de Autores Portugueses (BAP);
Biblioteca José-Augusto França;
Biblioteca Eduardo Prado Coelho;
Pessoana (série edições e série ensaios);
Obras Completas Manuel Teixeira-Gomes;
Obras Completas Jaime Cortesão;
Obras Completas José Régio;
Obras Completas Tomaz Figueiredo;
Obras Completas Adolfo Casais Monteiro;
Obras Completas Branquinho da Fonseca;
Obras de José Marinho;
Obras Completas de Bocage;
Olhares (ensaio sobre temas sociais e culturais portugueses ou importantes para a cultura portuguesa);
Plural (poesia em língua portuguesa);
Grandes Vidas Portuguesas (coleção infantojuvenil);
Coleção D (coleção dedicada ao design português);
Série PH (coleção dedicada à fotografia portuguesa);
Obras Completas de Vitorino Nemésio (nova edição);
Obras Completas de Mário Soares (nova).

A coleção «O Essencial Sobre» e a «Biblioteca de Autores Clássicos» mantêm as portas abertas à edição de obras fundamentais para a matriz cultural do Ocidente.

Também a coleção infantojuvenil «Grandes Vidas Portuguesas» continuará a merecer uma aposta significativa. Muitos dos livros editados até agora, catorze, precisamente, estão no Plano Nacional de Leitura, sendo a qualidade dos seus textos e a ilustração irrepreensíveis.

Em 2018 iniciámos também a publicação da nova edição da «Obra Completa de Vitorino Nemésio», com organização de Luiz Fagundes Duarte e em parceria com a editora açoriana Companhia das Ilhas.

Ainda este iniciaremos a publicação da «Obra Completa de Mário Soares». Destacado oposicionista à ditadura, construtor da democracia, Mário Soares é uma figura fundamental da História contemporânea de Portugal. Socialista, laico, europeísta convicto, pautou a sua ação, como cidadão e político, em defesa dos ideais humanistas, republicanos e democráticos. Entre muitos outros, ocupou os cargos de Secretário-Geral do Partido Socialista, de que foi fundador, Deputado, Eurodeputado, Primeiro-Ministro e Presidente da República. Ao longo da vida, Mário Soares publicou uma vasta e diversificada obra.

Folheie o nosso catálogo e surpreenda-se com as centenas de títulos, temas e autores que temos para lhe mostar! E que estão à disposição em qualquer uma das nossas lojas (em Lisboa, Porto e Coimbra).

O catálogo está disponível online neste endereço: https://www.incm.pt/portal/arquivo/livros/catalogo_edicoes_2018.pdf



Já saiu do prelo o primeiro volume da renovadissíma coleção «Obra Completa de Vitorino Nemésio», publicada pela primeira vez, na Imprensa Nacional, ainda na década de 1980. Esta nova edição é agora edificada pela editora pública em parceria com a editora livreira independente Companhia das Ilhas, e conta com a coordenação editorial do académico e também nemesiano Luiz Fagundes Duarte.

Poesia (1916-1940) é o volume inaugural. «Nemésio escreveu e publicou poesia durante toda a sua vida: começou aos 15 anos — com o Canto Matinal (1916) —, e terminou aos 76 — com o Caderno de Caligraphia, em que trabalhava quando faleceu a 20 de fevereiro de 1978. Por ele passam, portanto, muitas das ideias estéticas que enformaram a poesia portuguesa do século XX, no seio da qual, no entanto, conseguiu manter uma voz e uma postura muito próprias, combinando de um modo seguro, mas subtil, a erudição do académico com a genuinidade da inspiração de matriz popular açoriana», escreve Luíz Fagundes Duarte, na sua Nota Editorial.

A coleção está estruturada em quatro séries: Poesia, Teatro e Ficção, Crónica e Ensaio. Esta é uma forma de mostrar a obra ampla e multifacetada que Vitorino Nemésio deixou. A ideia é criar uma «coleção simples, sem aparato, rigorosa do ponto de vista do texto e que seja agradável para um público que não está — nem tem de estar — habituado a ler edições eruditas», referiu Luiz Fagundes Duarte em entrevista concedida à PRELO, em julho de 2018.

Da poesia de Vitorino Nemésio serão ainda editados mais três volumes - Poesia (1950-1959), Poesia (1963-1976) e Poesia Póstuma e Dispersa. «Na poesia seria interessante ver a maneira como ele vai reagindo aos estímulos do tempo, ver isso de livro para livro», refere Luiz Fagundes Duarte nessa mesma entrevista.

O presente volume, por critério editorial, encontra-se dividido em duas partes: Poesia (1916-1930) e Poesia (1935-1940).

Já o próximo volume será dedicado ao Teatro e Ficção com o volume Amor de Nunca Mais (1920) Paço do Milhafre (1924) seguido de O Mistério do Paço do Milhafre (1949).





A quinta edição do Mercado do Livro França Borges é já no próximo sábado, dia 22 de setembro, das 10h às 19h, no Jardim França Borges — assim designado em homenagem ao jornalista republicano do mesmo nome —, mais conhecido por Jardim do Príncipe Real, bem no topo da 7.ª Colina de Lisboa, uma das mais bonitas da cidade.

O Mercado do Livro França Borges é um encontro de culturas várias em torno das letras, das palavras, das histórias, dos livros, dos desenhos e das músicas e é destinado a todos aqueles, residentes ou visitantes, que gostam das coisas dos livros e, claro, de passear no bonito Jardim do Príncipe Real.

Organizado pela INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda e pela Junta de Freguesia da Misericórdia, esta quinta edição do Mercado França Borges contará ainda com a participação dos seguintes editores e livreiros: Imprensa Nacional, Livraria Almedina, Bisturi, Letra Livre, Distopia, O Homem do Saco, Livraria da Cinemateca e Oficina do Cego.

Programa

15: 00
Lançamento de Águia-Imperial-Ibérica – a Rainha dos Ares
O novo livro infantojuvenil com texto de Carla Maia de Almeida
e ilustrações de Susa Monteiro.

16:00
Oficina de Ilustração
Vem descobrir os caminhos que a Yara Kono explorou para
ilustrar a edição Jardim Botânico VII (Lavandaria). E entre
papéis, pétalas, tesouras e folhas em remoinho vamos criar
um pequeno e colorido herbário. (limidado a 15 participantes).

17: 00
À conversa com Jorge Silva
Design, livros e emoções

18:00
Jazz ao vivo - José Monteiro Trio:
Zé Cruz (guitarra), José Monteiro (contrabaixo) e Miguel
Fernandez (bateria.

Site oficial mercadodolivro.pt

Anote já na sua agenda:
20 setembro, 18h30
Apresentação do IMPRIMERE – Arte e processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional
na Biblioteca da Imprensa Nacional (Rua da Escola Politécnica, 135)
em Lisboa!


- Já está? Boa!


IMPRIMERE – Arte e processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional resulta da exposição homónima apresentada na Casa do Design, em Matosinhos, que se encontra patente ao público até ao próximo dia 3 de novembro e onde se pode ver a evolução das várias técnicas usadas para na indústria de fazer livros, desde o fabrico de papel até aos ornamentos das capas.

Aproveitando a ocasião dos 250 anos da Imprensa Nacional, a assinalar em 24 de dezembro de 2018, esta obra é dedicada aos processos artísticos e produtivos das artes gráficas, situando a sua evolução na história geral das artes gráficas em Portugal e na história da Imprensa Nacional, em particular, observando as diferentes técnicas aqui desenvolvidas.
O volume apresenta assim um conjunto amplamente ilustrado de equipamentos, instrumentos, materiais e memórias profissionais que evidenciam a história da indústria gráfica no nosso país, compreendendo também o seu valor nas práticas e na formação atual, nomeadamente nas áreas de ensino do Design.

Rúben Dias e Sofia Meira são os curadores da exposição Imprimere — Arte e Processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional e vão encontrar-se, no dia da apresentação, na Biblioteca da Imprensa Nacional, para conversar com o contramestre da extinta Escola de Tipografia da Imprensa Nacional, Benjamim Godinho.

Com moderação de Inês Queiroz, que coordena os trabalhos de investigação no âmbito das comemorações, esta conversa seguirá o curso da evolução das tecnologias e das técnicas das artes gráficas usadas no fabrico do livro, em paralelo com a história da Imprensa Nacional.

E ainda poderá assistir a uma demonstração da arte da composição e impressão tipográfica!

No dia do evento e nas duas semanas seguintes pode espreitar a Feira de Livros de Arte onde vai encontrar descontos até 50% na loja da Imprensa Nacional, da Rua da Escola Politécnica.

Este programa está integrado no Bairro das Artes – A Rentrée Cultural da sétima colina de Lisboa, uma iniciativa que vai já na nona edição. São 39 eventos a decorrerem das 18:00 às 22:00 nas galerias, museus, livrarias e diversos espaços ligados à Arte Contemporânea de uma das mais bonitas colinas da Lisboa: a Sétima!.




Os 250 anos da Imprensa Nacional em grande destaque no Jornal de Negócios. Conheça os factos e os principais intervenientes que fizeram (e fazem) a história da Imprensa Nacional, a sua «A Fábrica das Letras».

Desata-se o novelo da história da Imprensa Nacional e dele saltam nomes de artistas, jornalistas, intelectuais. Na casa dos caracteres, formaram-se homens de letras e não raramente aprendizes da tipografia transformavam-se em sábios e resistentes. Norberto de Araújo, escritor e olissipógrafo, trabalhou como compositor tipográfico na instituição. Tal como José Eduardo Coelho, fundador do Diário de Notícias. A costureira-dobradeira Berta Fonseca ficou conhecida na casa das letras por ter oferecido especial resistência num interrogatório da PIDE. A Imprensa Nacional completa dois séculos e meio de história que agora estão a ser reunidos em livro.
Jornal de Negócios

Leia o artigo completo aqui.



Na década de 1980 Vasco Graça-Moura, então responsável pelas edições da INCM, lançou uma coleção à qual chamou «O Essencial sobre». Inaugurou-a com O Essencial sobre Irene Lisboa, pela lavra de Paula Mourão. A ideia era avançar com uma coleção sobre diversos temas da cultura e da literatura portuguesas, explicados de uma forma breve e acessível, para um público generalista e por um valor muito acessível. Aliás, a promoção da coleção — hoje politicamente incorreta — passou pela televisão portuguesa e o slogan era precisamente: «Fume menos, leia mais». Na verdade, comprar um livro da coleção «O Essencial Sobre» tinha o mesmo preço do que um maço de tabaco. Confirme:



(clique na imagem para ver o video)

A coleção prosseguiu sempre com a mesma missão. Hoje é já uma das mais icónicas coleções da editora pública. Conta já com 134 títulos (e segundas edições) para os quais contribuíram e continuam a contribuir os mais prestigiados escritores e pensadores nacionais.
A coleção «O Essencial Sobre» foi, entretanto e naturalmente, abrindo portas a nomes e a temas internacionais, muitos deles fundamentais para a matriz cultural do Ocidente.
Em 2010 a imagem da coleção foi repensada, tornando-se esteticamente mais atual e atrativa. As capas estão desde então a cargo do ateliê Silvadesigners.
O último número da coleção foi dedicado ao italiano Dante Alighieri, de autoria de António Mega Ferreira.

Lista de Essenciais: clique aqui.


Hoje é o Dia do Amigo! Como nós gostamos muito dos nossos amigos, vamos escolher aleatoriamente um seguidor da nossa página do Facebook para lhe oferecer uma edição «+500 SARDINHAS / SARDINES»! Para isso, é preciso:

1 – «Seguir» a página do Facebook INCM Livros
2 – Partilhar esta publicação na sua página com o hashtag #ImprensaNacional. A partilha tem de ser visível, atenção às definições de privacidade.

No dia 30 de julho, Dia Internacional da Amizade, às 17h00, vamos descobrir o vencedor! Boa Sorte!



Comemorou-se, ontem, dia 1 de julho, o Dia Mundial das Bibliotecas, assim, nada melhor do que evocarmos uma das mais bonitas bibliotecas da cidade de Lisboa: a centenária Biblioteca da Imprensa Nacional.

Em pleno coração lisboeta, entre os bairros do Rato e do Príncipe Real, de portas abertas ao público para servir a cultura e os cidadãos, a Biblioteca da Imprensa Nacional é abrigo de cerca de 20 mil livros mas também palco de animados fins de tarde.

Quem passa pelo nr.º 135 da Rua da Escola Politécnica, ao final do dia, pode ali assistir a vários recitais, numa base quase mensal, da temporada de música de câmara da Orquestra Metropolitana. A Biblioteca da Imprensa Nacional é também cenário de inúmeras leituras encenadas (para miúdos e graúdos) dinamizadas pelos atores do Teatro Nacional D. Maria II e também pelos atores da companhia Artistas Unidos.

Biblioteca pública serve ainda de espaço a múltiplas apresentações de livros, conferências, clubes de leitores e exposições. Feitas as contas são cerca de 50 os eventos que anualmente ali decorem.

Aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, a Biblioteca da Imprensa Nacional é a fiel guardiã de um acerco que conta com cerca de 20 mil livros, de onde se destacam os incunábulos e as primeiras edições da Imprensa Régia.

Nos incunábulos, temos a enciclopédia Etymologiae, de Izidoro de Sevilha, de 1472, e duas obras religiosas: a Summa de viciis, de Guilelmus Paraldus, de 1475, e a Precordiale Sacerdotum, de Jacobus Philippi, de 1489.

Das primeiras edições da Impressão Régia destaque para o Elogio Histórico de Benedicto XIV, pelo Marquez Caraccioli, para o Plano dos Estudos para a Congregação dos religiosos da Ordem Terceira de S. Francisco do Reino de Portugal, para a Dissertação Crítica, Histórica e Litúrgica sobre a nota do Preladon Nicolao Antonelli ao antigo Missal Romano Monastico Lateranense [...], por Joaquim de Santa Ana, ou ainda para a Collecção dos melhores Sermões escolhidos, dos mais Célebres Pregadores, que de França, e Itália até agora tem chegado ao nosso Reino, assim dos já traduzidos, como dos novamente mudados de hum, e outro idioma para o nosso [...], por Francisco de Santa Bárbara.

Quem visita a Biblioteca da Imprensa Nacional, outrora denominada «Biblioteca da Impressão Régia», poderá ainda consultar presencialmente ou virtualmente o jornal oficial do estado, onde é publicada a legislação nacional: o Diário da República.

Se ainda não conhece a bonita Biblioteca da Imprensa Nacional aproveite esta deixa para passar por lá. E, principalmente, aproveite para ler, porque ler faz bem à saúde e é um hábito a ser cultivado.
Imprensa Nacional sempre ao serviço da Cultura.



A exposição Imprimere: Arte e Processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional, foi inaugurada hoje, dia 10 de maio, na Casa do Design, em Matosinhos. Uma extensa mostra documental onde se poderão ver  inúmeros instrumentos, máquinas, tecnologias e artefactos que ilustram e traçam a história da produção gráfica em Portugal, desde a Impressão Régia aos nossos dias.

Imprimere: Arte e Processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional insere-se no âmbito das comemorações dos 250 anos da Imprensa Nacional e é promovida pela Câmara Municipal de Matosinhos, pela esad — idea, Investigação em Design e Arte e, claro, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM)  .

A curadoria  é da responsabilidade de Rúben Dias, tipógrafo, designer de tipos e docente na ESAD, e de Sofia Meira, designer gráfica e responsável pela Oficina de Tipografia da ESAD, ambos a desenvolver investigação nesta área.

Imprimere: Arte e Processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional  estará de portas abertas até ao dia 3 de novembro. Vale a pena visitar!

A Imprensa Nacional garante que um conjunto de textos fundamentais para a língua e cultura portuguesas estão disponíveis em edições referenciais e de grande qualidade. Este é, sem dúvida, um desígnio maior na edição em língua portuguesa e é também uma missão relevante para Portugal e para uma língua que se prevê que venha a ser uma das cinco que mais crescerá até ao final do século XXI.
Gonçalo Caseiro
Presidente do Conselho de Administração da INCM

Aproveitando a oportunidade de evocação dos 250 anos da Imprensa Nacional, este volume apresenta um esforço global e sistematizado de recolha de materiais, equipamentos, documentos e memórias profissionais que dão a conhecer o património da indústria gráfica em Portugal, do qual faz parte a Imprensa Nacional, reinterpretando-os à luz das práticas e do ensino contemporâneo, hoje estruturado ao nível do ensino superior e com uma importância central, nomeadamente nas áreas de formação em design. Entre os materiais apresentados, a história da Imprensa Nacional faz-se reconhecer através da sua fundição de tipo, da gravura, da litografia, do património tecnológico e dos vários exemplos de livros, documentos e obras artísticas produzidos desde 1768.
Duarte Azinheira
Diretor da Unidade de Publicações da INCM

O alvará régio de 24 de dezembro de 1768 determinou que desde logo fosse «[...] erigida uma Oficina Tipográfica, a qual possa fazer-se útil e respeitável pela perfeição dos carateres, e pela abundância e asseio das suas impressões».3 Em março do ano seguinte, a nova oficina deu início aos primeiros trabalhos de impressão e à história que agora celebra 250 anos.
Evocar os 250 anos de história da Imprensa Nacional passa, pois, por perceber e valorizar a sua memória profissional e o seu papel no contexto nacional, enquanto estabelecimento industrial do Estado, escola de artes gráficas, agente de promoção do ensino, do conhecimento, da língua e da cultura portuguesa, e enquanto editora pública que tem vindo a reforçar e a reafirmar o seu papel.

Maria Inês Queiroz e Inês José
Investigadoras do Instituto de História Contemporânea
da FCSH/UNL

Procura-se nesta exposição recuperar o conhecimento passado outrora entre mestre e aprendiz, tanto numa perspetiva de redescoberta como de reinterpretação para o presente. O espaço físico e a amplitude do espólio a exibir obrigam a uma seleção de conteúdos, procurando-se, através da narrativa de construção do livro e do percurso incontornável da Imprensa Nacional, demonstrar a relevância dos vários processos técnicos para as artes gráficas em geral, desde a era pré-industrial até ao computer to plate. 

Rúben Dias e Sofia Meira 
Curadores da exposição

Curiosidade: Imprimere — do latim imprimir, marcar, cravar, afundar — explora de forma didática os principais processos, técnicas e tecnologias de artes gráficas subentendidas à produção do livro, sob sete perspetivas: Papel, Tipo, Tipografia, Calcografia, Serigrafia, Litografia e Encadernação.








Como já vem sendo tradição há muito tempo, a Agenda INCM 2018 é dedicada anualmente a um tema particularmente relevante no ano a que diz respeito. Em 2018, esse tema é a história da Imprensa Nacional, assinalando o arranque das iniciativas dedicadas às comemorações dos seus 250 anos.

Criada por alvará de 24 de dezembro de 1768, a Imprensa Nacional, que desde 1972 faz parte da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, foi constituída como: «[...] Officina typográfica, a qual possa fazer-se util e respeitavel pela perfeiçaõ dos Caracteres e pela abundancia e asseio das suas impressões.»

Através da história da Imprensa Nacional, evoca-se o percurso da indústria tipográfica em Portugal, que se cruzou com os setores de produção associados e marcou a tipografia nacional.
Motor essencial desta indústria, a Imprensa Nacional preserva um património profissional e humano que é fundamental reconhecer.
(...)
As comemorações dos 250 anos da Imprensa Nacional constituem a oportunidade de reconhecimento e divulgação de uma história que é transversal à história do País, integrando uma memória coletiva, nacional, que cumpre partilhar.
A Agenda 2018 faz parte do conjunto de iniciativas que dão forma ao programa comemorativo dos 250 anos da Imprensa Nacional. Um programa que se pretende partilhado, envolvendo o público em geral e investigadores, públicos especializados e escolares em particular, dedicado ao conhecimento, à divulgação e preservação do seu património histórico, documental e edificado, ao aprofundamento do conhecimento cultural e científico, preservando o passado, o legado e a identidade da Imprensa Nacional até ao tempo presente. Porque, afinal, a Imprensa Nacional esteve sempre ao serviço da cultura.
Maria Inês Queiroz
Historiadora


Com coordenação científica de Maria Inês Queiroz e direção de arte de Rúben Dias, e os contributos de diversos investigadores envolvidos na reconstituição da história desta que é a mais antiga indústria portuguesa em laboração contínua, a belíssima Agenda INCM 2018 apresenta-se como um objeto de culto para todos os que se interessam por história de em geral, pela história da indústria portuguesa, por edição e pelas artes gráficas em particular .


À venda nas nossas lojas.






Com o cheiro dos manjericos e das sardinhas assadas no ar, Lisboa dá as boas vindas ao verão em modo de festa! O popular Santo António abençoa rapazes e raparigas e os arraiais animam os bairros históricos da cidade. Cenário ideal, portanto, para Vasco Leitão: namoradeiro, conquistador e eterno estudante cábula de medicina, que sobrevive da pensão de duas tias. Precisou, porém, o menino Vasquinho de abandonar a vida boémia e aplicar-se nos estudos para conquistar a bênção do pai de Alice, sua namoradinha, e a herança das suas ricas tias. E foi, precisamente, num suposto livro «composto e impresso» na nossa casa, a Imprensa Nacional, que aprendeu o que era o esternocleidomastóideo! Feito que lhe valeu um «brilharete» no exame final  e que o tornou Doutor (porque fadista já ele era!). Mas aprendeu muito mais.

https://www.youtube.com/watch?v=fRwdQEiewBQ


A personagem de Vasco Leitão, eternizada por Vasco Santana em A Canção de Lisboa (1933), é conhecida de todos. A ele se deve a famosa frase «chapéus há muitos, meu palerma». A Canção de Lisboa é também um verdadeiro clássico da comédia portuguesa, assinalando uma efeméride importante: foi o primeiro filme sonoro português a ser filmado (em parte) em estúdios nacionais e a primeira longa-metragem produzida com equipamento da Tóbis! Já nessa altura a Imprensa Nacional era uma referência incontornável que fazia correr a sua tinta — e boa fama — ao lado da contemporaneidade: o cinema sonoro!

Realizado por Cottinelli Telmo e com diálogos de José Galhardo A Canção de Lisboa teve a sua estreia no Teatro São Luiz, a 07 de novembro de 1933, e contou com um elenco de peso: António Silva, Beatriz Costa, Manoel de Oliveira, Vasco Santana, Tereza Gomes, Alfredo Silva, Sofia Santos, entre outros. A música ficou a cargo de René Bohet e Jaime Silva Filho. O genérico saiu da criatividade de Almada Negreiros, que desenhou o cartaz do filme.

Cartaz da autoria de Almada Negreiros
A título de curiosidade, e tentando uma aproximação à obra citada em A Canção de Lisboa, dos arquivos da Imprensa Nacional — Casa da Moeda constam os seguintes títulos:

Da autoria do Dr. Eduardo Motta (e não da Mata, como refere a personagem) numa edição da Academia das Ciências:

Licções de pharmacologia e therapeutica geraes de Eduardo Augusto Motta. - 3ª ed., Lisboa, Academia Real das Sciencias, 1901. - XII, 753, [1] p., 23 cm. - Enc.

Licções de pharmacologia e therapeutica geraes de Eduardo Augusto Motta. Lisboa, Academia Real das Sciencias, 1887. - 674, [2] p., 23 cm. - Enc.

Da autoria de uma comissão presidida pelo Dr. Bernardino Gomes, secretariada pelo Dr. José Tomás Sousa Martins e nomeada pelo Rei D. Luís, numa edição Imprensa Nacional:

Pharmacopêa portugueza. - Edição official. - Lisboa, Imprensa Nacional, 1876. - LIII, 547 p.; 25 cm. - Enc.

Em 2016, o menino Vasquinho continuou a fazer das suas, desta vez por intermédio do humorista César Mourão, no remake do filme homónimo assinado, agora, por Pedro Varela. A adaptação da história à atualidade exigiu, evidentemente, rever o guião original: a menina Alice tem sotaque brasileiro, o seu pai já não é alfaiate mas sim um aspirante a primeiro-ministro e a tia rica é natural de França e não de Trás-os-Montes. Mas, já se sabe, há coisas que nunca mudam: e Vasco Leitão continuou e estudar pelos supostos manuais «compostos e impressos» na Imprensa Nacional.

Quanto a Vasco Santana deixou-nos há quase 60 anos, em 1958. Precisamente num dia de Santo António…

Texto: TPR
Pesquisa bibliográfica: MJG





A Imprensa Nacional – fundada em 1768 por alvará de D. José com a designação de Impressão Régia ou Régia Oficina Tipográfica – é a mais antiga editora em Portugal, e uma das mais antigas empresas portuguesas em laboração contínua.

À editora oficial do Estado coube, desde o primeiro momento, assegurar o ensino dos aprendizes de tipografia numa escola de artes gráficas própria, publicar materiais de apoio ao ensino, «animar as Letras, e levantar huma Impressaõ util ao público pelas suas producções, e digna da Capital destes Reinos», publicando textos fundamentais que apoiavam diretamente as instituições oficiais, acompanhando as solicitações culturais da época.

Aqui se produziam anualmente centenas de títulos, que incluíam a impressão e reimpressão de compêndios, como os tratados de gramática da língua portuguesa, latina e grega; planos de estudos de que se destacam os Estatutos da Universidade de Coimbra de 1772; traduções de obras estrangeiras sobre temas científicos e técnicos; libretos de ópera; poesia panegírica; obras de caráter religioso com intenção didática; e legislação impressa, como editais, alvarás régios. A partir de 1778, passou a publicar o jornal oficial, hoje designado Diário da República. E em 1801 assumiu a incumbência de «continuar a impressão dos livros e obras de que se achava encarregada a Casa Litteraria do Arco do Cego», recém-extinta, e «concluir todas as obras que se achão ali principiadas e que deverão concluir-se, assim como executar-se outras».

A fusão, em 1972, com a Casa da Moeda – talvez o mais antigo estabelecimento fabril do Estado português, cujas referências mais remotas datam de finais do reinado de D. Dinis – não impediu que cada uma das duas unidades continuasse a cumprir empenhadamente a sua vocação, de forma autónoma e acompanhando os tempos.

Passados mais de dois séculos sobre a data da criação, e independentemente de regimes e de governos, a Imprensa Nacional conservou sempre um papel muito especial na promoção e divulgação da língua e cultura portuguesas, sabendo manter-se sempre como um referencial de qualidade, de dedicação e de serviço público.

Apresentando-se agora com uma identidade autónoma, a Imprensa Nacional pretende, naturalmente, recordar a sua antiguidade. Mas acima de tudo tornar mais conhecida a especificidade da sua missão, divulgar a sua atividade editorial, o seu catálogo, e todas as atividades de promoção cultural, reafirmar a sua contemporaneidade e o seu posicionamento enquanto prestadora de serviço público em nome do Estado português.

A Imprensa Nacional, marca editorial da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, é uma instituição muito especial, há mais de 2 séculos ao serviço da cultura.


A construção da nova marca:






Criação do atelier White Studio (2017).


RAS



Luís Caetano visitou os espaços da Imprensa Nacional – gráfica, livraria e biblioteca – e conversou com o diretor da unidade de publicações, Duarte Azinheira, e alguns elementos da sua equipa para ficar a conhecer melhor a editora pública e o seu papel na preservação da língua e da cultura portuguesas.

Instituição secular em Portugal, garante e pilar da relação entre o poder e aqueles a quem serve, com um trabalho essencial de preservação, promoção e ampliação do património bibliográfico, da cultura e da língua portuguesa, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda nasce na Impressão Régia, em 1768, e permanece hoje, firme, nas propostas de sempre, no que à edição diz respeito.

Aqui encontramos, por exemplo, as Obras Completas de Almada Negreiros, José Régio, Vitorino Nemésio; ou a Edição de Crítica de Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Camilo, Garrett; sínteses da cultura, ensaios, história, novos autores, uma rica e variada proposta editorial marcada desde sempre pela vertente institucional. Da Gazeta de Lisboa ao Diário da República, é nesta chancela de confiança que encontramos informação oficial e documentos fundamentais para o País.

Duarte Azinheira explica que a missão da editora [Imprensa Nacional] é:

(...) uma missão estatutária de preservação e promoção da língua e da cultura portuguesas. A Imprensa Nacional é uma editora de salvaguarda patrimonial. Cabe-lhe garantir que há um conjunto de textos fundamentais para a língua e para a cultura portuguesas, que estão disponíveis para que todos os cidadãos possam a eles ter acesso, e mesmo todos os estrangeiros que tenham interesse pela cultura portuguesa, ou que estudem o português em qualquer parte do mundo. É uma editora que tem um papel supletivo ao das editoras privadas, portanto não concorre com elas. No fundo, é o Estado a garantir esse papel de salvaguarda.

Da editora pública, Luís Caetano destaca:

(...) o dinamismo e a qualidade que atravessam vários projetos a decorrer ou prestes a iniciar-se [para] disponibilizar as obras essenciais da cultura nacional e universal, contribuindo dessa forma para preservar, promover e ampliar o património bibliográfico da língua portuguesa, deixando-o para gerações futuras.

Para ouvir:

1.ª parte (minutos 1’10” e 6’45” – 41’25”)


2.ª parte (minutos 1’10” e 6’30” – 42’05”)



A fotogaleria de Jorge Carmona, publicada no site da Antena 2, dá uma boa ideia de como foi esta viagem pelos espaços da editora do Estado:



























Imprensa Nacional.
Uma questão de serviço público.




O Mercado do Livro França Borges é um encontro de culturas várias em torno do livro, das histórias e dos escritores.

A primeira edição é já no próximo sábado, dia 22 de Outubro de 2016, no Jardim França Borges — assim designado em homenagem ao jornalista republicano do mesmo nome —, mais conhecido por Jardim do Príncipe Real, bem no topo da 7.ª Colina de Lisboa.

Um mercado destinado a todos aqueles, residentes ou visitantes, que gostam das coisas dos livros e de passear no Príncipe Real — apresentação de livros, workshops de escrita criativa para os mais jovens, descontos, leituras e speed dates com autores são algumas das promessas deste dia que se prevê muito especial.

Uma iniciativa conjunta da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e da Junta de Freguesia da Misericórdia, que conta desde já com a participação de algumas das mais incontornáveis referências da cultura editorial e livreira desta zona da cidade — Abysmo, Bisturi, Cotovia, Distopia, Letra Livre, Linha de Sombra, Quer, Stet, Tipografia Dias e, como não podia deixar de ser, a Imprensa Nacional.



Veja aqui a programação.






Luís Caetano gravou o seu pivot do programa «Todas as Palavras» de 23 de julho de 2016 nas instalações da INCM, na esquina da Rua da Escola Politécnica com a Rua de Imprensa Nacional, em Lisboa.
Foi um gosto recebê-lo, bem como à sua equipa, e partilhar esta grata missão de preservação da cultura portuguesa.

INCM.

Esta sigla resulta da fusão em 1972 da Imprensa Nacional e da Casa da Moeda.

Começou por ser Impressão Régia, criada em 1768 pelo Marquês de Pombal, com o objetivo de «fazer-se respeitável pela perfeição dos caracteres e pela abundância e asseio das suas impressões.»

Mas em 1863 passou a ser designada por Imprensa Nacional com a missão de «animar as letras e levantar uma impressão útil ao público pelas suas produções, digna da capital destes reinos».

Aqui labora, há mais de dois séculos, na rua a que deu nome em Lisboa, com pergaminhos na arte da gravura. Uma escola de talentos nas artes gráficas e um imenso legado de grandes livros de caráter literário, artístico ou científico que aumenta a cada ano.

A Imprensa Nacional-Casa da Moeda preserva e divulga o património literário português. Aqui encontramos, por exemplo, as obras completas de Almada Negreiros, José Régio, Vitorino Nemésio; ou a edição crítica de Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Camilo, Garrett; sínteses da cultura, ensaios, história, novos autores.

Uma rica e variada proposta editorial marcada desde sempre pela vertente institucional. Da Gazeta de Lisboa ao Diário da República, é nesta chancela de confiança que encontramos informação oficial e documentos fundamentais para o país.

Luís Caetano, Todas as Palavras, RTP 3, 23 / 7 / 2016

Veja a emissão completa aqui.

RAS



Foi a 10 de abril de 1976 que se procedeu à mudança da denominação do jornal oficial para Diário da República, no preciso dia em que foi publicado o Decreto que aprovou a Constituição da República Portuguesa, aprovada em 2 de abril de 1976, e que foi assinado pelo Presidente Francisco da Costa Gomes.

A associação do Diário da República à Constituição de 1976 constitui um facto simbólico, na medida em que inaugura um período constitucional comprometido com o Estado de Direito e com a ideia de que os cidadãos são diretos da soberania nacional e do direito fundamental à segurança jurídica e ao conhecimento do Direito vigente.

(...)

O jornal oficial tem a sua origem no longínquo ano de 1715, quando se deu início à publicação da Gazeta de Lisboa. Ao longo dos anos, a sua designação foi oscilando, mantendo a sua designação de Diário do Governo até 9 de abril de 1976.


in site oficial
da Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa
XXI Governo Constitucional
República Portuguesa



Notícia completa aqui.


Ao longo das últimas décadas, os postais institucionais de Boas Festas da Imprensa Nacional-Casa da Moeda têm retratado a atividade gráfica e editorial da empresa.

Com frequência se recorreu à reprodução de gravuras do Mestre Gravador Francesco Bartolozzi (Florença, 1728 — Lisboa, 1815), contratado em 1802 por D. Rodrigo de Sousa Coutinho para reformar a aula de gravura da Imprensa Régia.

Em 1971, ainda a solo, a Imprensa Nacional apresentava no seu postal o logótipo brasonado com a legenda "Sciencias e Artes", e no interior uma imagem gravada por Bartolozzi em 1811, nas Oficinas da Impressão Régia. Esta gravura voltaria a ser replicada no postal de Boas Festas de 1996.






A gravura Adoração dos Pastores, realizada em 1810, quando Bartolozzi já tinha 84 anos, viria a ser utilizada nos postais de 1997 e de 2010. Esta gravura pertence à obra Missale Romanum, editada em 1820, pela Tipografia Régia.




Nos postais de 1972 e de 1974, já com ambas as instituições reunidas numa só e um novo logótipo idealizado pelo designer Valente de Carvalho, o postal de Boas Festas da INCM reproduz uma imagem incluída numa edição antiga do Auto da Mofina Mendes, de Gil Vicente.






O postal de Natal da INCM em 1980 remete para as comemorações camonianas, decorridas 500 anos sobre a morte do poeta, com uma folha em fac-símile de Os Lusíadas, retirada da sua própria coleção das obras de Luís de Camões. 




O uso de imagens retiradas das edições INCM para ilustração dos postais de Boas Festas é recorrente na década de 80, como podemos constatar na Adoração dos Magos, pormenor do vitral da capela-mor do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha. Esta imagem foi utilizada na obra O Vitral em Portugal – séculos XV-XVI, editada em 1988.




Outro exemplo, na década seguinte, são os postais dos anos 1995 e 2000, que utilizam uma iluminura e uma gravura retiradas da edição da INCM, de 1983, do Livro de Horas de D. Manuel: estudo introdutório, de Dagoberto Markl.




Nos postais dos anos 90, observamos ainda a utilização de testemunhos históricos existentes no edifício da Casa da Moeda. Em 1993, é retratada a imagem de um fólio do Livro de Rezistos dos Previllegios... concedido aos Officiais e Moedeiros..., códice em pergaminho que pertence ao acervo do Arquivo Histórico.






Em 1994, opta-se por mostrar o fresco existente na antiga sala do Museu Numismático, aos dias de hoje a sala do Conselho de Administração. Este painel mural foi realizado pelo Pintor Henrique Franco e retrata o episódio da recolha de metais na cidade de Lisboa para uso na produção de nova moeda, presente na Crónica de D. João I.




Na primeira década do novo milénio, as imagens tornam-se mais estilizadas e genéricas como é exemplo o postal do ano 2008. Com a criação da nova logomarca INCM em 2010, pelo designer Eduardo Aires, assiste-se ao renovar da edição dos postais de Boas Festas, que passam a estar associados à agenda produzida para o mesmo ano, num trabalho integrado da Unidade de Publicações da empresa. A partir de então, procura-se aliar os temas com as comemorações da cultura histórica e literária portuguesa, editando o postal institucional com uma imagem grafiacamente mais despojada, apelativa e contemporânea, através do uso de um design gráfico de cores e tipografia fortes, marcantes e destacadas.





Como exemplos: o postal do ano 2011, enquadrado nas comemorações do V centenário do nascimento de Fernão Mendes Pinto. Este postal contém um excerto de texto da Peregrinação, com desenhos do arquiteto e artista plástico Carlos Marreiros.



O postal de 2015 centra-se na comemoração do centenário da publicação da revista Orpheu, onde se reproduzem as imagens das capas dos dois únicos números publicados da revista.





Por fim, o postal de 2016 retrata a comemoração do centenário do nascimento de Vergílio Ferreira, um dos escritores e autores mais importantes do século XX literário português, destacando um excerto da sua obra Aparição.



Boas festas!

MJG