Em novembro de 1857 nascia, em Cacilhas, o pintor português Columbano Bordalo Pinheiro.
Columbano Bordalo Pinheiro formou-se na Academia de Belas-Artes de Lisboa, rumando de seguida a Paris onde recebeu influências de pintores como Manet e Edgar Degas.
De regresso a Portugal fez parte do «Grupo do Leão». Deste período ficaram célebres os seus retratos de Ramalho Ortigão, Teófilo Braga, Eça de Queirós e Antero de Quental.
Colaborou com revistas como Ilustração PopularAtlantida e Contemporânea
Além de pintor, Columbano foi ainda professor de pintura na Academia de Belas-Artes de Lisboa e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea .
Veio a falecer em Lisboa a  6 de Novembro de 1929.

Em 2007, a Imprensa Nacional, pela mão de José-Augusto França, dedicou-lhe um «Essencial Sobre…», o nr. 92 desta coleção. 

Recordamos as primeiras linhas:

«Penúltimo de muitos filhos de um lar de média burguesia lisboeta do romantismo, Columbano foi nascer, em 21 de Novembro de 1857, a Cacilhas, onde a família fora a ares para se acautelar de uma epidemia de febre-amarela que grassava em Lisboa. Depois voltou à Rua da Fé, morada familiar, a S. José, vindo a mudar com os irmãos para a Boavista e, finalmente, para a Alegria de Baixo, ao alto do Passeio Público. O nome de baptismo viera-lhe do padrinho; pelo pai, era Bordalo Pinheiro, e neto do primeiro presidente da Associação dos Advogados de Lisboa, pela mãe, Prostes, e tinha lendas de fidalguia espanhola em outros apelidos. (…)»



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A 28 de novembro de 1975, Xavier do Amaral proclamou unilateralmente a independência de Timor-Leste pela Fretilin. A independência foi interrompida com a invasão da Indonésia, a 7 de dezembro de 1975, e restaurada 27 anos depois, a 20 de maio de 2002.Timor-Leste tornava-se, então, o primeiro novo Estado soberano do século XXI.
A nossa sugestão do dia é O Parnaso Timorense, de Nino Mesquita - livro vencedor do Prémio Literário INCM/Ruy Cinatti, em 2012.


Há 28 anos, a 26 de novembro de 1990, Vergílio Ferreira ganhava o prémio literário francês, «Femina», na categoria «Romance Estrangeiro», pela sua obra «Manhã Submersa», escrita quase 40 anos antes. Foi, até à data, o único autor de língua portuguesa a receber este galardão.

A Imprensa Nacional dedicou o nr.º 131 da coleção «O Essencial sobre...» a Vergílio Ferreira, autor de uma das mais originais e marcantes obras de toda a literatura portuguesa do século XX. O texto é de Helder Godinho.


Neste livro poderá encontrar o essencial sobre a reflexão, profundidade e poeticidade do discurso vergiliano.


«A obra de Vergílio Ferreira, desenvolvida ao longo de cerca de sessenta anos, é uma das mais originais e marcantes de toda a literatura portuguesa.»

Conheça mais detalhes desta obra na nossa loja online. Aqui.
Autor de letras de inúmeras canções que fazem parte do nosso imaginário — muitas sabemo-las de cor — e dono de uma inesgotável inspiração, Carlos Alberto Monteiro, aliás, Carlos Tê, é também autor contos e narrativa.

Com a Imprensa Nacional publicou «Três Peças em Volta de Canções e um Monólogo sobre Futebol com Uma Canção», que inclui as peças «Amor Solúvel», «Missa do Galo», «Fio de Jogo» e «Cabeças no Ar».

São 4 magníficos textos dramáticos de distinto âmbito mas com cenário comum: a intemporal reflexão sobre a condição humana.




Apesar da revolução tecnológica e do aparecimento dos ebooks, dos PDF’s e das novas plataformas digitais como o Projeto Gutenberg — no caso português temos a Biblioteca Digital Camões ou Biblioteca Nacional Digital — o livro, no seu formato «antigo», é, e tudo indica que continuará a ser, um sobrevivente e um companheiro inseparável do Homem.

Contrariando as expectativas do mercado, as vendas de livros em papel aumentaram enquanto o desempenho dos ebooks diminuiu, desapontado quem apostou neste tipo de publicações, isto segundo um artigo publicado no jornal nova iorquino Observer.

De acordo com a Associação Americana de Livreiros (ABA), uma organização sem fins lucrativos para livrarias independentes, os seus membros cresceram, em 2018, pelo 9.º ano consecutivo e as vendas aumentaram aproximadamente cinco por cento em relação a 2017.

Segundo este artigo, assinado por Joshua Fruhlinger , as pequenas livrarias independentes são lugares onde se encontra o livro mais recente, se ouve uma leitura de um autor favorito ou se descobre um presente exclusivo para um amigo.

Aparentemente, e talvez esta seja uma das maiores ironias da história da literatura, é o próprio declínio das pequenas livrarias independentes que está a estimular no público o desejo de impedir que se extingam. Por outras palavras, diz Joshua Fruhlinger, a morte das livrarias é exatamente o que as está a trazer de volta à vida.

Os mercados também têm destas surpresas!

Leia o artigo aqui (em inglês)


Júlio Dinis, pseudónimo do médico Joaquim Guilherme Gomes Coelho, nasceu há precisamente 179 anos, a 14 de novembro de 1839, na cidade do Porto, onde viria a falecer, ainda muito jovem, com 31 anos, em setembro de 1871, vitima de tuberculose.

Apesar do desaparecimento tão prematuro, Júlio Dinis deixou títulos soantes na Literatura Portuguesa tais como: A Morgadinha dos Canaviais, Uma Família Inglesa, Serões da Província, Os Fidalgos da Casa Mourisca e As Pupilas do Senhor Reitor — obra que 151 anos depois de ter sido publicada pela primeira vez continua a suscitar interesse editorial. O ano passado, por exemplo, a editora Guerra e Paz publicou o romance onde incluiu 70 aguarelas do pintor Roque Gameiro. Também em 2017 a Imprensa Nacional acrescentou este título à sua coleção «Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa», onde inclui também uma nota prévia do académico Carlos Reis e introdução e nota de bibliográfica de Maria do Rosário Cunha.

Para uns As Pupilas do Senhor Reitor é o retrato fiel de uma aldeia portuguesa oitocentista , para outros será obra da literatura light, para outros ainda, caso de Alexandre Herculano, é o primeiro romance português e o seu autor «o maior talento da sua geração». Para nós, As Pupilas do Senhor Reitor, é indiscutivelmente uma obra fundamental da Literatura Portuguesa.

Além dos amores e dos desencontros  Clara e Margarida (órfãs) e de Daniel e Pedro, As Pupilas do Senhor Reitor, apresenta uma interessante e colorida galeria de personagens como João das Dornas, João Semana, o inesquecível médico da província, João da Esquina, dono da loja, a Ti'Zefa, a coscuvilheira da aldeia, o Sr. Reitor, o Velho Mestre, entre outras...

Inicialmente As Pupilas foram publicadas em folhetim, no Jornal do Porto, conhecendo o formato de livro em 1887. O sucesso foi imediato, sendo um dos romances mais vendidos nos séculos XIX e XX em Portugal.

Muitas serão as razões para se explicar este sucesso. A simplicidade do estilo, muito afastado da escrita erudita de outros romances da época, a própria trama, as situações imprevistas, a intensidade dramática… Na nota à edição da Imprensa Nacional pode ler-se:

«O romance As Pupilas do Senhor Reitor traça um quadro de costumes rurais e sociais que ajuda a compreender aspetos relevantes da vida portuguesa da segunda metade do século XIX.
Algumas vezes classificado como escritor de leitura fácil e amena, Júlio Dinis merece ser lido e relido para além dessa imagem de superficialidade e de idealizada visão das coisas e das pessoas. N’As Pupilas do Senhor Reitor encontramos muito mais do que isso, por exemplo, no respeitante à prática da medicina e à imagem do médico, bem como no tocante a opções éticas e morais que nos mostram, em personagens de desenho sugestivo, uma sociedade em mudança. Com justiça, as obras de Júlio Dinis (e em especial este romance) conseguiram sobreviver ao seu autor.»

O êxito deste romance suscitou várias adaptações para cinema. A primeira em 1922 sob a direção de Maurice Mariaud. A segunda em 1935, com realização e adaptação de Leitão de Barros. Anos mais tarde, em 1960 Perdigão Queiroga também levou a história aos ecrãs de cinema. A história também já foi adaptada para o formato de novela e no Brasil, em 1970 pela TV Record, e em 1995, pelo SBT.




Com vista à promoção da língua e cultura portuguesas, a Imprensa Nacional doará cerca de 25 mil livros do seu acervo bibliográfico, no valor de 163 mil euros, ao Ministério da Cultura e a das Indústrias Criativas de Cabo Verde, sem qualquer contrapartida de caráter pecuniário ou comercial. Já o Ministério da Cultura e a das Indústrias Criativas de Cabo Verde compromete-se a assumir o papel de facilitador cultural junto das comunidades locais.

A doação de livros do seu acervo é uma forma da Imprensa Nacional - Casa da Moeda continuar a contribuir de forma ativa para a promoção da leitura e do conhecimento, assumindo um papel preponderante na promoção da língua portuguesa junto das comunidades locais.

Este Protocolo Institucional foi celebrado no decorrer da 2.ª edição do Morabeza – Festa do Livro de Cabo Verde, que se realizou entre os dias 19 e 28 de outubro.


Gil Vicente, uma das «pedras angulares do cânone literário ibérico», para muitos o «pai do teatro português», foi um homem enraizado no seu tempo, como atesta tudo o que escreveu. No entanto, cinco séculos depois a sua obra continua a suscitar interesse e debate: no ensino (quer do ponto de vista literário quer do ponto de vista dos estudos teatrais), nos palcos e, claro, nas edições.

Prova disso: o mais recente Compêndio de Gil Vicente acaba de ser publicado em conjunto pela Imprensa Nacional e pela Imprensa da Universidade de Coimbra, contanto com a coordenação dos professores universitários José Augusto Cardoso Bernardes (Universidade de Coimbra) e José Camões (Universidade de Lisboa).

Este volume trata-se de uma obra extensa e abrangente, que conta com a participação de vários reputados investigadores vicentistas de diferentes gerações e nacionalidades. Entre eles constam os nomes de: Amélia Maria Correia, Armando López Castro, Christine Zurbach, Hélio J. S. Alves, Isabel Almeida, Telmo Verdelho, João Nunes Sales Machado, Jorge A. Osório, José Javier Rodriguez Rodriguez, Manuel Calderón Calderón, Patricia Odber de Baubeta, Pere Ferré, Sebastiana Fadda, Maria Idalina Resina Rodrigues, entre outros.

Esta é uma edição que pretende colocar à disposição um instrumento preferencial de pesquisa, cumprindo o objetivo de facultar ao universo de leitores de Gil Vicente uma abordagem rigorosa, sistemática e segura.

Recorde-se que Gil Vicente é um dramaturgo que une as tradições medievais e renascentistas e o seu nome figura ao lado de nomes tão importantes como Juan del Encina ou Lucas Fernández. São ainda muitos os enigmas concernentes à sua biografia. Nasceu presumivelmente em 1465, tendo vindo a falecer em 1536, ao que tudo aponta na cidade de Évora. Homem de muitos talentos acredita-se que tenha sido mestre da balança da Casa da Moeda e membro do conselho da cidade de Lisboa. Os seus trabalhos foram publicados pela primeira vez por Luis e Ana Vicente, seus filhos, em a Copilaçam de todalas obras de Gil Vicente a qual se reparte em cinco liuros. (1562), obra reúne os diferentes géneros que Gil Vicente cultivou, tanto de caráter devoto (milagres, mistérios ou moralidades), como de índole profana (comédias, farsas ou tragicomédias).

Recorde-se, por fim, que As Obras de Gil Vicente foram publicadas em V volumes pela Imprensa Nacional em 2002, contando com a direção científica de José Camões e prefácio de Ivo Castro.



Sabias que, em 1927, a revista National Geographic publicou fotografias do trajo de Viana do Castelo? E que, durante a Idade Média, havia muitos homens especialistas em bordado?
Como imaginas as tradições populares portuguesas são muitas e muito ricas! Através de Caretos e Coretos, com texto de Vera Marques Alves e ilustrações de Carolina Celas, poderás conhecer melhor algumas histórias à volta destas tradições. Consegues adivinhar as seis tradições populares portuguesas representadas na capa deste que é o mais recente livro infantojuvenil do Museu Casa da Moeda?

Tenta! Vamos oferecer um exemplar à 1.ª resposta totalmente certa!



A celebrar hoje a 70.ª edição, a Feira do Livro de Frankfurt é considerada uma das maiores feiras do livro do mundo, “muito importante do ponto de vista editorial e com uma longa tradição”, refere Patrícia Severino, conselheira cultural da Embaixada de Portugal na Alemanha.

Durante os próximos cinco dias, editores, escritores e entusiastas vindos de todo o globo reúnem-se nesta feira para assistir às tendências do setor internacional de livros e mídia distribuídas pelos 7100 expositores presentes, entre os quais 49 portugueses e com Geórgia como país convidado.

Destaca-se a importância da presença de escritores na feira.
Há dois anos, a escritora Patrícia Portela esteve na Feira do Livro de Frankfurt e, na altura, concluiu-se que há cerca de 16 anos que não havia a presença de autores portugueses naquela feira. Por um lado, é muito virada para o mercado, com a compra e venda de direitos, por outro lado, sendo uma feira do livro, consideramos que é importante os autores estarem presentes porque sem eles não há livros.

Nesta edição estarão presentes Isabela Figueiredo, que é a autora que estará em residência literária aqui na Alemanha, Kalaf Epalanga, que está sediado aqui em Berlim e se desloca connosco para uma conversa sobre a língua portuguesa, e o autor brasileiro João Paulo Cuenca, que também se junta a nós no dia 13 de outubro. Por outro lado, no dia 12, associamo-nos à livraria TFM, que é um espaço de literatura dedicado à língua portuguesa, onde fazemos uma apresentação dos livros destes dois autores.
Informa Patrícia Severino.

Em 2021 Portugal será o país convidado da Feira do Livro de Leipzig. Patrícia Severino salienta a importância de “um trabalho continuado ao longo dos próximos três anos, que antecipem esse momento.” Como a edição especial do Jornal de Letras, que vai ser apresentado na Feira do Livro de Frankfurt, dedicado a José Saramago e aos 20 anos do Prémio Nobel da Literatura.

Esta edição assinala, por um lado, este momento tão importante para a história da literatura portuguesa, por outro lado, é um protejo que se enquadra na iniciativa ‘Portugal – país convidado da Feira do Livro de Leipzig 2021’. Portanto, vão sair durante os próximos anos duas edições anuais, uma por ocasião da Feira do Livro de Leipzig, outra por ocasião da Feira do Livro de Frankfurt. A finalidade é termos um veículo de informação estruturada sobre a literatura de língua portuguesa que circulará na Alemanha
Explica Severino.

A Feira do Livro de Frankfurt termina no próximo domingo, dia 14. Esteja atento às próximas publicações!

Fonte: observador.pt









Celebra-se hoje o Dia Mundial dos Correios, um serviço fundamental na vida das sociedades. Em Portugal, o sistema de correio público foi criado em 1520, quando o Rei D. Manuel I instituiu o ofício de Correio-Mor. De lá para cá, os correios foram escrevendo a sua história e, ao mesmo tempo, testemunhando a história do seu país e das suas gentes. Por correio fez-se circular informação, deram-se boas e más notícias, diminuíram-se distâncias, encurtaram-se saudades, alimentaram-se amizades e também muitos amores. Como este que é contado em « Escrita Íntima. Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes. Correspondência 1932-1961».

Sobre o livro

ESCRITA ÍNTIMA. MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA E ARPAD SZENES. CORRESPONDÊNCIA 1932-1961


O núcleo de correspondência agora publicado integra o acervo epistolar dos artistas Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva, mais de dois mil documentos provenientes de família, amigos e contactos oficiais, à guarda da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, por legado testamentário da artista.
O conjunto foi selecionado de um núcleo particular: o da correspondência entre o casal, produzido entre 1932 e 1961, que documenta os raros e curtos períodos em que esteve geograficamente separado.
O critério de seleção das cartas obedeceu a três parâmetros: estarem completas ou quase completas; acrescentarem ou clarificarem informação relativa ao período histórico referido ou à vida dos artistas nesse mesmo período; e, finalmente, a qualidade literária e o interesse público dos conteúdos.

In Nota Editorial

Publicado em janeiro de 2014.

Curiosidade
A 9 de Outubro celebra-se o Dia Mundial dos Correios. Foi neste dia que, em 1874, se assinou a Convenção de Berna, onde as administrações postais reuniram esforços e criaram a União Postal Universal, que tem por missão coordenar os serviços postais dos diferentes países membros. Portugal é um dos 22 países fundadores da União Postal Universal (UPU). Nos nossos dias a UPU conta com cerca de 190 países e regiões autónomas.



Já conhece o catálogo de edições da Imprensa Nacional deste ano? São centenas e centenas de títulos disponíveis. Pudera a Imprensa Nacional cumpre em dezembro deste ano, dois séculos e meio de atividade de edição livreira!
Ao folhear o nosso catálogo vai comprovar que a editora pública mantém a orientação dos últimos anos, centrada na promoção da língua e cultura portuguesas e, ao mesmo tempo, tenta alargar o âmbito do seu catálogo para novas temáticas e abordagens diferenciadas.

A generalidade do plano está centrada nos autores portugueses:

Edição Crítica de Almeida Garrett;
Edição Crítica de Eça de Queirós;
Edição Crítica de Camilo Castelo Branco;
Edição Crítica de Fernando Pessoa;
Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa (BFLP);
Biblioteca de Autores Portugueses (BAP);
Biblioteca José-Augusto França;
Biblioteca Eduardo Prado Coelho;
Pessoana (série edições e série ensaios);
Obras Completas Manuel Teixeira-Gomes;
Obras Completas Jaime Cortesão;
Obras Completas José Régio;
Obras Completas Tomaz Figueiredo;
Obras Completas Adolfo Casais Monteiro;
Obras Completas Branquinho da Fonseca;
Obras de José Marinho;
Obras Completas de Bocage;
Olhares (ensaio sobre temas sociais e culturais portugueses ou importantes para a cultura portuguesa);
Plural (poesia em língua portuguesa);
Grandes Vidas Portuguesas (coleção infantojuvenil);
Coleção D (coleção dedicada ao design português);
Série PH (coleção dedicada à fotografia portuguesa);
Obras Completas de Vitorino Nemésio (nova edição);
Obras Completas de Mário Soares (nova).

A coleção «O Essencial Sobre» e a «Biblioteca de Autores Clássicos» mantêm as portas abertas à edição de obras fundamentais para a matriz cultural do Ocidente.

Também a coleção infantojuvenil «Grandes Vidas Portuguesas» continuará a merecer uma aposta significativa. Muitos dos livros editados até agora, catorze, precisamente, estão no Plano Nacional de Leitura, sendo a qualidade dos seus textos e a ilustração irrepreensíveis.

Em 2018 iniciámos também a publicação da nova edição da «Obra Completa de Vitorino Nemésio», com organização de Luiz Fagundes Duarte e em parceria com a editora açoriana Companhia das Ilhas.

Ainda este iniciaremos a publicação da «Obra Completa de Mário Soares». Destacado oposicionista à ditadura, construtor da democracia, Mário Soares é uma figura fundamental da História contemporânea de Portugal. Socialista, laico, europeísta convicto, pautou a sua ação, como cidadão e político, em defesa dos ideais humanistas, republicanos e democráticos. Entre muitos outros, ocupou os cargos de Secretário-Geral do Partido Socialista, de que foi fundador, Deputado, Eurodeputado, Primeiro-Ministro e Presidente da República. Ao longo da vida, Mário Soares publicou uma vasta e diversificada obra.

Folheie o nosso catálogo e surpreenda-se com as centenas de títulos, temas e autores que temos para lhe mostar! E que estão à disposição em qualquer uma das nossas lojas (em Lisboa, Porto e Coimbra).

O catálogo está disponível online neste endereço: https://www.incm.pt/portal/arquivo/livros/catalogo_edicoes_2018.pdf




No Dia Mundial do Animal damos destaque à pequena grande fera de bigodes, o felino mais acarinhado do mundo: o gato!

«Deus criou o gato para oferecer ao homem o prazer de acariciar um tigre» escrevia Vitor Hugo no século XIX. E, de facto, foram muitos os escritores que se renderam ao fascínio dos gatos (e das gatas) e que com eles compartilharam as suas vidas, obras e criatividade.

Cats, o musical, foi inspirado no poema de T. S. Eliot, O Nome dos Gatos. Pablo Neruda, o poeta do amor, dedicou uma Ode aos Gatos. Jorge Luís Borges também escreveu A um gato. Fernando Pessoa invejou a sorte do Gato que brincas na rua. Alexandre O’Neill questiona em verso «Gato, cúmplice de um medo/ainda sem palavras, sem enredos,/quem somos nós, teus donos ou teus servos?». Júlio Verne acreditava que «os gatos são espíritos que vieram para a terra» e que um gato «poderia caminhar sobre uma nuvem sem cair». Também Baudelaire nas suas Flores Do Mal descreveu estes felinos: «amantes febris e sábios solitários/ que amam de igual modo na idade e na razão». Já O Gato Preto talvez seja o conto mais intrigante de Edgar Allan Poe. António Emílio Leite Couto foi mais longe. O autor de O Gato e o Escuro escolheu para pseudónimo «Mia», tamanho era o fascínio por estas criaturas de pelos e olhos enigmáticos…

No seu mais recente livro, Alison Nastasi, artista e jornalista norte-americana, mostra-nos precisamente esta relação especial entre gatos e escritores. Em Writers and Their Cats, publicado em agosto de 2018, Nastasi mostra-nos 45 autores que se deixaram fotografar com os seus gatos (ou vice versa!) e a forma como conviveram com este amigos de quatro patas, também conhecidos por serem espíritos independentes e solitários. De Mark Twain a Haruki Murakami, de Stefen King a Jorge Luís Borges, passando, por exemplo, por Alice Walker e Ursula K. Le Guin, são alguns dos retratados.

Este trabalho aparece na sequência de Artists and their Cats, publicado em agosto de 2015. Aí, Alison Nastasi reúne histórias de mais de 50 artistas e dos seus amigos felinos. Pablo Picasso, Andy Warhol e Frida Kahlo, Salvador Dali, John Lennon e Yoko Ono são alguns exemplos.
Artists and Their Cats tal como Writers and their Cats valem por recuperam amizades que se revelaram preciosas em fotografias míticas e com textos muito envolventes. Os amantes de gatos não vão querer perder estas obras!


Curiosidade:
O Dia Mundial do Animal celebra-se todos os anos a dia 4 de outubro, dia em que a igreja católica festeja São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais. A data foi escolhida durante uma convenção de ecologistas em Florença. Corria o ano de 1931. Celebrar a vida animal em todas as suas vertentes e sensibilizar as pessoas para a necessidade de proteger os animais e a preservação de todas as espécies são os objetivos deste Dia.


O website da autora

Writers and Their Cats

Artists and their Cats









Já saiu do prelo o primeiro volume da renovadissíma coleção «Obra Completa de Vitorino Nemésio», publicada pela primeira vez, na Imprensa Nacional, ainda na década de 1980. Esta nova edição é agora edificada pela editora pública em parceria com a editora livreira independente Companhia das Ilhas, e conta com a coordenação editorial do académico e também nemesiano Luiz Fagundes Duarte.

Poesia (1916-1940) é o volume inaugural. «Nemésio escreveu e publicou poesia durante toda a sua vida: começou aos 15 anos — com o Canto Matinal (1916) —, e terminou aos 76 — com o Caderno de Caligraphia, em que trabalhava quando faleceu a 20 de fevereiro de 1978. Por ele passam, portanto, muitas das ideias estéticas que enformaram a poesia portuguesa do século XX, no seio da qual, no entanto, conseguiu manter uma voz e uma postura muito próprias, combinando de um modo seguro, mas subtil, a erudição do académico com a genuinidade da inspiração de matriz popular açoriana», escreve Luíz Fagundes Duarte, na sua Nota Editorial.

A coleção está estruturada em quatro séries: Poesia, Teatro e Ficção, Crónica e Ensaio. Esta é uma forma de mostrar a obra ampla e multifacetada que Vitorino Nemésio deixou. A ideia é criar uma «coleção simples, sem aparato, rigorosa do ponto de vista do texto e que seja agradável para um público que não está — nem tem de estar — habituado a ler edições eruditas», referiu Luiz Fagundes Duarte em entrevista concedida à PRELO, em julho de 2018.

Da poesia de Vitorino Nemésio serão ainda editados mais três volumes - Poesia (1950-1959), Poesia (1963-1976) e Poesia Póstuma e Dispersa. «Na poesia seria interessante ver a maneira como ele vai reagindo aos estímulos do tempo, ver isso de livro para livro», refere Luiz Fagundes Duarte nessa mesma entrevista.

O presente volume, por critério editorial, encontra-se dividido em duas partes: Poesia (1916-1930) e Poesia (1935-1940).

Já o próximo volume será dedicado ao Teatro e Ficção com o volume Amor de Nunca Mais (1920) Paço do Milhafre (1924) seguido de O Mistério do Paço do Milhafre (1949).



Joana Emídio Marques, jornalista do jornal digital «Observador», revisita a obra e a vida de José-Augusto França, tendo por mote a nova coleção da Imprensa Nacional, a «Biblioteca José-Augusto França». Deixamos aqui alguns excertos deste longe e interessante artigo.

«(…) Duarte Azinheira, da INCM, acredita que a reedição destas obras (está previsto que saiam dois volumes por ano) será uma forma de “contrariar a morte e o esquecimento que acaba por chegar a todos, uma vez que esta coleção permitirá proteger e divulgar o património que é o pensamento de JAF”. Diz ainda que esta “biblioteca pretende sintetizar, de forma extensa e profunda, os vários lugares de interesse e questionamento do autor — entre ensaios, romance, contos, memórias, teatro — e também reunir o melhor da reflexão de um homem que a UNESCO considerou como um símbolo maior do pensamento europeu”. (…)»

« (…) José-Augusto França nasceu em 1922, ainda vigorava a II República presidida então por Manuel Teixeira Gomes, e de miúdo franzino e de saúde problemática havia de se tornar um homem pragmático, meticuloso até à obsessão, não apenas dado a pensar sobre tudo como também a fazer as coisas acontecerem: desde a gestão da loja de decorações paterna na Avenida da Liberdade até à fundação do 1º Grupo Surrealista Português, à criação do primeiro curso de mestrado que existiu em Portugal, em 1976, passando por outras coisas como a descoberta e divulgação de muitos jovens pintores da década de 50 para a frente (entre eles, Noronha da Costa, Joaquim Rodrigo, Menez, KWY…). “Mas a minha ligação à arte é de necessidade. Respiratória, digamos”, confessava, em 2016 nesta entrevista ao jornal Sol. (…)»

Para ler o artigo completo clique aqui: https://observador.pt/2018/09/29/16-livros-para-conhecer-o-enorme-legado-de-jose-augusto-franca/



O livro Thomaz de Mello Breyner, Relatos de Uma Época – Do Final da Monarquia ao Estado Novo, de Margarida de Magalhães Ramalho, é apresentado, na próxima terça-feira, dia 2 de outubro, pelas 18h00, na Biblioteca Nacional de Portugal.

A apresentação desta obra biográfica vai estar a cargo de Maria Flor Pedroso, jornalista da RTP.

Sobre este livro:

Thomaz de Mello Breyner, Relatos de Uma Época - Do Final da Monarquia ao Estado Novo é o testemunho atento de um homem que manteve um registo pormenorizado ao longo de quase cinquenta anos marcantes para a história de Portugal.

Médico notável, Thomaz de Mello Breyner, 4º conde de Mafra, empenhou-se na promoção de políticas de saúde pública, mormente através da luta contra as doenças venéreas, mesmo em prejuízo da carreira e de proventos económicos.

Através do seu testemunho, somos levados a presenciar acontecimentos mundanos, num período temporal politicamente conturbado que assiste, a nível interno, à queda da monarquia, às convulsões da I República e à ascensão do Estado Novo.

Na impossibilidade de transcrever na íntegra o espólio que nos deixou, esta biografia é a síntese possível que, conforme escreve a autora, Margarida de Magalhães Ramalho, «[...] pretende resgatar do esquecimento uma das personalidades mais relevantes e respeitadas do seu tempo.»

Sobre a autora:

Licenciada em História da Arte. Dirigiu as escavações arqueológicas na Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, em Cascais (1987-2005) e foi a responsável pela sua abertura ao público. Pertenceu aos quadros da EXPO’98 (1993-1998) onde comissariou algumas exposições. Freelancer desde então, continua a comissariar exposições. Co-autora do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes, é a responsável científica do Museu Vilar Formoso Fronteira da Paz. Com mais de vinte títulos publicados colabora regularmente com a Visão História e o jornal Expresso.



No dia 28 de setembro, às 17:00h, as edições solidárias do Museu Casa da Moeda Sou o Lince-Ibérico, O Felino Mais Ameaçado do Mundo e Rainha dos Ares, a Águia-Imperial-Ibérica vão ser apresentadas, em Setúbal, no âmbito da 10.ª edição da ObservaNatura, organizada pela Câmara Municipal de Setúbal, o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Tróia-Natura.

Vão estar presentes na apresentação Maria João Freitas, Tiago Albuquerque e Nádia Albuquerque, autora e ilustradores de Sou o Lince-Ibérico, O Felino Mais Ameaçado do Mundo, um titulo recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.

O evento dedicado ao turismo da natureza, de amplitude territorial, decorre na Herdade da Mourisca, na Reserva Natural do Estuário do Sado, no Parque Natural da Arrábida, na baía do Sado e na Península de Tróia. Este certame começa no próximo dia 22 e termina no dia 30 de setembro.


CLUBE DE LEITORES DA IMPRENSA NACIONAL
2.ª edição: 2018/2019
Programa: Leituras e Temas da Literatura Portuguesa do século XX
Orientação: Gonçalo M. Tavares
Organização: INCM
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional (Lisboa)
Periodicidade: mensal
Horário: quintas-feiras, 18:30 - 20:00 h

O Clube de Leitores da Imprensa Nacional é uma iniciativa da editora pública e do escritor Gonçalo M. Tavares.
A 2.ª edição do Clube de Leitores da Imprensa Nacional desenvolverá as suas sessões, totalmente gratuitas, entre outubro de 2018 e julho de 2019, num total de dez (10) sessões.

1. Objetivos:

• Debate sobre as obras proposta por Gonçalo M. Tavares;
• Partilha de conhecimentos, reflexões e inquietações a partir de uma experiência de leitura;
• Reavivar a leitura das obras e dos autores portugueses do século XX e trazê-los para o debate contemporâneo.

2. Público-alvo:

• O Clube de Leitores da Imprensa Nacional destina-se sobretudo a pessoas que gostem de ler e que não encarem a leitura apenas como um processo de distração ou de puro passatempo. Este clube não se destina a especialistas de livros. Destina-se àqueles que veem o livro como o início de uma boa conversa.

3. Funcionamento:

• Todas as sessões terão como ponto de partida a leitura de obras do século XX da Literatura Portuguesa;
• O mesmo livro suscita quase sempre diferentes interpretações e vivências por isso para cada sessão haverá um livro, um autor e um tema — que servirá de tópico para discussão.
• Na sessão, além da leitura em voz alta de excertos do livro, haverá um diálogo sobre o livro proposto bem como sobre outros livros com temas próximos.
• A partir das obras lidas, chamar à discussão outros livros, filmes, peças de teatro, músicas, notícias, etc. relacionados com o tema do livro lido no mês.
• Diálogo sobre outras leituras feitas pelos participantes do clube durante o mês.
• O clube funcionará através de sessões presenciais.
• O clube reunirá com uma periodicidade mensal.
• Cada participante lerá o livro indicado para cada mês.
• Todas as sessões serão orientadas/dinamizadas por Gonçalo M. Tavares.

4. Local de funcionamento

• As sessões decorrerão na Biblioteca da Imprensa Nacional sita na Rua da Escola Politécnica n.º 135 em Lisboa (entre o Largo do Rato e o Jardim do Príncipe Real).
• Como chegar: Autocarro: 773 e 758; Metro: Rato; Coordenadas GPS: N 38º 43' 4.45" W 9º 9' 6.62"

5. Calendário das sessões

• A agenda das sessões será definida pelo orientador do clube juntamente com os seus membros, com início previsto para outubro de 2018.
• As sessões do Clube de Leitores da Imprensa Nacional ocorrerão uma vez por mês, sempre num dia útil (tendencialmente quinta-feira), ao final da tarde, entre as 18:30 e as 20:00 horas.

6. Admissão

• O número de participantes é limitado;
Para participar no Clube de Leitores da Imprensa Nacional Casa da Moeda os interessados deverão enviar um pequeno texto explicativo (cerca de 1200 caracteres em formato Word) do seu percurso académico e profissional e a motivação que os leva a querer participar no Clube de Leitores da Imprensa Nacional.
• O critério de seleção dos participantes será efetuado com base no texto de motivação enviado. Os candidatos deverão ainda disponibilizar as seguintes informações:
1. Nome completo
2. Data de Nascimento
3. Profissão
4. Contacto email
5. Contacto telefónico
• As candidaturas deverão ser enviadas para o email: clube.leitores@incm.pt até ao dia 05 de outubro
• A seleção dos participantes ficará a cargo da Imprensa Nacional Casa da Moeda e será comunicada para o endereço email e /ou telefónico facultado pelos participantes.
Todas as informações adicionais deverão ser solicitadas por escrito para o email: clube.leitores@incm.pt

7. Programa

• Sessão 1 – José Cardoso Pires – O Delfim
Tema: O cinema
• Sessão 2 – Sophia de Mello Breyner – Poesia
Tema: A clareza
• Sessão 3 – Ana Hatherly - 351 Tisanas,
Tema: O fragmento
• Sessão 4 – Carlos de Oliveira – Finisterra
Tema: A precisão e a ambiguidade
• Sessão 5 – Vitorino Nemésio - Mau tempo no Canal
Tema: O isolamento
• Sessão 6 – Herberto Helder - Photomaton & vox
Tema: A imaginação
• Sessão 7 – Maria Gabriela Llansol - Um beijo dado mais tarde
Tema: A narrativa
• Sessão 8 – Vergílio Ferreira – Aparição
Tema: A reflexão e o espelho
• Sessão 9 – Eduardo Prado Coelho - A Poesia Ensina a... Cair
Tema: O pensamento
• Sessão 10 – José Saramago - Ensaio sobre a Cegueira
Tema: A cidade

8. Disposições finais

• Os membros do Clube devem respeitar-se mutuamente e cumprir as regras básicas de boa convivência, caso não o façam reserva-se o direito à Imprensa Nacional — Casa da Moeda de anular a sua participação.
• A não comparência, sem aviso prévio, a duas (2) ou mais sessões consecutivas, reserva-se o direito à Imprensa Nacional — Casa da Moeda de anular a sua participação e de substituir o participante.
• Somente serão consideradas as inscrições que estiverem em conformidade com as normas estabelecidas neste Regulamento.
Ser membro do Clube de Leitura da Imprensa Nacional pressupõe a aceitação e cumprimento dos termos propostos no presente Regulamento.

Gonçalo M. Tavares
Nasceu em 1970. Desde 2001 publicou livros em diferentes géneros literários e está a ser traduzido em mais de 50 países. Os seus livros receberam vários prémios em Portugal e no estrangeiro. Como Aprender a rezar na Era da Técnica recebeu o Prix du Meuilleur Livre Étranger 2010 (França), prémio atribuído antes a Robert Musil, Orhan Pamuk, John Updike, Philip Roth, Gabriel García Márquez, Salman Rushdie, Elias Canetti, entre outros. Alguns outros prémios internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 e 2011 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado 2009 (Sérvia), Grand Prix Littéraire du Web – Culture 2010 (França), Prix Littéraire Européen 2011 (França). Foi também por diferentes vezes finalista do Prix Médicis e Prix Femina. Uma Viagem à Índia recebeu, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela APE 2011. Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, dança, peças radiofónicas, curtas-metragens e objetos de artes plásticas, dança, vídeos de arte, ópera, performances, projetos de arquitetura, teses académicas, etc. Em 2017 publicou A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado, pela Bertrand Editora.



A Professora Catedrática Clara Rocha, autora da Imprensa Nacional, reeditou recentemente o seu livro «O Essencial sobre Mário de Sá-Carneiro», pela editora pública. Teolinda Gersão presta-lhe homenagem no JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias: «A escrita de Clara Rocha tem uma beleza e mestria no domínio da linguagem que só se encontra nos grandes ensaístas».

Clara Rocha, que tem feito parte de muitos júris de prémios literários nacionais e internacionais, entre eles o Prémio Literário Europeu e o Prémio Camões, é especialista em literatura portuguesa do século XX, assinando muitos ensaios e publicações nesse âmbito. Com a Imprensa Nacional publicou: «Revistas Literárias do Século XX em Portugal», «O Essencial sobre Michel de Montaigne» e «O Essencial sobre Mário de Sá-Carneiro».


Leia o artigo na integra aqui



O Essencial sobre Mário de Sá-Carneiro
Clara Rocha
Essencial
Fevereiro de 2018 - 2ª Edição revista e aumentada
pp. 100




O Essencial sobre Michel de Montaigne
Clara Rocha
Essencial
Dezembro de 2015
pp. 80




Foi há dezassete anos que as duas torres do World Trade Center, em Nova Iorque, entraram em colapso, caindo com elas 2.753 vidas humanas. Desde esse dia, a vida nos Estados Unidos da América mudou. E no mundo também. Para assinalar a data recordamos aqui um pequeno excerto do ensaio de Edgar Morin, intitulado «Compreender o mundo que aí vêm» que integra a obra Como Viver em Tempo de Crise?, publicada pela Imprensa Nacional em 2011.

«Cada provocação de Bush favorecia a provocação de Ahmadinejad. Era o mais grandioso destes maniqueísmos opostos:segundo a visão ocidental, um império do Bem contra a Al-Quaeda, império do Mal; segundo a visão inversa (a de Al-Quaeda), o império do Bem contra os infiéis ocidentais. A luta de dois impérios do Bem impossibilita a compreensão mútua.
Trata-se pois de uma condição prévia: se não tivermos essas múltiplas sensibilidades à ambiguidade, à ambivalência (ou à contradição), à complexidade, estamos muito incapacitados para compreender o sentido dos acontecimentos. A compreensão humana comporta não só a compreensão da complexidade do ser humano, como a das condições em que se moldam mentalidades e se exercem acções. As situações são determinantes, como mostram as circunstâncias de guerra em que podem efectivar-se as mais odiosas virtualidades. Os terroristas vivem, de certo modo, uma ideologia de guerra em tempo de paz. »


Como Viver em Tempo de Crise
Edgar Morin e Patrick Viveret
Olhares
Agosto de 2011
pp. 64







COMO VIVER EM TEMPO DE CRISE?
Perante a crise que atravessamos, devemos distanciar-nos, reposicionar este momento no quadro mais amplo das grandes mutações que já conhecemos, apreender este ciclo que acaba e a nova ordem que se abre diante de nós. Neste período crítico em que os desafios são cruciais e em que o pior é possível, nunca devemos olvidar que o improvável pode sempre acontecer.
Mesmo quando tudo concorre para a catástrofe, a complexidade do real pode gerar situações inesperadas. Mantenhamo-nos prontos a acolher o improvável, mantenhamo-nos atentos à utilização positiva desta crise, vejamo-la como uma oportunidade para uma nova relação com o poder democrático, com a riqueza monetária e, por fim, com o sentido.

EDGAR MORIN:
Director emérito de investigação no CNRS, Edgar Morin é doutor honoris causa de várias universidades através do mundo. O seu trabalho exerce uma notável influência sobre a reflexão contemporânea, nomeadamente a sua obra fundamental, O Método, publicada em seis volumes.
Patrick Viveret, filósofo, foi conselheiro no Tribunal de Contas. Encarregado pelo governo Jospin de uma missão destinada a redefinir os indicadores de riqueza é, nomeadamente, o autor de Réconsidérer la Richesse (Éditions de l’Aube) e de Pourquoi ça ne vas pas plus mal? (Fayard).