«Para se falar de um escritor como José Saramago, tem de se somar à realidade o imaginário». Quem o diz é Inês Fonseca Santos em «José Saramago: Homem-Rio», mais um volume da colecção Grandes Vidas Portuguesas, editada em parceria pela Pato Lógico e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, que tem como objectivo levar o seguinte lema aos mais jovens: «Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande».

As ilustrações de João Maio Pinto são um cruzamento feliz entre a pop art e o território da ficção científica, fazendo deste um dos mais interessantes livros da colecção em termos visuais.



Ler a peça completa aqui.





http://sicmulher.sapo.pt/programas/faz-sentido/videos/2016-12-19-Top-5-Leituras-imperdiveis

SOU O LINCE-IBÉRICO, o Felino mais Ameçado do Mundo, com texto de Maria João Freitas e ilustrações de Nádia e Tiago Albuquerque, é a publicação infantojuvenil escolhida por João Paulo Sacadura, no programa «Faz Sentido» (SIC Mulher) de 19 de dezembro, como «leitura imperdível» para as férias de Natal.

Uma narrativa rigorosa e divertida que, associada a uma moeda comemorativa, é também um projeto solidário em favor do Fundo para a conservação da natureza.

Sou o Lince-Ibérico é o segundo de uma série de títulos educativos publicados pelo Museu Casa da Moeda em conjunto com a INCM e o Pato Lógico, com o apoio do Museu do Dinheiro e do ICNF.

Ver na rubrica «Leituras Imperdíveis» aqui (a partir dos 8 min 45 s).

http://sicmulher.sapo.pt/programas/faz-sentido/videos/2016-12-19-Top-5-de-musica   

Sou o Lince-Ibérico
Felino mais Ameaçado do Mundo

Maria João Freitas (texto)
Nádia e Tiago Albuquerque (ilustrações)
Museu Casa da Moeda / INCM / Pato Lógico
2016
48 pp.
(Inclui poster.)




Título: Alexandre Serpa Pinto, o Sonhador da África Perdida
Autores: Luís Almeida Martins (texto) e Filipe Abranches (ilustrações)
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Edição: INCM—Pato Lógico
Local: Sociedade de Geografia de Lisboa
R. das Portas de Santo Antão, n.º 100
Data: quarta-feira, 14 de dezembro
Horário: 18:30 h

Chamava-se Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Já morreu há muitos anos (e, claro, nasceu ainda há mais). Quando ele viveu, Portugal era uma monarquia (...).

O avô do rapazinho, que ainda era vivo, tinha a teoria de que o contacto com a natureza no seu estado mais puro fazia parte da educação de uma criança. Arranjou por isso uma cabrinha e ensinou-a a dar de mamar ao neto quando este desse sinais de ter fome. A cabra chamava-se Cora (...).

Uma vez que sentia o apelo da vida aventurosa ao ar livre, meteu-se-lhe na cabeça que havia de ser militar e viver grandes aventuras.

(...)

Certo dia do final de 1876, quando tinha 30 anos e estava de novo em Lisboa e de volta à rotina da vida nos quartéis (já com o posto de major), Alexandre encontrou casualmente no Terreiro do Paço um antigo camarada, que lhe fez uma grande festa. No meio dos abraços (...), este contou-lhe que tinha ouvido dizer que estava a ser organizada uma grande expedição destinada a explorar o interior de África, entre as costas de Angola e de Moçambique. Alexandre nem precisou de ouvir mais (...).

E eis que, no dia 5 de maio de 1877, Alexandre [Serpa Pinto] e Hermenegildo [Capelo] embarcaram em Lisboa no vapor Zaire, rumo a Luanda. Que grande dia!
https://www.incm.pt/portal/loja_detalhe.jsp?codigo=103038



Chamava-se Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Já morreu há muitos anos (e, claro, nasceu ainda há mais). Quando ele viveu, Portugal era uma monarquia (...).

O avô do rapazinho, que ainda era vivo, tinha a teoria de que o contacto com a natureza no seu estado mais puro fazia parte da educação de uma criança. Arranjou por isso uma cabrinha e ensinou-a a dar de mamar ao neto quando este desse sinais de ter fome. A cabra chamava-se Cora (...).


Uma vez que sentia o apelo da vida aventurosa ao ar livre, meteu-se-lhe na cabeça que havia de ser militar e viver grandes aventuras.

(...)

Certo dia do final de 1876, quando tinha 30 anos e estava de novo em Lisboa e de volta à rotina da vida nos quartéis (já com o posto de major), Alexandre encontrou casualmente no Terreiro do Paço um antigo camarada, que lhe fez uma grande festa. No meio dos abraços (...), este contou-lhe que tinha ouvido dizer que estava a ser organizada uma grande expedição destinada a explorar o interior de África, entre as costas de Angola e de Moçambique. Alexandre nem precisou de ouvir mais (...)

E eis que, no dia 5 de maio de 1877, Alexandre [Serpa Pinto] e Hermenegildo [Capelo] embarcaram em Lisboa no vapor Zaire, rumo a Luanda. Que grande dia!



O resto da história, podes lê-lo neste livro, que já está nas livrarias:

Alexandre Serpa Pinto
O SONHADOR
DA ÁFRICA PERDIDA
Texto: Luís Almeida Martins
Ilustrações: Filipe Abranches
INCM—Pato Lógico
2016


Boa aventura!


«Grandes Vidas Portuguesas — Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande.»
Uma edição INCM—Pato Lógico
Título: José Saramago, Homem-Rio
Autores: Inês Fonseca Santos (texto) e João Maio Pinto (ilustração)
Apresentação pelos autores
Local: Fundação José Saramago (Lisboa)
Data: 19 novembro
Horário: 16:30 h




Os autores de Saramago, Homem-Rio, Inês Fonseca Santos e João Maio Pinto, apresentam o mais recente título da colecção Grandes Vidas Portuguesas, uma coedição Imprensa Nacional / Pato Lógico, cujo lema é «O Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande».

O lançamento do livro acontece na Fundação José Saramago, no dia 19 de Novembro, pelas 16 horas, integrando a programação dos Dias do Desassossego, evento organizado pela Fundação José Saramago e a Casa Fernando Pessoa, que celebram Pessoa e Saramago nas ruas de Lisboa, ambos biografados nesta coleção.





in Observador, 15 de novembro de 2016


A Imprensa Nacional-Casa da Moeda apresentou hoje, em Mértola, uma moeda comemorativa da autoria de Luís Valadares, dedicada ao lince-ibérico, inaugurando assim a nova série de moedas de coleção «Espécies Ameaçadas».

Juntamente com a moeda, foi igualmente apresentado o novo título infantojuvenil dedicado ao «Sou o Lince-Ibérico, o felino mais ameaçado do mundo». Este título, integrado no programa educativo do Museu Casa da Moeda, é uma edição conjunta INCM–Pato Lógico, com texto de Maria João Freitas e ilustrações de Tiago e Nádia Albuquerque.

Uma moeda e um livro solidários, na medida em que a venda de cada exemplar de um e de outro contribuirá com 1 euro para o Fundo Ambiental para a conservação da natureza e da biodiversidade.

Ler a notícia completa aqui.




Salgueiro Maia, uma das personagens de referência de Abril de 74, foi ontem condecorado postumamente, por ocasião do seu aniversário, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa referiu-o como «um símbolo daquilo que é o português, cá dentro e lá fora, na sua humildade, na sua simplicidade, na sua abnegação, na sua dedicação à pátria».

Salgueiro Maia, o Homem do Tanque da Liberdade (inserido no PNL 2015) é história deste capitão de
Abril contada aos mais jovens por José Jorge Letria numa bela prosa magnificamente ilustrada por António Jorge Gonçalves:

«Durante a viagem, lenta e tensa, rumo a Lisboa o silêncio é de chumbo entre os militares. Ninguém sabe o que os espera, que resistência poderão encontrar, que força poderão ser forçados a usar.
(...)

Corra mal ou bem a operação militar de que é um dos principais responsáveis, ele sabe que naquela noite está a fazer-se História. (...)

No fundo, o que ele deseja é que a guerra chegue ao fim, porque é injusta e sem sentido e porque é tempo de os rapazes da sua idade, sobretudo os que não quiseram ser militares como ele, poderem voltar à universidade para tirarem os seus cursos e terem vidas libertas de ansiedade e de sofrimento.

(...)


Ele sabe que há namoradas que há anos não veem aqueles que amam. Ele sabe que há milhares de jovens africanos da sua idade, e mais jovens ainda, que lutam na mata por uma independência que tarda a chegar. (…) Foi treinado para obedecer e para ser obedecido, para ser leal e disciplinado, mas agora o seu compromisso é com a mudança, é com a liberdade.


(…) Os seus homens estão dispostos a tudo, porque acreditam em quem os comanda (...).


O capitão era agora o homem de quem se falava, era o herói que as pessoas aplaudiam e felicitavam nas ruas. Mas ele, modesto e exigente como era, não gostava que o aplaudissem, que o vitoriassem. Achava que se tinha limitado a cumprir o seu dever em nome daquilo que entendia ser justo e não queria receber nenhuma recompensa especial. (…)


(…) havia um país novo para levantar das ruínas da tristeza. Estava cumprida a sua missão.»

Salgueiro Maia, o Homem do Tanque da Liberdade
Texto: José Jorge Letria
Ilustrações: António Jorge Gonçalves
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2014


Mais uma oportunidade para conhecer o «Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande».



in Diário de Notícias, 24 de junho de 2016



Cara ou Coroa? É uma edição Imprensa Nacional-Casa da Moeda em parceria com a editora infantil Pato Lógico. A parceria já existia antes — e deu origem, por exemplo, à coleção «Grandes Vidas Portuguesas» (...)

(...) como explica ao DN o editor André Letria: «A Casa da Moeda queria chegar a um público mais vasto e jovem, que não é o seu público habitual, e pensou-se que o livro seria uma boa forma de o fazer e de mostrar aos jovens como se fabricam e para que servem as moedas.»

O livro é também uma maneira de apresentar o novo Museu Casa da Moeda, um museu digital que já tem um site (...) embora só seja inaugurado em outubro.


Ler a peça integral aqui:






 

in Notícias ao Minuto, 13-06-2016


«"Pilim" é a personagem que narra a história da moeda, que afirma no início: "moeda e moeda não são a mesma coisa", esclarecendo em seguida: "moeda sou eu com coração de bronze, disponível para fazer compras, para mealhar em cofres e mealheiros ou para ser atirada ao ar e decidir qual a equipa que dá o pontapé de saída. Por outro lado a moeda a unidade monetária é a moeda oficial de cada país ou região".»


Ler a notícia completa aqui.





Foi na Galeria Municipal de Setúbal que decorreu hoje a cerimónia de entrega dos prémios do concurso «Desenhar a Moeda», promovido pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda em parceria com o Município de Setúbal e a sua já indispensável Festa da Ilustração.

O desafio lançado a oito escolas do 2.º e do 3.º Ciclo do Ensino Básico pretendia sensibilizar crianças e jovens para a dimensão artística, patrimonial e cultural da moeda, e consistia em desenhar ambas as faces de uma moeda de 5 euros subordinada ao tema «O Futuro».

A adesão foi extraordinária, resultando em cerca de 800 propostas, das quais as 82 melhores se encontram a partir de hoje expostas no primeiro andar da Galeria.

Foi uma cerimónia alegre com uma forte participação da comunidade educativa, que acorreu à sala principal da Galeria Municipal, simbolicamente instalada no antigo edifício do Banco de Portugal, na Av. Luísa Todi, um notável exemplar da arquitetura financeira recentemente reabilitado pelo município como equipamento cultural.




Desta iniciativa irá resultar a primeira moeda saída de um concurso que se pretende que seja periódico, e que mobilize muitos alunos de muitas escolas de diferentes cidades do País.



Na mesma ocasião foi ainda apresentada a primeira publicação com a dupla chancela Museu Casa da Moeda / INCM — CARA OU COROA? Pequena história da moeda.

Com texto de Ricardo Henriques, ilustrações de Nicolau e conceção gráfica de André Letria, este pequeno livro consegue apresentar de forma muito leve e bem-humorada esse instrumento tão complexo e tão presente nas nossas vidas que é a moeda.






Os autores de «Cara ou Coroa? Pequena história da moeda»:
André Letria (design), Ricardo Henriques (texto), Nicolau (ilustrações)


À hora a que aqui vos damos esta notícia, o livro já chegou à Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII.


E no próximo sábado, dia 4 de junho, pelas 18h00, Ricardo Henriques e André Letria (o Nicolau entretanto teve que regressar à sua cidade, o Porto) vão estar no stand da INCM (B 42-44) para conversar com os jovens leitores, contar como foi esta experiência de tornar fácil o que era difícil, responder a perguntas e – claro! – para assinar os exemplares a quem o desejar. E olhem que o livro vale bem um autógrafo!


RAS




Nível: FÁCIL

Um passatempo para pessoanos, pequenos e grandes.
Ilustrações de João Fazenda, em Fernando Pessoa, o Menino Que Era Muitos Poetas, um título da coleção Grandes Vidas Portuguesas.

NOTA: Pode verificar as suas respostas e obter informação adicional em «Todas as respostas».



in Deus me Livro, 04/08/2015

«Continua em muito bom ritmo a colecção Grandes Vidas Portuguesas, nascida de uma parceria celebrada entre a editora Pato Lógico e a Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Depois de Fernando Pessoa, Aníbal Milhais, Salgueiro Maia e Almada Negreiros, conta-se agora aos mais novos a história de mais quatro personalidades que, de alguma forma, se distinguiram na História de Portugal.»

Ver artigo completo aqui.
in Hipopótamos na Lua, 9 de julho de 2015

«... Ana de Castro Osório, Azeredo Perdigão, Aristides de Sousa Mendes ou Alfredo Keil. Coincidência ou não, os últimos quatro biografados da colecção Grandes Vidas Portuguesas têm em comum a primeira letra do nome. Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Salgueiro Maia e o Soldado Milhões tinham sido os quatro primeiros vultos desta magnífica colecção editada pelo Pato Lógico em parceria com a Imprensa Nacional-Casa da Moeda.»

Artigo completo aqui.
in A BD é..., 3 de julho de 2015

«(...) Às biografias ilustradas de Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Salgueiro Maia e Aníbal Milhais, vieram agora juntar-se outras tantas dedicados a:
– Ana de Castro Osório (1872-1935), a “mãe” da literatura infantil, escritora, editora, jornalista ensaísta, pedagoga, feminista, maçónica e republicana;
– Aristides de Sousa Mendes (1885-1954), cônsul português em Bordeaux no ano da invasão de França pela Alemanha nazi, tendo desafiado as ordens do governo de Salazar, concedendo vistos de entrada em Portugal a refugiados judeus;
– Azeredo Perdigão (1896-1993) , advogado e primeiro presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, dedicada ao apoio das Artes, Ciências e Educação; e
– Alfredo Keil (1850-1907), compositor, pintor, poeta e colecionador de arte, tendo composto o hino nacional “A Portuguesa” como resposta ao Ultimatum.»

Artigo completo aqui.






in Diário Digital, 25 junho 2015


«Ana de Castro Osório - A Mulher Que Votou na Literatura», texto de Carla Maia de Almeida e ilustração de Marta Monteiro, «Aristides de Sousa Mendes - Um Homem de Coragem», texto de José Jorge Letria e ilustração de Alex Gozblau, «Azeredo Perdigão - Um Encontro Feliz», texto de António Torrado e ilustração de Susa Monteiro, e «Alfredo Keil - A Pátria Acima de Tudo», texto de José Fanha e ilustração de Susana Carvalhinhos, são as novidades da coleção "Grandes Vidas Portuguesas", dedicada às vidas de personalidades que se destacaram, em vários domínios, na História de Portugal. Edição da Pato Lógica, em parceria com a Imprensa Nacional-Casa da Moeda.


«Ana de Castro Osório - A Mulher Que Votou na Literatura», texto de Carla Maia de Almeida e ilustração de Marta Monteiro

«É verdade que as mulheres conseguem fazer muitas e diferentes coisas ao mesmo tempo. Também é verdade que há cem anos, ninguém perdia tempo a fazer “gosto“ no Facebook, nem a jogar horas com o telemóvel, nem a escolher entre 50 marcas diferentes de cereais para o pequeno-almoço. Ana de Castro Osório teve a sorte e a liberdade de poder usar o seu tempo para pensar, escrever e ser útil à sociedade. Afinal, era aquilo que mais gostava de fazer. Se tivesse vivido nos dias de hoje chamar-lhe-iam “supermulher“? Teria sido diagnosticada, ao princípio, como uma “criança hiperativa”?»

«Aristides de Sousa Mendes - Um Homem de Coragem», texto de José Jorge Letria e ilustração de Alex Gozblau

«Nessas horas terríveis, que são sempre aquelas em que se descobre a matéria moral de que são feitos os verdadeiros heróis e os seres humanos em geral, o cônsul escreveu,
para que mais tarde outros pudessem compreender o seu gesto e a coragem do seu ato:”Tudo está agora nas minhas mãos, para salvar os muitos milhares de pessoas que vieram de todos os lados da Europa na esperança de encontrar refúgio em Portugal. Todos eles são seres humanos, e o seu estatudo na vida, religião ou cor são totalmente irrelevantes para mim (...)»

«Azeredo Perdigão - Um Encontro Feliz», texto de António Torrado e ilustração de Susa Monteiro

«Neste livro vai falar-se de um advogado português, Dr. José Henrique de Azeredo Perdigão, que teve a oportunidade de cruzar-se com um milionário arménio, com quem estabeleceu laços de amizade perduráveis. Desse feliz encontro resultou a criação de uma grande
Fundação, sediada em Lisboa, dedicada ao apoio das Artes, das Ciências, da Educação. [...] As biografias são lembretes, estímulos para a memória. Vai-se o homem, fica a obra. Ainda estremecemos só de imaginar que estes dois homens, por azares do destino, podiam nunca ter chegado a encontrar-se. Por isso estamos gratos às estrelas propícias que lhes iluminaram os passos pelos trilhos da vida»

«Alfredo Keil - A Pátria Acima de Tudo», texto de José Fanha e ilustração de Susana Carvalhinhos

«Muitas vezes as obras artísticas escapam da mão do seu autor no momento em que ele as entrega ao público e seguem caminhos próprios e, por vezes, inesperados. A Portuguesa apareceu logo a seguir ao Ultimatum num espectáculo do Teatro dos Condes e logo aí o público saiu para a rua a cantá-la e a marcha popularizou-se e espalhou-se como fogo na palha.
A popularidade deste hino tornou-se tal que a sua letra e até a sua partitura apareceram reproduzidas em rótulos de latas de bolachas e de sardinhas, em invólucros de
sabonetes, caixas de charutos e outras embalagens comerciais.»

Originalmente publicado aqui.

in O Jardim Assombrado, 17 de junho de 2015


Não é um «triplo A», mas um «quádruplo A», esta segunda leva da colecção Grandes Vidas Portuguesas, uma edição conjunta da Pato Lógico/Imprensa-Nacional Casa da Moeda. Dá-se a coincidência de todos os biografados partilharem a letra A no nome com que ficaram para a História. Por ordem, na imagem: Azeredo Perdigão, primeiro presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Alfredo Keil, artista e compositor do hino nacional; Aristides de Sousa Mendes, o diplomata que salvou milhares de vidas do regime nazi; e Ana de Castro Osório, escritora, editora, feminista, republicana e unanimemente considerada «a mãe da literatura infantil». A colecção foi apresentada por Henrique Cayatte no passado domingo, durante a Feira do Livro de Lisboa, com a presença dos quatro escritores: António Torrado, José Jorge Letria, José Fanha e moi-même. Faltaram os ilustradores, que fizeram um trabalho primososo. Também por ordem: Susa Monteiro, Susana Carvalhinhos, Alex Gozblau e Marta Monteiro. Venham mais quatro.

Originalmente publicado aqui.