O lobo ibérico, a subespécie de lobos que habita a Península Ibérica, tem a designação científica de Canis lupus signatus. E foi descrito em 1907 pelo zoólogo espanhol Angel Cabrera.




O lobo ibérico distingue-se dos outros lobos que habitam a restante área europeia por ser mais pequeno e pela coloração da sua pelagem, que é mais amarelo-acastanhada. Além disto, possui cores mais fortes e um padrão de coloração das faces e focinho diferente

Outrora presente em todo o território nacional, o Lobo-Ibérico encontra-se atualmente circunscrito a algumas áreas do norte e do centro do País, estando classificado como «em perigo», devido à escassez de presas selvagens e às atividades desenvolvidas pelo ser humano, que têm vindo a comprometer a sobrevivência desta espécie.


Em Portugal é espécie protegida desde 1989.

(Legislação de Proteção do Lobo Ibérico: Lei n.º 90/88, de 13 de agosto, e Decreto-Lei 139/90 de 27 de abril)

A história deste predador é aqui contada por Ricardo J. Rodrigues e ilustrada por Susana Diniz e Pedro Semeano, e vai permitir aos mais novos conhecer mais sobre esta espécie ameaçada, a sua proteção, os seus hábitos e família. E aos mais velhos também.

Tal como acontece com Sou o Lince Ibérico - O Felino Mais Ameaçado do Mundo e Rainha dos Ares A Águia-Imperial-Ibérica, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda associa-se ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, sendo que parte das receitas das vendas deste livro (bem como das moedas associadas) contribuem diretamente para a sua proteção.




A Lídia no País das Armadilhas - a História Maravilhosa da Imprensa Nacional, de Luís Almeida Martins (texto) e Mantraste (ilustrações) conta a história de uma casa de livros que nasceu há 250 anos, quando o rei D. José I assinou o alvará que o famoso Marquês de Pombal lhe colocou diante do nariz. Nascia assim a Impressão Régia (o nome da editora oficial naquele tempo) que começou a funcionar no início de 1769. Mas, apesar da idade, a Imprensa Nacional continua jovem. Lídia e a sua turma foram visitá-la num passeio que se transformou numa viagem maravilhosa pelo tempo. Este é um livro para os mais jovens mas que os adultos devem ler também.





Uma criação teatral encenada e interpretada por Diogo Carvalho, a partir do livro «Sophia de Mello Breyner Andresen. Quem era Sofia?» com texto de Ana Maria Magalhães/Isabel Alçada e ilustrações de Sara Feio.


Entrada Gratuita


Quando se fala de Sophia de Mello Breyner Andresen o que vem à ideia é poesia. E também «A Menina do Mar» ou «O Cavaleiro da Dinamarca». Mas quem era essa escritora que nas fotografias aparece tão elegante e com um olhar sonhador?

No ano em que se celebra o centenário do seu nascimento a coleção Grandes Vidas Portuguesas dá a conhecer aos leitores mais jovens Sophia de Mello Breyner Andresen, a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.


Apresentação de «Fernão de Magalhães. O Homem que se transformou em Planeta», mais um livro da coleção infantojuvenil do Museu Casa da Moeda, já na próxima 2.ª feira, dia 16 de dezembro pelas 18h00, na Biblioteca da Imprensa Nacional.

A apresentação contará com a presença dos autores: Luís Almeida Martins (texto) e António Jorge Gonçalves (ilustrações).

Não perca a história do português mais famoso de sempre!

Com o nome de Magalhães foram batizadas duas galáxias, uma sonda espacial da NASA que viajou até Vénus, uma cratera de Marte, um estreito entre dois oceanos, um sistema de GPS pioneiro, um modelo de computador, uma baía e um tipo de pinguins – já para não falar de muitos lugares e navios da realidade e da ficção.

A entrada é gratuita.


Preparámos um quizz especialmente para os mais novos. Sabes tudo sobre Salgueiro Maia, uma grande vida portuguesa?




Salgueiro Maia – o Homem do Tanque da Liberdade  além de uma biografia de um herói nacional é também uma lição sobre um dos acontecimentos mais marcantes da história portuguesa contemporânea – a Revolução dos Cravos. O nome de Salgueiro Maia fica para sempre ligado à operacionalização de uma revolução onde o cravo ocupou o tiro, perpetuando na memória coletiva mundial, um acontecimento sem par. Por ser uma grande vida portuguesa, a Imprensa Nacional e a Pato Lógico dedicaram-lhe um título da coleção que fazem em parceria: «Grandes Vidas Portuguesas». O texto é de José Jorge Letria e as ilustrações de António Jorge Gonçalves.

Transcrevemos aqui as primeiras páginas deste pequeno grande livro que conta a história de um enorme senhor: Salgueiro Maia.


Era uma vez um capitão que aprendeu a fazer a guerra, mas que preferia a paz para
poder ler, viver e ser feliz. Da guerra sabia tudo ou quase tudo. Noutros tempos teria sido cavaleiro, porque a sua arma era Cavalaria, mas, como os tempos mudam, o seu cavalo passou a ser um tanque de guerra, daqueles grandes e possantes que cospem fogo e
derrubam casas, quartéis e muralhas, quando é preciso, quando a paz é vencida.

Foi no dia 1 de julho de 1944 que viu a luz, na vila alentejana de Castelo de Vide, filho de um trabalhador ferroviário. Cresceu a ouvir falar da vida difícil de quem trabalhava nos comboios que percorriam Portugal de norte a sul. Talvez por ter crescido a ver chegar e partir comboios, grandes cavalos de ferro como os tanques que mais tarde viria a comandar, acostumou-se a ser rigoroso e pontual.

E nem precisava de ouvir o apito para saber que tinha de estar sempre a horas onde o dever o chamava. Assim foi, também, na madrugada de 25 de Abril de 1974. Se ele se tivesse atrasado com os seus blindados e os seus homens, talvez a História se tivesse também atrasado, para mal de todos nós.

Era uma vez um capitão que nunca deixou de ter uma névoa de tristeza a toldar-lhe os olhos claros. Quis o destino que fosse um menino triste, porque teve muito cedo um encontro marcado com o sofrimento e com a morte.

Havia nos seus olhos claros e tristes uma claridade que não engana. Essa claridade sempre foi um sinal de esperança, do mesmo modo que, no seu jeito muito especial de estar e de ser, a dureza era irmã gémea da ternura.

Um dia, quando ia fazer quatro anos, veio a Lisboa com os pais para visitar o Jardim
Zoológico, sonho de todos os meninos da sua idade, e um autocarro atropelou-lhe os pais.
O pai salvou-se, mas a mãe partiu para nunca mais voltar.

Como as lágrimas que não chegam a ser choradas se tornam pétalas negras na árvore
da memória, o menino que depois seria capitão nunca se livrou do escuro véu da morte da mãe quando mais precisava dela e da sua ternura. Desse dia em diante, nunca mais quis ver Lisboa, não por ser uma cidade feia ou violenta, mas por ter sido o sítio da morte da mãe, num domingo que devia ter sido calmo e feliz. Muitas vezes voltará à cidade grande, mas sempre com um nó no coração e outro na garganta, daqueles que sufocam a voz e deixam nela o travo amargo das lágrimas.

Quando olha para a cidade, vêm-lhe sempre à memória as horas amargas que nela passou
quando o destino teimou em roubar-lhe a alegria de uma infância feliz. Gostava de olhar a cidade de outra maneira, de ver o casario branco e o ágil voo das gaivotas de um modo diferente, mas há sempre uma mancha de tristeza que o impede.

Por vezes olha para as crianças da sua idade e pergunta baixinho: «Porque terei sido eu o escolhido para conhecer a infelicidade tão de perto?» Esse sentimento de injustiça deixa-o revoltado. Está ferido na alma e não consegue esconder a profundidade dessa mágoa que as palavras não chegam para dizer.

O pai volta a casar, e o menino ganha uma nova mãe, a quem sempre chamará apenas
«madrinha». A sua tristeza, essa, filha da chaga que nunca sarou na memória, fica para sempre presente nos seus olhos e nos seus dias. Não gosta de jogar à bola, mas gosta de ler e de falar das coisas da guerra, por ser duro e rijo como as armas com as
quais, já militar, terá de lidar.

Quem se lembra dele nesse tempo, na sua escola e fora dela, descreve-o como um rapaz tímido, generoso e direto, daqueles que não gostam de contornar a verdade e de se refugiar atrás de meias palavras. Uma pessoa de antes quebrar que torcer. Numa idade em que ainda ninguém sabe o que quer ser, já ele dá como certo que, um dia, há de
ser militar. Corta o cabelo à escovinha, gosta de se sentir forte e de usar a voz possante que tem para deixar claro o que pensa e o que sente. Foi talhado para mandar, para comandar, sendo essa uma qualidade primeira em quem segue a carreira das armas. Ele não esconde que esse será o seu rumo e o seu destino.

Do peito nunca mais tirará a medalha de ouro que tem incrustado o retrato da mãe. É o símbolo de uma memória que nunca se apagará, porque guarda todos os afetos que fazem a beleza e a grandeza da infância. Aquela medalha ajuda a preencher um vazio que passa a fazer parte da maneira de ser de um homem. De um homem que nunca deixa de ser menino, quando lhe dá para brincar com os outros, sem contudo perder o porte de quem se tornou adulto e homem de ideias firmes e claras.

Um dia, em julho de 1971, embarca para a Guiné com mais 150 homens. É oficial e vai fazer a guerra, uma guerra que acabará por descobrir que é injusta e que, por ser injusta, não deve durar muito mais tempo, pois há um país inteiro que sofre por ver morrer os seus filhos longe de casa e longe daqueles que mais os amam. Há de chegar a noite em que será, finalmente, tempo de impor a paz. Ele não sabe, não pode saber, quanto tempo irá durar essa espera, mas está disposto a esperar, porque é obstinado e firme, porque gosta de partir das dúvidas para as certezas, porque gosta de percorrer os caminhos mais difíceis, porque acredita que um dia ainda poderá ser feliz. (…)





Vamos Descobrir a Biblioteca Nacional de Portugal é lançado já esta quarta-feira, dia 27 de março, pelas 18.00h,  no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal.

Com texto de Luísa Ducla Soares e ilustração de Mariana Rio, esta edição da Imprensa Nacional convida os mais novos a conhecerem a BNP, desde a sua história ao percurso do livro e do leitor. A apresentação da obra está a cargo de Daniel Pires e André Letria.
Apareça e traga os mais novos. A entrada é livre!


Embarcando na curiosidade dos protagonistas desta aventura, o João e a Joana, o livro transporta os leitores mais pequenos numa viagem à descoberta da biblioteca patrimonial do País, reservada a maiores de 18 anos.

Assim que entram portas adentro, juntando-se a uma visita guiada, o João e a Joana são surpreendidos pelo Doutor Ribeiro dos Santos, o Bibliotecário-mor da Real Biblioteca Pública da Corte, nomeado por Sua Majestade D. Maria I, há 200 anos. Curioso por também saber o que aconteceu na Biblioteca desde então, conta aos dois amigos que a Biblioteca Nacional foi idealizada por D. João V e por D. José, tendo sido adiada devido ao terramoto. Em 1796, foi criada por alvará régio e instalada na Praça do Comércio.

Durante a visita guiada, seguem-se muitas outras surpresas e histórias. O João e a Joana ficam a conhecer os tesouros da BNP, importantes acontecimentos histórico-políticos, ilustres figuras da cultura e literatura portuguesas. Descobrem o que acontece aos muitos livros e revistas que entram diariamente na BNP, os vários serviços e tratamentos por onde têm de passar até chegarem às mãos dos leitores...e ficam ainda a saber como alguém se pode tornar leitor, as muitas coleções a que pode ter acesso, que incluem partituras de música, mapas, espólios de autores portugueses e obras para invisuais.


Biblioteca Nacional de Portugal
Campo Grande, 83
1749-081 Lisboa

A 15 de janeiro de 1929, há 90 anos precisos, nasce em Atlanta, Estados Unidos da América,  um dos maiores ativistas em Direitos Humanos do século XX: Martin Luther King. 

Em 1963, Luther King, liderou a famosa «Marcha para Washington», onde proferiu um dos discursos mais célebres de sempre: «I have a dream» [Eu tenho um sonho]. Martin Luther King sonhava (e reivindicava) uma sociedade com igualdade racial. No ano seguinte, em 1964, foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz. Seria assassinado, 4 anos mais tarde. 

Diz-nos, precisamente,  o artigo 1.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos que «Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.»

Inserido nas comemorações dos  70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Imprensa Nacional acaba de publicar «Livres e Iguais, os Direitos Humanos na Escola», com textos de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, e ilustrações de Ana Seixas, numa edição destinada aos mais jovens.

Porque apesar «de serem inerentes à própria dignidade humana, não nascemos ensinados em direitos humanos», assim se pode ler no prefácio deste livro que é assinado por Vital Moreira, Comissário das Comemorações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 40 anos da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

Para conhecer mais detalhes sobre esta obra consulte a nossa loja online. Aqui.




No próximo dia 10 de dezembro comemoram-se os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, precisamente a 10 de dezembro de 1948.

Surgida no seguimento da tomada de consciência das atrocidades cometidas, principalmente pelos nazis, durante a II Grande Guerra (1939-1945), a Declaração Universal dos Direitos Humanos é uma carta de princípios onde se nomeiam e defendem quais os direitos inalienáveis de cada ser humano, enunciando também os direitos individuais e coletivos, sem discriminação de raça, género ou nacionalidade.

Foi a 9 de novembro de 1978, há 40 anos atrás, que Portugal ratificou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Ou seja, quatro anos depois da revolução do 25 de abril, que pôs fim à ditadura em Portugal, e dois anos depois da aprovação da Constituição de 1976, que instituiu Portugal como Estado democrático.

Livres e Iguais - Os Direitos Humanos na Escola, com texto de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada e ilustrações de Ana Seixas, surge no âmbito destas duas comemorações e visa sensibilizar o público mais jovem para este assunto. Porque afinal, apesar de serem inerentes à própria dignidade humana, ninguém nasce ensinado em direitos humanos. E a mensagem deste livro é clara: os direitos humanos têm a ver com a nossa vida quotidiana em contexto social e para os defender, temos de os conhecer. Quanto mais cedo melhor!
A apresentação de Livres e Iguais - Os Direitos Humanos na Escola tem lugar no próximo dia 10 de dezembro, pelas 13h00, na Biblioteca Passos Manuel, em Lisboa.

Autoras e ilustradora marcarão presença. A apresentação está a cargo do professor catedrático Vital Moreira.

A Biblioteca Passos Manuel está instalada no Andar Nobre do Palácio de São Bento, em Lisboa.

O acesso à Biblioteca é feito através da porta lateral do edifício, junto ao parque de estacionamento da Assembleia da República.

A entrada é gratuita.

Autocarros: 706, 727, 773 | Elétrico: 28 | Metro: Rato



Apresentação Caretos e Coretos. Tradições Populares em Portugal
Data: sábado, 08 de dezembro
Horário: 16h45m – 17h30m
Local: Livraria do Convento de São Francisco, em Coimbra
Morada: Avenida da Guarda Inglesa, 3040-326 Coimbra
Entrada livre

Na livraria do Convento de São Francisco, em Coimbra, ocupada e dinamizada pela editora Bruáa, a ilustração é a rainha.

E vai ser lá, já no próximo sábado, dia 08 de dezembro, a apresentação do livro Caretos e Coretos. Tradições Populares em Portugal, entre as 16h45m e as 17h30m, com entrada gratuita.

A apresentação contará com a presença das autoras Vera Marques Alves (texto) e Carolina Celas (ilustração).

Cláudio Garrudo estará também presente em representação da Imprensa Nacional e do Museu Casa da Moeda. Inês Felisberto representará a Pato Lógico Edições, a quem coube o design e a direção de arte da coleção.

O livro Caretos e Coretos. Tradições Populares em Portugal revela muitas curiosidades sobre seis tradições populares portuguesas. Inspirado numa coleção de moedas, e destinado aos mais jovens, dá a conhecer, em seis capítulos, as arrecadas de Viana do Castelo, os jugos do Nordeste, as colchas de Castelo Branco, o figurado de Barcelos, os caretos de Trás-os-Montes e os espigueiros.

Recorde-se que a coleção infanto-juvenil do Museu Casa da Moeda tem por objetivo aproximar o público mais jovem da numismática.

Outros títulos da coleção:

Cara ou Coroa? Pequena História da Moeda;

Sou o Lince-Ibérico. O Felino Mais Ameaçado do Mundo;

Princesas de Portugal, Rainhas da Europa

Rainha dos Ares. A Águia-Imperial-Ibérica