Cypriano Joseph da Rocha. Relato de uma vida entre Portugal e o Brasil na «Idade do Ouro», de António Andresen Guimarães, é um ensaio que percorre o trajeto de vida, privada e pública, de Cypriano Joseph da Rocha que a 26 de maio de 1728, deixa Lisboa, acompanhado pelos dois filhos, e embarca, na Ribeira das Naus, rumo ao Brasil.

Cypriano José da Rocha vai ocupar, na capitania da Baía, o cargo de juiz dos órfãos, por mercê de Sua Majestade el-rei D. João V, o Magnânimo, e uns anos mais tarde, na capitania de Minas Gerais, o de ouvidor da comarca de Rio das Mortes, esse extenso território que, provavelmente ele não o saberia, era maior do que o Reino que ele deixava.

Este ensaio tem pois enfoque no período brasileiro, onde se destaca a missão que levou Cypriano Joseph da Rocha sertão adentro, à descoberta das minas do Rio Verde, ultrapassando os rios Baependi, Lambari e Sapucaí, e que tem um momento marcante na fundação, como ele designou, de um arraial a que pôs o nome de Arraial de São Cipriano.

Ultrapassada a fase de adaptação, ao clima, à alimentação, aos costumes e à vida social de um território em desenvolvimento e também em expansão para novas fronteiras, vivendo as mutações económicas, sociais e políticas que o novo ciclo do ouro trazia à América portuguesa, Cypriano integra-se nesse novo mundo, de que dá conta nas cartas que regularmente foi escrevendo a sua mulher.

Escreve António Andresen Guimarães na «Introdução» ao livro:

O nome de Cypriano Joseph da Rocha não figura em nenhuma enciclopédia,muito menos em qualquer compêndio de História. Segundo os critérios de uma história tradicional, não foi estadista célebre ou militar que mereça ser recordado pelos seus feitos heróicos; não deixou obra literária, nem fez qualquer descoberta científica que preserve o seu nome. Não se lhe conhecem qualidades excecionais que justificassem que o seu nome ficasse gravado na História. No entanto, o nome de Cypriano Joseph da Rocha, cuja biografia aqui ensaiamos, sobreviveu à passagem do tempo, num círculo limitado de influência é certo, mas tal não significa que o conhecimento da sua vida não constitua motivo de interesse. Pelo contrário, como procurarei dar testemunho.
Quando comecei a interessar-me por esta personagem e fui fazendo as minhas pesquisas, surpreendi-me com as inúmeras vezes que o seu nome aparecia citado. Na atribuição de fundação de cidades, na sua toponímia, em diversos estudos sobre a história de Minas Gerais, etc., Cypriano Joseph da Rocha constituía uma referência. Comecei a ler esses estudos e a ganhar interesse pela personagem. O facto de ser seu descendente direto me dava um impulso e interesse pessoal acrescido e motivação para investigar e aprofundar os conhecimentos e dados que ia recolhendo. E, sobretudo, por dispor de acesso privilegiado a fontes documentais diretas e inéditas, que permaneceram durante séculos preservadas na casa onde Cypriano viveu e morreu e que, por sucessão, pertence ao autor deste ensaio biográfico. (...)

in «Introdução» de Cypriano Joseph da Rocha. Relato de uma vida entre Portugal e o Brasil na «Idade do Ouro»



José Jorge Letria foi o convidado de ontem, 13 de fevereiro, de Luís Caetano no programa A Ronda da Noite (RTP/Antena 2) para uma conversa que teve por mote O Livro Branco da Melancolia, a sua antologia poética agora editada pela Imprensa Nacional.



O LIVRO BRANCO DA MELANCOLIA

O Livro Branco da Melancolia, reúne, propositadamente de forma continua e irreferencial, os mais significativos poemas de José Jorge Letria.

José Jorge Letria escolhe, para este conjunto de poemas, um título bem sedutor, e ao mesmo tempo intrigante. Uma palavra como Melancolia carrega um forte peso, na tradição cultural, filosófica, artística.

Saiba mais detalhes sobre esta obra na nossa loja online. Aqui.





2020 afigura-se mais um ano desafiante para a Imprensa Nacional e a poesia continuará a ser uma aposta forte da editora pública portuguesa.

Em 2020 a Imprensa Nacional continuará a acolher os poetas na coleção «Plural». Serão publicados nesta coleção: Guardar a Cidade e 0s Livros Porventura de Antonio Cicero, O Último Poeta Romano, de Paulo Teixeira, Toda Poesia, de Paulo Leminski, e as obras poéticas de Salette Tavares e de Natércia Freire.

Também a Poesia, de Sá de Miranda, sairá este ano, na coleção «Clássicos». Quanto à coleção dedicada a Fernando Pessoa, a «Pessoana», vai acolher os Poemas de Alberto Caeiro, numa edição de Ivo Castro.

A Imprensa Nacional continuará a divulgar, ao longo deste ano, os pensamentos críticos dos mais destacados ensaístas na coleção «Olhares». Para este ano espera-se a A Enxada e a Lança, de Alberto da Costa e Silva, e Viagens com um Mapa em Branco, de Juan Gabriel Vásquez.

Ainda no domínio dos ensaios, a coleção «Estudos de Religião», feita em parceria com o Centro de Estudos da História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, recebe em 2020 os títulos Génese e Institucionalização de uma Experiência Eremítica, de João Luís Fontes, Teologia e Poesia em Carlos Drummond de Andrade, de Alex Villas Boas, e Religião, Território e Identidade, coordenado por Alfredo Teixeira.

No domínio da filosofia há uma novidade há muito aguardada: a Imprensa Nacional reedita esta ano uma das grandes obras-primas da literatura ocidental, Confissões de Santo Agostinho, em versão bilingue (português/latim), título que se encontra há muito esgotado.

Em 2020 a editora pública continuará a restaurar minuciosamente as «oficinas de trabalho» dos autores maiores da literatura portuguesa, guiados pelo olhar crítico e atento dos nossos maiores especialistas que reconstroem verdadeiras «catedrais» nas coleções de «Edições Críticas». Este ano esperam-se Frei Luís de Sousa na «Edição Crítica de Almeida Garrett»; Eusébio Macário. A Corja (num só volume) na «Edição Crítica de Camilo Castelo Branco» e Philidor e A Relíquia na «Edição Crítica de Eça de Queirós».

O Teatro Completo de Natália Correia, em dois volumes, entrará este ano para a coleção «Biblioteca de Autores Portugueses».

Também as Crónicas que Nuno Brederode Santos publicou no Diário de Noticias se juntam ao catálogo da editora, numa organização da responsabilidade de Maria do Céu Guerra e Maria Emília Brederode Santos.

A coleção dedicada aos grandes autores italianos (clássicos e contemporâneos), a «Itálica», vai receber em 2020 um volume dedicado ao Teatro de Pirandello, onde serão publicadas algumas traduções inéditas para português deste dramaturgo italiano. A coordenação do volume será de Jorge Silva Melo. A «Itálica» recebe ainda a poesia completa de Giuseppe Ungaretti, Vida de Um Homem, que conheceu a sua tradução para o português pela mão de Vasco Gato.

De Itália chega ainda um título importante para a Imprensa Nacional, pela lavra de Anna Dolfi: O Essencial sobre Antonio Tabucchi. A mesma coleção acolherá também O Essencial sobre Ruben A., no ano em que se assinala o centenário de nascimento deste escritor.

Do Brasil chega um outro projeto importante e notável. Conjuntamente com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a Imprensa Nacional publica em 2020, a publicação do Dicionário de Machado de Assis.

Ainda no que diz respeito a dicionários, o investigador Daniel Pires vai trazer-nos um dicionário dedicado a uma das mais complexas e notáveis figuras do Iluminismo português: Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Em 2020, a Imprensa Nacional continua a apostar nos designers portugueses na «Coleção D», coordenada por Jorge Silva. Este ano sairá o volume dedicado ao trabalho de Cristina Reis.

As objetivas da editora pública continuam bem focadas nos fotógrafos nacionais. José Manuel Rodrigues (com apresentação de Rui Prata) é o nome que se segue na «Série Ph».

A pensar nos mais novos a coleção «Grandes Vidas Portuguesas» vai receber mais quatro biografias: Carolina Beatriz Ângelo, Amália Rodrigues, Sidónio Pais e Mário Soares, estes dois numa série, dentro da coleção, dedicada aos Presidentes e feita em parceria com o Museu da Presidência da República. Já a coleção infantojuvenil do Museu Casa da Moeda recebe este ano O Golfinho. Recorde-se que a Imprensa Nacional – Casa da Moeda associa-se ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, sendo que parte das receitas das vendas deste livro (bem como das moedas associadas) contribuem diretamente para a proteção da espécie.

Ainda a pensar no ambiente, e no âmbito da Lisboa Capital Verde 2020, a Imprensa Nacional associa-se à Câmara Municipal de Lisboa inaugurando a coleção «Botânica de Portugal». Estão previstos 7 títulos e o primeiro a sair do prelo será: Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental.

Distribuídas por diversas coleções que vão da poesia às edições críticas, passando pelas obras completas, pelo design, pela fotografia, pela história, filosofia, infantojuvenil, as edições da Imprensa Nacional continuarão em 2020 a ir ao encontro da sua missão primordial: publicar obras essenciais da cultura nacional e universal e preservar, promover e ampliar o património bibliográfico da língua portuguesa.

E no sentido de chegar a mais gente e de captar novos públicos, a Imprensa Nacional fará em 2020 o maior esforço da sua história no caminho da desmaterialização e de uma oferta diferenciada de conteúdos.

A saber: contará com cerca de 40 edições que incluem livros eletrónicos, terá 11 edições que incluem disponibilização gratuita (após uma primeira edição em papel ou em simultâneo). A Imprensa Nacional iniciará também uma coleção de audiolivros de autores clássicos portugueses com disponibilização gratuita, prevendo-se dois a três audiobooks por ano. Em 2020 a Imprensa Nacional estreia um programa semanal na RTP/ Antena 2 sobre «autores essenciais», tendo por base os livros da coleção «O Essencial Sobre». Os programas poderão ser ouvidos em direto e, posteriormente, em podcast.

Por fim, a Imprensa Nacional vai inaugurar o seu sítio na internet, em 2020, com conteúdos próprios e exclusivos totalmente orientados para a literatura e cultura portuguesas, bem como para a história desta instituição.




















A poucos dias da noite mais aguardada do ano, a Imprensa Nacional sugere-lhe alguns livros para oferecer no Natal.

Se um livro é sempre uma boa prenda, um livro da Imprensa Nacional é sempre uma prenda extraordinária!



«Volta ao Mundo – Obra Gráfica de José de Guimarães» é uma coedição da Imprensa Nacional com a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e é apresentado no âmbito da exposição com o título homólogo que está patente na BNP de 22 de outubro de 2019 a 31 de março de 2020.

De realçar que o artista doou a totalidade da sua obra gráfica à Biblioteca Nacional permitindo o acesso, estudo, divulgação e investigação de uma obra de referência da nossa contemporaneidade. A Imprensa Nacional associa-se a esta iniciativa no ano em que o artista completa 80 anos.

São mais de 400 obras que agora se reúnem numa edição ímpar no contexto da arte portuguesa, um catálogo raisonné, bilingue e que conta com um ensaio de Raquel Henriques da Silva.

18:00 - Visita à Exposição
18:30 - Lançamento do livro

Entrada é livre.


A relação entre História e Literatura é um dos elementos fundadores do que hoje consideramos como o fenómeno literário e, muito embora sob diversíssimas configurações, tem contribuído para a perceção das duas formas de discurso como mutuamente fecundáveis e em vários aspetos certamente próximas. Em alguns momentos, as fronteiras parecem quase indistintas: por exemplo, como veremos, em casos-chave da historiografia medieval a separação entre facto e ficção é pouco operativa, e ambos parecem fazer parte de um mesmo universo imaginário.


Em outros momentos, porém, e com diferentes conceitos operatórios, parece chegar-se quase a uma conceção antagonista das duas formas de discurso, como se a uma, e só a uma, coubesse o monopólio da verdade; enquanto a outra pareceria construir-se com base num afastamento potencialmente perigoso do real, ficando «presa» da imaginação.
A posição que este livro defende repousa sobre a compreensão de que os vínculos entre História e Literatura, sendo de compreensão essencial para ambas, devem refletir a sua variação histórica.

Helena Carvalhão Buescu é catedrática na Faculdade de Letras de Lisboa, onde fundou e dirigiu o Centro de Estudos Comparatistas. Colabora regularmente com universidades estrangeiras, em especial na Europa, Estados Unidos e Brasil, onde tem sido professora ou investigadora convidada. Membro da Academia Europæa e sócia correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.


Títulos publicados na mesma coleção:

Da Utopia à Fronteira da Pobreza
Adriano Moreira

Como Viver em Tempo de Crise?

Edgar Morin e Patrick Viveret

A Natureza do Acto Criador
Urbano Tavares Rodrigues

Uma Aproximação à Estranheza
Frederico Pedreira

Alexandria
Jorge Barreto Xavier

Debaixo da Nossa Pele — Uma Viagem
Joaquim Arena

Istmos — Do Terror, do Amor e Algo Mais
Adalberto Alves

Poesia e Artes Visuais — Confessionalismo e Écfrase
Mário Avelar

A Diáspora em Língua Portuguesa — Sete Séculos
de Literatura e Arte

Darlene J. Sadlier

Ficções da Memória
Alberto da Costa e Silva

Uma Conversa Silenciosa
Eugénio Lisboa

O Outro Lado do Desenho
Fernando Guimarães



Saga d'Ouro, do escritor Aurélio Furdela, foi a obra distinguida com o Prémio IN/Eugénio Lisboa 2018, um prémio que seleciona trabalhos inéditos de grande qualidade no domínio da prosa literária apresentados por cidadãos moçambicanos ou  por cidadãos estrangeiros a residir em Moçambique há pelo menos dez anos.

Saga d'Ouro remete-nos enquanto leitores para universos e memórias da cultura africana e do colonialismo.Através de uma escrita forte e por vezes chocante,o autor reconstrói a figura de um chefe como antiherói, cruel, fraco, ameaçado e, possivelmente, o causador da desgraça que grassa no Estado do Mwenemutapa...


«(...) Saga d'Ouro acaba se filiando a uma tradição da literatura moçambicana que reflete, desde sempre, sobre as mesmas formas despóticas, parasitárias e autoritárias de se desempenhar o poder político. (...)»
In Introdução

Sobre o Autor

Aurélio Furdela é escritor, dramaturgo, guionista e letrista. Estreou-se, em 2003, com livro, De Medo Morreu o Susto, a que se seguiram Gatsi Lucere, O Golo que Meteu o Árbitro e As Hienas também Sorriem. Está representado nas antologias Lusôfonia La Nueva Narrativa in Língua Portoghese, com o conto «Da Mocidade à Velhice de Lacrina», traduzido para italiano, e A Minha Maputo, com o conto «Um Homem com 33 Andares na Cabeça», igualmente inserido na revista brasileira «Macondo».

Como dramaturgo, escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico Cena Aberta, da Rádio Moçambique, nas quais se destaca «Gatsi Lucere», publicada posteriormente em livro pela AMOLP (2005). Autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’weti em Moçambique. Como letrista, salienta-se da sua lavra a autoria da canção oficial da X Edição do Festival Nacional de Cultura – 2018. Distinguido com Prémio Revelação de Literatura AEMO/Instituto Camões (2003); Prémio Revelação de Texto Dramático AMOLP/Instituto Camões (2003); Prémio Revelação da Revista TVZINE (2003); Prélimio Nacional de Texto Dramático sobre HIV (2003) promovido pelo Ministério da Cultura, e Prémio Literário 10 de Novembro (2017), instituído em homenagem à cidade de Maputo. É licenciado em História, pela Universidade Eduardo Mondlane.



A Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM) e o Camões, I.P. convidam-no a estar presente no lançamento da monografia Entender o Lugar, de Raúl Ramalho Chorão, que terá lugar no dia 20 de novembro, pelas 18h00, no Auditório do Camões, I.P. (Rua Rodrigues Sampaio, 113, Lisboa).

A apresentação da obra será feita por Duarte Azinheira, Diretor Editorial e de Cultura da INCM.

A monografia Entender o Lugar apresenta o edifício da Embaixada de Portugal em Brasília, projetado pelo arquiteto português Raúl Ramalho Chorão e construído entre 1973 e 1978.

Com prefácio do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, textos de Jorge Figueira e de Luciano Margotto, e ilustrado por ensaio fotográfico de Joana França.

A embaixada de Portugal em Brasília, projetada pelo arquiteto Raúl Chorão Ramalho, é um exemplo virtuoso do que significa, para Portugal e para os Portugueses, entender Brasília. Entendê-la como a cidade moderna resultante de um projeto visionário a que Jucelino Kubitschek soube conferir existência, através de uma aliança feliz com Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Augusto Santos Silva, in «Prefácio»

Sobre Raúl Chorão Ramalho

Nasceu no Fundão, a 23 de fevereiro de 1914 e veio a falecer em Lisboa, a 9 de janeiro de 2002.

Frequentou o curso de arquitetura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, transitando para a Escola de Belas-Artes do Porto, onde concluiu o curso em 1941. Apresentou-se ao Concurso para Obtenção do Diploma de Arquiteto em 1947, com o trabalho intitulado «Projecto dum Bairro para Pescadores».


Trabalhou nos serviços de urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, com Keil do Amaral, e na Direção-Geral dos Serviços de Urbanização do Ministério das Obras Públicas. Foi membro fundador do ICAT – Iniciativas Culturais, Arte e Técnica em 1946, tendo par­ticipado em várias edições da Exposição Geral de Artes Plásticas, em Lisboa (1946, 1947, 1948 e 1951). Participou no I Congresso Nacional de Arquitetura, realizado em 1948.

A partir de 1950 centra a sua atividade na arquitetura e abre um ateliê em parceria com Nuno Teotónio Pereira, Manuel Taínha, Manuel Alzina de Menezes e Bartolomeu da Costa Cabral. Ao longo da carreira, projetou diversas obras em Portugal, sendo de destacar a atividade desenvolvida na ilha da Madeira. Aí projetou a Central Hidroelétrica da Calheta (1948), a Capela das Angústias (1957), a Central Térmica do Funchal (1957), a Casa Bianchi (1959), o conjunto do Hotel da Quinta do Sol (1977), a Igreja do Imaculado Coração de Maria (1978) e o conjunto da Caixa de Previdência do Funchal (1992). Em Portugal continental, é de sa­lientar o Centro Comercial do Restelo, Lisboa (1951-1956), classificado como Monumento de Interesse Público.

Para além da atividade desenvolvida em Portugal, projetou a Escola Comercial Pedro Nolasco em Macau (1963-1969) e a Embaixada de Portugal em Brasília (1973-1978), que inclui o projeto para a contígua Praça de Portugal.



O Sonho de Ícaro, de Onestaldo Ferreira Fontes Gonçalves, foi a Menção honrosa do Prémio Arnaldo França 2018.

O Prémio Literário Arnaldo França foi instituído pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) em parceria com a Imprensa Nacional de Cabo Verde (INCV) e tem como propósito a promoção da língua portuguesa e do talento literário em Cabo Verde, bem como homenagear Arnaldo França, figura destacada da literatura e cultura cabo-verdiana.


«(...) O drama maior estava do outro lado do Atlântico. Em Cova Matinho, Ernesto estava desesperado e, ao mesmo tempo, frustrado. Não sabia como resolver a «camisa de sete varas» em que se metera. Aproximava vertiginosamente a data assumida por ele para saldar a dívida com o dono da Casa Fortunato Gomes de Pina, e o filho, inacreditavelmente, não dava o menor sinal de vida, ou intenção de enviar o valor necessário para liquidar a dívida contraída. (...)»

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Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio, de José Luiz Tavares é o título do livro galardoado com o Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura 2018 dedicado nesse ano a trabalhos de poesia inédita, escrita em língua portuguesa.


Escritor cabo-verdiano e poeta da língua portuguesa, José Luiz Tavares tem sido distinguido com vários prémios literários e os seus poemas encontram-se traduzidos para inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, letão, finlandês, russo, mandarim, neerlandês e galês.

O Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura foi instituído em 2015, em homenagem ao cidadão, autor, intelectual e antigo administrador da INCM responsável pelo pelouro editorial, para distinguir anualmente obras inéditas de Poesia, Ensaio e Tradução, áreas em que Vasco Graça Moura particularmente se notabilizou. Com a atribuição deste prémio, a Imprensa Nacional reforça a missão que lhe cumpre, enquanto editora pública, de promoção e preservação do património  da língua e da cultura portuguesas.


Sobre a coleção «Plural»

Criada em 1982 por Vasco Graça Moura, então administrador responsável pelo pelouro editorial na INCM, a Plural acolheu, até ao fecho daquela década, obras de novos mas já promissores autores, que tiveram nela a sua primeira oportunidade de publicação. Entre os títulos publicados encontram-se obras de ficção, ensaio, dramaturgia e mesmo artes plásticas, mas sobretudo de poesia. A INCM assumia deste modo o papel de serviço público que lhe cabe desde a sua fundação, neste caso dando oportunidade aos novos.

Com a criação do Prémio INCM  |   Vasco Graça Moura em 2015, a editora pública decide também fazer reviver esta emblemática coleção e o essencial do seu objetivo. É desígnio da nova Plural publicar as obras poéticas distinguidas no âmbito do Prémio, mas também outras obras de indubitável qualidade que não encontraram ainda a justa oportunidade de publicação ou que são de acesso difícil para o público português.

Esta coleção renasce como espaço dedicado à poesia do grande universo da língua portuguesa  — espaço de liberdade, espaço de literatura, espaço de difusão, espaço de pluralidade  — homenageando a memória plural do renascentista português dos séculos xx e xxi que foi Vasco Graça Moura.


Francisco José Viegas esteve esta manhã, dia 13 de novembro, na Biblioteca da Imprensa Nacional, à conversa com Ana Daniela Soares para o programa Todas As Palavras da RTP, a propósito da sua obra Deixar um Verso a Meio, editada na coleção «Plural» da Imprensa Nacional.


Deixar um Verso a Meio  é uma edição que congrega a obra poética de Francisco José Viegas. É um livro feito de livros diversos que revela a versatilidade do autor e apresenta em perspectiva a dimensão da sua lírica. Espreite aqui alguns poemas.

O AMOR ETERNO

A água que uma vez matou a sede de amor
mata a ave que, ferida, poisou na casa.
O movimento dos astros engana o frio, de
repente, enquanto o verão não se aproxima

e docemente entrega ao corpo o que sempre
tomou para si: o calor, a nudez mais escura
e tardia. Mas há sempre um nome que
regressa à serenidade, ao espanto, à luz.

Não interrogues esses segredos tão difíceis,
ocultos nas vagas da madrugada azul,
não interrogues o tempo. Depois de mim

as aves viverão ainda mais nesta distância
que o próprio tempo ignora. Nunca mais
o amor eterno, ferido. Apenas isso, o encanto.

in As Imagens



UMA DESPEDIDA EM REYKJAVÍK

Despeço-me das ruas de Reykjavík
depois de a chuva ter caído. Em breve,
com o vento frio vindo de Husavík,
será a neve a cair na avenida
mais próxima da baía.
Sente-se já esse vento, como uma
doce ameaça a pairar sobre os telhados
coloridos da cidade.
Mas, a esta hora, a neve desconhece
ainda as cores que a recebem — só o lago,
iluminado pelo luar, se abre ao céu
com a sua face transparente.

in Poemas Islandeses

DESÍGNIOS, SINAIS

As luzes acendem-se em nome de todas as coisas.
Cada um escolhe o seu olhar, a sua sombra, o seu
nome; não pode ser de outra maneira a vida que
se escolhe, nem aquela que havemos de viver.

Onde poderemos encontrar refúgio senão nos dias
que se aproximam? Fazes perguntas, olhas os faróis,
gavetas cheias de papéis, as varandas dependuradas
na tarde. O inverno é longo, o seu nome salva-nos,

as luzes acendem-se uma a uma, um dia depois
do outro. Não há segredo, nenhum mistério, só
um risco no céu, um desígnio, um sinal, um aviso.
Fica um olhar, uma palavra a menos no meio da vida.

in Se me Comovesse o Amor





Este é o primeiro volume da série Ensaio da Obra Completa de Vitorino Nemésio e reúne duas peças do pensamento crítico de Vitorino Nemésio - «Conhecimento de Poesia» e «Sob os Signos de Agora». Sendo ambas compostas de dispersos, o livro que o leitor tem agora nas mãos segue o trilho que lhes marcou a história editorial.

Tal como os livros aqui reunidos, este, que os reúne, procura coerência na temática abordada e na abordagem crítica de que faz uso o autor. A Direção Literária é de Luiz Fagundes Duarte, a edição de Ângela Correia e chancela é da Imprensa Nacional em parceira com a Companhia das Ilhas.

 A questão da coesão e coerência parece ter preocupado mais Nemésio quando organizou o volume Conhecimento de Poesia, em 1958, do que quando organizou o volume Sob os Signos de Agora, em 1932. Claro que, em 1932, Nemésio tinha 31 anos e acabara de começar a carreira académica na Universidade de Lisboa. Já em 1958, o escritor contava 56 anos, tinha já consolidado a carreira académica e acumulara experiência letiva em Bruxelas e no Brasil. Tal passagem pela academia não o deixara certamente indiferente às subtilezas da organização antológica, à pena que sempre atormenta quem as empreende: como juntar o que é diverso, como encontrar no que é diverso o que possa unir.

Ângela Correia
Nota editorial

Com esta edição, destinada a um público vasto, em que cada volume é revisto e apresentado por um especialista na matéria, a Imprensa Nacional e a editora Companhia das Ilhas dão um contributo decisivo para a divulgação e o conhecimento da obra de um dos escritores que ficarão para a história da literatura portuguesa do século xx: Vitorino Nemésio.

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Jorge de Sena nasceu há 100 anos!

Poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta, tradutor, crítico literário, teatral e de cinema, interventor político e cidadão do mundo, Jorge de Sena é uma das figuras centrais da nossa cultura e da literatura do século XX. A sua obra pode ser entendida como uma forma de dar testemunho de si mesmo e da sua circunstância, marcada por uma sobreposição de exílios e ancorada na observação, meditação e rememoração de uma experiência de mundo onde as diversas artes representam as metamorfoses, no plano da história humana, de uma peregrinação secular em que a sua vida se inscreve.

Já conhece a 2.ª edição, revista e aumentada, de O Essencial sobre Jorge de Sena, de Jorge Fazenda Lourenço? Ou o ensaio, De Eça a Jorge de Sena, de Jorge Cirurgião?

Datando o primeiro de 1969 e o último de 1992, os nove trabalhos contidos nesta miscelânea versam sobre obras de sete escritores portugueses: três do século XIX – Eça de Queirós, Tomás Ribeiro e Guilherme de Azevedo – e quatro do século XX –
Bernardo Santareno, José Cardoso Pires, Miguel Torga e Jorge de Sena. Exceptuando Guilherme de Azevedo e Jorge de Sena, contemplados com dois estudos cada um, sendo Alma Nova, da autoria do primeiro, a obra alvo de ambos, os restantes autores são objecto de um só estudo, recaindo sobre uma obra individual. Quanto ao género literário sobre que tratam os trabalhos, contam-se o romance para Eça de Queirós, José
Cardoso Pires e Jorge de Sena, a poesia para Tomás Ribeiro, Guilherme de Azevedo, Miguel Torga e Jorge de Sena, e o teatro para Bernardo Santareno.
Embora de nível literário muito diferente, é nossa convicção que todos os escritores incluídos na miscelânea têm mérito suficiente para que deles se ocupem os que escolheram por profissão o ensino e a promoção da língua portuguesa e das literaturas lusófonas além-fronteiras, em minúsculas ilhas de língua portuguesa e de cultura lusíada, perdidas no meio da vastidão de imensos mares de outras línguas e de outras culturas, um pouco à maneira daqueles nautas da Eneida, de Virgílio: rari nantes in gurgite vasto.

In Editorial De Eça a Jorge de Sena

E já teve oportunidade de ler a correspondência trocada entre Jorge de Sena e José-Augusto França, com organização e notas de Mécia de Sena e publicada na nossa coleção «Biblioteca de Autores Portugueses»?
Com o presente volume, retoma a INCM a publicação da extensíssima correspondência de Jorge de Sena, depois de, nos anos 80, haverem sido aqui editadas as cartas trocadas entre o grande poeta, ficcionista, dramaturgo e ensaísta e outras figuras cimeiras de cultura portuguesa contemporânea como José Régio, Vergílio Ferreira, Eduardo Lourenço e Guilherme de Castilho. O acervo epistolar que neste volume se reúne — a correspondência trocada, ao longo de três décadas, entre Jorge de Sena e José-Augusto França — excede, largamente, em extensão, os anteriormente dados a público, revestindo-se de particular interesse para o conhecimento da vida literária, artística e cultural portuguesa do terceiro quartel do século findo, bem como da emigração política para o Brasil no mesmo período.

In Editorial Correpondência 


A 5.ª edição do FOLIO, Festival  Literário Internacional de Óbidos, arranca já amanhã. De 10 a 20 de Outubro, Óbidos, a Vila Literária, volta a acolher autores e leitores para refletir e conversar em torno do tema «O Tempo e o Medo».

São 10 dias de festa da literatura, com mais de 210 iniciativas, envolvendo meio milhar de pessoas, num total de quase 450 horas de programação.

A Imprensa Nacional começa já amanhã por apresentar a obra vencedora do Prémio IN/VGM 2018, Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio, de José Luiz Tavares. A Abysmo também se junta à sessão e apresenta  Ku Ki Vos/Com Que Voz (tradução de Sonetos de Camões para cabo-verdiano), também de José Luiz Tavares.

António de Castro Caeiro, Dulce Pereira e João Paulo Cotrim guiam a sessão.

19H00 \\\ FOLIO MAIS \\\ CASA JOSÉ SARAMAGO.





Na véspera do dia em que se assinalam os 109 anos da Implantação da República em Portugal, sugerimos-lhe o livro Manuel de Arriaga (1840-1917). Ao serviço da República. A edição é bilingue (português/inglês) e está publicada na coleção «No Panteão Nacional», uma coleção que pretende homenagear a vida e obra daqueles que receberam a mais elevada honra póstuma concedida em Portugal, o Panteão Nacional.

De autoria de Joana Quaresma Luís, Manuel de Arriaga (1840-1917). Ao serviço da República centra-se na vida e na obra do primeiro presidente, constitucionalmente eleito, da República Portuguesa.

Manuel de Arriaga é oriundo de uma família aristocrata faialense, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, onde se revelou um aluno brilhante e um orador notável. Membro da geração de 70, adere aos ideais republicanos e intervém desde muito cedo na vida política e cultural do país, estando na origem da criação dos seus primeiros centros, em 1882. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado pelo círculo do Funchal e em 1890 pelo círculo de Lisboa distinguindo-se no parlamento pela pertinência das suas intervenções e decisões. Foi um dos autores do programa do Partido Republicano Português (PRP) que tinha por objeto servir de base à unificação de todos os centros republicanos. Após a implantação da República foi nomeado para o cargo de reitor da Universidade de Coimbra (18 outubro) e pouco tempo depois para o de Procurador-Geral da República (31 outubro). Eleito Presidente da República Portuguesa em 2 de agosto de 1911, exerceu o mandato num período conturbado da vida nacional e internacional. Renunciou ao mesmo em 26 de maio de 1915, abandonando definitivamente a vida política. Faleceu em Lisboa a 5 de março de 1917 e está sepultado no Panteão Nacional desde 2003.


Saiba mais detalhes sobre esta obra na nossa loja online. Aqui.



Nós não herdámos a Terra dos nossos antepassados, tomámo-la de empréstimo às gerações futuras.
Antoine de Saint-Exupéry

A edição da RP - Revista Património resulta de uma parceria estabelecida entre a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM).

Inserida numa estratégia de comunicação mais alargada do Património Cultural, a RP – Revista Património conheceu um novo projeto gráfico, aliado a uma informação técnico-científica rigorosa e muito atual.

Com a coordenação editorial de Deolinda Folgado a RP - Revista Património fala das alterações globais nos domínios económicos, social, político e ambiental que motivaram a mudança dos paradigmas da perceção do mundo. Com base nestas preocupações, o número seis da RP dedica o seu caderno principal ao tema «Património e Sustentabilidade», abordado sob diferentes perspetivas.

«Pensamento», «Projetos», «Opinião» e «Sociedade» são as rubricas que completam os 21 artigos que compõem este número seis da revista que conta com textos de Marie-Christine Labourdette, Guilherme d’Oliveira Martins, Rosário Oliveira, Anne Grady, Lúcia Saldanha, Paulo Pereira, só para citar alguns.

Pensamento traz-nos três temas: primeiro, uma referência a uma singular tipologia do património dinâmico, o património ferroviário, numa emotiva perspetiva pessoal, evidenciando a sua complexidade; de seguida, e como refere o seu autor, uma proposta de roteiro de observação e estudo do mobiliário contemporâneo, percorrendo as diferentes fases da vida dos edifícios e dos seus móveis, procurando um retrato diacrónico, ponto de partida para a sua valorização patrimonial, e, por último, uma reflexão em torno do tema dos critérios e metodologias aplicados na reconversão de usos de espaços de culto católico em Portugal.
Em Projetos são apresentadas sete reflexões em áreas bem distintas: a intervenção de recuperação e restauro das fachadas do Teatro Nacional São João, no Porto; a requalificação do Lu.Ca — Teatro Luís de Camões, em Lisboa; o ensino do reúso de edifícios modernos, envolvendo estratégias de projeto colaborativas e inclusivas, através de um caso no âmbito do projeto Reuse of Modernist Buildings; a cor e o seu projeto na conservação do património urbanístico; a recuperação do edifício da Real Vinícola, em Matosinhos, e a sua refuncionalização; a remodelação de armazéns para a instalação do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática em Xabregas, Lisboa, e uma reflexão acerca dos riscos em património construído, estudos desenvolvidos pelo LNEC no domínio dos sismos, da agitação e galgamento costeiro e dos incêndios florestais.
Opinião introduz-nos uma reflexão acerca da arquitetura, da cidade e do neoliberalismo, tendo como ponto de partida a exposição Public without Rhetoric, que representou Portugal na 16.ª Bienal de Arquitetura de Veneza.
Por último, em Sociedade, duas reflexões: uma em torno da relação entre a fotografia, a arquitetura do território e as ligações surpreendentes e inusitadas que permite descobrir, e outra, o testemunho da exposição «Físicas do Património Português — Arquitetura e Memória» , evidenciando, como refere o autor, a interseção estrutural da «arquitetura portuguesa» nas suas várias emanações e contradições, com as práticas e o debate patrimonial.
Manuel Lacerda, diretor da RP in Editorial


A RP-Revista Património estará disponível em todas as lojas da DGPC e da INCM e em outros pontos de venda nacional.

Não a perca!





Celebrou-se ontem o Dia Internacional da Tradução. Foi escolhido o dia 30 de setembro por este ser o Dia de São Jerónimo, destacado teólogo, historiador e tradutor da Bíblia para o latim.

Conscientes da enorme importância dos tradutores, a Imprensa Nacional criou o Prémio IN/Vasco Graça Moura que alternada premeia poesia, tradução e ensaio. Fomentar a tradução de obras relevantes da literatura universal e disponibilizá-las em língua portuguesa é pois uma missão que continuaremos a cumprir.

A coleção «Itálica» é um dos mais recentes exemplos das excelentes traduções que temos vinda a publicar. É uma coleção que pretende disponibilizar ao grande público a obra de autores italianos clássicos e modernos, estimulando o conhecimento, pelo público português, de nomes incontornáveis do cânone da literatura italiana, pouco editados ou pura e simplesmente esquecidos pelo mercado português.

As Rimas de Michelangelo Buonarroti, traduzidas por João Ferrão e as Rimas de Guido Cavalcanti, cuja tradução é de A. Filipa Santos inauguraram a coleção e são respetivamente os vencedores e menção honrosa respetivamente do Prémio INCM/Vasco Graça Moura, na primeira edição dedicada à Tradução.



Rimas de Michelangelo Buonarroti

Este livro é a oportunidade que lhe faltava para conhecer a admirável tradução das Rimas de Michelangelo Buonarroti, e a primeira em Portugal, feita por João Ferrão (Vencedor do Prémio INCM/Vasco Graça Moura 2017).

Ao longo destas páginas vai descobrir também que o brilho do poeta não se afasta do do pintor e mestre da Renascença.
Direção literária de António Mega Ferreira
Introdução de Nuno Júdice

Rimas de Guido Cavalcanti

Expoente do dolce stil novo, Guido Cavalcanti mantém, ao longo dos séculos, uma influência duradoura na poesia italiana e universal.

A. Ferreira da Silva (menção honrosa do Prémio INCM/ Vasco Graça Moura 2017) traz-nos, neste volume, a primeira tradução feita em Portugal das Rimas deste poeta-filósofo, amigo pessoal de Dante, que nasceu em Florença há quase oito séculos.
Direção literária de António Mega Ferreira
Introdução de Rita Marnoto




A Biblioteca de Autores Clássicos recebe Comédias III, de Aristófanes (447 a.C. — 385 a.C.), dramaturgo grego, considerado o maior representante da comédia antiga.

Neste volume, coordenado por Maria de Fátima Sousa e Silva, responsável também pelas introduções e notas, estão reunidas as quatro últimas peças que conservamos de Aristófanes.

Depois de Tesmofórias, uma peça que tem tudo para cativar o aplauso de um público alargado, Rãs foi, sem dúvida, o coroar de uma carreira ativa e bem sucedida.

Aristófanes focou-se no balanço de dois géneros vitais no teatro, a comédia e a tragédia, num momento em que a própria cidade de Atenas se encontrava à beira do colapso, político, económico e social, e em que a morte recente dos melhores dos seus talentos - Eurípides e Sófocles - fazia ouvir sons de rebate.

O que se seguiu foi a decadência, da pujança da cidade e, com ela, do teatro. Foi nesse outro contexto de ponderação sobre o que teria falhado num grande projeto civilizacional que o género cómico apostou nas primeiras décadas do séc. IV a. C. Mulheres na Assembleia e Dinheiro ecoam uma preocupação que mobilizava também as atenções de filósofos e intelectuais em geral.

Não sem que este outro modelo que as duas últimas peças conservadas de Aristófanes testemunham dispusesse de outro mérito: o de documentar uma nova fase da comédia - de transição - em relação a um modelo que se lhe seguiria - da Comédia Nova -, contribuindo para uma cadeia coesa e ininterrupta na transmissão de um género de um enorme sucesso no Mundo Antigo.

A presente edição foi realizada no âmbito do protocolo entre a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos e Instituto de Estudos Clássicos) e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Saiba mais detalhes sobre esta obra na nossa loja online. Aqui.



Deixar um verso a meio,
como a manhã —
se desiste.

Francisco José Viegas, in O Puro e o Impuro


Deixar um Verso a Meio
é o mais recente título da coleção «Plural». Esta edição congrega grande parte da obra poética de Francisco José Viegas. Aqui podemos encontrar poemas reunidos das obras: As Imagens; Todas as Coisas; Caligrafias; Segredos; O Medo do Inverno; Poemas Irlandeses; O Puro e o Impuro; Poemas Islandeses; Sonetos Irregulares sobre as Coisas Comuns de Janeiro; Se me Comovesse o amor; Juncos à Beira do Caminho e ainda Cerejas de Chaoyang. Este é, pois, um livro feito da reunião de diversos livros, revelando ao leitor não apenas a versatilidade do autor como também a ampla dimensão da sua lírica.

Escreve Francisco José Viegas em nota a esta edição:
Volto a repetir o que escrevi em anterior reunião destes e de outros versos, sempre mais antigos uns do que outros: que há neste gesto alguma vaidade desnecessária e, ao mesmo tempo, a sensação de que se sobrevoou uma parte do deserto. Não há emendas adicionais — os versos são o que foram, não tenho desculpa.



Sobre a coleção «Plural»

Com a criação do Prémio INCM | Vasco Graça Moura
em 2015, a editora pública decide também fazer reviver esta
emblemática coleção e o essencial do seu objetivo. É desígnio
da nova Plural publicar as obras poéticas distinguidas no
âmbito do Prémio, mas também outras obras de indubitável
qualidade que não encontraram ainda a justa oportunidade
de publicação ou que são de acesso difícil para o público português.

Esta coleção renasce como espaço dedicado à poesia do
grande universo da língua portuguesa — espaço de liberdade,
espaço de literatura, espaço de difusão, espaço de pluralidade —
homenageando a memória plural do renascentista português
dos séculos xx e xxi que foi Vasco Graça Moura.

Criada em 1982 por Vasco Graça Moura, então administrador
responsável pelo pelouro editorial na INCM, a Plural acolheu,
até ao fecho daquela década, obras de novos mas já promissores
autores, que tiveram nela a sua primeira oportunidade
de publicação.

Entre os títulos publicados encontram-se obras
de ficção, ensaio, dramaturgia e mesmo artes plásticas, mas
sobretudo de poesia. A INCM assumia deste modo o papel
supletivo que lhe cabe na área editorial desde a sua fundação,
neste caso dando oportunidade aos novos.
Com a criação do Prémio INCM | Vasco Graça Moura