Carlos Damas, no violino, Jian Hong, no violoncelo, e Savka Konjikusic, no piano, colocam lado a lado dois trios para violino, violoncelo e piano que, separados por um século, ilustram bem o que distingue o princípio e o fim do romantismo musical. Beethoven e Freitas Branco, pelos Solistas da Metropolitana, esta quinta-feira, 13 de fevereiro, pelas 18h30, na Biblioteca da Imprensa Nacional, em Lisboa.

A entrada é gratuita.

Os Solistas da Metropolitana colocam lado a lado dois trios para violino, violoncelo e piano que – precisamente separados por um século (1808 e 1908) – ilustram bem o que distingue o princípio e o fim do romantismo musical. Os dois trios Op. 70 de Ludwig van Beethoven foram compostos pela mesma altura das 5.ª e 6.ª sinfonias. Já revelam, portanto, a impetuosidade expressiva que o músico de Bona acrescentou à herança que recebeu dos grandes mestres Mozart e Haydn. Em particular, a primeira daquelas obras tem a particularidade de ser conhecida como Trio Fantasma. O nome deve-se a Carl Czerny, um aluno de Beethoven que, postumamente, referiu-se ao segundo andamento da obra estabelecendo comparação com o ambiente tenebroso da aparição do fantasma em Hamlet de Shakespeare. Descobriu-se mais tarde que havia nessa opinião uma intuição certeira, quando esboços do manuscrito foram encontrados junto ao Coro das Bruxas, por entre apontamentos destinados à ópera Macbeth, a qual nunca chegou a ser completada. Por sua vez, o jovem Luís de Freitas Branco revela no seu trio um lirismo aparentemente desregrado, desafiando muitos limites. O compositor português assimilava então a sonoridade que provinha dos cromatismos de Claude Debussy e da estrutura cíclica de César Franck. Planeou, porém, com rigor um andamento único composto por uma série de episódios contrastantes, e sem nunca perder a congruência do discurso.
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SOLISTAS DA METROPOLITANA

L. de Freitas Branco Trio com Piano
L. v. Beethoven Trio com Piano, Op. 70/1, Fantasma
Carlos Damas violino
Jian Hong violoncelo
Savka Konjikusic piano

Quinta-feira, 13 de Fevereiro, 18h30, Biblioteca da Imprensa Nacional 

(Rua da Escola Politécnica, n.º 135, 1250-100, Lisboa)



Começamos o ano com música! Já na próxima quinta-feira, 9 de janeiro, pelas 18h30, na Biblioteca da Imprensa Nacional, os solistas da Metropolitana Nuno Inácio, flauta e Marcos Magalhães, cravo, tocam :


G. P. Telemann Sonata para Flauta em Fá Menor, TWV 41:f1
O Fiel Mestre da Música

Carlos Seixas Sonata para Cravo N.º 16, em Dó Menor

G. P. Telemann Sonata para Flauta em Lá Menor, TWV 41:a3
O Fiel Mestre da Música

Carlos Seixas Sonata para Cravo N.º 45, em Sol Maior

Carlos Seixas Sonata para Cravo N.º 46, em Sol Maior

G. P. Telemann Suíte em Sol Menor, TWV 41:g4
O Fiel Mestre da Música

Na primeira metade do século XVIII, eram comuns no universo dos principados germânicos as publicações periódicas destinadas às famílias mais ilustradas e com recursos. A primeira exclusivamente dedicada à disciplina musical apareceu em 1728 e intitulava-se O fiel mestre de música. Foi iniciativa de Georg Phillipp Telemann e tinha o duplo propósito de servir como recurso didático para músicos amadores e facultar repertório de configurações diversas para ser tocado nos salões de convivência privados.
Durante aproximadamente um ano foram impressos 25 números com curtas peças vocais e instrumentais assinadas por vários compositores, entre eles o próprio Telemann, autor de duas sonatas e da suíte interpretadas neste programa, na flauta e no cravo. Alternam aqui com três outras sonatas, mas essas escritas para tecla e por um compositor português. Natural de Coimbra, Carlos Seixas instalara-se poucos anos antes em Lisboa e, para lá da proeminência da figura de Domenico Scarlatti, encantou os salões das casas nobres tituladas por D. João V. As suas obras tiveram, no entanto, de esperar até às décadas de 1930 e 1940 para serem conhecidas do grande público, quando o cravista e musicólogo Santiago Kastner as transcreveu e publicou. São largas dezenas de partituras com níveis de exigência técnica variáveis, conforme se destinavam a alunos ou a si próprio, na qualidade de intérprete. O virtuosismo das que são aqui lembradas deixam adivinhar que se trataria do segundo caso.

A entrada é livre





Esta quinta-feira, 05 de dezembro, pelas 18:30, na Biblioteca da Imprensa Nacional:

Ana Pereira, violino
José Teixeira, violino
Joana Cipriano, viola
Ana Cláudia Serrão, violoncelo

tocam:

J. Vianna da Motta 2.º andamento do Quarteto de Cordas N.º 2, Cenas da Montanha

L. v. Beethoven Quarteto de Cordas N.º 15, Op. 132


A maior parte deste programa é preenchida por um dos quartetos de cordas que Ludwig van Beethoven compôs no final da vida. Muitos melómanos não hesitam em distinguir essas obras entre os feitos mais sublimes da História da Cultura e das Artes. Com efeito, mais do que o epitáfio de uma grande carreira, são fruto de uma exaltação criativa que rompeu caminhos para serem desbravados por gerações futuras – basta lembrar a Grande Fuga, que Stravinsky catalogou como «música contemporânea que permanecerá contemporânea para sempre». Mas surpreendem também alguns momentos de profunda abnegação espiritual, como a meio do Op. 132. Acontece que a composição deste quarteto foi interrompida por um período de doença que debilitou gravemente o compositor. Uma vez recuperado, acrescentou então aos quatro andamentos inicialmente previstos essa peça que intitulou «Cântico sagrado de agradecimento de um convalescente à divindade». Esta é uma faceta de Beethoven menos conhecida do grande público e que, por essa razão, vale a pena aqui realçar.
Em jeito de preâmbulo, temos ainda a oportunidade de aqui escutar o Quarteto de Cordas N.º 2 de José Vianna da Motta, o compositor português que, ainda no século XIX, mais foi influenciado por essa mesma tradição germânica. Vianna da Motta havia-se instalado em Berlim em 1882, com catorze anos de idade. Apesar de ter sido, acima de tudo, um pianista de prestígio internacional, compôs um importante número de obras onde, nalguns casos, buscou explicitamente uma identidade musical portuguesa – o exemplo mais emblemático é a Sinfonia À Pátria, composta um ano antes, em 1894. Neste quarteto, a afinidade com o estilo clássico de Beethoven encontra-se, sobretudo, no primeiro andamento, cujas páginas se julgaram perdidas durante muito tempo. Foram descobertas em 1998 no espólio de Bernardo Moreira de Sá, o violinista portuense cujo Quarteto estreou a obra em novembro de 1895.

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A ENTRADA LIVRE
BIBLIOTECA DA
IMPRENSA NACIONAL
R. DA ESCOLA POLITÉCNICA, 135
1250-100




Quinta-feira, 05 de dezembro, 18:30, Biblioteca da Imprensa Nacional Solistas da Metropolitana. Entrada Livre.


A maior parte deste programa é preenchida por um dos quartetos de cordas que Ludwig van Beethoven compôs no final da vida. Muitos melómanos não hesitam em distinguir essas obras entre os feitos mais sublimes da História da Cultura e das Artes. Com efeito, mais do que o epitáfio de uma grande carreira, são fruto de uma exaltação criativa que rompeu caminhos para serem desbravados por gerações futuras – basta lembrar a Grande Fuga, que Stravinsky catalogou como «música contemporânea que permanecerá contemporânea para sempre». Mas surpreendem também alguns momentos de profunda abnegação espiritual, como a meio do Op. 132. Acontece que a composição deste quarteto foi interrompida por um período de doença que debilitou gravemente o compositor. Uma vez recuperado, acrescentou então aos quatro andamentos inicialmente previstos essa peça que intitulou «Cântico sagrado de agradecimento de um convalescente à divindade». Esta é uma faceta de Beethoven menos conhecida do grande público e que, por essa razão, vale a pena aqui realçar.

Em jeito de preâmbulo, temos ainda a oportunidade de aqui escutar Quarteto de Cordas N.º 2 de José Vianna da Motta, o compositor português que, ainda no século XIX, mais foi influenciado por essa mesma tradição germânica. Ainda assim, destacam-se nos segundo e terceiro andamentos melodias que se reconhecem na tradição musical do nosso país. Vianna da Motta havia-se instalado em Berlim em 1882, com catorze anos de idade. Apesar de ter sido, acima de tudo, um pianista de prestígio internacional, compôs um importante número de obras onde, nalguns casos, buscou explicitamente uma identidade musical portuguesa – o exemplo mais emblemático é a Sinfonia À Pátria, composta um ano antes, em 1894. Neste quarteto, a afinidade com o estilo clássico de Beethoven encontra-se, sobretudo, no primeiro andamento, cujas páginas se julgaram perdidas durante muito tempo. Foram descobertas em 1998 no espólio de Bernardo Moreira de Sá, o violinista portuense cujo Quarteto estreou a obra em novembro de 1895.
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SOLISTAS DA METROPOLITANA

J. Vianna da Motta Quarteto de Cordas N.º 2, Cenas da Montanha
L. v. Beethoven Quarteto de Cordas N.º 15, Op. 132

Ana Pereira violino
José Teixeira violino
Joana Cipriano viola
Ana Cláudia Serrão violoncelo






Quinta-feira, 31 de Outubro, 18:30, na Biblioteca da Imprensa Nacional, os solistas da Metropolitana apresentam «De São Petersburgo a Paris», com entrada gratuita.

Nonna Manicheva, no violino, Joana Nunes, na viola e Nuno Abreu no violoncelo tocam:

A. Borodin Quarteto de Cordas N.º 2

L. de Freitas Branco Quarteto de Cordas

(violinista a anunciar).

Há duas condições que, estando reunidas, são meio caminho andado para os encantos da música de câmara despontarem com fulgor: a interpretação ao vivo e a singularidade do repertório. Resta então a vontade e o cuidado de quem toca e quem ouve. Sendo assim, adivinha-se aqui um momento muito especial da presente temporada dos Solistas da Metropolitana. Em dois fôlegos, somos transportados de um extremo ao outro da Europa num lapso de tempo em que os estilos musicais sofreram profundas mudanças, a transição do século XIX para o século XX.
Tudo começa com o quarteto de cordas que Alexander Borodin fez estrear no início de 1882 em São Petersburgo. Apesar de ter pertencido ao Grupo dos Cinco, que se distinguiu pelo cunho nacionalista, Borodin aproximou-se nos seus quartetos da tradição clássica germânica. No Scherzo deste segundo quarteto não escondeu o apreço que tinha por Mendelssohn. Já a generosidade melódica do Notturno é genuinamente russa. Será, provavelmente, a sua criação mais célebre.
Viajamos depois até Lisboa, se bem que inspirados em Paris. Terá sido nesta cidade que Luís de Freitas Branco iniciou a composição do seu único quarteto de cordas, quando em 1911, aos vinte anos de idade, ali conheceu Debussy, cuja ópera Pelléas et Mélisande o impressionara alguns meses antes, em Berlim. A depuração tímbrica e harmónica que se estende ao longo dos quatro andamentos é testemunho desse encontro. É uma partitura marcante no catálogo do compositor português.
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De São Petersburgo a Paris
ENTRADA LIVRE

BIBLIOTECA DA
IMPRENSA NACIONAL
R. DA ESCOLA POLITÉCNICA, 135
1250-100

TEL: 213 945 700


A Temporada Música de Câmara 2018/2019 prossegue na Biblioteca da Imprensa Nacional com Brahms/Sérgio Azevedo: Quintetos com Clarinete, pelos Solistas da Metropolitana.

Na próxima quinta-feira, dia 30 de maio, pelas 18h30, poderá ouvir Nuno Silva no clarinete, José Pereira e Joana Dias nos violinos, Joana Tavares na viola e Catarina Gonçalves no violoncelo.

O programa:

S. Azevedo Quinteto com Clarinete
J. Brahms Quinteto com Clarinete, Op. 115


Como sempre, a entrada é livre.

Quando juntamos um instrumento de sopro à formação clássica do Quarteto de Cordas, logo surgem muitas possibilidades criativas. Mas também se torna mais difícil garantir a coerência sonora, por serem identidades tímbricas aparentemente distantes, e porque é grande a tentação de destacar aquilo que é «diferente» na condição de solista. Neste programa, os Solistas da Metropolitana interpretam dois Quintetos para Clarinete e Cordas que, apesar de terem sido compostos em épocas distintas, dialogam entre si. O Quinteto Op. 115 foi uma das últimas composições de Johannes Brahms. Data de 1891, quando já todos pensavam que se havia reformado. O pretexto para o seu «regresso» foi o entusiasmo que sentiu ao ouvir tocar o clarinetista Richard Mühlfeld (1856-1907). Logo compôs esta obra de ânimo enérgico, mas sobre a qual paira uma aura de melancolia e tristeza que não passa despercebida. Este contraste é particularmente evidente a meio do segundo andamento, quando a parte de clarinete sobressai num registo histriónico, inspirando-se na música tradicional cigana, mas sobre uma sonoridade lúgubre mantida pelas cordas. Sérgio Azevedo inspirou-se, precisamente, neste marco incontornável do repertório de câmara, e compôs em 2011 uma obra para a mesma formação. Abandonou-se assim num exercício reminiscente, envolto nessa mesma melancolia tardo-romântica e nos encantos bucólicos da Boémia oitocentista, mas com a fixação introspetiva do nosso tempo.

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Prelúdios – Braga Santos e Freitas Branco

Solistas da Metropolitana

Quinta-feira, 28 de março, 18h30

Biblioteca da Imprensa Nacional (Rua da Escola Politécnica n.º 135, Lisboa)

Programa

J. Braga Santos Noturno, Op. 1

L. de Freitas Branco Dez Prelúdios (Dedicados a Vianna da Motta)

L. de Freitas Branco Sonata para Violino e Piano N.º 2

Músicos

Daniela Radu violino, Savka Konjikusic piano

Preencher um programa com obras de Luís de Freitas Branco e de Joly Braga Santos representa colocar lado a lado mestre e discípulo, qual evocação de umas das mais fecundas passagens de testemunho a que se assistiu ao longo de toda a História da Música Portuguesa. Ainda antes da 1.ª Grande Guerra, o jovem Freitas Branco teve a oportunidade de viajar até Berlim e Paris. Nesta última cidade conheceu Claude Debussy, pelo que não espanta a estética impressionista que transborda nos dez prelúdios para piano que compôs após ter regressado a Portugal, quando do início da contenda. Estas peças foram estreadas em 1918 pelo próprio dedicatário da partitura, José Viana da Mota. Por sua vez, a Sonata para Violino e Piano N.º 2 teve origem uma década mais tarde. Esta revela uma sonoridade diferente, marcada pelo diatonismo modal de pendor neoclássico que anunciava uma nova fase criativa do compositor. Terão sido estas influências – por um lado as sonoridades relutantes e sugestivas que se reconhecem nos prelúdios, por outro a clareza formal da sonata – que encantaram o jovem Joly Braga Santos quando frequentou as lições particulares de Freitas Branco ao longo da década de 1940. Não por acaso, ambas se distinguem na primeira obra que assumiu no seu catálogo, o Opus N.º 1 «Noturno para Violino e Piano», datado de 1942.



Mythes é a proposta dos Solistas da Metropolitana para a próxima quinta-feira, 7 de fevereiro, pelas 18h30, na sala da Biblioteca da Imprensa Nacional. A entrada é gratuita.

Joana Dias (violino) e Francisco Sassetti (piano) tocam:

F. Poulenc Sonata para Violino, Op. 119
K. Szymanowski Mythes, Op. 30
A. J. Fernandes Cinco Prelúdios, Op. 1
M. Ravel Sonata para Violino N.º 2


«Ao longo da carreira, o compositor polaco Szymanowski colheu na Mitologia Grega alguns dos seus principais estímulos criativos. É disso exemplo Mythes, uma obra para violino e piano composta em 1915 que evoca figuras emblemáticas desse universo. Estas são sucessivamente retratadas mediante a exploração exaustiva dos recursos oferecidos por cada um dos instrumentos. Primeiro, assiste-se à perseguição da ninfa Aretusa pelo deus do rio, os quais terminam juntos numa fonte em Siracusa. Depois, surge o célebre mito de Narciso, o jovem que se enamora de si mesmo. Por fim, o deus dos bosques Pã, com o som da flauta aqui transfigurado nos harmónicos do violino. Estes poemas musicais foram assim estreados pelo compositor, ao piano, ao lado do violinista virtuoso Paul Kochanski.

Do mesmo modo, cada umas das obras que completam este programa foram estreadas pelos próprios compositores, na condição de pianistas. É o caso dos Cinco Prelúdios de Armando José Fernandes, um dos nomes mais discretos do panorama musical português do século passado. Temos aqui a oportunidade de ouvir a sonoridade cristalina do seu primeiro número de catálogo, por sinal dedicado a seu professor Alexandre Rey Colaço. Também a Sonata para Violino N.º 2 de Maurice Ravel foi composta no final da década de 1920. Esta é uma partitura que reflete a tensão entre diferentes estilos de escrita que coexistiram em França no período entre-guerras. O primeiro e último andamentos discorrem, respetivamente, numa tensão meticulosamente trabalhada entre reminiscências modais e o diatonismo tonal, entre a proeminência rítmica e uma dimensão harmónica discreta. Pelo meio, intromete-se um andamento que surpreende pelas evidentes afinidades com o Blues, numa altura em que o Jazz ainda dava os primeiros passos na Europa. Mas antes de tudo, é interpretada a Sonata para Violino e Piano que Francis Poulenc compôs já em plena Segunda Grande Guerra. Ela recorda, todavia, um episódio ocorrido durante um conflito anterior, a Guerra Civil Espanhola, quando em 1936 o escritor espanhol Federico García Lorca foi executado em Granada. Para lá da irreverência que sempre se espera de Poulenc, explica-se assim o tom elegíaco das passagens melancólicas e dos rasgos dinâmicos mais impetuosos.»





A Temporada Música de Câmara 2018/2019 prossegue na Biblioteca da Imprensa Nacional com «Quinteto com Piano no Século XIX», pelos Solistas da Metropolitana.

Esta quinta-feira, dia 29 de novembro, pelas 18h30, poderá ouvir Alexei Tolpygo e Ágnes Sárosi nos violinos, Irma Skenderi na viola, Jian Hong no violoncelo e Anna Tomasik no piano.

O programa:

J. D. Bomtempo Quinteto com Piano, Op. 16
J. Brahms Quinteto com Piano, Op. 34

Como sempre, a entrada é livre.

«Nos salões privados de início do século XIX era relativamente comum serem tocados concertos para piano em formato de Quinteto com Piano. A orquestra via-se assim substancialmente reduzida, de maneira a minimizar os recursos logísticos. A partir dessa prática, foram-se lentamente evidenciando as potencialidades deste agrupamento que junta a formação clássica do Quarteto de Cordas ao piano. As primeiras composições originalmente concebidas para esse dispositivo instrumental surgiram na mesma época, pela mão de Boccherini. Prontamente surgiram alguns outros, assinados por compositores como Johann Nepomuk Hummel, Franz Schubert e, também, pelo português João Domingos Bomtempo, um músico que se radicou primeiro em Paris, entre 1801 e 1810, e depois em Londres, na década seguinte. Foi, precisamente, na capital inglesa que o seu Quinteto com Piano em Mi Bemol Maior foi publicado, em 1813, não se sabendo ao certo a data da sua criação. Abria-se assim caminho para, décadas mais tarde, serem compostos os Quintetos com Piano de Schumann, de César Franck, de Brahms, de Dvořák, de Fauré, de Schostakovich… Entre estes, o Op. 34 de Brahms é um dos mais notáveis. Começou por ser um Quinteto de Cordas, em 1862. Foi depois transcrito para Duo de Pianos e transfigurou-se, ao fim de um processo criativo tortuoso que se estendeu por dois anos, num Quinteto com Piano exemplarmente representativo do estilo brahmsiano.»




A Temporada Música de Câmara 2018/2019 na Biblioteca da Imprensa Nacional abre com Lembranças e Elegias pelos Solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Esta quinta-feira, dia 18 de outubro às 18h30, pode ouvir Janete Santos na flauta, Joel Vaz no oboé, Jorge Camacho no clarinete, Lurdes Carneiro no fagote e Rodrigo Carreira na trompa.


O programa:
F. Lopes-Graça Sete Lembranças para Vieira da Silva, LG 82
E. Carrapatoso Cinco Elegias, Op. 11
L. Tinoco Light-Distance
C. Nielsen Quinteto, Op. 43

A entrada é livre.


Fernando Lopes-Graça nunca esqueceu a hospitalidade com que Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes o receberam durante um curto período na sua casa em Paris. Foi aí que o compositor tomarense encontrou um primeiro refúgio, assim que em 1937 se viu livre da Prisão do Forte de Caxias. O rebentar da Guerra obrigou-o a regressar a Lisboa dois anos e meio mais tarde, ao passo que o casal de pintores partiu para o Brasil. Mas aquela primeira memória traduziu-se em música três décadas mais tarde, numa partitura intimista escrita para Quinteto de Sopros. Esta formação, que junta à flauta, o oboé, o clarinete, o fagote e a trompa, dispõe de um leque de repertório extraordinário, em particular no que respeita à extensão e diversidade, mas também à qualidade. Às Sete Lembranças, juntam-se neste programa mais três obras que são bom exemplo disso. Desde logo, Cinco Elegias de Eurico Carrapatoso, uma obra composta em 1997 e onde cada andamento destaca um daqueles instrumentos, em simultâneo com a homenagem a grandes vultos da História da Música mais recente: Bartók, Tailleferre, Webern, Messiaen e Stravinsky. Já em 2000, Luís Tinoco também dividiu a obra Light-Distance em cinco andamentos, num exercício criativo que projeta os conceitos de Luz e Distância na infinita dimensão do som. Por fim, recuamos a 1922, com a última composição de câmara – e a mais conhecida – do dinamarquês Carl Nielsen. Trata-se aqui, literalmente, de uma obra de grande fôlego, plena de frescura e imaginários vibrantes
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Quartetos Românticos: Brahms, Vianna da Motta

Solistas da Metropolitana
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 24 maio 2018
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.


PROGRAMA:
J. Vianna da Motta* Quarteto de Cordas N.º 2
J. Brahms Quarteto de Cordas N.º 3, Op. 67

* Efeméride do 150.º aniversário do nascimento de Vianna da Motta (1868-1948)

SOLISTAS:
Alexei Tolpygo, Ágnes Sárosi violinos,
Irma Skenderi viola,
Nuno Abreu violoncelo

Johannes Brahms compôs três quartetos de cordas, o último dos quais esboçado em 1875, durante um período de férias passado numa pequena vila situada a 100 quilómetros de Frankfurt. Sabe-se que foi uma estadia relaxante, apesar de dedicada ao trabalho. Essa descontração reflete-se na fluência criativa da obra, em contraste com o processo penoso que se estendeu durante mais de vinte anos e conduziu à estreia da sua primeira Sinfonia, no ano seguinte. Apesar da sobriedade e solidez da partitura, o quarteto apresenta um estado de ânimo espirituoso e jovial, o que se deve, em parte, aos dois temas do 1.º andamento, que resultam da apropriação de melodias tradicionais. O mesmo acontece no Finale, com sucessivas variações sobre uma melodia popular. Por sinal, este é um dos aspetos que coincide no Quarteto de Cordas N.º 2 de José Vianna da Motta, onde o segundo e terceiro andamentos fazem uso ostensivo de melodias recolhidas no folclore do nosso país. O músico português havia-se instalado em Berlim em 1882, então com catorze anos de idade. Apesar de ter sido, acima de tudo, um pianista de prestígio internacional, compôs um importante número de obras onde buscou uma identidade musical portuguesa – o exemplo mais emblemático é a Sinfonia À Pátria, composta um ano antes, em 1894. Ainda assim, a afinidade com o estilo clássico de Brahms reconhece-se, sobretudo, no primeiro andamento, cujas páginas se julgaram perdidas. Foram descobertas em 1998 no espólio de Bernardo Moreira de Sá, o violinista portuense cujo Quarteto estreou a obra em novembro de 1895.
COMPOSITORES EXILADOS - FERNANDO LOPES-GRAÇA
PAUL HINDEMITH

SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 12 abril 2018
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.


PROGRAMA:
F. Lopes-Graça Quarteto de Cordas N.º 2, LG 87
P. Hindemith Quarteto de Cordas N.º 1, Op. 2

SOLISTAS
José Pereira, Joana Dias violinos
Joana Tavares viola
Catarina Gonçalves violoncelo

Na mais respeitosa reverência pela tradição clássica, [o Quarteto de Cordas (1982) de Fernando Lopes-Graça] dispõe os quatro andamentos numa animada «conversa» entre violinos, viola e violoncelo – de iguais para iguais. No todo, espelha exemplarmente o desígnio intelectual e estético que orientou a vida do compositor tomarense. Resulta de um esforço de síntese entre uma musicalidade com raízes na tradição popular e os recursos mais sofisticados da música erudita. Ambas coincidem, deste modo, numa mesma pauta, sublimando-se em tensão dramática um confronto de universos distantes, na eterna busca de uma coexistência harmoniosa idealizada.
[O Quarteto de Cordas n.º 1 (1915) de Paul Hindemith] é uma composição que se inscreve numa tradição romântica tardia, mas com laivos de experimentação que denunciam o espírito inquieto do compositor alemão. Destaca-se o contraste entre a cadência fúnebre do Adagio e as articulações esfuziantes do Scherzo, ambos compostos já no início da Primeira Grande Guerra.
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 15 março 2018
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.



PROGRAMA: 
J. Haydn Quarteto de Cordas n.º 2, Op. 9, Hob.III:20   
P. Amaral Quarteto n.º 1

SOLISTAS
Ana Pereira, José Teixeira violinos
Joana Cipriano viola
Marco Pereira violoncelo
A combinação num mesmo programa do Quarteto de Cordas Op. 9/2 de Joseph Haydn com o Quarteto de Cordas N.º 1 de Pedro Amaral resulta numa experiência paradoxal. É notório o contraste entre texturas sonoras tão diferentes, o que ilustra bem a dificuldade de encontrar hoje um denominador comum ao vasto conjunto de experiências musicais que se oferece. Mas trata-se de duas posturas criativas que convergem na mesma tradição clássica europeia. Assim, proporciona-se a contemplação de antípodas históricos e estéticos, mas também de duas práticas de composição que têm bastante mais em comum do que a aparência alcança. Para lá da manifesta utilização de um dispositivo instrumental coincidente, vislumbra-se uma densa rede de correspondências que desperta um interesse de escuta complementar à experiência sensorial imediata.
IMPRESSIONISMOS: DEBUSSY, FREITAS BRANCO
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 11 janeiro 2018
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional

Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.

PROGRAMA:
C. Debussy Sonata para Violino e Piano em Sol Menor, L. 140
L. Freitas Branco Sonata para Violino e Piano n.º 1

INTÉRPRETES:
Romeu Madeira violino
Francisco Sassetti piano

(...) o talento musical de Luís de Freitas Branco revelou-se desde cedo, começando a compor aos 13 anos de idade. Porém, a primeira obra que verdadeiramente se destaca no catálogo do mais importante compositor português da primeira metade do século XX é, precisamente, esta primeira Sonata para Violino e Piano, composta cinco anos mais tarde, já em 1908.
(...) o presente programa coloca em diálogo essa obra de juventude com a derradeira criação de Debussy, o pioneiro da corrente impressionista que abriu caminho às nuances tímbricas e harmónicas, buscando alternativa aos rigores formais da tradição clássica.



Texto e fotografias: Tânia Pinto Ribeiro


Aprendeu a «fazer a mão» com Lopes-Graça, o seu exemplo de ética; trabalhou com Stockhausen, o seu exemplo de músico; e quando teve de gerir pessoas — tarefa central da função de um maestro — teve e continua a ter a seu lado António Mega Ferreira, o seu exemplo de gestor artístico. Muito antes disso, foi a mãe que o despertou, literalmente, para a música: «Vivia sozinho com a minha mãe e tenho a memória de, quando era muito pequenino, ela me acordar com música clássica. Acordava-me, levava-me nos braços, dançava comigo». A música vem-lhe do berço. Hoje, vive e trabalha à procura de um equilíbrio entre esse «perímetro afetivo» e «a racionalidade» sem a qual não é possível operá-lo.

Pedro Amaral é um conceituado maestro e compositor português, e um dos músicos europeus mais destacados da sua geração. É presença habitual nos mais importantes festivais de música e trabalha regularmente com diversas orquestras e
ensembles, de Lisboa a Tóquio, de Paris a Friburgo. É também, desde julho 2013, o diretor artístico daquela que é provavelmente a orquestra portuguesa a apresentar mais concertos ao longo da temporada. São cerca de 90 concertos orquestrais e mais outros tantos camarísticos. Com «uma gestão sempre muito criteriosa dos meios» a AMEC | Metropolitana [Associação Música-Educação e Cultura] — uma orquestra e três escolas — é a única instituição do País e «uma das raras do mundo» que senta lado a lado aluno e professor. E assim, «reunindo uma orquestra académica a uma orquestra profissional formam uma orquestra de dimensão sinfónica». Este é, para Pedro Amaral, o momento que justifica, de um ponto de vista «quase filosófico», a existência de uma instituição assim. Itinerante por natureza e estatutos, mas também por falta de uma sala — algo que Pedro Amaral espera vir a mudar «brevemente» — a Orquestra Metropolitana faz o seu porto de abrigo em três salas de Lisboa: uma no Centro Cultural de Belém, para o repertório sinfónico; outra no Museu Nacional de Arte Antiga, para o repertório barroco; e outra no Teatro Thalia, para o repertório clássico.

Ano após ano, temporada após temporada, os solistas da Metropolitana têm também ancoragem segura na sala da Biblioteca da Imprensa Nacional, em Lisboa, onde as portas se abrem, numa base quase mensal, de forma totalmente gratuita, para que o público possa assistir a uma «pequena temporada de câmara». Entre livros e acordes, ali se tenta promover «não apenas músicos portugueses como também obras musicais e compositores portugueses». Por isso mesmo, estão já assentes no melodioso calendário da Biblioteca da Imprensa Nacional, para o ano de 2018, obras de Freitas Branco, Fernando Lopes-Graça, Vianna da Motta e do próprio Pedro Amaral — que compõe sem instrumento, «diretamente entre a cabeça, a mão e o papel».

Pedro Amaral reconhece, no entanto, as dificuldades que existem em apresentar repertório de compositores nacionais. É que fazer a música dos nossos compositores é, ao mesmo tempo, «fascinante» mas também «um ato de arqueologia». E «não é fácil encontrar, desde logo, edições musicais». Uma dificuldade que a Metropolitana, naquilo que lhe é possível, tenta superar: «Muitas vezes, o que fazemos é tocar e gravar os concertos», como o da obra completa para piano e orquestra de João Domingos Bomtempo. Também a produção artística levanta problemas em Portugal. Problemas de escala, de meios e, sobretudo, do Estado: «O Estado em Portugal apoia pouquíssimo a produção artística, e não me refiro só à produção musical.» No ensino base da música vale-nos a sociedade civil que de certa forma se mobiliza, com as filarmónicas a assumirem um papel «incontornável», um papel «absolutamente único», nomeadamente em matéria pedagógica.

Depois da sua ópera
O Sonho , estreada em Londres em 2010 e composta a partir de um drama inacabado de Fernando Pessoa, perguntámos a Pedro Amaral que outros autores se vê adaptar musicalmente. Sem saber quando, Pedro Amaral falou-nos em Tchekhov, talvez A Gaivota. Dos nacionais, Raul Brandão é «uma possibilidade» e José Saramago «um desafio interessante». É que Proust, o seu escritor preferido, não lhe permite sonhar tal desafio, porque o tempo da música é um tempo diferente do tempo da literatura. Foi num intermezzo, entre compassos e letras, que entrevistámos este compositor, maestro e diretor artístico que sabe muito bem o que faria, musicalmente falando, se tivesse um orçamento ilimitado para gerir…


Pode ler a entrevista integral aqui.

COMPOSITORES EXILADOS - WEILL, LOPES-GRAÇA, ZEMLINKSY 
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

Data: quinta-feira, 23 novembro 2017
Horário: 18:30 h
Local: Biblioteca da Imprensa Nacional

Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.

PROGRAMA: 
Kurt Weill Quarteto de Cordas n.º 1, Op. 8   
Fernando Lopes-Graça Cartorze anotações, LG 86   
Alexander von Zemlinsky Quarteto de Cordas n.º 1, Op. 4

INTÉRPRETES: 
José Pereira, Joana Dias violinos
Joana Tavares viola
Catarina Gonçalves violoncelo

Compositores Exilados é o mote de um ciclo de concertos que atravessa a Temporada de Música da Metropolitana 2017/18 e que traz a palco obras de compositores silenciados, em pleno século XX, pelos regimes políticos dos países onde viveram e onde exerceram a sua atividade musical. Ao longo de quatro concertos de câmara e de um concerto orquestral, ouviremos música – alguma da qual ainda hoje pouco tocada – de Kurt Weill, Alexander von Zemlinsky, Erich Wolfgang Korngold, Paul Hindemith e Fernando Lopes-Graça.


SONATAS DE ROSSINI
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2017/2018

PROGRAMA:
G. Rossini Sonata para Cordas N.º 1
G. Rossini Sonata para Cordas N.º 3
G. Rossini Sonata para Cordas N.º 5



INTÉRPRETES:
Anzhela AkopyanDaniela RaduMicaela Sousa violinos 
Jian Hong violoncelo
Vladimir Kouznetsov contrabaixo

Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Data: quinta-feira, 26 outubro 2017
Horário: 18:00 h

Entrada livre, condicionada à capacidade da sala.



As seis Sonatas para Cordas, originalmente escritas para duas partes de violinos, violoncelo e contrabaixo, são as primeiras obras que se conhecem do compositor de Il barbiere di Siviglia, La Cenerentola, La gazza ladra e tantas outras óperas que se juntam hoje às primeiras escolhas do repertório lírico. Revelam-nos, portanto, uma faceta menos conhecida do músico italiano. São pequenos divertimentos de inspiração setecentista em que os instrumentos disputam entre si melodias plenas de graciosidade. Nesse verão de 1804 passado em Ravena, com apenas doze anos de idade, o compositor terá tocada a parte de segundo violino ao lado de seus primos e do anfitrião Agostino Triossi, contrabaixista. Apesar da ingenuidade que de imediato sobressai, também não passa despercebido um instinto melódico notável, grande oportunidade rítmica e uma diversidade harmónica surpreendente. No formato de três andamentos (rápido-lento-rápido), são peças de ambiente afável e descomprometido que confiam maior protagonismo às melodias dos violinos, mas que «não se perdem» quando fazem intervir as vozes mais graves.



SONATAS, FANTASIAS...
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2016/2017

PROGRAMA:
C. P. E. BACH Sonatina em Fá Maior, Quinta das Seis Sonatine nuove, Wq 63/11, H. 296
C. P. E. BACH Sonata em Fá Menor, Wq 63/6, H. 75
W. A. MOZART Minueto em Ré Maior, KV 355
W. A. MOZART Fantasia em Ré Menor, KV 397
J. S. BACH Coral Wer nur den lieben Gott lässt walten, BWV 691
J. S. BACH Partita N.º 3 em Lá Menor, BWV 827

INTÉRPRETE:
JOSÉ CARLOS ARAÚJO cravo

Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Data: sexta-feira, 21 abril 2017
Horário: 18:00 h

Entrada livre condicionada à capacidade da sala.



QUARTETOS COM FLAUTA DE MOZART
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada 2016/2017

PROGRAMA:
W. A. Mozart Quarteto com Flauta N.º 1, K. 285
W. A. Mozart Quarteto com Flauta N.º 2, K. 285a
W. A. Mozart Quarteto com Flauta N.º 3, KV Anh. 171 (285b)
W. A. Mozart Quarteto com Flauta N.º 4, K. 298

INTÉRPRETES:
NUNO INÁCIO flauta
RUI ANTUNES
violino
SÉRGIO SOUSA
viola
CAROLINA FREITAS
violoncelo

Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Data: quinta-feira, 30 março 2017
Horário: 18:30 h

Entrada livre, condicionada à capacidade do espaço.



SCARLATTI, HAYDN, MOZART
SOLISTAS DA METROPOLITANA
Temporada Barroca 2016/2017

PROGRAMA:
A. Scarlatti Sonata a Quattro n.º 4 em Ré Menor
J. Haydn Quarteto de Cordas em Ré Menor, Hob III:76, Op. 76/2
A. Scarlatti Sonata a Quattro n.º 3 em Sol Menor
W. A. Mozart Quarteto de Cordas n.º 14 em Sol Maior (A Haydn), KV 387, «Primavera»

INTÉRPRETES:
Solistas da Metropolitana de Lisboa

Local: Biblioteca da Imprensa Nacional
Data: quinta-feira, 09 março 2017
Horário: 18:30 h

Entrada livre, condicionada à capacidade do espaço.


O Quarteto de Cordas é uma formação instrumental muito característica de finais do século XVIII, composta por dois violinos, uma viola d’arco e um violoncelo, todos com igual importância no ensemble.

Joseph Haydn (1732–1809) foi um grande impulsionador desta formação, à qual dedicou 68 das suas composições.

Wolgang Amadeus Mozart (1756–1791) compôs um total de 23 quartetos de cordas, seis dos quais dedicados ao seu mestre Haydn.

Mas, já antes deles o compositor italiano Alessandro Scarlatti (1660–1725) havia escrito quatro peças para quatro instrumentos de cordas - Sonatte a Quattro -, que são hoje consideradas pela historiografia musical os primeiros «quartetos de cordas» de que há registo.



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