No contexto da pandemia COVID-19 e dos novos desafios que se colocam ao país e ao mundo por estes dias, a Imprensa Nacional tomou a iniciativa de disponibilizar os seus conteúdos digitais, assumindo, desde o primeiro instante, que esta medida pretende fazer face ao isolamento e, ao mesmo tempo, incentivar a leitura. É também uma iniciativa que dá continuidade à sua primordial e já longa missão de serviço público: preservar e divulgar a memória e o património comuns. Recorde-se que a Imprensa Nacional comemorou os seus 250 anos em 2018.
Ao longo da semana passada, a Imprensa Nacional disponibilizou dezenas de títulos da coleção «O Essencial sobre…», no seu sítio da internet (www.incm.pt) e no seu blogue editorial (prelo.incm.pt), de forma totalmente gratuita e partilhável.

Decidiu agora estender a iniciativa a outras coleções, nomeadamente à coleção Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa (BFLP), editada pela editora pública desde 2014.

A BFLP obedece a um propósito claro: acolher, de forma criteriosa, um conjunto alargado de textos nucleares da Literatura Portuguesa, enquadrados do ponto de vista editorial por elementos de apoio à leitura.

Neste sentido, a Imprensa Nacional põe à disposição, a alunos e a professores, de forma gratuita, um material que considera ser precioso por ser constituído por um elenco de obras e autores com significado patrimonial. De notar que a maioria dos títulos e autores da BFLP estão previstos nos currículos académicos do ensino regular.

Vinte Horas de Liteira, de Camilo Castelo Branco, Camões, de Almeida Garrett, As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis, História de Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro, Obras Poéticas, da Marquesa da Alorna, Cânticos do Realismo. O Livro de Cesário Verde, de Cesário Verde, A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós e Clepsidra, de Camilo Pessanha, são os títulos que vão ficar online gratuitamente.

Todas as próximas 4.ª feiras iremos oferecer um título. Hoje já está disponível:

Clepsidra, de Camilo Pessanha.


A «Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa» conta com coordenação de Carlos Reis e com textos introdutórios de grandes especialistas nas obras publicadas, aos quais a Imprensa Nacional agradece a forma célere e pronta com que autorizaram a divulgação dos seus textos.

A Biblioteca Fundamental da Literatura Portuguesa vai agora ficar disponível gratuitamente no site www.incm.pt e em prelo.incm.pt








Tendo por base os livros da icónica coleção «O Essencial sobre...» este programa, da responsabilidade da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, em parceria com a rádio pública, Antena 2, pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).





A Sala Luís de Camões da exposição portuguesa no Rio de Janeiro, onde foram expostos os trabalhos da Imprensa Nacional. O Occidente: Revista Ilustrada de Portugal e do Estrangeiro, n.º 44, de 15 de outubro de 1879, p. 56, Hemeroteca Municipal de Lisboa. Imagem publicada na Agenda INCM 2018.



«O fim deste estabelecimento é o de animar as letras e levantar uma impressão útil ao público pelas suas produções, digna da capital destes reinos», pode ler-se no alvará de 24 de dezembro de 1768, redigido pelo Marquês de Pombal e assinado pelo rei D. José há 250 anos! O «estabelecimento» em causa era a Impressão Régia ou a Régia Oficina Tipográfica, que 65 anos mais tarde, em 1833, passou a chamar-se Imprensa Nacional.

A Imprensa Nacional, de lá para cá, foi conquistando uma vasta panóplia de pergaminhos, foi também escola de talentos, deu nome a uma rua em Lisboa (onde hoje ainda labora) e construiu um imenso legado de grandes obras literárias, artísticas e científicas, que vai sendo ampliado a cada ano que passa.

Hoje, a Imprensa Nacional tem um catálogo com milhares de títulos publicados e com dezenas de edições premiadas, tem um biblioteca com um acervo de mais de 20 mil títulos. É parceira de museus, palácios e teatros nacionais e continua a ser, hoje tal como ontem, fábrica de livros, casa das artes e a guardiã das leis.

O que sabe sobre a sua editora pública? Teste os seus conhecimentos com este quizz que preparámos para si.





Opúsculo alusivo à inauguração da Biblioteca da Imprensa Nacional, incluindo os discursos inaugurais de Luís Derouet e do Presidente da República, António José de Almeida em 1923.

A atual biblioteca da Imprensa Nacional foi desenhada e construída pelos artistas e carpinteiros da Imprensa Nacional no início da década de 1920. Estas instalações acolheram o acervo da antiga biblioteca, entretanto desaparecida com a demolição do antigo edifício.

No final de setembro de 1922, começaram a abrir-se os mais de 100 caixotes com livros que aguardavam pelas novas estantes e que são atualmente acessíveis ao público.

A biblioteca foi inaugurada em 3 de outubro de 1923, com a presença do Presidente da República, António José de Almeida, e aberta ao público em 28 de julho de 1924.

O seu espólio bibliográfico remonta à criação da Impressão Régia, além de outras edições de literatura, tipografia, arte, ciências, filosofia, economia e ciências médicas.



No contexto da pandemia COVID-19 e dos novos desafios que se colocam ao país e ao mundo por estes dias, a Imprensa Nacional tomou a iniciativa de disponibilizar os seus conteúdos digitais, assumindo, desde o primeiro instante, que esta medida pretende fazer face ao isolamento e, ao mesmo tempo, incentivar a leitura. É também uma iniciativa que dá continuidade à sua primordial e já longa missão de serviço público: preservar e divulgar a memória e o património comuns.
Ao longo da semana passada, a Imprensa Nacional disponibilizou dezenas de títulos da coleção «O Essencial Sobre…», de forma totalmente gratuita e partilhável. Decidiu agora estender a iniciativa a outras obras.

Neste sentido, a Imprensa Nacional começa a disponibilizar gratuitamente no seu site (www.incm.pt), 250 Anos. Breve História da Imprensa Nacional já partir desta segunda-feira, dia 23 de março, em 10 pequenos volumes, ao longo de 10 semanas (um volume por semana).

Pode ler e descarregar aqui o 1.º volume:

Volume 01 - A Régia Oficina Tipográfica


Esta edição, em formato exclusivamente digital, é uma breve síntese adaptada a partir da obra que evocou e celebrou os 250 anos da editora pública: Indústria, Arte e Letras, de autoria de Maria Inês Queiroz, Inês José e Diogo Ferreira, dada à estampa em 2019.

Este rigoroso estudo resulta do trabalho de investigação desenvolvido ao longo de dois anos e que reuniu uma equipa de investigadores da Universidade Nova de Lisboa, coordenada por Maria Inês Queiroz.

Este é um trabalho que acompanha e dá a conhecer a história da editora pública portuguesa desde a sua criação, em 24 de dezembro de 1768, até ao presente, percorrendo o seu papel no setor das artes gráficas, da indústria do livro e da formação profissional, num cruzamento óbvio e inevitável da história do próprio país, como explica Maria Inês Queiroz:

A história da Imprensa Nacional cruzou-se com a história do país, variando em função das principais transformações políticas e económicas e de mudanças socioculturais que, no seu conjunto, se refletiram na sua produção editorial. Desde logo, no plano profissional, merece especial destaque o papel que assumiu no ensino das artes gráficas, tornando-se uma referência à escala nacional. Com efeito, a Impressão Régia foi criada como tipografia e fábrica de letra mas também incumbida de assegurar o ensino nas oficinas, nas quais foram formados, por mais de dois séculos, gravadores, compositores, impressores, fundidores de tipo e litógrafos, entre outros tantos profissionais que contribuíram para a sua reputação técnica e artística.



A revista O Arqueólogo Português, fundada em 1895 por José Leite de Vasconcelos, constitui-se como uma obra de referência na área da Arqueologia Portuguesa sendo, em Portugal, a mais antiga publicação periódica sobre a temática.

Na atualidade, e decorrendo de uma parceria entre a Imprensa Nacional e o Museu Nacional de Arqueologia, a revista, de periodicidade anual, é uma obra de cariz científico e multidisciplinar, onde são apresentados ensaios de reputados autores nacionais e estrangeiros.

Lívia Cristina Coito coordena a presente publicação (volume 6/7 da Série V), referente a 2016-2017.

Recorde aqui um pequeno excerto da entrevista que António Carvalho (AC), diretor e fiel guardião do Museu Nacional de Arqueologia, concedeu ao Prelo (P), em 2015, a propósito desta histórica ligação que une a editora pública ao Museu Nacional de Arquelogia:


«(...) P — O Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) celebraram, em 2011, um protocolo de cooperação pelo qual a INCM volta a ser a editora do MNA, como no tempo de José Leite de Vasconcelos. Que vantagem vê nesta parceria?


AC — Em primeiro lugar, uma vantagem histórica. O MNA é um museu feito por Leite Vasconcelos, proposto por Leite Vasconcelos, em 1893, como Museu Nacional. O MNA é construído com o projeto de museu nacional. Há uma ideia que o Dr. Luís Raposo, meu antecessor no cargo, desenvolveu muito, que é a ideia do museu-resposta ao Ultimato Inglês. Um museu que se vem afirmar por exaltação da identidade nacional. O Ultimato Inglês dá-se em 1890, e o museu é de 1893. Portanto, o museu que está a maturar na cabeça de Leite Vasconcelos surge como resposta ao Ultimato Inglês. E Bernardino Machado, ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria do rei, concretiza-o. E assim o museu aparece como projeto de museu nacional, para tratar o presente etnográfico e o passado arqueológico. Ora, sendo José Leite Vasconcelos uma figura marcante da cultura portuguesa nessa época e ao longo da primeira metade do séc. XX, e sendo autor da INCM, é normal que tivesse pensado que era a INCM a editora ideal, o local próprio — eu insisto neste conceito — para que as publicações, nomeadamente o órgão oficial do Museu, O Arqueólogo Português, ficasse ali «amarrado». E a editora do Estado ser a editora do museu nacional — o museu que surge como museu nacional: o Museu Etnográfico Português, depois Museu Etnológico e depois Museu Nacional de Arqueologia — é, realmente, extremamente relevante. Esta questão tem que ser vista numa dupla dimensão, face ao Leite e à sua obra. O Leite é autor de muitas outras obras, publicadas antes e depois de o Museu Nacional de Arqueologia existir, ligadas à INCM.
Estamos a pensar provavelmente só em arqueologia, nesta conversa. Mas não devemos.

P — Etnografia, certamente?

AC — Sim, etnografia portuguesa. Há muitas obras que são publicadas na Imprensa Nacional, a partir de 1895, data em que Leite Vasconcelos publica o primeiro volume de As Religiões da Lusitânia. Por um lado, é um autor da INCM. Por outro lado, O Arqueólogo Português, como publicação de referência, é uma das mais antigas publicações de arqueologia da Europa.

P — Trata-se de uma publicação centenária.

AC — É uma publicação centenária. Uma publicação de referência ligada à INCM, e que vai servir de base à constituição da biblioteca especializada que o Leite acredita que o museu tem que ter para, com O Arqueólogo, se estabelecer um sistema de permutas internacionais. São coisas que para nós, hoje, são de uma normalidade quase banal, mas que são muito avançadas para a época — o Leite idealiza um modelo em que, por um lado, a editora do Estado imprime a obra magna da arqueologia; e, por outro lado, isto permite-lhe constituir a biblioteca a partir das permutas internacionais que faz com O Arqueólogo Português. Hoje a INCM edita um Arqueólogo (o suplemento, que é uma coisa recente; mas na altura é O Arqueólogo, 1.a série), presente em muitas bibliotecas onde está referida a INCM, graças ao sistema de permutas que o Leite Vasconcelos cria. Portanto, a ligação à Imprensa Nacional é: o museu que ele idealiza como museu nacional ligado à editora do Estado; editora do Estado de que ele vai passar a ser autor a partir de 1895 com As Religiões da Lusitânia. Três das obras principais de Leite Vasconcelos estão na Imprensa Nacional: As Religiões da Lusitânia, 3 volumes, que vocês inclusive já (re)editaram nos anos 1980, se não me falha a memória; A Etnografia Portuguesa; e O Arqueólogo Português. E depois todas as outras. Coisas normais, como Cartas [de Leite de Vasconcelos] a Francisco Martins Sarmento, seu mentor. Mas também na medalhística: Sete Medalhas da Guerra Peninsular, Medalha da Sociedade Económica de Ponte de Lima; na numismática: Inventário das Moedas Portuguesas da Biblioteca Nacional ou Elenco das Lições Numismáticas dadas pela Biblioteca Nacional. Ou uma obra muito interessante dele: De Campolide a Melrose, relação de uma viagem de estudo (filologia, etnografia, arqueologia); ou Pelo Sul de Portugal — Baixo Alentejo e Algarve; ou De Terra em Terra, excursões arqueológico-etnográficas, através de Portugal do norte, centro e sul, de 1927.

P — O que representa hoje esta revista para a arqueologia?


AC — Temos que analisar O Arqueólogo Português sob dois pontos de vista. Perspetiva n.o 1: é uma publicação que surge em 1895, e funciona como arquivo de memória da arqueologia portuguesa, como repositório. Há bases de dados, setoriais ou nacionais — feitas posteriormente, já na época contemporânea — em que O Arqueólogo Português é citado milhares de vezes. Era a grande revista onde publicava o Museu Nacional, dirigida por esse homem até 1929; depois dirigida pelo Prof. Manuel Heleno; mais tarde por D. Fernando de Almeida; e depois continuada por todos os outros diretores: o Dr. Francisco Alves, já no pós-25 de Abril; o Dr. Luís Raposo; e agora continua comigo.
Claro está que, quando olhamos para o séc. XIX ou para o início do séc. XX, a revista funciona como arquivo histórico da arqueologia, como repositório. Quando olhamos agora para épocas mais recentes, em que há mais revistas, vemos que O Arqueólogo Português disputa o espaço com outras revistas. Todavia, os autores ainda gostam de ali publicar. O Arqueólogo Português está neste momento, sob minha orientação e com uma equipa do próprio Museu, a implementar um sistema de peer review para que possa ser um espaço disputado, incluindo, obviamente, a questão da discussão interpares para que tenha mais reconhecimento, mais credibilização. (...)»





Depois de ter disponibilizado já 20 títulos da coleção “O Essencial Sobre…”, a Imprensa Nacional coloca hoje à disposição de todos mais seis títulos desta sua icónica coleção.

Esta iniciativa, por parte da editora pública, é uma medida que pretende combater o isolamento e incentivar a leitura, durante o surto do Covid-19. É também uma iniciativa que vai ao encontro da missão primordial de serviço público da Imprensa Nacional: preservar e divulgar a memória e o património comuns.

São estes os livros disponibilizados esta quinta-feira, 19 de março:

(clique para os ler e descarregar)

O Essencial sobre Jaime Salazar Sampaio, de Duarte Ivo Cruz

O Essencial sobre D. João da Câmara, de Luiz Francisco Rebello


O Essencial sobre Francisco de Holanda, de Maria de Lourdes Sirgado Ganho


O Essencial sobre Agostinho Silva, de Romana Valente Pinho


O Essencial sobre Eudoro de Sousa, de Luís Lóia


O Essencial sobre Bernardim Ribeiro, de António Cândido Franco

Na Imprensa Nacional estamos a trabalhar para que, em breve, sejam colocados, no nosso site (www.incm.pt)  e aqui no nosso blogue, o Prelo, novos títulos e novas coleções.

Acreditamos nos valores da leitura, zelamos pela saúde pública, estamos sempre presentes na vida dos portugueses.

Fique em casa, leia livros. Ler é sempre essencial.




Ondas Médias | O Segredo de Ouro Preto e Outros Caminhos é o primeiro volume da série Crónica da «Obra Completa de Vitorino Nemésio», uma coleção da Imprensa Nacional em parceria com a Companhia das Ilhas.

Destinada a um público vasto, em que cada volume é revisto e apresentado por um especialista na matéria, a Imprensa Nacional e a editora Companhia das Ilhas dão assim um contributo decisivo para a divulgação e o conhecimento da obra de um dos escritores que ficarão para a história da literatura portuguesa do século XX: Vitorino Nemésio.

Ondas Médias é o resultado da colaboração assídua e relativamente longa do escritor com a Emissora Nacional, através de crónicas radiofónicas, isto é, escritas para serem lidas e ouvidas aos microfones da Emissora Nacional.

O Segredo de Ouro Preto e Outros Caminhos, por sua vez, compila crónicas de viagem, a primeira ao país-irmão, o Brasil, e combina-as com poesia de feição brasileira, resultante da comoção inevitável do escritor com a outra margem lusa do Atlântico.

A coleção «Obra Completa de Vitorino Nemésio» tem direção literária de Luiz Fagundes Duarte. O presente volume conta com uma Nota Editorial de autoria de Cláudia Cardoso.

Ondas Médias regista textualmente os primeiros acordes voláteis do grande comunicador através das ondas hertzianas, mais tarde confirmados no palestrante do programa televisivo «Se bem me lembro». A ironia que o título indicia, sugerindo uma inevitável mediania, tem lastro posterior com o autor a considerar que «estas palestras, escritas para o microfone da Emissora Nacional de Radiodifusão, levam no título hertziano de ‘ondas médias’ uma intenção simbólica da sua radical mediania». Trata-se, portanto, de palestras literárias, emitidas no início dos anos de 1940, no contexto de uma Europa em guerra, num país em plena ditadura, dominado pelo medo e pela censura, e dirigidas a um público debilmente habilitado à sua integral descodificação. Porém, este público fiel ouvia atento crónicas que, na sua essência, recuperam figuras da história e da cultura nacionais, contrariando tendências e modismos e até, provavelmente, o interesse dos ouvintes. A questão não era o assunto, era a forma. Como comunicador, Nemésio gerava interesse mesmo sobre o mais desinteressante assunto, na emissão radiofónica no «Ciclo de Cultura Popular», superando em audiência as «Conversas em Família» de Marcello Caetano, entre 8 de janeiro de 1969 e 28 de março de 1974. As emissões prolongaram-se entre 26 de abril de 1942 e 15 de novembro de 1944, pelo menos, de acordo com os carimbos da emissora nos originais datilografados pelo autor; por mais de dois anos, portanto.
(...)
Em 1945, quando publica Ondas Médias, o autor tem 44 anos e uma carreira consolidada na Universidade, tendo obtido o grau de professor catedrático três anos antes; recebe, neste ano, o Prémio Ricardo Malheiro da Academia das Ciências de Lisboa; e publica a segunda edição de Mau Tempo no Canal. Nove anos depois, em 1954, quando publica O Segredo de Ouro Preto e Outros Caminhos, dá-nos conta do fascínio pelo irmã-atlântico e da necessidade de uma plataforma de entendimento luso-brasileiro.
(...)
O Segredo de Ouro Preto e Outros Caminhos, publicada (com uma tiragem de 40 exemplares) em 1954, nove anos depois, portanto, de Ondas Médias, é dedicada, na sua 1.ª edição, a José Manuel da Costa e a Augusto Meyer, e abre com um antelóquio, que precede as diversas jornadas: as cariocas, a paulista e as baianas. Trata-se, igualmente, de uma obra que reúne dispersos, incluindo crónicas publicadas no Diário Popular e emitidas na Emissora Nacional de Lisboa, numa compilação que resulta do périplo brasileiro do escritor, por diversas cidades: Rio de Janeiro, São Paulo e Baía, revelando que a sua ligação ao Brasil não era estritamente académica e cultural, mas era, sobretudo, afetiva. Este livro é uma compilação de textos de diversas proveniências, incluindo poesia, romanceiro e crónica. Parte dele — os dez poemas da secção «Romanceiro da Baía» — transitou posteriormente, com ligeiras alterações, para Nem Toda a Noite a Vida (Lisboa, Ática, 1952), depois para Violão de Morro / Nove Romances da Bahia (Lisboa, Edições Panorama, 1968), e, finalmente, para Poemas Brasileiros (Lisboa, Bertrand, 1972), sob a designação «9 Romances da Bahia», que passa a acolher, ainda, o poema «No cemitério de Santa Efigénia de Ouro Preto», que constituía a primeira parte da secção «O Segredo de Ouro Preto», com o título modificado.

Cláudia Cardoso in Nota Editorial.




Consciente de que muitos de nós estaremos nos próximos tempos em isolamento social, e cientes da importância da leitura em todas as horas, a Imprensa Nacional continua a dar cumprimento à sua missão de serviço público - de preservar e divulgar a memória e o património comuns - e disponibiliza alguns dos seus conteúdos digitais.

Na passada 6.ª feira começámos por tornar acessíveis on-line, de forma inteiramente gratuita e partilhável, os 15 mais recentes títulos da coleção «O Essencial Sobre...».

Hoje disponibilizamos mais cinco títulos desta mesma coleção. Uma coleção que foi, vale a pena recordar, inaugurada, na década de 1980, por Vasco Graça-Moura, então responsável pelas edições da INCM. A ideia era avançar com uma coleção sobre diversos temas da cultura e da literatura portuguesas, explicados de uma forma breve e acessível, para um público generalista e por um valor acessível.

De lá para cá, a coleção prosseguiu sempre com a mesma missão. Hoje é uma das mais icónicas coleções da editora pública. Conta já com 136 títulos (e algumas segundas edições) para os quais contribuíram e continuam a contribuir os mais prestigiados escritores e pensadores nacionais. Foi, entretanto e naturalmente, abrindo portas a nomes e a temas internacionais, muitos deles fundamentais para a matriz cultural do Ocidente.

Hoje recuperamos mais cinco títulos, já mais antigos.  De notar que alguns deles já se encontram esgotados há vários anos. Tem agora a oportunidade de os descarregar e ler de forma totalmente gratuita.

São eles: (clique para os ler)  

O Essencial sobre A Formação da Nacionalidade, de José Mattoso


O Essencial sobre Raúl Brandão, de A. M. B. Machado Pires

O Essencial sobre Santo António, de Maria de Lourdes Sirgado Ganho

O Essencial sobre José Régio, de Eugénio Lisboa

O Essencial sobre Miguel Torga, de Isabel Vaz Ponce de Leão


Esteja atento ao Prelo e ao nosso sítio na internet (www.incm.pt). Assim que nos for possível  continuaremos a disponibilizar mais títulos.

Fique em casa e boas leituras.


Tendo por base os livros da icónica coleção «O Essencial sobre...» este programa, da responsabilidade da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, em parceria com a rádio pública, Antena 2, pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).





No atual contexto de controlo da pandemia de COVID-19 em Portugal, e dos novos desafios que se colocam a todos, a INCM assume, à semelhança de tantas outras organizações, o seu dever de contribuir para a defesa da saúde pública, e de reforçar a proteção da saúde dos seus trabalhadores, clientes, fornecedores, e em geral de todos os que trabalham connosco.

A decisão de encerramento das escolas a partir  de hoje, 2.ª feira, dia 16 de março, vai obrigar muitos dos trabalhadores a acompanharem em casa os filhos menores de 12 anos.

Tal circunstância impede que existam as condições mínimas de atendimento, de prestação de serviços e de vendas nas lojas, incluindo a distribuição dos livros sob a alçada dos trabalhadores em funções no armazém.

Assim sendo, informamos que as Lojas de Lisboa, Coimbra e Porto estarão encerradas a partir de hoje, 2ª feira, dia 16 de março, por um período previsível de 14 dias.


No entanto, a Imprensa Nacional continua, mais do que nunca, a dar cumprimento à sua missão de serviço público, de preservar e divulgar a memória e o património comuns, antecipando a disponibilização dos seus conteúdos digitais.

Na passada 6.ª feira começámos por disponibilizar on-line, de forma inteiramente gratuita e partilhável, os 15 mais recentes títulos da coleção «O Essencial Sobre...». Ao longo do dia de hoje, e seguintes, continuaremos a disponibilizar outros títulos de variadas coleções. Estamos a reunir todos os esforços para que tal seja possível.

Esteja atento ao Prelo e ao nosso site (www.incm.pt).



Caderneta de aprendiz da Fundição de Tipos da Imprensa Nacional [19--].

O início dos anos 1950 foi marcado pelo estudo e propostas de reforma da fundição de tipos, de forma a ajustá-la às necessidades do mercado nacional. Nesta altura, o subchefe da oficina de fundição e diretor da Escola de Fundição, Manuel Lopes Canhão, visitou diversas fábricas de fundição de tipos europeias e procurou acompanhar a investigação da formação de ligas de aplicação tipográfica.

Estas viagens de estudo estiveram na base do plano de remodelação da fundição de tipos e que incluiu a renovação dos métodos de ensino, trabalho e equipamento



Como já é do conhecimento de todos o Governo Português decretou o estado de alerta no país, na noite de 12 de março, recomendando um conjunto de medidas preventivas no combate à disseminação do COVID-19.

A evolução da pandemia do COVID-19 implica a adopção de planos de contingência que afetam todas as áreas da nossa vida em sociedade.

A Imprensa Nacional, consciente do patamar efetivamente preocupante desta pandemia, decidiu suspender, logo no início desta semana, todos os eventos que tinha agendado na sala da Biblioteca da Imprensa Nacional, procedendo também ao seu encerramento imediato. Além destes, foram também suspensos todos os eventos culturais fora de portas (eventos de promoção da língua e cultura portuguesas) até, para já, 8 de abril.

Consciente igualmente das consequências que tais resoluções comportam e tendo em conta que muitos e muitas de nós estaremos nos próximos tempos em isolamento social, a Imprensa Nacional dará a partir de hoje cumprimento à sua missão de serviço público, de preservar e divulgar a memória e o património comuns, antecipando a disponibilização dos nossos conteúdos digitais, disponibilização essa que estava prevista para mais tarde.

Tais conteúdos estarão acessíveis gratuitamente e de forma partilhável na nosso sítio da internet em www.incm.pt e no nosso blogue.

Assim, disponibilizaremos de imediato, nos sítios indicados, os últimos títulos da coleção «O Essencial Sobre…».

São eles: (clique para os ler)

O Essencial sobre Walt Whitman, de Mário Avelar

O Essencial sobre Charles Chaplin, de José Augusto França

O Essencial sobre Dom Quixote, de António Mega Ferreira

O Essencial sobre Michel de Montaigne, de Clara Rocha

O Essencial sobre Leonardo Coimbra, de Ana Catarina Milhazes

O Essencial sobre Pablo Picasso, de José Augusto França

O Essencial sobre O Diário da República, de Guilherme d’Oliveira Martins

O Essencial sobre Vergílio Ferreira, de Helder Godinho

O Essencial sobre A Companhia Nacional de Bailado, de Mónica Guerreiro

O Essencial sobre Mario de Sá-Carneiro, de Clara Rocha

O Essencial sobre Os Ballets Russes em Lisboa, de Maria João Castro

O Essencial sobre Dante Alighieri, de António Mega Ferreira

O Essencial sobre O Teatro de Henrique Lopes de Mendonça, de Duarte Ivo Cruz

O Essencial sobre Jorge de Sena, de Jorge Fazenda Lourenço

O Essencial sobre Mário Cláudio, de Martinho Soares


Agora, como sempre, a Imprensa Nacional mantém o compromisso de serviço público com a cultura portuguesa. Esteja atento ao Prelo, estamos a reunir todos os nossos esforços para poder alargar esta lista.



«Poeta de primeira água, escritor compulsivo e seminal, Bocage trilhou, em páginas de filigrana, os caminhos da lírica, da sátira, do erotismo e do drama e traduziu alguns dos principais escritores clássicos greco-latinos, franceses e italianos. Por ser apologista do livre pensamento foi amplamente censurado. Recorreu à clandestinidade para dar a conhecer o primeiro manifesto feminista português, que redigiu em verso, e compôs um manifesto iluminista, que punha em causa os fundamentos da ordem social vigente. Conheceu a fama e a fome: levou a poesia do palácio para a rua, democratizou-a, dizendo-a nos cafés, nas feiras, nos botequins e no «Passeio Público», onde também vendia, para angariar meios de subsistência, os seus manuscritos, exaustivamente cinzelados, sem cessar burilados. A inveja dos rivais da Academia de Belas-Letras, a inquietude que o possuía e a transgressão expressa, designadamente, na sua obra clandestina, que encerra as sementes da liberdade e da alteridade, conduziram-no, várias vezes, ao cárcere. Respondeu, então, perante a Intendência-Geral da Polícia e a Inquisição, que o tentaram, sem êxito, reeducar. Para cúmulo, sem túmulo: faleceu na flor da idade, aos 40 anos, e os seus restos mortais foram parar à vala comum.» Daniel Pires in Bocage ou o Elogio da Inquietude.

Bocage tem agora a sua história de vida contada por Daniel Pires e editada na Imprensa Nacional: Bocage ou o Elogio da Inquietude. Ao longo de vários anos o autor estudou a obra do poeta, tornando-se num dos maiores bocageanos da atualidade. Daniel Pires, coordenador das Obras Completas de Bocage, publicadas pela Imprensa Nacional, apresenta-nos Bocage ou o Elogio da Inquietude em 20 capítulos, distribuídos por cerca de 550 páginas!  São eles: As raízes familiares; A educação e o ensino do jovem Manuel Maria; A vida militar de Bocage em Setúbal; Bocage na Marinha (1783-1785); Rumo ao Oriente; Por terras da Índia (1786-1788); A mítica China e Macau; De regresso ao reino (1790); Um titã entre anões: O confronto na Academia de Belas-Letras (1790-1793); Boémia e transgressão (1794-1797); As afinidades eletivas de Lunardi e de Bocage (1794); A ferros, no Limoeiro (1797); A «reeducação» de Bocage (1798); «Liberdade querida e suspirada»(1799-1802); Nas malhas da censura; A polémica com José Agostinho de Macedo (1802); Nos meandros da Maçonaria; A fama… e a fome! (1803); O fim da caminhada e outros descaminhos... (1804) e Para cúmulo, sem túmulo (1805).

Bocage ou o Elogio da Inquietude conta ainda com cerca de cem documentos inéditos, encontrados na Biblioteca Nacional e na Torre do Tombo, onde Daniel Pires consultou os arquivos da Intendência-Geral da Polícia, da Inquisição, do Ministério do Reino e do Desembargo do Paço.

Manuel Maria de Barbosa du Bocage nasceu no dia 15 de setembro de 1765, um domingo, às 3 da tarde. Horas antes, de madrugada, teve lugar, quiçá premonitoriamente, um eclipse do Sol. (…) José Luís e Mariana geraram uma prole ampla, mais precisamente, seis crianças, sendo o futuro poeta a quarta. Na época, o filho primogénito era privilegiado relativamente aos seus irmãos, ou seja, tinha um estatuto diferente. No caso deste agregado familiar, cons¬tituído pelos pais, por quatro elementos do sexo feminino e dois do sexo masculino, as diferenças eram consideráveis. Numa vila da província, as raparigas apenas podiam ambicionar uma educação caseira, normalmente ministrada pelas mães, pelas tias e/ou avós, e, mais tarde, contrair ma¬trimónio, se encontrassem um consorte, ou entrar para um convento que lhes garantisse a sobrevivência. Na verdade, só nos finais do século xviii aparecem na Gazeta de Lisboa, os primeiros anúncios que versavam sobre a educação feminina.
Os rapazes — Gil Francisco e Manuel Maria —, respetivamente o ter¬ceiro e o quarto filhos, tiveram percursos distintos. O mais velho formou¬-se em Leis, pela Universidade de Coimbra, onde estudou de 1785 a 1791. O futuro poeta, sem alternativas, para si sedutoras, na vila de Setúbal, foi for¬çado a optar pela carreira das armas, para a qual não estava de forma alguma vocacionado, como duas deserções e vários conflitos castrenses claramente viriam a provar.

Ao ler esta obra vai poder encontrar novas interpretações e dados biográficos do poeta sadino, até agora desconhecidos. Recorde-se que Bocage ou o Elogio da Inquietude é o resultado de cerca de 30 anos de pesquisa, conforme explicou Daniel Pires em entrevista ao PRELO, datada de dezembro de 2019. Recorde-a aqui.


Disponível em breve nas nossas livrarias.



A presente edição, Compositores Portugueses I (Séc. XVIII), compreende Árias e Conjuntos de Ópera e Opereta de compositores portugueses do séc. XVIII.

Neste volume são apresentadas peças dos compositores Francisco António de Almeida, Pedro António Avondano, João Cordeiro da Silva, João de Sousa Carvalho, Luciano Xavier dos Santos, Jerónimo Francisco de Lima e António Leal Moreira.

João Paulo Santos refere nas notas desta edição que «Os textos foram corrigidos de acordo com os libretos originais e discretamente modernizados no que diz respeito à ortografia e pontuação.»

Tanto a partitura de orquestra como os materiais das peças que compõem esta edição encontram-se disponíveis no Teatro Nacional de São Carlos.

Este volume pertence à coleção «Partituras do Património Lírico Português», que tem por objetivo assegurar que este património esteja acessível para poder ser estudado e interpretado – uma missão agora assegurada por duas instituições vocacionadas para o serviço público: a Imprensa Nacional e a OPART / Teatro Nacional de São Carlos.




Cypriano Joseph da Rocha. Relato de uma vida entre Portugal e o Brasil na «Idade do Ouro», de António Andresen Guimarães, é um ensaio que percorre o trajeto de vida, privada e pública, de Cypriano Joseph da Rocha que a 26 de maio de 1728, deixa Lisboa, acompanhado pelos dois filhos, e embarca, na Ribeira das Naus, rumo ao Brasil.

Cypriano José da Rocha vai ocupar, na capitania da Baía, o cargo de juiz dos órfãos, por mercê de Sua Majestade el-rei D. João V, o Magnânimo, e uns anos mais tarde, na capitania de Minas Gerais, o de ouvidor da comarca de Rio das Mortes, esse extenso território que, provavelmente ele não o saberia, era maior do que o Reino que ele deixava.

Este ensaio tem pois enfoque no período brasileiro, onde se destaca a missão que levou Cypriano Joseph da Rocha sertão adentro, à descoberta das minas do Rio Verde, ultrapassando os rios Baependi, Lambari e Sapucaí, e que tem um momento marcante na fundação, como ele designou, de um arraial a que pôs o nome de Arraial de São Cipriano.

Ultrapassada a fase de adaptação, ao clima, à alimentação, aos costumes e à vida social de um território em desenvolvimento e também em expansão para novas fronteiras, vivendo as mutações económicas, sociais e políticas que o novo ciclo do ouro trazia à América portuguesa, Cypriano integra-se nesse novo mundo, de que dá conta nas cartas que regularmente foi escrevendo a sua mulher.

Escreve António Andresen Guimarães na «Introdução» ao livro:

O nome de Cypriano Joseph da Rocha não figura em nenhuma enciclopédia,muito menos em qualquer compêndio de História. Segundo os critérios de uma história tradicional, não foi estadista célebre ou militar que mereça ser recordado pelos seus feitos heróicos; não deixou obra literária, nem fez qualquer descoberta científica que preserve o seu nome. Não se lhe conhecem qualidades excecionais que justificassem que o seu nome ficasse gravado na História. No entanto, o nome de Cypriano Joseph da Rocha, cuja biografia aqui ensaiamos, sobreviveu à passagem do tempo, num círculo limitado de influência é certo, mas tal não significa que o conhecimento da sua vida não constitua motivo de interesse. Pelo contrário, como procurarei dar testemunho.
Quando comecei a interessar-me por esta personagem e fui fazendo as minhas pesquisas, surpreendi-me com as inúmeras vezes que o seu nome aparecia citado. Na atribuição de fundação de cidades, na sua toponímia, em diversos estudos sobre a história de Minas Gerais, etc., Cypriano Joseph da Rocha constituía uma referência. Comecei a ler esses estudos e a ganhar interesse pela personagem. O facto de ser seu descendente direto me dava um impulso e interesse pessoal acrescido e motivação para investigar e aprofundar os conhecimentos e dados que ia recolhendo. E, sobretudo, por dispor de acesso privilegiado a fontes documentais diretas e inéditas, que permaneceram durante séculos preservadas na casa onde Cypriano viveu e morreu e que, por sucessão, pertence ao autor deste ensaio biográfico. (...)

in «Introdução» de Cypriano Joseph da Rocha. Relato de uma vida entre Portugal e o Brasil na «Idade do Ouro»



Tendo por base os livros da icónica coleção «O Essencial sobre...» este programa, da responsabilidade da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, em parceria com a rádio pública, Antena 2, pretende divulgar e preservar na memória coletiva grandes nomes da nossa história (cultural, política, social e artística).


O episódio n.º 10 é dedicado a Miguel Torga e pode ouvi-lo aqui.



Programa da ópera cómica de Silva Leal, Um Passeio pela Europa, representada no Teatro das Laranjeiras em 20 de maio de 1851.

O património histórico da Imprensa Nacional reúne, além de livros e publicações oficiais, um conjunto muito diversificado de impressões que, como este programa de ópera, ajudam a contar a história da sociedade portuguesa oitocentista e novecentista nas suas práticas de cultura e lazer.