Entre 9 e 27 de abril, a Biblioteca Municipal D. Dinis, em Odivelas, recebe a exposição coletiva da coleção infantojuvenil «Grandes Vidas Portuguesas», um projeto editorial dedicado a personalidades nacionais que se destacaram em vários domínios da História, fruto da parceria entre a Imprensa Nacional e o Pato Lógico.

A exposição vai exibir ilustrações referentes às vidas de Alexandre Serpa Pinto, Alfredo Keil, Almada Negreiros, Ana de Castro Osório, Aníbal Milhais, Antónia Ferreira, António Lobo Antunes, Aristides de Sousa Mendes, Azeredo Perdigão, Fernando Pessoa, Humberto Delgado, José Saramago, Marquesa de Alorna e Salgueiro Maia, figuras já retratadas em diferentes livros ilustrados desta coleção.

A entrada é livre, de terça a sexta-feira, das 9h30 às 18h45, e no sábado das 9h30 às 14h45.

Exposição de ilustrações da coleção Grandes Vidas Portuguesas que retrata diferentes personalidades portuguesas que se destacaram em diferentes domínios da nossa história.

A exposição apresenta algumas das imagens criadas por grandes ilustradores portugueses que colaboraram nos doze títulos já publicados até ao momento.

Esta exposição, co-editada pelo Pato Lógico e pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, mostra-nos o Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande.

in www.cm-odivelas.pt


Morada Biblioteca Municipal D. Dinis: Rua Guilherme Gomes Fernandes (Largo Nossa Senhora do Carmo), 2675-322 Odivelas


Chamava-se Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Já morreu há muitos anos (e, claro, nasceu ainda há mais). Quando ele viveu, Portugal era uma monarquia (...).

O avô do rapazinho, que ainda era vivo, tinha a teoria de que o contacto com a natureza no seu estado mais puro fazia parte da educação de uma criança. Arranjou por isso uma cabrinha e ensinou-a a dar de mamar ao neto quando este desse sinais de ter fome. A cabra chamava-se Cora (...).


Uma vez que sentia o apelo da vida aventurosa ao ar livre, meteu-se-lhe na cabeça que havia de ser militar e viver grandes aventuras.

(...)

Certo dia do final de 1876, quando tinha 30 anos e estava de novo em Lisboa e de volta à rotina da vida nos quartéis (já com o posto de major), Alexandre encontrou casualmente no Terreiro do Paço um antigo camarada, que lhe fez uma grande festa. No meio dos abraços (...), este contou-lhe que tinha ouvido dizer que estava a ser organizada uma grande expedição destinada a explorar o interior de África, entre as costas de Angola e de Moçambique. Alexandre nem precisou de ouvir mais (...)

E eis que, no dia 5 de maio de 1877, Alexandre [Serpa Pinto] e Hermenegildo [Capelo] embarcaram em Lisboa no vapor Zaire, rumo a Luanda. Que grande dia!



O resto da história, podes lê-lo neste livro, que já está nas livrarias:

Alexandre Serpa Pinto
O SONHADOR
DA ÁFRICA PERDIDA
Texto: Luís Almeida Martins
Ilustrações: Filipe Abranches
INCM—Pato Lógico
2016


Boa aventura!


«Grandes Vidas Portuguesas — Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande.»
Uma edição INCM—Pato Lógico

Imagem © Imprensa Nacinoal


Na coleção «Grandes Vidas Portuguesas» sairá a biografia sobre António Lobo Antunes e sobre a artista Carmen Miranda. Ambas serão ilustradas. Está ainda a ser planeada uma biografia de Mário Soares.

Biografias ilustradas do escritor António Lobo Antunes e da artista Carmen Miranda e um livro informativo sobre a águia-imperial-ibérica estão entre as novidades literárias deste ano da Imprensa Nacional Casa da Moeda para 2018.

De acordo com o plano editorial divulgado, na coleção «Grandes Vidas Portuguesas» sairá uma biografia sobre António Lobo Antunes, escrita por Jorge Reis-Sá e ilustrada por Nicolau, outra sobre Carmen Miranda, assinada por Tito Couto e ilustrada por Sofia Neto, e sobre o general Humberto Delgado, por José Jorge Letria, com ilustração de Richard Câmara. Está também planeada, ainda sem data de publicação, uma biografia em moldes semelhantes sobre o político Mário Soares.

À agência Lusa, o diretor de arte e coeditor das obras, André Letria, explicou que está prevista ainda a edição de livros informativos sobre a águia-imperial-ibérica, com texto de Carla Maia de Almeida e ilustração de Susa Monteiro, e sobre exemplos de etnografia portuguesa, dos caretos ao bordado de Castelo Branco, pela antropóloga Vera Alves, com a ilustradora Carolina Celas.

Desde 2014, a Imprensa Nacional tem investido na edição de livros para a infância e juventude, com grande destaque para a vertente visual. «É uma forma de trabalhar com autores diferentes e prestar um serviço público com estes temas e estes ilustradores», explicou André Letria, ilustrador, autor e editor.

O plano editorial para 2018 incluirá ainda um livro sobre a Biblioteca Nacional, escrito por Luísa Ducla Soares, ainda sem ilustrador definido, e outro de Pedro Vieira e André Letria, com histórias sobre o Diário da República, cuja origem, com outra designação, remonta ao século XIX.

A coleção infantojuvenil da Imprensa Nacional reúne quase duas dezenas de títulos, a maioria já recomendada pelo Plano Nacional de Leitura.

Agência Lusa

Título: Alexandre Serpa Pinto, o Sonhador da África Perdida
Autores: Luís Almeida Martins (texto) e Filipe Abranches (ilustrações)
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Edição: INCM—Pato Lógico
Local: Sociedade de Geografia de Lisboa
R. das Portas de Santo Antão, n.º 100
Data: quarta-feira, 14 de dezembro
Horário: 18:30 h

Chamava-se Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Já morreu há muitos anos (e, claro, nasceu ainda há mais). Quando ele viveu, Portugal era uma monarquia (...).

O avô do rapazinho, que ainda era vivo, tinha a teoria de que o contacto com a natureza no seu estado mais puro fazia parte da educação de uma criança. Arranjou por isso uma cabrinha e ensinou-a a dar de mamar ao neto quando este desse sinais de ter fome. A cabra chamava-se Cora (...).

Uma vez que sentia o apelo da vida aventurosa ao ar livre, meteu-se-lhe na cabeça que havia de ser militar e viver grandes aventuras.

(...)

Certo dia do final de 1876, quando tinha 30 anos e estava de novo em Lisboa e de volta à rotina da vida nos quartéis (já com o posto de major), Alexandre encontrou casualmente no Terreiro do Paço um antigo camarada, que lhe fez uma grande festa. No meio dos abraços (...), este contou-lhe que tinha ouvido dizer que estava a ser organizada uma grande expedição destinada a explorar o interior de África, entre as costas de Angola e de Moçambique. Alexandre nem precisou de ouvir mais (...).

E eis que, no dia 5 de maio de 1877, Alexandre [Serpa Pinto] e Hermenegildo [Capelo] embarcaram em Lisboa no vapor Zaire, rumo a Luanda. Que grande dia!
https://www.incm.pt/portal/loja_detalhe.jsp?codigo=103038




in Diário Digital, 25 junho 2015


«Ana de Castro Osório - A Mulher Que Votou na Literatura», texto de Carla Maia de Almeida e ilustração de Marta Monteiro, «Aristides de Sousa Mendes - Um Homem de Coragem», texto de José Jorge Letria e ilustração de Alex Gozblau, «Azeredo Perdigão - Um Encontro Feliz», texto de António Torrado e ilustração de Susa Monteiro, e «Alfredo Keil - A Pátria Acima de Tudo», texto de José Fanha e ilustração de Susana Carvalhinhos, são as novidades da coleção "Grandes Vidas Portuguesas", dedicada às vidas de personalidades que se destacaram, em vários domínios, na História de Portugal. Edição da Pato Lógica, em parceria com a Imprensa Nacional-Casa da Moeda.


«Ana de Castro Osório - A Mulher Que Votou na Literatura», texto de Carla Maia de Almeida e ilustração de Marta Monteiro

«É verdade que as mulheres conseguem fazer muitas e diferentes coisas ao mesmo tempo. Também é verdade que há cem anos, ninguém perdia tempo a fazer “gosto“ no Facebook, nem a jogar horas com o telemóvel, nem a escolher entre 50 marcas diferentes de cereais para o pequeno-almoço. Ana de Castro Osório teve a sorte e a liberdade de poder usar o seu tempo para pensar, escrever e ser útil à sociedade. Afinal, era aquilo que mais gostava de fazer. Se tivesse vivido nos dias de hoje chamar-lhe-iam “supermulher“? Teria sido diagnosticada, ao princípio, como uma “criança hiperativa”?»

«Aristides de Sousa Mendes - Um Homem de Coragem», texto de José Jorge Letria e ilustração de Alex Gozblau

«Nessas horas terríveis, que são sempre aquelas em que se descobre a matéria moral de que são feitos os verdadeiros heróis e os seres humanos em geral, o cônsul escreveu,
para que mais tarde outros pudessem compreender o seu gesto e a coragem do seu ato:”Tudo está agora nas minhas mãos, para salvar os muitos milhares de pessoas que vieram de todos os lados da Europa na esperança de encontrar refúgio em Portugal. Todos eles são seres humanos, e o seu estatudo na vida, religião ou cor são totalmente irrelevantes para mim (...)»

«Azeredo Perdigão - Um Encontro Feliz», texto de António Torrado e ilustração de Susa Monteiro

«Neste livro vai falar-se de um advogado português, Dr. José Henrique de Azeredo Perdigão, que teve a oportunidade de cruzar-se com um milionário arménio, com quem estabeleceu laços de amizade perduráveis. Desse feliz encontro resultou a criação de uma grande
Fundação, sediada em Lisboa, dedicada ao apoio das Artes, das Ciências, da Educação. [...] As biografias são lembretes, estímulos para a memória. Vai-se o homem, fica a obra. Ainda estremecemos só de imaginar que estes dois homens, por azares do destino, podiam nunca ter chegado a encontrar-se. Por isso estamos gratos às estrelas propícias que lhes iluminaram os passos pelos trilhos da vida»

«Alfredo Keil - A Pátria Acima de Tudo», texto de José Fanha e ilustração de Susana Carvalhinhos

«Muitas vezes as obras artísticas escapam da mão do seu autor no momento em que ele as entrega ao público e seguem caminhos próprios e, por vezes, inesperados. A Portuguesa apareceu logo a seguir ao Ultimatum num espectáculo do Teatro dos Condes e logo aí o público saiu para a rua a cantá-la e a marcha popularizou-se e espalhou-se como fogo na palha.
A popularidade deste hino tornou-se tal que a sua letra e até a sua partitura apareceram reproduzidas em rótulos de latas de bolachas e de sardinhas, em invólucros de
sabonetes, caixas de charutos e outras embalagens comerciais.»

Originalmente publicado aqui.


Integradas no Plano de Ação Coimbra aler+ 2019-2020 estão a decorrer dinâmicas de formação de novos leitores que envolve um trabalho articulado entre a Rede de Bibliotecas de Coimbra e a Imprensa Nacional Casa da Moeda, no âmbito da coleção «Grandes Vidas Portuguesas». Esta coleção, vocacionada para os mais jovens e que nasceu de uma parceria entre as editoras Pato Lógico e Imprensa Nacional, é dedicada às biografias de personalidades portuguesas que se destacaram em vários domínios da nossa história.



Sofia de Mello Breyner Andresen, Salgueiro Maia, José Saramago e Fernando Pessoa foram as primeiros nomes escolhidos para serem trabalhados, ao longo deste ano, nas diferentes escolas/bibliotecas da Rede de Coimbra, incluindo uma criação teatral encenada e interpretada pelo ator Diogo Carvalho. E que tem vindo a conhecer um grande sucesso junto do público.








Já conhece o catálogo de edições da Imprensa Nacional deste ano? São centenas e centenas de títulos disponíveis. Pudera a Imprensa Nacional cumpre em dezembro deste ano, dois séculos e meio de atividade de edição livreira!
Ao folhear o nosso catálogo vai comprovar que a editora pública mantém a orientação dos últimos anos, centrada na promoção da língua e cultura portuguesas e, ao mesmo tempo, tenta alargar o âmbito do seu catálogo para novas temáticas e abordagens diferenciadas.

A generalidade do plano está centrada nos autores portugueses:

Edição Crítica de Almeida Garrett;
Edição Crítica de Eça de Queirós;
Edição Crítica de Camilo Castelo Branco;
Edição Crítica de Fernando Pessoa;
Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa (BFLP);
Biblioteca de Autores Portugueses (BAP);
Biblioteca José-Augusto França;
Biblioteca Eduardo Prado Coelho;
Pessoana (série edições e série ensaios);
Obras Completas Manuel Teixeira-Gomes;
Obras Completas Jaime Cortesão;
Obras Completas José Régio;
Obras Completas Tomaz Figueiredo;
Obras Completas Adolfo Casais Monteiro;
Obras Completas Branquinho da Fonseca;
Obras de José Marinho;
Obras Completas de Bocage;
Olhares (ensaio sobre temas sociais e culturais portugueses ou importantes para a cultura portuguesa);
Plural (poesia em língua portuguesa);
Grandes Vidas Portuguesas (coleção infantojuvenil);
Coleção D (coleção dedicada ao design português);
Série PH (coleção dedicada à fotografia portuguesa);
Obras Completas de Vitorino Nemésio (nova edição);
Obras Completas de Mário Soares (nova).

A coleção «O Essencial Sobre» e a «Biblioteca de Autores Clássicos» mantêm as portas abertas à edição de obras fundamentais para a matriz cultural do Ocidente.

Também a coleção infantojuvenil «Grandes Vidas Portuguesas» continuará a merecer uma aposta significativa. Muitos dos livros editados até agora, catorze, precisamente, estão no Plano Nacional de Leitura, sendo a qualidade dos seus textos e a ilustração irrepreensíveis.

Em 2018 iniciámos também a publicação da nova edição da «Obra Completa de Vitorino Nemésio», com organização de Luiz Fagundes Duarte e em parceria com a editora açoriana Companhia das Ilhas.

Ainda este iniciaremos a publicação da «Obra Completa de Mário Soares». Destacado oposicionista à ditadura, construtor da democracia, Mário Soares é uma figura fundamental da História contemporânea de Portugal. Socialista, laico, europeísta convicto, pautou a sua ação, como cidadão e político, em defesa dos ideais humanistas, republicanos e democráticos. Entre muitos outros, ocupou os cargos de Secretário-Geral do Partido Socialista, de que foi fundador, Deputado, Eurodeputado, Primeiro-Ministro e Presidente da República. Ao longo da vida, Mário Soares publicou uma vasta e diversificada obra.

Folheie o nosso catálogo e surpreenda-se com as centenas de títulos, temas e autores que temos para lhe mostar! E que estão à disposição em qualquer uma das nossas lojas (em Lisboa, Porto e Coimbra).

O catálogo está disponível online neste endereço: https://www.incm.pt/portal/arquivo/livros/catalogo_edicoes_2018.pdf


Entre 1914 e 1918 houve uma guerra que matou quase 20 milhões de pessoas, imagina! Participaram nessa guerra países do mundo inteiro, incluindo Portugal. Por isso se chama de Primeira Guerra Mundial. O nosso país estava do lado dos ingleses, russos, americanos e franceses (Tríplice Entente) que lutavam contra os Império Alemão e Austro-Húngaro e o Reino de Itália (Tríplice Aliança). A partir de 1918 começou a haver várias esforços de acordo de paz mas aquele que pôs o ponto final à guerra ficou conhecido como Tratado de Versalhes, que foi assinado em 28 de junho de 1919. A equipa liderada pela Alemanha perdeu e sofreu duros castigos. O soldado Milhões foi um herói português desta guerra. A sua história está publicada na nossa coleção «Grandes Vidas Portuguesas». O que sabes tu deste nosso herói?





Anibal Milhais. Um Herói Chamado Milhões
José Jorge Letria e Nuno Saraiva
Grandes Vidas Portuguesas
Abril de 2014
in Deus me Livro, 04/08/2015

«Continua em muito bom ritmo a colecção Grandes Vidas Portuguesas, nascida de uma parceria celebrada entre a editora Pato Lógico e a Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Depois de Fernando Pessoa, Aníbal Milhais, Salgueiro Maia e Almada Negreiros, conta-se agora aos mais novos a história de mais quatro personalidades que, de alguma forma, se distinguiram na História de Portugal.»

Ver artigo completo aqui.


Não basta que as coisas que se dizem sejam grandes, se quem as diz não é grande. Por isso os ditos que alegamos se chamam autoridades, porque o autor é o que lhes dá o crédito e lhes concilia o respeito.
Padre António Vieira 
in Sermões do Rosário  Maria Rosa Mística

Homenagear os autores nacionais é o objetivo do Dia do Autor Português, que se assinala hoje. E é a missão permanente da Imprensa Nacional.
Fazemo-lo de muitas formas:
Acolhemos poetas portugueses na nossa «Coleção Plural».
Divulgamos os pensamentos críticos dos mais destacados portugueses na nossa «Coleção Olhares».
Preservamos e divulgamos os grandes clássicos da nossa literatura na coleção «Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa».
Povoamos uma já vasta Biblioteca só com autores portugueses que nos trazem poesia, ficção, crónicas, memórias, diários, epistolografia… na nossa coleção «Biblioteca de Autores Portugueses», a «BAP».
Restauramos minuciosamente as «oficinas de trabalho» dos autores maiores da literatura portuguesa, guiados pelo olhar crítico e atento dos nossos maiores especialistas que reconstroem estas verdadeiras «catedrais» nas coleções de «Edições Críticas» de Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett, Fernando Pessoa e Eça de Queirós.
Desmultiplicamos (ou multiplicamos ainda mais) Fernando Pessoa na nossa coleção «Pessoana».
Abrimos as portas aos designers portugueses na nossa «Coleção D».
Focamos as objetivas aos fotógrafos nacionais na «Série Ph».
Publicamos as Obras Completas de autores que fizeram história, como M. Teixeira Gomes, Jaime Cortesão, Vitorino Nemésio, Almada Negreiros, Thomaz Figueiredo, Branquinho da Fonseca, Adolfo Casais Monteiro, José Régio e Bocage, entre outros.
Entramos na biblioteca do Prof. José-Augusto França e damos a conhecer os livros preferidos deste mestre na coleção «Biblioteca José Augusto França»; também vasculhamos os escritos do professor, escritor, jornalista e ensaísta português Eduardo Prado Coelho e publicamo-los na «Biblioteca Eduardo Prado Coelho».
Acendemos as luzes do palco aos dramaturgos nacionais na nossa coleção «Teatro».
Damos a conhecer aos mais novos grandes autores icónicos das letras portuguesas (os portuguesíssimos José Saramago, Almada Negreiros, Fernando Pessoa, Marquesa de Alorna, Ana de Castro Osório) na nossa coleção «Grandes Vidas Portuguesas».
Publicamos o que é indispensável saber acerca de obras e autores fundamentais para a matriz cultural do Ocidente, onde se destacam claramente os autores e os temas portugueses na nossa coleção «O Essencial sobre».
Ouvimos a Voz dos nossos Poetas (numa iniciativa com os Artistas Unidos) na Biblioteca da Imprensa Nacional, onde também aplaudimos compositores e músicos nacionais nos finais de tarde (numa parceria com a AMEC — Metropolitana).
Tornamos acessíveis, ao grande público em geral e aos estudiosos em particular, um conjunto vasto de partituras de Árias de Ópera e de Opereta de compositores portugueses de relevo como José Vianna da Mota e João Domingos Bom Tempo, na coleção «Partituras do Património Lírico Português».
Zelamos e cuidamos criteriosamente de um acerco de mais de 20 mil obras de nomes relevantes da identidade nacional, entre elas os incunábulos e as primeiras edições da Imprensa Régia. Todas guardadas na Biblioteca da Imprensa Nacional.
Mantemos um clube de leitores aberto, gratuito, com sessões mensais, onde se debatem obras e autores portugueses clássicos, sob orientação de um autor contemporâneo: Gonçalo M. Tavares.
Premiamos poetas, ensaístas e tradutores portugueses com a criação do Prémio Vasco Graça-Moura.
Fazemos isto e muito, muito mais!
Neste dia do Autor português, a Imprensa Nacional deixa um grande agradecimento a todos os seus autores — de hoje e de sempre — sem os quais não seriamos o que somos: uma editora de referência, no mercado há 250 anos!


Curiosidade:
O Dia do Autor Português é assinalado a 22 de maio desde 1982. Esta data foi instituída pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), numa iniciativa do maestro Nóbrega e Sousa. Este dia coincide com o aniversário da SPA, parceira corporativa da INCM, que tem por missão gerir os direitos de autor bem como representar todos autores portugueses (também os seus sucessores e cessionários) das áreas literárias e artísticas que nela estejam inscritos.
Atualmente a SPA conta com cerca de 25 mil inscritos.



Aristides de Sousa Mendes foi um homem de coragem. Morreu no dia de hoje há 65 anos. Porque importa sempre recordar o cônsul português que salvou milhares de vidas do holocausto, leia aqui uma passagem de Aristides de Sousa Mendes, Um Homem de Coragem, publicado na coleção «Grandes Vidas Portuguesas», uma edição da Imprensa Nacional e da Pato Lógico Edições. O texto é de José Jorge Letria e as ilustrações de Alex Glozblau.



Aristides de Sousa Mendes sabia que, dando um horizonte de esperança a milhares de pessoas em fuga, vindas de vários países da Europa ocupada, fazia pairar sobre si e sobre a sua família nuvens de incerteza e de temor. Para ele não haveria perdão do regime de Salazar. Disso tinha a amarga certeza. Era esse o castigo para quem desobedecia ao ditador.

Numa carta aos filhos escreveu: «Não sei o que é que o futuro reserva para a vossa mãe, para vocês e para mim mesmo. Materialmente, a vida não será tão boa para nós como tem sido até agora. Contudo, sejamos corajosos e tenhamos em mente que, ao dar a esses refugiados a possibilidade de viverem, temos uma possibilidade mais de entrar no Reino dos Céus, porque ao fazê-lo não faremos mais do que praticar os Mandamentos de Deus.»

Era em nome do Deus da sua crença, o dos católicos, que se recusava a aceitar que a crença de outras pessoas num outro Deus lhes pudesse valer a perseguição e morte. Para ele, isso não podia fazer sentido. Era a sua consciência quem lho dizia.

— Pai, o que é que nos vai acontecer? — perguntava um menino ainda com roupas de inverno, vindo de muito longe, ao homem de barbas e chapéu cinzento na cabeça que lhe apertava a mão com força, tentando transmitir-lhe uma sensação de segurança.

— Vamos ver, meu filho, vamos ver. Tudo de¬pende daquele senhor português que mora naquela casa grande. Vamos ter esperança, porque ele há de ter pena de nós.
Poucas horas mais tarde, o cônsul Aristides de Sousa Mendes dava esta ordem aos agentes da polícia que estavam ao serviço no Consulado:
— Fazem o favor de deixar entrar todos os refugiados que estão à espera para pedir vistos.

Eles cumpriram a ordem, apesar de um funcionário do Consulado ter feito questão de lembrar a Aristides de Sousa Mendes:
— Estamos a desrespeitar ordens de Lisboa, e isso é muito grave, Sr. Cônsul, mesmo muito grave. Sabemos que este ato vai ter consequências.
O cônsul não recuou. Estava determinado a ir até ao fim, acontecesse o que acontecesse.

Nessas horas terríveis, que são sempre aquelas em que se descobre a matéria moral de que são feitos os verdadeiros heróis e os seres humanos em geral, o cônsul escreveu, para que mais tarde outros pudessem compreender o seu gesto e a coragem do seu ato: «Tudo está agora nas minhas mãos, para salvar os muitos milhares de pessoas que vieram de todos os lados da Europa na esperança de encontrar refúgio em Portugal. Todos eles são seres humanos, e o seu estatuto na vida, religião ou cor são totalmente irrelevantes para mim. Além disso, as cláusulas da Constituição do meu país relativas a casos como o presente dizem que, em nenhuma circunstância, a religião ou as convicções políticas de um estrangeiro o impedirão de procurar refúgio no território português. Eu sou cristão e, como tal, acredito que não devo deixar esses refugiados sucumbir. Uma grande parte deles são judeus, muitos dos quais são homens e mulheres com situações proeminentes que, devido à sua posição social, como dirigentes e outros, sentiram nos seus corações dever de falar e agir contra as forças da opressão. Fizeram aquilo que nos seus corações era o que devia ser feito. Agora querem ir para onde possam continuar a luta por aquilo que consideram justo.»

Aristides de Sousa Mendes contava com o apoio da mulher e dos seus colaboradores mais chegados, mas também com a compreensão dos filhos, que iriam ser, ao longo da vida, vítimas injustas do seu ato de coragem.

Abertas as portas do Consulado, reacendeu-se a esperança em milhares de pessoas. As filas eram intermináveis, mas iria esperar-se o tempo que fosse preciso, pois eram vidas e sonhos que estavam em causa. Vencida aquela etapa, estariam em Espanha e depois em Portugal, a caminho de uma nova vida, de um recomeço, de uma renovada energia. Para trás ficavam as dores e as fadigas de intermináveis caminhadas até conseguirem chegar a França. Um dia, esperavam eles, haviam de esquecer esses tempos sofridos, tão amargos, tão incertos.

— Mãe, tenho sede, muita sede — queixava-se uma menina polaca, incomodada com o calor intenso que se fazia sentir naqueles dias que antecipavam um verão tórrido.
— É preciso ter paciência, minha querida, que já não há de faltar muito — respondeu a mãe, alentada pela abertura das portas do Consulado, atitude que fez renascer a sua tão minguada esperança.

Estava-se a 18 de junho, e apenas quatro dias mais tarde, apesar dos apelos do general De Gaulle e resistência firme dos seus compatriotas, França rendia-se às tropas alemãs. Era a vergonha nacional e o fim da esperança na Europa. Se França tinha caído, tudo agora podia acontecer.
D. Angelina, a mulher do cônsul, auxiliada pelos filhos e pelos empregados do Consulado, cozinhava alimentos em grande quantidade, remendava roupas e renovava abastecimento de água, desejando minorar o sofrimento de quem já viera de tão longe em fuga do terror e da ameaça de morte. Não havia mãos a medir. Falava-se mui¬to pouco e agia-se com rapidez e determinação. Tratava-se de salvar vidas. Portanto, era preciso atuar muito depressa, sem hesitações nem dúvidas, seguindo o exemplo de Aristides de Sousa Mendes. Tinham refugiados dentro do Consulado e queriam que eles fossem tratados com dignidade e respeito, nada importando as suas crenças religiosas e a sua raça.








Houve um tempo em que nenhuma mulher da tua família podia votar. Apenas por ser mulher. Mãe, avó, tia, irmã, sobrinha, prima, não importava. Mesmo que fossem muito inteligentes, mesmo que tivessem lido 100 ou 200 livros (o que seria imenso!), mesmo que soubessem dizer a tabuada de trás para a frente ou o nome de todos os rios e afluentes da Ásia (o que seria incrível!), tinham contra si uma série de leis que as julgavam como inferiores aos homens.
Estávamos nos primeiros anos do século XX, época de grandes mudanças sociais e científicas por todo o mundo. Em quase todos países o voto estava-lhes proibido — com algumas exceções como a Nova Zelândia, nos antípodas de Portugal, onde as mulheres já votavam desde 1893.
Escritora, editora, jornalista, ensaísta, pedagoga, feminista, maçónica e republicana, tudo isso e mais foi Ana de Castro Osório.
Quando se deram as eleições de 28 de maio de 1911, Carolina Beatriz Ângelo [médica cirurgiã, e a primeira mulher a votar em Portugal] e Ana de Castro Osório já eram amigas e lutadoras pelas mesmas causas políticas e sociais. Membros da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e da Associação de Propaganda Feminista, entre outras organizações, queriam ver o progresso e a modernidade chegarem de vez ao País.
Ambas provinham de famílias avançadas para a época. Ambas casaram com homens inteligentes e dignos que as apoiaram nessa causa da História universal, sobretudo desde meados do século XIX, com a ação das sufragistas. Foi esse o nome dado às mulheres que, em Inglaterra e nos Estados Unidos da América, começaram a reivindicar plenamente os seus direitos, começando pelo sufrágio ou voto. Foram presas, internadas como loucas e até assassinadas, mas o movimento não parou mais e deu origem ao que depois se designou por «feminismo».
Conhecendo estas novas ideias que chegavam da Europa, Ana de Castro Osório escreveu, em 1905, Às Mulheres Portuguesas. É considerada a primeira obra declarada a favor da emancipação da mulher — sem por isso excluir os homens.
Ana de Castro Osório nasceu em Mangualde, cidade do distrito de Viseu, no dia 18 de junho de 1872. Morreu em Lisboa, a 23 de março de 1935, aos 62 anos.
Os pais tiveram grande influência na sua maneira de ver e pensar o mundo. João Baptista de Castro era um homem das leis e dos livros. A mãe, Mariana Osório de Castro Cabral Albuquerque, provinha de uma família culta e aristocrática; e também ela ajudou a filha nas suas múltiplas atividades enquanto escritora, feminista, republicana e tudo o que lhe despertava curiosidade e interesse.
(...)
Era ainda muito nova quando deixou Mangualde e foi viver com a família para Setúbal, onde o pai fora colocado como juiz. Aos 26 anos, casou-se com o poeta, jornalista e político republicano Paulino de Oliveira, também de Setúbal. Tiveram dois filhos: João de Castro Osório e José Osório de Oliveira. Quando o marido foi nomeado para o lugar de cônsul português em São Paulo, em 1911, Ana de Castro Osório mudou-se para o Brasil e ali ficou até à morte deste, em 1914. Foi um casamento tranquilo e repleto de afinidades, com uma história muito especial pelo meio... que no final contaremos.
Foi em Setúbal que Ana de Castro Osório se dedicou a uma parte fundamental da sua vida e obra: a escrita e promoção da literatura infantil. Pegando no trabalho feito à volta dos contos tradicionais, que já vinha de antes do casamento, iniciou a coleção «Para as Crianças», em 1897. (...)
Não só os escrevia como os editava por sua conta e distribuía por livrarias do País — e, mais tarde, também no Brasil, que então representava um grande mercado. Além disso, respondia às cartas dos leitores, que podiam receber o seu exemplar pelo correio. Ao fim de alguns números, chegava a respetiva encadernação. Um trabalho muito profissional e completo, a que hoje chamaríamos marketing.
Ao mesmo tempo, mantinha a sua atividade política, seguindo os ideais republicanos de transformar o País através da instrução escolar e cívica. Abrir bibliotecas públicas, aumentar o número de escolas, valorizar o trabalho dos professores, alargar a escolaridade obrigatória, tornar a leitura de livros e jornais mais acessível...
(...)
Ao longo dos quase quarenta anos em que escreveu sem interrupção, sobretudo para a imprensa periódica, Ana de Castro Osório abordou muitos temas, desde a igualdade no divórcio até ao serviço militar obrigatório para mulheres, passando pelo direito das mães amamentarem os filhos (à época, esse papel pertencia às chamadas «amas-de-leite»).
Ana de Castro Osório não foi apenas uma das primeiras pessoas a encarar a escrita para crianças com o mesmo empenho que reservava aos assuntos ditos «sérios», como a política. Da sua geração, apenas a escritora Virgínia de Castro e Almeida, autora de Céu Aberto e As Aventuras de Dona Redonda, a conseguiu acompanhar. No entanto, se há quem chame a Ana de Castro Osório a mãe da literatura infantil em Portugal é também porque ela foi, como se costuma dizer, uma «mulher dos sete instrumentos». Repara:
• Escreveu contos originais, sem dúvida o seu género preferido, além de teatro para crianças e novela de aventuras;
• Recolheu e adaptou ainda mais contos tradicionais e contos de fadas que ouviu às «mulheres do povo», em Mangualde e Setúbal;
• Assinou versões traduzidas de autores estrangeiros, caso dos irmãos Grimm e Hans Christian Andersen;
• Foi autora de vários livros de leitura escolares também lidos nas escolas públicas do Brasil;
• Fundou a Livraria Editora «Para as Crianças», em Setúbal, a fim de publicar os seus próprios livros e fazê-los chegar a Portugal e ao estrangeiro;
• Valorizou a ilustração, colaborando com artistas como Leal da Câmara, Raquel Roque Gameiro, Alfredo de Morais, Hebe Gonçalves e Mily Possoz, entre outros;
• Mostrou ter um entendimento do livro infantil muito avançado para a sua época, quando a leitura era considerada útil para instruir e dar lições de moral, mas não para distrair nem divertir. Já em 1908, no prefácio de um dos seus livros, escrevia:
«Criar uma literatura infantil é criar o amor pela leitura, é despertar na criança a curiosidade — tão embotada nas crianças portuguesas — pelas coisas intelectuais e dar-lhe da vida uma nobre e alta noção. [...]
A literatura para os grandes apossa-se de todos os assuntos e de todos pode fazer obras de valor, conforme o talento dos autores. O mesmo acontece, e deve acontecer, com a literatura infantil, que tem de ser vasta e variada...»

in Ana de Castro Osório,
a mulher que votou na literatura

Texto: Carla Maia de Almeida
Ilustrações: Suza Monteiro
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Imprensa Nacional-Casa da Moeda / Pato Lógico Edições
48 pp.




Texto: Tânia Pinto Ribeiro
Fotografias: Rita Assis


Duarte Azinheira, Diretor da Unidade de Publicações da Imprensa Nacional Casa da Moeda [INCM] apresentou ontem o plano editorial para 2017 da editora do Estado. A apresentação pública decorreu, como já vem sendo hábito, nas instalações da sua centenária Biblioteca, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa.

No plano de serviço público, são cerca de 70 as propostas editoriais da INCM para 2017, distribuídas por diversos temas e coleções, que vão da poesia às edições críticas, passando pelas obras completas, pelo design, pela história, pelo direito, pela filosofia, pelo infantojuvenil, entre outras. A editora pública vai, assim, ao encontro da sua missão: editar obras essenciais da cultura nacional e universal e preservar, promover e ampliar o património bibliográfico da língua portuguesa.

Uma das grandes apostas da editora pública para este ano é a novíssima coleção Biblioteca José-Augusto França, dedicada a um dos mais notáveis intelectuais portugueses contemporâneos, e que acolherá este ano os dois primeiros volumes de um total de 16 que compõem a seleção de obras feita pelo autor, de entre toda a ficção e ensaio que publicou. Do primeiro volume constará o romance Natureza Morta e os textos «Três Pequenos Contos de África», «D. Júlia» e «O Retornado». O segundo volume será dedicado a Charles Chaplin, o Self-Made Myth, contemplando também Charles «Charlot» Chaplin e O Último Gag de Charles Chaplin.

Também a reedição de A Paleta e o Mundo, de Mário Dionísio, esgotada há largos anos, figura como um dos mais desafiantes projetos editoriais da INCM para 2017. A terceira edição desta obra será, à semelhança da primeira, uma edição ilustrada.




A Obra Completa de Bocage, Eça de Queiroz — Uma Biografia e a Poesia Completa de Sá de Miranda são também grandes apostas da editora do Estado para este ano. Novidade será ainda o vol. II do Diário de João Bigotte Chorão.



Por falar em ciclos integrais, a cultura portuguesa continua em destaque na edição, que se prevê marcante, do Teatro Completo de Natália Correia, incluída na coleção Biblioteca de Autores Portugueses, que acolherá, entre outros, A Trilogia do Olhar, teatro de José Gardeazabal — vencedor da 1.ª edição do Prémio INCM/Vasco Graça Moura na categoria de Poesia.

Uma Aproximação à Estranheza, de Frederico Pedreira, e Debaixo da Nossa Pele. Escravos Libertos e Outros Imigrantes, de Joaquim Gonçalves do Rosário Ramos — respetivamente vencedor e menção honrosa da 2.ª edição do Prémio INCM/VGM (categoria Ensaio) serão publicados este ano na coleção Olhares. Esta coleção receberá ainda um outro laureado de peso: o poeta, ensaísta e historiador brasileiro Alberto da Costa e Silva, Prémio Camões 2014, com A Enxada e a Lança.




Dos palcos chegarão ainda mais seis originais para acrescer à coleção Biografias do Teatro Português, editada em parceria com os Teatros Nacionais D. Maria II e São João, e que se estreia com um livro dedicado à Companhia Rey Colaço–Robles Monteiro (já publicado), e outro dedicado a Alfredo Cortez (a publicar em breve).



Os autores clássicos estabelecem a base de todo o plano para 2017: além dos nomes já referidos, as coleções de Edições Críticas vão continuar a acolher obras seminais de: Almeida Garrett, com Um Auto de Gil Vicente; Camilo Castelo Branco, com As Novelas do Minho e Coração, Cabeça e Estômago; Fernando Pessoa, com Mensagem e Poemas Publicados em Vida; e Eça de Queirós, com a publicação de Os Maias. Já a coleção Pessoana acolherá os Poemas de Alberto Caeiro.




As Pupilas do Senhor Reitor de Júlio Dinis, O Crime do Padre Amaro de Eça de Queirós e Vinte Horas de Liteira vêm juntar-se à Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa. Esta é uma coleção que olha para a literatura portuguesa como um corpus muito alargado e que pretende juntar obras fundamentais para estabelecer o cânone da literatura portuguesa.






Já a coleção Plural, agora focada exclusivamente na poesia, continuará a receber os poetas de língua portuguesa. Entre eles, atenção particular para José Henriques dos Santos Barros, Alice Sant’Anna e Mário Avelar.







É de salientar também a publicação de uma grande antologia da obra de José Augusto Mourão, assim como Cinzento e Dourado. Raul Brandão em Foco, nos 150 Anos do Seu Nascimento e Almada Negreiros — Um Percurso Possível, de Vasco Medeiros Rosa. Entre outros títulos, destaque ainda para Os Primeiros-Ministros de Portugal (1820-2015), o Diário da Visita de Bernardino Machado à Frente da Batalha na I Guerra Mundial e Os Antunes Mestres Portugueses de Fazer Cravos, Pianofortes e Pianos (Séculos XVIII e XIX) de Ana Paula Tudela.



O livro infantojuvenil é contemplado na coleção Grandes Vidas Portuguesas, a que se prevê que se venham juntar as biografias da Marquesa de Alorna, da Ferreirinha, de Rosa Mota e de António Lobo Antunes. Na coleção Cidadania, o Diário da República explicará aos mais novos o que é e qual a importância do jornal oficial do Estado.







A coleção D, dedicada ao design português, continuará, em 2017, a centrar-se nas monografias sobre os principais designers nacionais. Foco especial para Eduardo Aires. Na mesma linha das artes visuais, lugar também para a fotografia que terá agora realce no catálogo deste ano da INCM, com a criação da coleção PH.




E numa linha iniciada há já alguns anos, a palavra-chave da INCM continua a ser «parceria», seja com operadores públicos seja com entidades privadas no domínio da cultura. Sob a alçada de um protocolo existente com a Direção-Geral do Património Cultural está assegurada a edição dos catálogos de exposições e outras obras dos principais museus, palácios e teatros nacionais.


Obras e autores consagrados, temas e coleções tradicionais mas também novos autores e novas coleções conferem à linha editorial da INCM para 2017 o timbre que a mantém em consonância com a contemporaneidade.



Após a apresentação do Plano Editorial para 2017, ouviram-se nas instalações da histórica gráfica, os acordes do Concerto para Violino e Orquestra n.º 5 de Mozart, sob direção musical de Ana Pereira, que esteve também ao violino. Imediatamente depois foi tocada a Sinfonia n.º 7, Op. 92, de Beethoven, também pela Orquestra Metropolitana, sob a batuta do maestro Pedro Amaral. Um concerto belíssimo que mereceu grandes ovações e aplausos de pé. 

Recorde-se que a Imprensa Nacional é herdeira de uma ampla experiência editorial e de um vastíssimo catálogo e que em 2018 cumprirá dois séculos e meio de atividade de edição livreira. Este que foi um percurso iniciado em 1768 com o estabelecimento da Imprensa Régia, que em 1833 passou a designar-se Imprensa Nacional.


TPR




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(Clique na imagem)

Acolhemos poetas na

« Plural»

Divulgamos os pensamentos críticos dos investigadores mais destacados na

«Olhares»

Preservamos e divulgamos os grandes clássicos da nossa literatura na

«Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa»


Publicamos o que é indispensável saber acerca de obras e autores fundamentais em

«O Essencial sobre»


Desmultiplicamos (ou multiplicamos ainda mais) Fernando Pessoa na nossa

«Pessoana»

Restauramos as «oficinas de trabalho» de Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett, Fernando Pessoa e Eça de Queirós nas

«Edições Críticas»

Abrimos as portas aos designers portugueses na nossa

«Coleção D»

Focamos as objetivas aos fotógrafos nacionais na

«Série Ph»

Damos a conhecer aos mais novos a vida e a obra de grandes portugueses e portuguesas em

«Grandes Vidas Portuguesas».


E muito muito mais!



Salgueiro Maia – o Homem do Tanque da Liberdade  além de uma biografia de um herói nacional é também uma lição sobre um dos acontecimentos mais marcantes da história portuguesa contemporânea – a Revolução dos Cravos. O nome de Salgueiro Maia fica para sempre ligado à operacionalização de uma revolução onde o cravo ocupou o tiro, perpetuando na memória coletiva mundial, um acontecimento sem par. Por ser uma grande vida portuguesa, a Imprensa Nacional e a Pato Lógico dedicaram-lhe um título da coleção que fazem em parceria: «Grandes Vidas Portuguesas». O texto é de José Jorge Letria e as ilustrações de António Jorge Gonçalves.

Transcrevemos aqui as primeiras páginas deste pequeno grande livro que conta a história de um enorme senhor: Salgueiro Maia.


Era uma vez um capitão que aprendeu a fazer a guerra, mas que preferia a paz para
poder ler, viver e ser feliz. Da guerra sabia tudo ou quase tudo. Noutros tempos teria sido cavaleiro, porque a sua arma era Cavalaria, mas, como os tempos mudam, o seu cavalo passou a ser um tanque de guerra, daqueles grandes e possantes que cospem fogo e
derrubam casas, quartéis e muralhas, quando é preciso, quando a paz é vencida.

Foi no dia 1 de julho de 1944 que viu a luz, na vila alentejana de Castelo de Vide, filho de um trabalhador ferroviário. Cresceu a ouvir falar da vida difícil de quem trabalhava nos comboios que percorriam Portugal de norte a sul. Talvez por ter crescido a ver chegar e partir comboios, grandes cavalos de ferro como os tanques que mais tarde viria a comandar, acostumou-se a ser rigoroso e pontual.

E nem precisava de ouvir o apito para saber que tinha de estar sempre a horas onde o dever o chamava. Assim foi, também, na madrugada de 25 de Abril de 1974. Se ele se tivesse atrasado com os seus blindados e os seus homens, talvez a História se tivesse também atrasado, para mal de todos nós.

Era uma vez um capitão que nunca deixou de ter uma névoa de tristeza a toldar-lhe os olhos claros. Quis o destino que fosse um menino triste, porque teve muito cedo um encontro marcado com o sofrimento e com a morte.

Havia nos seus olhos claros e tristes uma claridade que não engana. Essa claridade sempre foi um sinal de esperança, do mesmo modo que, no seu jeito muito especial de estar e de ser, a dureza era irmã gémea da ternura.

Um dia, quando ia fazer quatro anos, veio a Lisboa com os pais para visitar o Jardim
Zoológico, sonho de todos os meninos da sua idade, e um autocarro atropelou-lhe os pais.
O pai salvou-se, mas a mãe partiu para nunca mais voltar.

Como as lágrimas que não chegam a ser choradas se tornam pétalas negras na árvore
da memória, o menino que depois seria capitão nunca se livrou do escuro véu da morte da mãe quando mais precisava dela e da sua ternura. Desse dia em diante, nunca mais quis ver Lisboa, não por ser uma cidade feia ou violenta, mas por ter sido o sítio da morte da mãe, num domingo que devia ter sido calmo e feliz. Muitas vezes voltará à cidade grande, mas sempre com um nó no coração e outro na garganta, daqueles que sufocam a voz e deixam nela o travo amargo das lágrimas.

Quando olha para a cidade, vêm-lhe sempre à memória as horas amargas que nela passou
quando o destino teimou em roubar-lhe a alegria de uma infância feliz. Gostava de olhar a cidade de outra maneira, de ver o casario branco e o ágil voo das gaivotas de um modo diferente, mas há sempre uma mancha de tristeza que o impede.

Por vezes olha para as crianças da sua idade e pergunta baixinho: «Porque terei sido eu o escolhido para conhecer a infelicidade tão de perto?» Esse sentimento de injustiça deixa-o revoltado. Está ferido na alma e não consegue esconder a profundidade dessa mágoa que as palavras não chegam para dizer.

O pai volta a casar, e o menino ganha uma nova mãe, a quem sempre chamará apenas
«madrinha». A sua tristeza, essa, filha da chaga que nunca sarou na memória, fica para sempre presente nos seus olhos e nos seus dias. Não gosta de jogar à bola, mas gosta de ler e de falar das coisas da guerra, por ser duro e rijo como as armas com as
quais, já militar, terá de lidar.

Quem se lembra dele nesse tempo, na sua escola e fora dela, descreve-o como um rapaz tímido, generoso e direto, daqueles que não gostam de contornar a verdade e de se refugiar atrás de meias palavras. Uma pessoa de antes quebrar que torcer. Numa idade em que ainda ninguém sabe o que quer ser, já ele dá como certo que, um dia, há de
ser militar. Corta o cabelo à escovinha, gosta de se sentir forte e de usar a voz possante que tem para deixar claro o que pensa e o que sente. Foi talhado para mandar, para comandar, sendo essa uma qualidade primeira em quem segue a carreira das armas. Ele não esconde que esse será o seu rumo e o seu destino.

Do peito nunca mais tirará a medalha de ouro que tem incrustado o retrato da mãe. É o símbolo de uma memória que nunca se apagará, porque guarda todos os afetos que fazem a beleza e a grandeza da infância. Aquela medalha ajuda a preencher um vazio que passa a fazer parte da maneira de ser de um homem. De um homem que nunca deixa de ser menino, quando lhe dá para brincar com os outros, sem contudo perder o porte de quem se tornou adulto e homem de ideias firmes e claras.

Um dia, em julho de 1971, embarca para a Guiné com mais 150 homens. É oficial e vai fazer a guerra, uma guerra que acabará por descobrir que é injusta e que, por ser injusta, não deve durar muito mais tempo, pois há um país inteiro que sofre por ver morrer os seus filhos longe de casa e longe daqueles que mais os amam. Há de chegar a noite em que será, finalmente, tempo de impor a paz. Ele não sabe, não pode saber, quanto tempo irá durar essa espera, mas está disposto a esperar, porque é obstinado e firme, porque gosta de partir das dúvidas para as certezas, porque gosta de percorrer os caminhos mais difíceis, porque acredita que um dia ainda poderá ser feliz. (…)




Salgueiro Maia, uma das personagens de referência de Abril de 74, foi ontem condecorado postumamente, por ocasião do seu aniversário, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa referiu-o como «um símbolo daquilo que é o português, cá dentro e lá fora, na sua humildade, na sua simplicidade, na sua abnegação, na sua dedicação à pátria».

Salgueiro Maia, o Homem do Tanque da Liberdade (inserido no PNL 2015) é história deste capitão de
Abril contada aos mais jovens por José Jorge Letria numa bela prosa magnificamente ilustrada por António Jorge Gonçalves:

«Durante a viagem, lenta e tensa, rumo a Lisboa o silêncio é de chumbo entre os militares. Ninguém sabe o que os espera, que resistência poderão encontrar, que força poderão ser forçados a usar.
(...)

Corra mal ou bem a operação militar de que é um dos principais responsáveis, ele sabe que naquela noite está a fazer-se História. (...)

No fundo, o que ele deseja é que a guerra chegue ao fim, porque é injusta e sem sentido e porque é tempo de os rapazes da sua idade, sobretudo os que não quiseram ser militares como ele, poderem voltar à universidade para tirarem os seus cursos e terem vidas libertas de ansiedade e de sofrimento.

(...)


Ele sabe que há namoradas que há anos não veem aqueles que amam. Ele sabe que há milhares de jovens africanos da sua idade, e mais jovens ainda, que lutam na mata por uma independência que tarda a chegar. (…) Foi treinado para obedecer e para ser obedecido, para ser leal e disciplinado, mas agora o seu compromisso é com a mudança, é com a liberdade.


(…) Os seus homens estão dispostos a tudo, porque acreditam em quem os comanda (...).


O capitão era agora o homem de quem se falava, era o herói que as pessoas aplaudiam e felicitavam nas ruas. Mas ele, modesto e exigente como era, não gostava que o aplaudissem, que o vitoriassem. Achava que se tinha limitado a cumprir o seu dever em nome daquilo que entendia ser justo e não queria receber nenhuma recompensa especial. (…)


(…) havia um país novo para levantar das ruínas da tristeza. Estava cumprida a sua missão.»

Salgueiro Maia, o Homem do Tanque da Liberdade
Texto: José Jorge Letria
Ilustrações: António Jorge Gonçalves
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2014


Mais uma oportunidade para conhecer o «Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande».



... E a Imprensa Nacional continua por lá. O Folio, Festival Literário Internacional de Óbidos, recebe já esta tarde, dia 16 de outubro, pelas 18h00, o designer Jorge Silva que apresentará a «Coleção D», a já clássica coleção da Imprensa Nacional dedicada ao design português e aos seus autores mais relevantes.

Amanhã , 17 de outubro, pelas 15h00, o académico Ivo Castro, coordenador da «Edição Crítica de Fernando Pessoa» dará uma masterclass sobre o poeta que foi muitos poetas: Fernando Pessoa.

Ainda amanhã, é apresentado no Folio o mais recentes título da coleção infantojuvenil «Grandes Vidas Portuguesas»: Sophia de Mello Breyner Andresen. Quem Era Sophia?, ilustrado por Sara Feio. A apresentação contará com a presença das autoras autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. A apresentação terá lugar no Fólio + pelas 17h00.

E a tarde de quinta-feira terminará com chave de ouro. Pelas 18h00, na Tenda dos Editores e Livreiros, Cláudio Garrudo fotógrafo e produtor cultural apresenta a já icónica coleção da Imprensa Nacional dedicada aos grandes fotógrafos nacionais: a «Série Ph».

No sábado, dia 19 de outubro, pelas 11h30, será a vez de Jorge Fazenda Lourenço, autor de O Essencial sobre Jorge de Sena, dar uma masterclass sobre, precisamente, Jorge de Sena. Esta aula terá lugar no Museu Municipal de Óbidos.


Não falte!



Filipe Abranches, que ilustrou Alexandre Serpa Pinto - O Sonhador da África Perdida, com texto de Luís Almeida Martins, acaba de ser selecionado para integrar a Exposição de Ilustraodres da BCBF - Bologna Children’s Book Fair (Feira do Livro Infantil de Bologna), em 2018.




A BCBF é atualmente o grande acontecimento anual no calendário europeu (senão mesmo mundial!) de eventos em torno da literatura infantil e juvenil. A sua 55.ª edição decorrerá de 26-29 de março.

A Exposição de Ilustradosres, lançada em 1967, poucos anos após a primeira edição da BCBF, é uma das grandes atrações da Feira e uma montra das tendências mais recentes da ilustração de fição e não-ficção.

Dos estilos mais «pop» aos mais alternativos, a Exposição mostra a seleção daqueles que o juri considera os melhores ilustradores entre um universo de mais de 3000 candidatos oriundos de mais de 25 países. Uma oportunidade única para descobrir novos talentos!

Muitos parabéns, Fillipe Abranches!


   
Alexandre Serpa Pinto - O Sonhador da África Perdida
Luís Almeida Martins (texto)
Filipe Abranches (ilustrações)
Coleção Grandes Vidas Portuguesas
Uma edição conjunta da Imprensa Nacional e da Pato Lógico
80 pp.
ISBN 978-972-27-2513-2





«Para se falar de um escritor como José Saramago, tem de se somar à realidade o imaginário». Quem o diz é Inês Fonseca Santos em «José Saramago: Homem-Rio», mais um volume da colecção Grandes Vidas Portuguesas, editada em parceria pela Pato Lógico e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, que tem como objectivo levar o seguinte lema aos mais jovens: «Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas de quem o fez grande».

As ilustrações de João Maio Pinto são um cruzamento feliz entre a pop art e o território da ficção científica, fazendo deste um dos mais interessantes livros da colecção em termos visuais.



Ler a peça completa aqui.






A jornalista Cláudia Lobo sobre o novo volume da coleção Grandes Vidas Portuguesas, uma coleção destinada ao público infantojuvenil, que vem reforçando anualmente a sua presença com excelentes textos e inspiradas ilustrações sobre a história de «Portugal de ontem, de hoje e de sempre, através das vidas que quem o fez grande».

O livro transporta-nos para a África do século XIX e conta-nos de forma apaixonada (e de um modo que os miúdos tudo percebem) não só as aventuras de Serpa Pinto mas também as de outros exploradores, nomeadamente Livingstone. Um prazer.
Cláudia Lobo
in VISÃO / Se7e
de 9 jan 2017